Descobri Que Meu Irmão Fode a Nossa Mãe - PARTE 01

Um conto erótico de Ramon66
Categoria: Heterossexual
Contém 2109 palavras
Data: 17/01/2026 15:59:07
Última revisão: 17/01/2026 16:01:28

**PARTE 1: OS OLHOS QUE NINGUÉM VÊ**

Ninguém sabe que eu não durmo.

Que finjo o sono como quem finge orgasmo—olhos fechados, respiração compassada, corpo mole afundado no colchão fino que range quando me viro. Mas estou acordado. Sempre acordo no meio da madrugada. A casa revela seus segredos depois da meia-noite, quando minha mãe acha que todos dormem e para de segurar a máscara de mãe-guerreira-que-dá-conta-de-tudo. É quando ela chora no banheiro com a torneira aberta, ou quando Rafael chega dos rolês cheirando a lança-perfume e maconha, arrastando as botas pelo corredor como se quisesse acordar os mortos.

Meu irmão. Rafael. Rafa. O "dengo" dela.

Vinte e dois anos, um metro e noventa de músculos mal distribuídos sob camisetas de bandas que ele nem escuta, dreads que balançam quando ele anda e soltam aquele cheiro doce-químico de perfume barato misturado com suor de capacete. Ele trabalha entregando comida de moto—iFood, Rappi, qualquer merda que pague—e usa o capacete do nosso pai. Aquele que ela guardou numa caixa de sapato no armário como se fosse relíquia sagrada, como se o homem que nos abandonou merecesse ser lembrado por algo além da ausência.

Rafael pegou o capacete sem pedir. Ela viu e não disse nada. Só ficou parada na porta do quarto, mãos cruzadas sobre o peito, olhos castanho-claros—quase mel, que nem os dele—enchendo d'água. Ele passou por ela sem olhar, pendurou o capacete no guidão da moto, e saiu. Eu vi tudo da janela. Vi ela engolir o choro. Vi ele acelerar até o sinal ficar vermelho lá longe, sumindo na curva com aquele barulho de motor furado que parece grito.

Eu tenho vinte anos. Faço faculdade de administração EAD enquanto trabalho meio período num mercado. Sou o caçula. O invisível. O que não dá trabalho. Enquanto Rafael ocupa todo o espaço disponível com sua presença ensurdecedora, eu me tornei especialista em observar das sombras. É meu talento natural—perceber o que os outros preferem esconder.

Hoje é quinta. Dia de movimento fraco. Rafael chegou cedo—umas onze da noite—e foi direto pro quarto dele, que fica do outro lado da parede fina do meu. Parede de gesso que deixa passar tudo: voz, música, rangido de cama, suspiro. Eu encosto a orelha ali regularmente. Tem uma mancha escura no papel de parede, formato da minha cabeça, óleo de cabelo marcando minha obsessão recente.

Porque é isso que eu sou. Obcecado.

Não pelo meu irmão—não exatamente. Mas pelo que ele *é*. Pelo que ele faz. Pela forma como ele ocupa espaço dentro dessa casa que nunca foi grande o bastante pra comportar a raiva de todo mundo. Rafael tem a impaciência da minha mãe, aquela coisa de explodir rápido e depois fingir que não explodiu. Tem a voz grave que ele herdou do nosso pai, aquela voz de bar, de homem que fala pouco mas quando fala todo mundo cala. Ele usa óculos escuros até dentro de casa. Mesmo de noite. Mesmo quando tá sozinho.

Recentemente comecei a perceber o porquê. Entrei no quarto dele sem bater, ele tava sentado na beirada da cama, óculos na mão, encarando a parede. Chorava. Silencioso. Lágrimas descendo reto, sem soluço, sem drama. Só molhando o rosto dele que parecia esculpido em pedra-sabão. Ele me viu, enxugou o rosto com as costas da mão, colocou os óculos de volta.

—Que que cê quer?

—Nada.

—Então vaza.

Eu vazei. Mas não esqueci. E desde aquele dia eu observo com mais atenção. Anoto mentalmente. Crio arquivos na minha cabeça sobre ele: horários que ele sai, horários que ele volta, cheiro que ele traz, marcas que aparecem no pescoço dele—roxas, vermelhas, arranhões que sobem até a nuca e desaparecem debaixo dos dreads. Ele transa. Muito. Eu sei porque escuto. Porque a parede é fina e ele não é silencioso quando fode.

Semana passada ele trouxe uma mina. Cabelo platinado, raiz preta, corpo pequeno mas firme, daquele jeito de quem malha perna e bunda mas esquece do resto. Ela usava uma saia jeans curtíssima e uma blusa branca transparente sem sutiã. Mamilos marcando. Eu vi quando eles passaram pela sala. Minha mãe tava no sofá assistindo novela. Fingiu que não viu. Mas viu. E apertou o controle remoto com tanta força que eu ouvi o plástico estalando.

—Boa noite, mãe—Rafael disse, sem parar.

—Boa noite, filho.

