"Shots!" Paulo gritou, enquanto a pá acertava o azarado Marv na tela, e depois o parceiro dele Harry também. "Shots de novo!"
Júlia, Taís e eu viramos nossos copos vermelhos que tinham sido generosamente misturados e preparados pelo Paulo. Ele tinha tomado mais bebidas que nós três entre os momentos que deveríamos tomar um shot, mas ele parecia impassível. Essa é uma tolerância brutal. Quer dizer, Harry e Marv se machucaram muito no final desse filme.
Enquanto o filme chegava ao fim, as garotas se aconchegaram mais perto dos caras, e o calor dos nossos corpos e do ambiente estava se infiltrando. Isso era aconchegante e bem legal. Talvez o fim de semana não fosse ser um desperdício, apesar da Jéssica e do Rafael terem que desistir na última hora. Olhei pra baixo pra minha noiva linda, rosto um pouco corado de toda a bebida, e ela olhou de volta pra mim. Não demorou muito pra virar um beijinho, e então pra minha surpresa, ela me deu um beijo de verdade.
Paramos quando Taís e Paulo começaram a gritar e comemorar. Júlia se afastou rapidamente, envergonhada. Ela definitivamente não era o tipo de mostrar qualquer tipo de afeto em público, mas claramente o álcool tinha baixado as inibições dela só um pouquinho. Não era um problema, especialmente já que eu estava por perto.
"Bom, acho que é hora de ir dormir." Taís comentou, parecendo bem corada. "Temos muita diversão pela frente amanhã!" Ela virou pro Paulo enquanto dizia isso, sussurrando alto o suficiente pra mim e a Júlia ouvirmos: "Sem falar que tem muita diversão sobrando hoje à noite."
Paulo bufou com isso, plantando um beijo molhado na Taís. "Qualé, Tai! A noite ainda é jovem. Vamos jogar um jogo."
"Que jogo?" Júlia parecia genuinamente curiosa, pegando meus braços e envolvendo ao redor dela mesma. "A gente não tem cartas!"
Paulo sorriu maliciosamente e enfiou a mão na mochila agora vazia. "Se eu não perdi então... Ha!" Quando Paulo retirou a mão, estava segurando um dado.
"Pra que isso? Não tem nenhum jogo de bebida de verdade que você possa jogar com dados." Minha voz soou meio arrastada. O que fiz o meu melhor pra esconder enquanto continuava a falar.
Ele jogou o dado pra gente e o truque ficou aparente imediatamente. Não tinha números nas faces desse dado. Só palavras: beije, toque, chupe, sopre, lamba, e um ponto de interrogação. Já tinha visto um desses antes no Instagram, mas nunca tinha tido chance de testar eu mesmo.
"Esses não costumam vir em duplas?" Perguntei, lembrando que o outro dado do par geralmente listava partes do corpo.
"É!" Paulo riu alto. Foi então que percebi que ele ria meio que nem o Gaston do velho filme da Disney A Bela e a Fera. Alto e irritante. Me irritava, toda vez. "Achei que deixaríamos o jogador decidir por conta própria!"
Olhei pra Júlia. Ela parecia meio fora de si, mas estava sorrindo. Parecia que ela estava de boa com o jogo. Achei que poderia ser divertido também. Embora pra ser justo, eu definitivamente não estava pensando direito. "Beleza, vamos tentar."
Taís fez biquinho. "Aff, mas é hora de subir, amor." Ela estava mordendo os lábios nesse ponto, mão apertando a coxa do Paulo.
Paulo retribuiu o olhar com um beijo. "Só um pouquinho de diversão aqui embaixo primeiro?"
Taís continuou fazendo biquinho mas estendeu a mão na minha direção. "Tá bom, mas tô ficando com sono. Roberto, me dá o dado." Coloquei o dado na mão dela.
"Boa sorte!" Eu disse isso enquanto começava a ficar meio tarado com a Júlia, discretamente roçando nos mamilos dela um pouquinho. A gente não costuma ficar bêbado quando somos só nós dois, então estava começando a ficar meio excitado pensando no que iríamos fazer quando subíssemos. A julgar pela forma como a Júlia enfiou a mão por trás das costas e começou a brincar com meu pau, minha noiva linda estava sentindo exatamente a mesma coisa.
