Após terminarmos mais uma maratona de sexo, tomamos um banho, pegamos um pote de sorvete e decidimos assistir a um filme. Porém, o que Lucélia disse na cama, me deixou inquieto, feliz, nervoso e com mais um monte de sentimentos ao mesmo tempo. Não aguentei ficar naquela agonia, apertei o pause no controle do DVD e disse:
-Lucélia, podemos conversar?
Lambendo a ponta da colher de sorvete, ela me olhou surpresa:
-Ué! Claro. Algum problema?
-Acho que precisamos falar sobre nós, estamos juntos esses meses, ficando, enrolados, sei lá, mas a verdade é que estou gostando muito de você e acho que deveríamos pensar em ter um namoro, um compromisso.
- O que a gente tem não está bom?
-Sim, mas eu quero entender o que a gente tem, já que nunca falamos sobre isso.
-Olha, Elder, acho que não devemos complicar. Tô adorando o que estamos vivendo, mas quando começa a ficar sério, é certeza que vai dar errado.
-Sério como?
-Falar em compromisso, depois já começa a falar em casamento.
-Não, não, casamento tão cedo seria loucura, mas queria ao menos saber se devemos nos tratar como namorados.
-Podemos...
Suspirei aliviado, mas aí veio:
-Mas eu não vou te garantir exclusividade em termos de sexo.
Meu coração disparou e senti um frio na espinha:
-Como assim? Quer namorar, mas sair com outros?
-De vez em quando, ué!
-Como fazia com o bobalhão do Giba... – disse bravo.
-Com ele era diferente, o tonto não tinha cabeça para uma conversa como essa. Para dizer a verdade, queria mesmo falar sobre isso com você, só estava adiando, mas acho legal jogarmos limpo um com o outro.
- Agora há pouco, você suspirou em meu ouvido “Eu te amo” e foi a coisa mais linda que ouvi, porque eu também estou completamente apaixonado por você, mas aí você vem e diz que quer ficar comigo e transando com outros.
Lucélia suspirou e fez uma cara de quem sabe que o clima azedou, aproveitei e já desconfiado de que pudesse ter sido corno esse tempo todo, perguntei:
-Só me tira uma dúvida, mas seja honesta, com quantos caras você transou depois que largou o Giba e passou a sair comigo? Pode falar, não é para jogar limpo?
-Nenhum, oras, e olha que nunca fico tanto tempo transando apenas com um, gosto de variar, viver novas experiências, mas está tão bom com você que ainda não me deu vontade, mas no dia que der, vou fazer sim, qual o problema?
Eu me joguei no sofá, balançando a cabeça negativamente.
-Qual problema...- repeti para mim mesmo e em seguida concluí -Você tem ideia do absurdo que está dizendo? Acha que todo homem é igual o Giba que merece ser feito de trouxa?
-Claro que não, estava com ele só por passatempo, de você, gosto muito mesmo e não só por causa do sexo, gosto da sua companhia, de sairmos de mãos dadas, das conversas, é por isso que não quero te enganar dizendo que serei sempre fiel, não consigo. Acho que se a gente separar o sentimento que um tem pelo outro, de sexo com outras pessoas, podemos fazer dar certo. Sexo é coisa do momento do tesão, mas gostar é diferente.
Apesar de estar bem escaldado com a fama de Lucélia, não acreditei que estava ouvindo aquilo, as lágrimas vieram aos meus olhos, tentei enxugar rapidamente, disfarçando, levantei-me e disse:
-Obrigado por ser sincera, mas esse acordo não serve para mim.
Lucélia tentou me segurar, estava visivelmente nervosa, querendo que eu ficasse, mas a empurrei e saí sem lhe dar ouvidos.
Chorei muito naquela noite, mas não podia culpa-la por ser franca e nem a mim mesmo, pois eu sabia de sua fama. O foda é que eu estava realmente amando Lucélia e talvez fosse recíproco, mas aquilo de dar para quem quisesse quando tivesse vontade, era demais para a cabeça de um cara de 18 anos aguentar.
Lucélia tentou me ligar no dia seguinte, 3, 4, 5 vezes, mas não atendi. Minha família percebeu que tinha algo errado, e decidi encurtar dizendo que tínhamos brigado.
Na 2ª, ela me procurou na fábrica, bem na entrada. Notei sua aflição:
-Elder, vamos conversar, não precisamos terminar por bobeira.
Olhei para os lados para ver se não tinha ninguém perto, não queria cena:
-Bobeira? Você diz que me ama e logo depois fala que quer dar para outros? Não sei em que mundo vive, mas pode estar certa, não quero fazer parte dele.
-Vamos conversar, à noite, na minha casa. Deixa te explicar melhor.