A mina riu. Baixinho. Um riso de escárnio, como se a palavra aplicada àquele monumento de homem fosse piada interna. Eles entraram no quarto. A porta bateu. Música alta—trap nacional, grave estourando. Vozes. Risadas. Barulho de roupa sendo arrancada. E então, os sons.

*Ah... ahhh... porra, Rafa... assim...*

Grunhidos. Cama batendo na parede. *Tum-tum-tum-tum.* Ritmado. Violento. Ela gemia alto, agudo, teatral. Ele gemia baixo, gutural, como animal. Eu fiquei colado na parede, ouvido grudado. Não me masturbei. Nunca faço isso enquanto escuto. Seria cruzar uma linha que ainda não estou pronto pra cruzar. Eu só... absorvo. Gravo. Sinto o sangue subindo, a respiração ficando curta, o suor brotando na nuca.

A mãe aumentou o volume da TV.

Eles foderam por quase uma hora. Quando terminou, a mina saiu do quarto toda desalinhada, batom borrado, cabelo armado. Pediu água. Eu tava na cozinha—insônia crônica, nunca consigo dormir cedo. Fingi que tava pegando suco. Ela me olhou de cima embaixo, sorriu de canto.

—Cê é irmão dele?

—Sou.

—Parecido com ele. Mais quieto, né? — Ela bebeu a água devagar, olhando pra mim por cima do copo. Tinha uma marca roxa no pescoço. Outra no ombro. Os lábios inchados. Cheiro de sexo emanando dela—aquele cheiro agudo, quase azedo, de fluidos e suor misturados. — Rafa tá dormindo. Cansou. — Ela piscou. — Mas ele pediu meu número. Vai que ele me chama de novo, né?

Ela saiu. Eu fiquei ali, copo de suco na mão, tentando processar a interação. Rafael apareceu na porta do quarto, sem camisa, só de cueca. Corpo definido, tatuagens subindo pelo braço esquerdo—uma virgem maria, um leão, palavras em inglês que eu nunca entendi. Ele coçou o saco por cima do tecido, bocejou.

—Cê viu a mina saindo?

—Vi.

—E?

—E o quê?

—Cê acha que ela é gata?

—Acho.

Ele riu. Pegou água da geladeira, bebeu direto da garrafa. Nossa mãe odeia quando ele faz isso. Ele sabe. Faz mesmo assim.

—Ela chupa gostoso pra caralho—ele disse, casual, como quem comenta o tempo. —Mas é meio louca. Fica querendo que eu bata nela. Tipo, bater de verdade. Tapa na cara, puxa cabelo, essas fita.

Eu não respondi. Ele me olhou de canto, aquele olhar que parece ler pensamento.

—Cê tá precisando sair mais, mano. Relaxar. Vive trancado nesse apartamento.

Ele bateu no meu ombro, forte, quase me derrubando. Voltou pro quarto. Eu fiquei ali. Tremendo. Não de medo. De algo que eu ainda não sabia nomear.

***

Rafael não sabe, mas eu fuço as coisas dele.

Quando ele sai—sempre correndo, sempre atrasado—eu entro no quarto dele. Devagar. Respeitoso, quase. Como quem entra em templo. O cheiro ali dentro é denso: lança-perfume impregnado nos dreads que ele deixa secar no varal improvisado perto da janela, suor de capacete, creolina do chão que minha mãe lava toda semana achando que disfarça o cheiro de maconha. Tem roupa espalhada. Cueca suja no chão. Camisinha usada jogada no lixo sem amarrar—dá pra ver o esperma dele ali dentro, branco-amarelado, cheiro forte.

Eu sei que é invasão de privacidade. Mas não consigo parar.

Ontem encontrei o celular dele desbloqueado. Ele tinha saído correndo, esquecido em cima da cama. Eu peguei. Mão suando. Coração disparado. Abri o WhatsApp. Várias conversas com mulheres. Fotos de peito, bunda, buceta. Áudios gemendo o nome dele. Ele respondia sempre seco: "Delícia", "Quero chupar essa buceta", "Vem aqui hoje". Pragmático. Direto. Sem floreio.

Tinha uma conversa diferente. Nome salvo como "K". As mensagens eram estranhas. Mais íntimas. Menos sexuais, mas de um jeito mais perigoso.

**K:** *Sonhei com você de novo.*

**Rafa:** *Para com isso.*

**K:** *Não consigo. Você sabe que não consigo.*

**Rafa:** *A gente já conversou sobre isso. Não pode.*

**K:** *Mas eu quero.*

**Rafa:** *Eu também quero, porra. Mas não pode. Cê sabe disso.*

Eu desci mais na conversa. Alguns dias atrás. Foto. Eu cliquei.

Era minha mãe.

Não uma foto qualquer. Ela, mais nova. Muito mais nova. Devia ter uns vinte e cinco, talvez menos. Cabelo preto longo, corpo ainda firme, sorriso largo. Usando um vestido vermelho, decote fundo. Ela tava linda. Eu nunca tinha visto minha mãe assim. Bonita. Desejável.

