Dei pra o moleque da cidade nova - Parte I

Um conto erótico de nikovskin
Categoria: Gay
Contém 1263 palavras
Data: 17/01/2026 00:26:37

Nasci e fui criado em um pequeno interior chamado Nascente Ribeiro. Me batizaram de Alan Levi. De neném de colo aos 16 anos, minha mãe, irmã e tia me criaram. Meu pai era ausente na maioria dos âmbitos. Apesar disso, tive a infância saudável e cresci bem amparado. A cidade era minúscula, pouco mais de 13 mil habitantes. Pacata, pouco desenvolvida e péssima para se aproveitar enquanto adolescente.

Quando completei dezessete, fui aprovado em um exame de seleção e tornei-me calouro de Botânica. O curso era ofertado na modalidade técnico integrado, em um Instituto Federal próximo a capital do meu estado.

Minha tia possuía amigos consolidados aos arredores da cidade e logo se prontificou a mudar-se para lá e me levar consigo.

Nos mudamos efetivamente ao fim de fevereiro do ano posterior ao da minha aprovação. Minhas aulas começariam na segunda semana de março, mas precisávamos iniciar a adaptação alguns dias antes, até mesmo para que eu me situasse na cidade.

Nos primeiros dias, nós dois rodamos um pouco para mapear o local e em uma tarde de sábado, fomos ao centro comercial buscar por mochilas, materiais escolares e itens pessoais. Algo ao qual me atentei fortemente no decorrer do percurso foi à beleza dos novos rostos e corpos com os quais eu me deparava. Todos pareciam saber exatamente o que estavam fazendo com a própria aparência. Em especial, os garotos. Aqueles sim faziam um trabalho excepcional quanto a auto imagem.

Os meninos da minha idade tomaram conhecimento do esquema perigoso e putifero de iniciar na academia antes mesmo de atingirem a maturidade corporal. Seus corpos em formação, com os hormonios friviando soltos a mil por hora, logo salientava as formas e curvas da anatomia masculina. A diluição pouco uniforme de traços jovens com relances de adultos viris dava a eles uma aparência cafajeste.

Da cidade onde vim, todo focinho era conhecido, todos os garotos pareciam rascunhos abandonados, e os que se destacavam por parecerem minimamente interessantes, jamais corresponderam a minha atração.

Trombar com tantos rapazes atraentes em tão pouco tempo rodopiou minha cabeça e acendeu um calor intenso no meio das minhas pernas.

Ao fim do dia, quando retornamos para casa, aproveitei que minha tia havia se trancado em seu quarto para tratar de assuntos próprios e demorei mais no banho.

Quando entrei no banheiro tranquei na chave, apaguei a luz, peguei um gel de cabelo, sentei-me no vaso e fechei os olhos. Com a mão massageando o pau pensei em todos os rostos que memorizei durante a tarde. Minha mente deu zoom em cada canto saboroso daqueles corpos. A axila sob a curva protuberante do início dos peitos por onde escorria o suor do calor. Aqueles pescoços grossos com pomos-de-adão salientes. As panturrilhas roliças, as coxas de jogador de futeb...

Com flashes na cabeça, comecei a pensar no atrito de cada uma dessas parte em cima de mim. Minha mão lubrificada de gel subia e descia da glande até a base, enquanto eu continha gemidos mordendo os lábios com violência. Meu peito, ofegante, subia e descia sem intervalo de tempo. Tive que me segurar 3 vezes para não gozar porque queria aproveitar ainda mais, mas meu tesão ja havia extrapolado os limites do meu corpo e meu coração batia desesperadamente. Gozei no instante em que larguei o pau para descansar a mão na barriga. Jatos brancos e quentes se espalharam pelas minhas pernas e pelo chão também. Os espasmos que consumiram meu corpo me fizeram sentir sensações absolutamente incríveis, meu cérebro rodopiou, e então eu já estava com nojo de tudo que havia feito.