-Não temos mais nada a conversar, mas se te serve de consolo, pode acrescentar mais um nome na lista dos homens que você arrebentou legal, junto com o do Giba, do médico e sabe lá mais quantos. Só te peço a gentileza de não ligar mais para a minha casa e nem ficar atrás de mim aqui na fábrica ou na cidade.
Lucélia se enfezou e disse:
-Tudo bem, pelo menos tentei.
Foram dias terríveis para mim, jamais imaginei que pudesse doer tanto assim. Eu chorava no banho, na cama e até no banheiro do escritório. Apesar de estarmos há alguns meses juntos, nunca tinha sido tão feliz e agora só me restava o vazio dilacerante.
Uma semana depois do nosso término, estava sentado sozinho na mesa de um trailer da praça central, tomando um suco, quando chega Samantha, a amiga de putaria dela, já se sentando:
-Elder, conversa com a Lucélia, nunca a vi tão triste assim e olha que minha amiga já passou por poucas e boas.
Eu não tava com saco para fazer a social e mandei logo:
-Nem precisa começar com um discursinho que ensaiou com ela, sei o quanto as duas são travessas quando querem. Como diz um amigo meu de Pernambuco, você faz pareia com ela. Não perca seu tempo.
-Bom, já que quer ser estúpido é melhor ficar longe mesmo da minha amiga, ela achou que por ser de São Paulo, você teria a mente aberta para um relacionamento.
-Mente aberta eu tenho, mas não tenho é vaga na cabeça para me botarem chifre, e quer saber de uma coisa? Aproveita que o tempo está bom e vão você e ela para a prainha curtir lá perto da cachoeira, com certeza, arrumarão boas companhias.
Samantha se irritou, se levantou, fez um gesto com o dedo de foda-se e virou as costas saindo
-Babaca.
Uma semana depois, teria a festa de aniversário de Ouro Belo. Como centenas e centenas de cidades por todo Brasil fazem, contrataram uma dupla sertaneja para fazer um show milionário pago com dinheiro público. (aliás, se um dia houver um CPI para investigar isso huummmmm, o que vai ter de cantor sertanejo e prefeito vendo o sol nascer quadrado). Apesar de detestar esse estilo musical, era o local onde estaria todo o movimento e decidi ir com meu primo e amigos.
Reencontrei Cris, a moreninha ao estilo cabocla, com quem já tinha transado umas 4 vezes, apesar de ter ficado chateada com o gelo que dei nela, aceitou ficar comigo. Passamos a caminhar pela multidão. Minha intenção era levá-la para a casinha do meu primo depois do “show”. Até que dou de frente com Lucélia e Samantha, ela me viu de mãos dadas com Cris, mas logo desviou o olhar.
Como já esperado o show foi uma merda colossal. Procurei meu primo, mas me avisaram que o mesmo estava com um esquema com uma garota, ou seja, não daria para eu ir com Cris para a casinha. Mas ainda havia uma outra opção, um novo conjunto de casas populares estava sendo construído e dava para entrar numa delas e dar uma rapidinha apoiando a garota numa pia ou tanque (quem não tinha carro, tinha que se virar), já tinha feito isso quando não pude usar o abatedouro de Lucas e faria novamente.
Entretanto, quando já estava me afastando da parte de maior muvuca, vejo Lucélia encostada em um carro imponente conversando sorridente com um cara. Pela placa, era de São Paulo. Ela me viu e aí que tratou de se jogar mesmo para cima dele, o que me deu uma imensa tristeza. Pouco depois, entraram no carro e foram embora.
Tentei disfarçar, mas meu abatimento foi tão grande que até desisti de fazer a cabeça de Cris para irmos para a construção. Levei-a até a porta da sua casa, trocamos uns beijos e logo me despedi.
Doido de ciúme e sem nenhum bom senso, pensei: “Certeza, que a Lucélia está dando para o cara na casa dela. Quer saber? Vou lá ver”. Cheguei na frente, mas para a minha surpresa, não havia ninguém lá, tudo apagado e um silêncio total. Deduzi que tinham ido para um motel ou estavam transando no carro. Resolvi ir embora, mas algo parecia me prender, não estava raciocinando direito e fiquei ali por quase uma hora e meia. Durante esse período, agitação mesmo, só na casinha do meu primo que estava macetando alguma garota.
Num dado momento, vejo um carro virando a esquina e subindo, eram eles, tratei de me esconder do lado de dentro da casinha do meu primo (ele deixava o portãozinho aberto). O cara encostou, Lucélia desceu rapidamente e se encaminhou para entrar. Nesse momento, agindo por impulso, apareci e disse:
-Não perdeu tempo mesmo, Lucélia. Já foi dar.