**K:** *Lembra dessa foto? Você tinha 12 anos. Eu estava grávida do seu irmão mais novo. Olha como eu era bonita.*

**Rafa:** *Você ainda é.*

**K:** *Mentiroso.*

**Rafa:** *Não tô mentindo.*

**K:** *Seu pai nunca me achou bonita. Ele ia embora e voltava cheirando a outras. Você é diferente. Você olha pra mim como ele nunca olhou.*

**Rafa:** *Mãe, para.*

**K:** *Não me chama de mãe quando a gente fala assim.*

Eu larguei o celular como se queimasse. Mão tremendo. Suor frio escorrendo nas costas. Coração batendo tão forte que eu sentia no ouvido. Li de novo. Li três vezes. Tentei encontrar outra interpretação. Não tinha.

Minha mãe. E Rafael.

Não explicitamente. Não ainda. Mas a tensão ali, as palavras, o não-dito gritando mais alto que qualquer confissão. Eu senti a realidade se reorganizando na minha cabeça. Cenas que eu tinha visto recentemente ganharam novo significado. Minha mãe ajeitando o cabelo de Rafael, dedos demorando mais que o necessário. Rafael abraçando ela por trás quando ela lavava louça, queixo no ombro dela, corpo grande envolvendo o corpo pequeno dela. Ela rindo. Ele sorrindo. Os dois no sofá assistindo filme, pernas se tocando, mão dele no joelho dela.

Eu sempre achei que era carinho. Coisa de mãe e filho.

Mas não era.

Ou era. E era outra coisa também.

Ouvi a chave na porta. Rafael voltando. Larguei o celular exatamente onde ele tinha deixado, corri pro meu quarto, fechei a porta devagar. Deitei na cama. Fingi dormir. Coração explodindo. Mente acelerada.

Ele passou pelo corredor. Entrou no quarto dele. Silêncio. Depois, voz abafada. Ele tava falando com alguém. Encostei a orelha na parede.

—...não dá, mãe. Eu já falei. A gente não pode fazer isso.

Pausa.

—Eu sei. Eu sei que você se sente sozinha. Mas eu não sou ele. Eu não sou o substituto dele.

Pausa.

—Não fala assim. Você sabe que eu... porra, você sabe.

Pausa longa.

—Amanhã eu chego cedo. A gente conversa.

Ele desligou. Silêncio. Barulho de roupa sendo tirada. Chuveiro ligando. Água caindo.

Eu fiquei ali. Colado na parede. Mente acelerada. Não de desejo sexual—nunca por eles. Mas de curiosidade mórbida. De necessidade de entender o que estava acontecendo debaixo do meu nariz. De adrenalina pura correndo nas veias.

Eu descobri o segredo.

E agora eu não conseguia parar de pensar nele.

***

Na manhã seguinte, sexta-feira, acordei com barulho de discussão. Voz da minha mãe, alta, rasgada.

—VOCÊ NÃO TEM DIREITO DE ME JULGAR!

Voz de Rafael, baixa mas firme.

—Eu não tô te julgando. Tô dizendo que isso não pode acontecer.

—EU SOU SUA MÃE! EU TE PARI! EU TE CRIEI SOZINHA! SEU PAI FOI EMBORA E EU FIQUEI! EU SEMPRE FIQUEI!

—Eu sei disso, caralho! Eu sei! Mas isso não muda o fato de que...

—De que o quê? De que eu sou velha? De que eu não presto? De que ninguém mais me quer e eu deveria me conformar em morrer sozinha?

—Não é isso. Você sabe que não é isso.

Silêncio. Soluço. Ela chorando. Ele suspirando.

—Vem cá. Vem.

Barulho de passos. Abafamento. Eles se abraçaram. Eu sei porque ouvi o tecido das roupas roçando, o suspiro dela afundando no peito dele.

—Você é tudo que eu tenho, meu dengo—ela sussurrou.

—Eu sei—ele respondeu.

E ficaram assim. Abraçados. Em silêncio.

Eu sentei na cama, olhando pro teto. Tentei processar. Falhei. Levantei, fui pro banheiro, tomei banho frio. Olhei pro espelho. Rosto de homem adulto, vinte anos completos. Corpo magro, franzino. Nada comparado ao Rafael. Nada comparado ao homem que ele era.

Mas eu tinha algo que ele não sabia que eu tinha.

Eu sabia. Eu via. Eu entendia.

E agora? Agora eu ia observar mais. Mais de perto. Até o fim. Até saber exatamente até onde isso ia. Até onde eles iam.

Porque eu precisava saber.

Não por moralidade. Não por repulsa. Não por desejo—nunca isso.

Mas porque eu era o arquivo vivo dessa família. O cronista silencioso das dinâmicas perversas que aconteciam quando as luzes se apagavam. E essa história precisava ser documentada, mesmo que só na minha cabeça.

E isso me assustava mais do que qualquer outra coisa.

***

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 12 estrelas.
Incentive mandinha a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Suspense a mil .

História vai dar oque falar .

Escrita dispensa comentários (exelente)

Geralmente é o filho q quer transar com a mãe, conto promete .

0 0

Listas em que este conto está presente

Gozei!
As melhores!