Meus irmãos?! (2)

Um conto erótico de Beraka
Categoria: Gay
Contém 4394 palavras
Data: 03/01/2026 03:36:45
Assuntos: Gay, Incesto, irmãos, Voyer

O silêncio reinou por um tempo em casa. A música de dentro do quarto do meu irmão também havia cessado. E eu estava ainda atrás da porta do meu quarto, em silêncio, me recuperando do que havia ouvido. Meu pau ainda estava muito duro e dolorosamente pulsante. A minha porta estava cheia de porra escorrendo lentamente. Peguei a primeira roupa que encontrei no chão e limpei o que ainda não estava seco.

Não sabia se deveria sair do meu quarto ou se deveria ficar exatamente onde estava. Ser pego pelos meus irmãos, naquele momento, daquela forma, talvez não fosse a melhor coisa. Seja porque eu não queria acabar com o clima, como também não queria ser descoberto. Ainda que desejasse ver com meus próprios olhos ou mesmo participar. A decisão do que fazer demorou para acontecer.

Eu estava perdido em analisar em que momento essa relação dos dois tinha começado. E em que momento as brincadeiras entre nós deixaram de ser apenas brincadeiras. Assim como foi com meu desejo por eles. Onde a presença não era mais sobre o momento em si, e sim sobre a presença, a dominância, o flerte e o tesão.

As brincadeiras onde o Miguel pedia para o Thiago pegar algo e ele respondia de forma negativa, contudo ia até o local e trazia. Ou mesmo quando prolongavam os abraços, o rosto estava próximo da orelha e podiam cochichar algo um para o outro. Ou mesmo o Miguel pegar na bunda do Thiago ou vice-versa. Como se fosse apenas uma brincadeira de irmãos. Esses momentos na minha mente começavam a ganhar uma conotação mais sexual. Assim como as diversas vezes que o Miguel tenha zoado com o Thiago no feminino, e ali tinha esse controle que o Miguel tinha sobre a situação.

E pera, namorada? Qual namorada do Thiago o Miguel tinha comido junto? Em que momento isso rolou? Antes de ambos se pegarem ou depois disso?

Eu não tive muito tempo para pensar. Logo comecei a ouvir sons de gemidos bem abafados. Um frio na espinha desceu pelas costas e eu voltei a tremer. "Meu Deus, eles ainda estavam se pegando. Mas agora no quarto do Thiago. Caralho!", pensei, ainda mais duro. Meu pau estava latejando. Vou ou não vou até a porta? Eu queria muito ouvir. Então, eu segui lentamente, sem tentar fazer nenhum barulho, com a roupa arrumada e com a cueca armada.

Os sons dos gemidos pareciam abafados, mas era porque eu estava longe. Quanto mais eu me aproximava, mais altos eram os gemidos do Miguel misturados aos do Thiago, e cada vez mais alto eu conseguia ouvir a voz deles comentando enquanto gemiam. Pedindo ou mesmo declarando coisas naquele momento.

— Aí, caralho, Miguel... — disse Thiago, gemendo.

— Tá dentro de você. Minha putinha. Quer mais, é? — respondeu ofegante.

O gemido do Miguel ficou mais ofegante, o som do barulho da pele deles se batendo, mais rápido e mais forte. Os gemidos do Thiago mais altos, estridentes e com picos, enquanto esse som era constante até diminuir por um momento.

— Eu tô com você todo dentro de mim. E parece que tem mais pra entrar. Eu tô literalmente cheio — gemeu. — Assim, meu macho. Aiiii.

— É? Então geme pro teu macho, geme pro teu irmão — pediu o Miguel, gemendo junto.

— Garoto... Meu macho... Aaaaaa, Miguel.... Ai, ui! Meu irmãozinho! Me dá teu pau e seu leitinho — respondeu gemendo.

O gemido do meu irmão parecia muito intenso e o sorriso e gemido do meu irmão respondeu minha dúvida.

— Olha só... Isso, mastiga meu pau enquanto eu saio e entro. Isso, meu Thiaguinho. Minha putinha. Goza com meu pau dentro de você — gemia nas pausas. Certamente sentindo o seu pau ser apertado pelo meu irmão.

O silêncio reinou por um tempo no quarto, com a respiração mais forte do Miguel e apenas o som leve de algo molhado se movimentando.

— Se recuperou? — disse Miguel, de forma doce. — Aqui teu leitinho. Compartilha comigo. Vem, beija essa boquinha que você diz ser viciado.

O som molhado ainda permanecia, mas eu não conseguia ouvir como eles se beijavam e nem mesmo ver. Na maçaneta tinha uma chave na parte de dentro e não dava para ver pela fresta da porta. Eu estava sendo torturado por aquele som suave. Meu pau ainda latejava quente.

— Tu ainda tá duro pra caralho — Thiago diz.

— Claro. Meu objetivo era te fazer gozar. Ainda quero te comer na cozinha — pausaram de falar. — Além do mais, ver esses seus olhinhos sem o óculos, todo pidão, com esse cabelinho cacheado, bem putinho... — ouço a risada do Thiago que interrompeu a fala do Miguel.