Lucélia levou um tremendo susto, mas logo recobrou a pose, abaixou a cabeça procurando a chave e disse com voz nada amistosa:
-Olha quem fala, o santinho que estava de mãos dadas com a Cris andando pela festa, trouxe a garota para comê-la na casa do primo e agora que fez o serviço, vem me cobrar, é muito para a minha cabeça.
-Eu não trouxe ela aqui...
-E veio fazer o que então aqui? Só espero que não seja barraco porque você mesmo disse que não é um Giba da vida.
Apoiei meu braço direito no muro ao lado do portãozinho, olhei para o nada balançando a cabeça negativamente. A dor parecia tirar minhas forças até para andar ou falar. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas me segurei.
-Nem sei por que estou aqui...
-Vai para casa, Elder, ou, se quiser, entra um pouco e esfria a cabeça.
Entrei sem dizer nada. Lucélia me ofereceu água ou refrigerante, mas eu não quis, fiquei olhando para ela. Estava usando uma calça jeans preta apertada que destacava seu bumbum arrebitado, blusinha verde, sandália de salto, os cabelos levemente desgrenhados. Certamente, tinha transado no motel. Senti um ciúme louco e perguntei:
-Gostou de dar para mais um estranho? – perguntei com a voz embargada.
Lucélia acabou de beber água, colocou o copo na pia e disse:
-Ah, essa não, Elder! Tenho uma imagem tão boa de você, não estrague isso, bancando o ex revoltado.
-Não estou revoltado e muito menos serei agressivo. Pode falar. Valeu a pena?
-Não vou dizer nada. Que papo mais absurdo!
-Me conta tudo e depois, eu vou embora, prometo.
Lucélia se recusou, mas de tanto eu insistir, ficou pensativa, olhando para baixo, depois me encarou e disse:
-Tá bom, quer saber, mesmo? Foi razoável, o cara era bonito, gostoso, tinha um pau médio, bonito meio rosado, a performance foi média, gozei uma vez.
-Só uma? – Perguntei estranhando já que ela gozava facilmente e sempre mais do que duas vezes comigo.
Lucélia virou o rosto, ficou sem graça, mas manteve o que disse:
-É...admito que o cara não manjava de preliminares, até que metia legal, mas não aguentava segurar muito tempo, mesmo assim, tá bom, gozei gostoso, um rapaz bonito. Foi bom sentir um pau diferente em mim após todos esses meses em que fui só sua.
Aquelas palavras foram como um gatilho, ao mesmo tempo em que me desesperei, estranhamente, senti um tesão diferente. De repente, agarrei-a pelas costas e já a virei apertando-a na cintura contra mim. Lucélia deu um pequeno grito, talvez achando que fosse agredi-la. Tentei beijá-la, ela se esquivou confusa, mas ao me olhar nos olhos, deve ter visto o tesão que eu estava e me beijou com força. Senti um gosto diferente em sua boca e imaginei que era da rola do cara. Também senti um cheiro de sabonete de motel que vinha de seu corpo.
De repente, Lucélia parou de me beijar e disse sem muita convicção:
-Vai embora, Elder...
Ainda segurando-a pela cintura e agindo de um jeito que eu mesmo não me reconheceria, disse:
-Mas não era isso que você queria? Poder transar com outros e ficar comigo? Tudo bem, aceito, mas agora quero te comer.
Lucélia tentou se esquivar novamente, mas não resistiu. Ela também estava surpresa e excitada com a minha reação. Arranquei sua blusinha, vi que havia um vermelhão no pescoço, mamei seus seios que certamente tinham sido mamados pelo cara antes. Fomos para o quarto, onde arranquei a calça dela com fúria. Ela me olhava num misto de tesão e espanto, por eu estar transtornado. Deixei-a só de calcinha, fiquei de joelhos no chão de frente para a boceta dela e no meio da loucura, arranquei sua calcinha, vi sua boceta pequena que estava vermelha como sempre ficava quando transávamos. Beijei-a, abracei-a pelas pernas como que não querendo soltá-la. Depois fiquei em pé, arranquei minha calça e cueca, exibindo meu caralho já duro e perguntei:
-Ele usou camisinha?
-Sim.
Empurrei-a na cama, suas pernas ficaram para fora, eu me ajoelhei novamente no chão e sem nenhum pudor, passei a chupá-la. Era tudo insano para ambos, estávamos ofegantes. Lucélia olhava para mim num misto de incredulidade e tesão, enquanto a chupava, ficou ensopada e passou a gemer. Saber que a mulher que eu amava tinha dado para outro pouco mais de uma hora antes me deu um tesão inacreditável. Alguns minutos depois, com o cheiro de sua xana já invadindo minhas narinas, ela avisou que iria gozar:
-Goza, sua puta infiel, goza na boca do teu corno, depois de ter levado pica de outro.
Lucélia passou a dar trancos com os quadris e gozou forte em minha boca com gritos que desesperados.