"O que eu faço agora?" Taís perguntou, rolando o dado.
"Fala uma parte do corpo!" Paulo respondeu. "Rápido!"
"Hã? Ãhn. Língua? Não sei."
O dado parou em "sopre". Júlia, Paulo e eu imediatamente caímos na gargalhada.
"Como você vai soprar língua!?" Eu estava quase em lágrimas. Júlia estava só dando risadinhas embaixo de mim.
"Aff. Quem? A língua de quem?" Taís franziu a testa. Eu meio que conseguia entender por que ela fazia biquinho e franzia muito. Era genuinamente muito fofo, e parte de mim realmente sentia pena dela. Acho que esse era o superpoder dela.
Paulo entregou pra ela uma garrafa de cerveja vazia que ele tinha virado entre os shots antes. "Gira!"
Taís relutantemente aceitou a garrafa e girou no espaço vazio entre nós quatro. Dava pra ver logo de cara que tinha atrito demais no tapete e a garrafa girou fracamente uma vez, parando pra apontar pros pés da Júlia. Júlia rapidamente recolheu os pés, gritando um pouco. Era adorável vê-la colocar as duas mãos pra cobrir o rosto.
Taís sorriu maliciosamente quando viu isso e se arrastou mais perto da Júlia. "Ah Julinha, a Taís tá aqui pra soprar sua língua."
Júlia não conseguiu evitar dar risadinhas, enquanto a Taís gentilmente puxava as mãos da Júlia. "Pronta?"
Eita. Isso é meio gostoso.
Paulo e eu tínhamos ficado bem silenciosos nesse ponto. Acho que seria óbvio que estávamos ambos ansiosamente esperando como isso ia acontecer.
Júlia assentiu pra Taís, que estava mais que pronta pra tomar a liderança. "Língua. Pra. Fora. Agora." Júlia estava corando profundamente mas obedeceu. Ela colocou a língua pequena pra fora na frente da Taís.
Taís então devagar aproximou os lábios da língua da Júlia, antes de colocá-la na boca. Os olhos da Júlia se arregalaram quando a Taís fez isso e continuou a trabalhar na língua dela. Engraçado o bastante, Taís interpretou a ação "sopre" no dado como "fazer boquete". Ela estava agora fazendo o boquete da vida na língua da Júlia. Depois de alguns segundos, isso virou as duas se beijando, e minha noiva chocada finalmente conseguiu fechar os olhos e tentou aproveitar tanto quanto a Taís parecia estar aproveitando.
Quando a Taís finalmente se afastou, Paulo começou a gritar de onde estava sentado. "Essa é minha mina!"
Segurei a Júlia mais forte quando o beijo terminou, enquanto ela novamente voltou a cobrir o rosto de vergonha. "Isso foi gostoso." Eu sussurrei.
"O quê!? Eu sou péssima de beijo. E nunca nem beijei uma garota antes!" Ela sussurrou de volta.
Dei um beijinho nela pra tranquilizá-la.
Olhando pro lado, vi que Paulo e Taís também tinham se beijado. E mais um pouco. Eles pareciam estar no mundo deles enquanto começavam a se pegar.
"Isso foi gostoso, Tai." Paulo sorriu maliciosamente pra Taís, e então pra Júlia. "E você tem um gosto bem bom, Júlia!"
Fiquei meio pego de surpresa com isso.
Suponho que estávamos todos bêbados e uma brincadeirinha era de boa, mas ouvi-lo dizer isso pra Júlia foi chocante no mínimo. Olhei pra ela e ela estava completamente cobrindo o rosto. Decidi deixar pra lá.
Porém, algo estranho estava acontecendo. Conseguia sentir que estava ficando duro, e estava cutucando nas costas da Júlia. Ela não tinha reagido, então esperava que ela também deixasse pra lá. Era por causa do que a Taís acabou de fazer? Ou o Paulo?
