Pegamos um Uber para o restaurante. Bruna e eu chegamos e pedimos uma mesa. Fomos levados a uma no canto. Puxei a cadeira para ela e sentei ao lado. Após nos acomodarmos, sorri para ela e dei um beijo. Ficamos ali esperando Osvaldo.
Eu me acalmei e pensei que não queria parecer ansioso demais e deixar Osvaldo me dominar. Nós nunca nos demos bem, mas ele sempre evitava confronto comigo por eu ser mais jovem e forte. Não sabia se descobrir a verdade o deixaria mais arrogante ou até grato. Acho que já sabia que ele mudaria completamente a atitude para saborear a situação. O tempo diria.
— Preciso ir ao banheiro — Bruna disse de repente. Fiquei olhando ela se afastar e notei as nádegas balançando visivelmente sob o vestido colado ao corpo. Olhei ao redor e vi outros caras observando-a com olhos famintos. Isso me encheu de orgulho.
Sentei novamente pensando no que diríamos a Osvaldo. Pouco depois, vi Osvaldo se aproximando da mesa. Mesmo acima do peso e com corpo atarracado, não parecia um completo desleixado — usava roupas caras e elegantes. Isso não apagava o olhar feio nos olhos dele ao se aproximar com um sorriso ainda mais feio. Esse era o homem que minha esposa chupara. Servindo o pau dele com a boca bonita. Várias vezes agora. E agora ele sabia que eu sabia.
Levantei e dei um aperto de mão firme, encarando-o com olhar sério. Os olhos dele travaram nos meus e ele sorriu com arrogância.
— E aí? Cadê sua esposa gostosa? — Osvaldo perguntou.
— Tudo bem. Lá vem ela — respondi, olhando por cima do ombro dele. Bruna voltava do banheiro.
Ele virou para trás. Os olhos fixaram em Bruna e eu sabia que ele estava impressionado com o quanto ela estava linda arrumada. Ela veio e parou ao meu lado. Via que estava um pouco nervosa ao ver Osvaldo.
— Caralho, você tá uma delícia, Bruna — comentou ele, devorando-a com os olhos. — Então queriam falar comigo? — Ergueu as sobrancelhas encarando-me.
— Que bom que veio. Acho que temos umas coisas pra discutir... tenho certeza que não vai se arrepender — respondi com voz casual.
— Sem problema — Osvaldo disse sorrindo. Depois encarou Bruna novamente. — Sua esposa tá incrível como sempre. Adoro as joias nela.
Antes que eu respondesse, Bruna disse:
— Gosto de me arrumar pro meu marido — sorrindo para mim.
— Vamos sentar — falei casualmente. Coloquei a mão nas costas dela e a guiei até a cadeira, depois sentei ao lado. Osvaldo pegou a cadeira do outro lado da mesa, na nossa frente.
Depois que o garçom anotou os drinks, Osvaldo finalmente perguntou:
— Então por que eu tô aqui?
— Vamos deixar os detalhes pra depois — precisei de um tempo para organizar os pensamentos.
Eu e Osvaldo fizemos conversa fiada enquanto o garçom trazia os drinks e anotava os pedidos de comida.
Osvaldo falava comigo, mas não parava de olhar para Bruna. Não o culpava. Ela estava incrível naquele vestido, e as joias a deixavam tão sofisticada. Eu dava olhadas ocasionais para ela. Tinha as mãos no colo, olhando para qualquer coisa menos Osvaldo. Sorri com o nervosismo dela.
Peguei uma das mãos dela e apertei. Ela virou para mim e viu meu sorriso. Ver o marido fez o nervosismo dela sumir imediatamente.
Osvaldo estava no meio de uma frase quando viu nós dois sorrindo e nos inclinando para um beijo.
Ele sorriu com a cena.
— Dá pra ver o quanto ela te ama. Você tem sorte de terem um ao outro.
Paramos o beijo. Bruna ganhou mais coragem e resolveu ser safada para o marido.
— Claro que amo... senão como acha que eu teria feito o que fiz? — disse para Osvaldo, corando.
— Você quer dizer as vezes que chupou meu pauzão? — Osvaldo falou direto.
Ela estreitou os olhos para ele.
— Isso. Essas vezes. E você pode ter um pau grande... — virou para o marido — ...mas não é tão grande quanto meu amor pelo meu marido.
Osvaldo revirou os olhos e cruzou os braços. Deu uma risada com a resposta clichê dela.
Olhei para os dois e sorri com a troca de farpas. Passei o braço ao redor da minha esposa e a puxei para perto.
Encarando Osvaldo diretamente.
— Então você já deve ter sacado que isso tudo foi ideia minha.