— Se apaixonou pelo teu irmão, é? Não era por aquela moreninha do curso? Que você estava falando pro Lu... Aaaaaaah! — A fala do Thiago foi interrompida pelo som alto de algo batendo.

— Cala a boca! — disse Miguel, rindo sacana. — Sou eu o macho aqui. Cê tá servindo teu macho agora. Tô fundo dentro de você — fez silêncio por um momento. — Não é porque sou mais novo que é você quem manda. — Os gemidos do Thiago começaram a se tornar mais intensos e o som da pele deles se chocando, mais rápido. A respiração do Miguel mais intensa e, em seguida, a voz do Miguel se misturou com um gemido. — Vai marcar teu macho, então? Pressiona mais as minhas costas com seu dedo! — ordenou, aumentando ainda mais os movimentos por um momento e parando abruptamente.

— Aaaaaaaahhhhh... — o gemido do Thiago foi prolongado.

— Não disse? Era o momento. Tu é fissurado em me sentir saindo totalmente de você sem aviso e com velocidade. E olha... Tá todo abertinho. Cabe bem mais que os três dedos que reclamou. — Meu irmão parecia brincar com o cuzinho recém-fodido do Thiago.

— Não gozou ainda... — Thiago disse manhoso.

— Já disse, quero te fuder na cozinha. Ver esses olhos castanhos claros todo pidão me olhando nos olhos lá na pia. Puxar esses cabelinhos claros e cacheados. Já disse como é lindo? — disse sacana e ligeiramente romântico.

Thiago ainda parecia manhoso, mas agora sem força, disse:

— Tu me fodeu ontem até às 3 da manhã, me deixou todo cheio de leite. Me limpou com nossas cuecas e deixou no meu rosto. E ainda dormiu com o pau dentro de mim. E tu ainda tem energia?

— Porra, tu sabe que eu tenho um tesão do caralho esses tempos. E sendo sincero, tô com um baita sono, sim. Mas em hipótese alguma eu vou perder a oportunidade de te fuder! — disse, e um gemido ecoou pelo quarto.

— Miguel! As mordidas, caralho. Ai, não! — reclamou Thiago, mas ainda gemendo.

A risada do Thiago ecoou pelo quarto e se tornou mais intensa e, ao fim, sacana.

— Tão sexy te ver assim vermelho. Me faz lembrar que te usei agorinha pouco. E ainda mais saber que, ao decorrer do dia, cê vai sentir a dorzinha do teu macho em você.

Eu estava com ciúmes naquele exato momento. Não era só o tesão. Caralho. Porra, eu sentia um tesão nos meus irmãos e eles estavam a poucos metros se pegando num sexo que eu nunca tive. Numa intimidade que nunca imaginei que eles teriam. E naquele momento eu queria literalmente estar naquele quarto. O tesão doía não só pela excitação. E por cima da roupa eu bati outra punheta ouvindo aquela conversa dos dois.

— Que horas são agora, hein? Quero te dar uma pausinha antes de te pôr pra quicar lá na cadeira.

— Fica! — Thiago parecia ter tomado conta da situação. E um gemido intenso do Miguel ecoou pelo quarto. Seguido de um tapa intenso e forte e um gemido num misto de dor e prazer do Thiago.

— Assim não, puta! Já disse que quero gozar na cozinha. Senta naquela cadeira, veja as horas pra mim e volta aqui me encarando nos olhos. Quero ver seus olhinhos. — Ouvi a cadeira de rodas se mexer e a voz do Thiago baixinha. — Vem agora! Deita aqui com teu macho. Dá tempo de eu tirar um cochilo e te acabar naquela cozinha antes do Luquinhas chegar.

O silêncio ecoou pelo quarto. Não havia voz, mas uma respiração suave e um leve ronco. Ronco do Miguel, que tinha esse costume quando estava muito cansado. Eu ainda estava ali. Excitado. Esfregando meu pau no tecido de uma forma prazerosa e levemente dolorosa. Que foi suavemente parada pelos meus bolsos vibrarem.

"Luquinhas, como tá aí no curso? Avisa quando estiver vindo, vou deixar o almoço pronto." E um sticker do Twilight.

Dei um leve sorriso ao ver a mensagem e imaginar que aquilo era para garantir que os dois não iriam ser pegos de surpresa com a minha chegada inesperada. Um leve desconforto surgiu em mim considerando a situação em que estávamos. E respondi.

"Pode deixar Thiagão, brigado. Tu entra às 13 hoje?"

Meu irmão gosta do som do teclado, então era possível ouvir, bem baixinho, ele digitando.

"Entro sim, prq?"

"Tava pensando se dava pra gente jogar um jogo nós três. Aliás, cê sabe se o Miguel tá em casa? Não vi ele com os amigos dele hoje." Mandei.

O quarto ficou em silêncio por um momento. E em seguida ouvi ele digitar.