Taís deu um tapa no peito do Paulo depois do comentário dele. Embora mais de forma brincalhona que qualquer coisa, já que ela o beijou de novo rapidamente depois.
"Júlia, sua vez!" Foi o que a Taís conseguiu dizer entre beijos.
Júlia olhou pro dado no chão e então pra mim. "Tudo bem isso?"
"Claro que tá." Paulo respondeu. O que me irritou. Ela claramente não estava falando com ele. Por que ele sentiu que era apropriado responder por mim? "Ele tá de boa, olha pra ele. Roberto curtiu o show tanto quanto você curtiu!"
Júlia olhou pra mim sem dizer nada, e então alcançou o dado hesitantemente, antes de se sentar e rolá-lo. Quando ela se acomodou de volta, esbarrou na minha ereção. Isso a levou a soltar um sussurro, enquanto virava pra me olhar: "Pau duro?"
Ela provavelmente nunca diria isso normalmente. Mas uma mistura do álcool, curiosidade genuína e atmosfera tomaram conta dela.
Minha cabeça se virou pra olhar pro Paulo e a Taís, que tinham ofegado animados olhando pro dado. Caiu em "toque".
Júlia virou pra avaliar a situação logo depois: "Espera, não, eu tava só falando com o Roberto sobre--"
"Pau?" Paulo interrompeu. "É, sei. Você claramente disse pau, então aguenta as consequências! É melhor torcer pra cair no Roberto!" Paulo entregou a garrafa pra Júlia enquanto dizia isso.
Júlia pegou a garrafa, olhando preocupada pra mim.
"Não se preocupa, Júlia. Se cair em mim, você pode só me tocar lá embaixo. Não é tão ruim quanto o que a gente acabou de fazer." Taís disse isso enquanto piscava pra Júlia.
Pareceu acalmar a Júlia um pouquinho, porque ela sorriu fracamente e girou a garrafa.
Olhando pra trás, eu deveria ter parado o jogo bem ali. Mas não parei. Só assisti a loucura seguir em frente.
Minha voz pareceu travar na garganta quando vi em quem parou. Paulo já estava rindo e comemorando como se tivesse acabado de ganhar o Super Bowl — pulando do tapete. Taís não pareceu se importar muito, já que estava só fazendo biquinho pra Júlia. "Talvez da próxima vez, seja a gente?" Ela também deu um soco na perna do Paulo. "Não fica tão animado agora."
Júlia olhou pra mim, preocupada. Mas também levantou uma sobrancelha enquanto se encostava gentilmente na coisa que tinha colocado ela em apuros em primeiro lugar. Meu pau estava duro pra caralho. E por mais que eu realmente não gostasse do Paulo, estava começando a entender por que essa situação inteira estava me excitando tanto.
"Ei, Júlia. Tô esperando!" Paulo estava abrindo o zíper da calça agora e sorrindo pra Júlia. A arrogância dele estava me irritando, mas as regras eram as regras. Pelo menos era isso que eu continuava pensando comigo mesmo. Júlia e eu já tínhamos conversado sobre meu fetiche estranho, mas não parecia que ia levar a lugar nenhum. Isso era um nível completamente novo e isso claramente não me passou despercebido.
Júlia pareceu captar isso. Enquanto ela devagar começava a engatinhar até onde o Paulo tinha sentado de novo, ela olhou confusa pra mim. Taís estava tentando acalmar os nervos dela, dizendo: "Não se preocupa, não é nada especial."
***
Paulo pareceu ignorar isso e continuou a desabotoar a calça. Estranhamente, Júlia sentou entre mim e o Paulo de uma forma que minha visão estava obstruída de ver o que estava acontecendo. Taís percebeu isso imediatamente, e perguntou: "Ei, você quer chegar mais perto, Roberto?"
Parecia que eu tinha sido colocado no centro das atenções ali. Minha reação instintiva foi balançar a cabeça. Não quero que esse babaca pense que eu queria ver o pau dele. Ou que eu queria ver minha noiva tocar nele.
"Por que ele ia querer ver?" Paulo exclamou. Ele parou de se mexer e pude vê-lo fazer um movimento pra tirar o membro pra fora. Meu Deus, o que eu não daria pra ter uma visão melhor.