Osvaldo apenas assentiu.
— Imaginei.
Sabia que eu era a chave para ele pegar Bruna novamente. Só não entendia o que eu ganhava com isso.
— Amo minha esposa. Ela é a coisa mais importante do mundo para mim. Então, antes de falar qualquer coisa, você precisa entender que isso é só uma aventura para nós. Tem que me respeitar e, acima de tudo, respeitar nosso casamento.
O coração de Bruna acelerou ao ouvir as palavras do marido e sentir o amor dele.
Osvaldo assentiu de novo. Achou melhor calar a boca e ouvir.
Continuei:
— Como você disse, tenho sorte de ter minha esposa. Desde jovem tenho essa fantasia louca de ver o amor da minha vida com outro alguém. Ficava ainda mais safado pensando em alguém com quem eu não me dava bem ou que ela não achasse atraente. Ela faz isso puramente para alimentar meu tesão. É aí que você entra.
— Então foi por isso que ela apareceu naquela noite na banheira de hidromassagem? Foi para você?
Bruna respondeu:
— Sim, eu tinha descoberto a fantasia dele recentemente e, depois de muita insistência, ele me mandou flertar com você. Mas...
— Ela acabou fazendo muito mais porque sabia o quanto me enlouqueceria. Eu estava lá assistindo.
Osvaldo arregalou os olhos ao saber que eu estava presente vendo tudo.
— Imagino que eu ter um pau maior não teve nada a ver com isso então.
Eu não respondi. Minha fantasia nunca girava em torno do cara ser maior que eu. Sou maior que a maioria dos homens. Infelizmente Osvaldo não era como a maioria. Agora, depois de ver Bruna brincar com o pau muito maior dele, percebi o quanto isso me dava ciúme e tesão ao mesmo tempo.
Olhei para Bruna. Queria ouvir ela responder. Bruna olhou para mim, depois para Osvaldo, respirou fundo como se estivesse irritada por ter que responder uma pergunta tão vulgar.
— Achei que ia enlouquecer meu marido vendo eu pelo menos masturbando seu pau. Não imaginei...
— Que eu seria tão grande — Osvaldo sorriu convencido.
Bruna assentiu olhando para baixo.
— Facilitou, acho. Sabia que ia enlouquecer ele. Você ser... maior foi só um bônus.
— Para você ou para ele? — Osvaldo riu, fazendo Bruna corar e manter os olhos fixos na mesa.
— Para os dois — respondi por ela.
— Então é o seguinte, Osvaldo. Gostei de ver minha esposa se submetendo a você. Você tem sorte de ser um fenômeno da natureza com esse porco aí, senão nem minha insistência faria Bruna se submeter a um cara como você.
Bruna deu risadinhas ao ouvir meu comentário. Osvaldo também riu. Não se importou porque sabia que era verdade. Nunca teria chance com uma mulher como Bruna. Graças ao marido isso era possível, e por isso seria eternamente grato.
— E agora? — Osvaldo perguntou.
— Agora eu te digo as regras se quiser que isso continue.
— Regra 1: Nada de sexo. Isso é só uma aventura. Não queremos que mude nossa vida ou casamento.
— Regra 2: Você não pode ficar com Bruna todo dia. Vai ser algo espontâneo. Posso prometer no mínimo uma vez por mês, ou no máximo algumas vezes dependendo da ocasião.
— Regra 3: Você não pode machucar Bruna. Você é o único homem que bateu tão forte na bunda dela. Não nos importamos, mas não pode exagerar na força.
Osvaldo sorriu ao ouvir isso. Ele pegou o primeiro boquete dela e agora era o único a bater na bunda dela. Eu sabia que Osvaldo começava a entender o que nos excitava.
— Regra 4: Você não pode contar para ninguém ou acaba tudo.
— Regra 5 e final: Bruna vai entrar no personagem e falar sacanagem com você. Sabe que me enlouquece. Não me importo quando você fala grosso com ela. Até me rebaixando às vezes. Mas é só papo de cama. Fora da cama, quero que respeite a gente e nosso casamento. Ou acaba. E aí? O que acha?
O tempo todo me mantive calmo, tranquilo e confiante. Bruna achou sexy eu falar de dividir ela com tanta naturalidade, como se tivesse confiança absoluta de nunca perdê-la.
Osvaldo me encarou por um tempo sem dizer nada. Antes me odiava e agora eu oferecia deixar minha esposa ficar com ele. Nem os amigos mais antigos fariam algo assim, e engraçado um “inimigo” fazer. Via que ele não queria me irritar e estragar tudo.
Osvaldo finalmente sorriu e disse:
— Eu aceito.
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[CONTINUA]