Eu era uma pessoa virgem. Eu precisava ter alguém no meio das minhas pernas mais cedo ou mais tarde. Já havia simulado a sensação algumas vezes com travesseiros e isso me proporcionou loucuras, então passei a presumir que com — pelo menos — 73kg de massa masculina derramada sobre mim seria espetacular.

Quando saí do banheiro, minha tia ainda estava no quarto. Corri para o meu também, busquei por um shorts de tecido mole e uma camisa larga. Trocado, seco e cheiroso, fui a cozinha preparar algo para comer. Os armários cheios pós compra de início de mês me despertaram felicidade suficiente para crer que tudo era lindo, alcançável e possível.

Fiz uma gororoba de iogurte, granola e banana e comi em 3 minutos. Após desempacotar as sacolas de compras e organizar a mochila com os novos materiais escolares, deitei para dar início ao meu consumo desregulado de telas até cair de sono.

Minhas aulas começariam dali 4 dias e meu curso era pela manhã. Isso significava que eu tinha mais 3 noites para regular o sono e passar a acordar religiosamente às 5h. Portanto, no dia seguinte me propus a acordar cedo – 7h era o mais cedo possível para um domingo – e ir a padaria.

Por se localizar na rua principal do bairro em que morava, precisei caminhar por 10min até chegar. Foi uma caminhada pacífica, onde maior parte da vida que vi se resumiu a senhoras aguando plantas, alguns corredores matinais e passarinhos celebrando a manhã.

Aguardei poucos minutos em uma fila com 4 pessoas, peguei uma boa quantidade de pães e me dirigi a fila do caixa – formada outra vez por 4 pessoas. Enquanto conferia o valor, um freio de bicicleta alertou na calçada elevada da padaria. Nas mãos de um jovem garboso com camisa mal colocada, o veículo foi largado no chão. O sujeito entrou no estabelecimento bem a tempo da fila do balcão esvaziar.

Devo confessar que, vendo a pele de sua barriga exposta, meu sistema liberou alguns alertas de adrenalina e noradrenalina, e me causaram uma excitação imediata no coração.

Meu olhar foi fisgado pelo movimento que ele fez para desenroscar a camisa e rapidamente subiu para o seu rosto. Com medo de um olhar retaliador, não me demorei analisando. Apesar disto, consegui perceber que seus olhos eram incisivos e acentuados. Sua pele apresentava um suave bronze praiano com rubor de saude. Suas feições eram de uma beleza malandra.

O acompanhei de rabo de olho até encostar no balcão. Pude ouvir seu pedido (7 unidades de pães e 200g de queijo), seus passos afastando-se de lá e aí foi quando, retesado, me dei conta de que eu era o último da fila.

Quando ele parou atrás de mim, tomando meu lugar como o último, me obriguei a se recompor e dei um jeito de visualizá-lo de solsaio. Abaixei o olhar e fitei seus pés.

Que coisa!

Honestamente, eu não gostaria de admitir, mas seus pés pareceram feitos com uma beleza intencional. Lisos, bronze sutil, dedos simétricos com unhas limpas e bem cuidadas... Vestiam havaianas brancas e logo acima do tornozelo esquerdo, uma tira de pano nas cores do reggae o circundava.

Me balancei estrategicamente e consegui ampliar rapido o campo de visão pelo canto do olho. Notei que ele era mais alto. Não sabia o quanto. Meu olfato captou um sutil aroma fresco, como cheiro de limão, mar e protetor. Quando minha vez chegou, ele pareceu se mexer me induzindo a seguir em frente. Paguei os pães, me demorei poucos segundos a mais e então fui embora.

Ao chegar em casa, repeti brevemente a punheta da noite anterior. Gostaria de ter analisado ele melhor. Me enraiveceu o fato de haver pouquíssimas chances de encontra-lo outra vez. E, se por acaso chegasse a encontrar, temia também não reconhece-lo.

Depois do café, peguei meu celular na esperança idiota de que o Instagram me recomendasse o suposto perfil dele. Frustrado com o óbvio, procurei algo melhor para fazer e aplicar meu esforço pelo resto do dia.

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