Não conseguia ver a reação da Júlia quando isso aconteceu, mas Paulo imediatamente falou: "Impressionante né? Então só envolve sua mão em volta... se conseguir."
Pude ver a Taís revirando os olhos ao lado dele.
Nesse ponto, eu não tinha ouvido um pio da Júlia, mas conseguia ver que ela estava movendo o braço.
"Isso mesmo, aí sim. Gostoso né?"
Que porra. Paulo era um babaca tão insuportável!
Naquele momento, estava pensando que definitivamente não deveria ter deixado isso chegar tão longe. Júlia teria parado no momento que eu dissesse que estava desconfortável. Agora ela tá tocando o pau do babaca! A pior parte era que isso estava me excitando além da razão. Agora estava exigindo alguns movimentos extremos pra esconder minha ereção na calça de moletom. Queria tanto ver os dedos delicados da minha noiva envolvidos em volta do pau de outro homem. Ou pelo menos tirar meu próprio pau pra fora e me tocar. Mas a coisa certa a fazer naquele momento era só sentar e esperar.
Eu poderia processar essas emoções depois.
De repente, Júlia se afastou e engatinhou rapidamente na minha direção. Ela estava vermelha de orelha a orelha.
"Bom, parece que tamos todos se divertindo agora!" Paulo gritou, dando risada enquanto subia a calça. Eu estava distraído pela Júlia, que parecia precisar da minha atenção, então não tinha conseguido ver o pau supostamente grosso que ele estava guardando.
Taís bocejou antes de pegar o dado e a garrafa, empurrando pra mim. "Bora, Roberto! Preciso da minha beleza de sono!"
Estava segurando a Júlia de novo, mas dessa vez parecia que ela estava mais ativamente escondendo o rosto de mim. Ela estava bem? O que ela estava sentindo agora? Eu queria saber.
Peguei o dado e a garrafa, e a Júlia não se mexeu. Ela só ficou deitada com as costas contra mim, e eu não conseguia ver a expressão dela. Conseguia ver o babaca do Paulo encarando ela. Ele não estava me provocando então sabia que estava distraído. Parte de mim estava desejando que a garrafa caísse na Taís. Dar pro Paulo um gostinho do próprio remédio.
Bom, isso na verdade não era uma má ideia. Imaginei que não seria tão difícil girar a garrafa pra onde eu queria que caísse. O tapete estava pegando muito fácil, então com a quantidade certa de força...
Joguei o dado e gritei "seio!" Pro qual Taís e Paulo começaram a rir. A risada virou "uuuu's" quando viram que meu dado tinha caído em "chupe".
Quando chegou a hora de girar a garrafa, respirei fundo, e fiz o meu melhor pra fazer ela apontar exatamente onde eu queria. A garrafa deu uma volta, antes de devagar parar apontando pra Taís.
Tentei parecer indiferente, mas pode não ter funcionado tão bem, já que a Júlia olhou pra mim e de forma brincalhona bateu no meu braço enquanto franzia a testa. Conseguia ver Paulo e Taís conversando em vozes baixas no canto do meu olho enquanto tentava tranquilizar a Júlia com um sorriso.
"Tá bom, tá bom, vamos logo com isso" Paulo sorriu maliciosamente. "É justo!"
Ele rapidamente se posicionou atrás da Taís com velocidade surpreendente e puxou a camisa dela pra cima. Taís ficou chocada, já que os braços foram puxados pra cima de repente com o movimento e os seios empinados dela entraram em vista. Tive que me segurar pra não ficar encarando. Eram menores que os da Júlia, provavelmente tamanho pequeno comparado ao médio da Júlia, mas os seios empinados da Taís ainda eram bem excitantes. Paulo tinha as mãos da Taís acima da cabeça com a camisa ao redor dos pulsos dela, então parecia que ela estava incapaz de movê-las. O babaca estava literalmente colocando a namorada em exposição.
"E aí? Lindo, né?"