Não dei muito tempo a ela, coloquei-a de 4 e passei a socar com muita força, a cama estralava e nossos corpos se chocavam com fúria. Lucélia olhou para trás, espantada com a minha pegada que sempre fora boa, mas naquela noite parecia a de um cavalo selvagem. De repente, ela passou a gritar mais alto vários AIIIIIIIIIIIIII:
-Puta que pariu, Elder, como você tá me comendo gostoso, parece que vai me rachar aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Eu não parei de meter e algo fantástico ocorreu, a boceta de Lucélia se contraiu apertando meu pau e ela passou a ter multiorgasmos alucinantes, uma atrás do outro tão fortes que seus berros pareciam choro. Seu rosto estava um pimentão.
Os orgasmos foram tão intensos que num dado momento, Lucélia tombou de bruços e eu segui metendo. Ela falava tudo enrolado, só dava para entender “Você...você...você”, de repente, dava um grito, fazia vozinha de choro e gozava, meio que sem acreditar no que estava ocorrendo com seu corpo. Até que eu não resisti mais, dei um urro animalesco e gozei fartamente em sua boceta.
Ficamos caídos na cama, espantados e maravilhados com aquilo tudo. Após uns 5 minutos, Lucélia disse com um olhar perdido para o teto:
-Caralho, Elder, você sempre me fez gozar gostoso, mas hoje foi a melhor trepada da minha vida. Será que esse tesão todo seu não foi porque eu dei para outro e você gostou?
Nessa hora, senti uma pontada de vergonha e raiva. Levantei-me rapidamente, tentando encontrar minha roupa jogada pelo quarto e disfarcei:
-Isso não tem nada a ver, você deve ter criado muita expectativa com o carinha do carrão e acabou sendo uma coisa chocha, aí transou com quem sabe e acabou soltando o tesão que estava represado.
Ela ficou de bruços na cama, apoiando o queixo com a mão, um jeitão de moleca que eu conhecia bem e disse sorrindo:
-Sei...no meio da transa, ouvi você mesmo se chamando de corno e com gosto, mas pra mim, você não é corno, é um tremendo de um comedor gostoso que se conseguir abrir a cabeça e entender que podemos separar sexo de amor...
Cortei-a, já colocando minha camisa ao lado da cama:
-Amor? Faça-me o favor...
Lucélia se ajoelhou na cama perto de mim, me segurou pela cintura, olhou para mim e disse:
-Eu te amo, Elder. Não precisa acreditar, mas sofri demais essas 2 semanas sem você e quando te vi hoje com a Cris me deu vontade de sentar a mão na cara de boba alegre dela.
-Oh! Mas olha só, há meio minuto estava falando que é possível separar amor de sexo, agora já mudou o disco e queria bater na Cris. Não consegue nem ser coerente.
-É totalmente diferente. Uma coisa é você ir e transar com uma garota desde que me diga, isso eu aceitaria, agora, outra é ter sentimentos por ela, ficar desfilando com a sujeita pela cidade. Eu queria estar com você de mãos dadas, como namorados, como estávamos até há pouco tempo, mas com a diferença de que agora a gente podia se permitir transar com outras pessoas, mas sem ficar de namorico em público com essas pessoas, óbvio.
Entendi o ponto de Lucélia, mas não sei se estava preparado para isso era “modernidade demais” para a minha cabeça. Acabei de me vestir e disse:
-O que rolou aqui foi uma loucura, mas vamos deixar como está. Vou tentar colar meus cacos, porém com mais dignidade. Fique tranquila, não serei um stalker.
-Para com isso, Elder. Olha, faz assim, pensa pelo menos. Não estou dizendo que se aceitar, sairei dando quase todo para um cara novo, seria uma vez por semana ou a cada dez dias. Você também pode transar com outras garotas, e para sermos discretos, vamos para Rio Preto, assim ninguém de Ouro Belo fica sabendo.
Acabando de amarrar meu tênis, disse:
-Parece que você já pensou em tudo mesmo. – Levantei-me e saí do quarto. Lucélia veio atrás nua, tentando me brecar, mas ao invés de xingá-la, apenas lhe dei um beijo na testa e disse:
-Eu te amo e apesar de ser um cara novo, algo me diz que será difícil voltar a sentir isso novamente por outra, mas esse mundo não é para mim.
Já em meu quarto, deitado, senti o cheiro de Lucélia em meu corpo, meu pau ficou duro. “Droga! Deveria ter dado mais uma! Certeza que ela toparia”. Acabei tocando uma punheta porque aquele cheiro de sexo não me deixaria dormir.
Por 3 dias, refleti e sofri muito. Até que no 4º, decidi conversar com Lucélia e dependendo do combinado, aceitaria que ela desse para outros. A loucura iria começar.