"Que porra, Paulo!" Taís estava fuzilando ele com o olhar mas não parecia estar oferecendo muita resistência. Ela então virou pra me olhar. "Vai com calma, são bem sensíveis."
Júlia estava assistindo também. Conseguia ver que ela tinha meio que uma expressão vazia, antes de dizer: "Não fica muito empolgado agora." Júlia não estava olhando pra mim, mas dava pra dizer pelo tom dela que não estava entusiasmada com a perspectiva de me permitir ir em frente com isso.
Parte de mim sempre achou a Taís incrivelmente atraente, embora o entusiasmo do Paulo sobre a coisa toda estava meio me desviando do meu plano inicial de deixá-lo com ciúme. Não era a reação que eu esperava. Além disso, não parecia que a Júlia queria que eu fizesse isso. Mas ela tinha acabado de tocar no pau do Paulo. Isso não era justo?
Me removi gentilmente de trás da Júlia e engatinhei até onde a Taís estava com os peitos expostos. Conseguia ver conforme me aproximava que os mamilos dela estavam ficando mais duros, e a Taís parecia um pouco envergonhada enquanto tentava manter o olhar na tela da televisão apagada.
Nem queria olhar pro Paulo porque isso provavelmente só ia arruinar o momento. Me inclinei pra frente quando me aproximei, determinado a só aproveitar isso pelo que é, e comecei a chupar um dos mamilos duros da Taís. Fechei os olhos por um momento, mas levou apenas alguns segundos pra ela gemer, então me afastei. Foi um momento quente pra mim, mas não esperava que ela reagisse daquele jeito, e tão alto. Ela não estava dizendo nada mas continuou a olhar pra tela até o Paulo finalmente soltar as mãos dela, tirando a camisa completamente enquanto se afastava.
"Aff." Taís cobriu os seios enquanto fuzilava o Paulo. "Vou dormir agora, Paulo, sobe quando tiver pronto. E traz minha camisa." Com isso, a Taís irritada se levantou e foi pras escadas.
"Você não quis dizer minha camisa?" Paulo gritou pra ela enquanto ela subia as escadas. Não houve resposta. Ele olhou de volta pra nós. "Bom, vamos terminar o jogo então! Acho que tenho que ir consolá-la."
Só encarei ele confuso. "Terminar? A Taís acabou de sair. Acho que o jogo já acabou." Foi a primeira vez que dei uma patada nele essa noite, e foi bom.
"Não, ele ainda não teve a vez dele." Júlia comentou. Fiquei surpreso com isso. Já foi uma noite cheia de primeiras vezes. Mas não esperava que a Júlia quisesse continuar. Embora olhando pro rosto dela, ela parecia meio irritada. Acho que mereci isso.
"É disso que eu tô falando!" Paulo correu pra pegar o dado e a garrafa enquanto se sentava no sofá em vez do tapete. "Pronto? Minha parte do corpo é 'corpo todo'! Tipo, sabe, em todo lugar!"
Devagar me sentei nesse ponto, mas peguei um olhar do Paulo quando ele piscou pra mim. Ele acabou de piscar pra mim? Vi o Paulo baixar a garrafa no tapete, e então girá-la, bem no mesmo movimento que eu tinha feito na minha vez. Eu sabia onde ia parar antes de parar. A garrafa estava apontando direto pra Júlia.
"E-espera." Júlia parecia um pouco preocupada agora. "Você nem jogou o dado ainda!"
"Ah, ops." Paulo rapidamente jogou o dado também, propositalmente rolando na direção da Júlia. "O que tá dizendo, Júlia?"
Júlia olhou pro dado, e então pra mim, e então pro Paulo, antes de dizer timidamente: "beije".
Me mexi desconfortavelmente onde estava sentado, já que estava novamente ciente de que a ereção entre minhas pernas ameaçava saltar pra fora. Isso era inacreditável. Paulo sabia onde aquela garrafa ia parar. Eu deveria denunciá-lo e parar esse jogo — Júlia não precisa fazer isso.
~~~~~~
>> Será que vai virar corninho no próximo, pessoal? O que acham? Se o conto tiver bastante estrelas e comentários, eu publico o restante! Abraço!