"Ele não chegou em casa não. Deve ter ido atrás daquela mina que ele tava falando pra tu hoje de manhã."

"Hmmm... Quando a mãe souber..."

"E quem vai contar? :p Deixa que eu me resolvo com ele." Digitou rápido.

"Beleza, te aviso quando estiver voltando! Se tiver lasanha de ontem, não deixa o Miguel comer."

"Pode deixar, ele vai comer outra coisa kkkkkkk"

Aquela última mensagem de duplo sentido encaixava nas duas situações. Ele estava literalmente comendo o Miguel e, na narrativa, a mina. E respondi rindo, seja na mensagem como na porta do quarto dele.

"Kkkkkkkkkkkkkkk literalmente kkkkkkkkkkkk"

Ele também riu do outro lado e começou a andar pelo quarto. Não tinha certeza do que ele fazia, mas sempre que se aproximava da porta meu coração acelerava e eu ficava pronto para correr dali. Se é que daria tempo antes de ser pego. O ronco do Miguel se tornou mais intenso e os passos do Thiago pararam. Ficamos os três assim por um pouco mais do que 40 minutos. Os roncos do Miguel foram acompanhados dos do Thiago, que também havia dormido. Minha excitação havia cessado por um momento e eu estava pensativo para saber como eles estavam dormindo. Miguel jogado como dorme e o Thiago no canto da cama. Ou mesmo o Thiago deitado sobre o peito do nosso irmão mais novo e mais alto. Sentindo a pele dele, a respiração e os batimentos cardíacos. Tentar imaginar aquilo estava me deixando excitado de novo. E o som do despertador do Miguel tocou. Quebrando todo o silêncio da casa.

— Não consegue mesmo ficar longe, hein. Teu peso é gostosinho de sentir, sabia? Tô até duro. Preciso mijar — disse levemente carinhoso e mandão ao final.

— Fica aqui só mais um pouco — Thiago pediu manhoso. Era o que eu acho que consegui ouvir. A voz dele estava muito baixa.

Miguel riu de forma amistosa.

— Você pedindo desse jeito... É sacanagem. Tá... Tá bom. Só mais 5 minutinhos. Mas tô impaciente, então... — E ouvi um gemido manhoso. — Vou brincar com esse corpinho lindo.

Não fazia a mínima ideia do que estava ocorrendo lá dentro. Mas Thiago parecia gemer bem baixinho e manhoso. O Miguel estava em silêncio, respeitando de alguma forma o pedido do Thiago. Até que ele literalmente levanta. Seu pé havia batido contra o chão. Meu coração vai a mil. E eu saio em direção à sala, numa parte que não daria para me ver e apenas ouço a porta do quarto do Thiago se abrindo. Miguel saiu assoviando. E indo até o banheiro, abrindo a porta e nem se importando em fechar. O som dele urinando se chocando com a água era intenso e ecoava pela casa. Ou pelo menos ecoava pela minha cabeça. Parecia bem mais alto do que talvez fosse. Ele ainda estava lá. Em pé. Agora sem mijar. E comentou:

— Se não fosse tão fácil de identificar, o Luquinhas ia bater uma hoje sem saber que era o Thiaguinho sentado. — Riu em seguida.

O som cessou e ele caminhou até porta do quarto do Thiago, onde foi possível ouvir a porta ranger lentamente. E quase se fechar. "Minha bolsa... Onde está?", pensei. Precisava encenar que estava chegando! "Sala de jantar!" Andei lentamente até lá, cruzando a sala e achando as duas bolsas ali. A minha e a do Miguel. "Ele havia sido descuidado", e de certa forma eu também, já que minha bicicleta estava bem em frente à janela da cozinha. Se eles aparecessem ali... "Onde o Miguel deixou a bike dele?". Eu iria ter essa resposta depois.

Quando saí lá fora, comecei a ouvir os passos e risadas progredirem até a sala, onde pararam por um momento. Ouvi apenas a parede fazer barulho. Me concentrei em deixar a bicicleta atrás da pilastra da garagem, pendurada pelo gancho da rede. E me esgueirei pela parede até chegar na janela da cozinha. Se minha mãe chegasse, ela pegaria nós três ali. Mas tudo estava calmo. Eles estavam rindo. Comentando sobre alguma coisa que não consegui prestar a atenção pela ansiedade. Isso durou um tempinho até eu me acalmar.

— Tua bundinha fica muito lindinha nessa cueca, sabia? — um tapa ecoou pela cozinha.

— Valeu, são os treinos. Tu precisa voltar a treinar! — Thiago respondeu sem pensar muito.

— Ih, fiote, não gosta do corpinho do teu irmão, é? Lá no quarto cê não tava reclamando, não — disse contrariado.

— Não é disso que estou falando. E você sabe! — Thiago respondeu.

O som da cadeira se movendo rapidamente e em seguida o som do armário também fazendo barulho e uma respiração intensa do Thiago.

— Tá muito respondão. Fica tranquilo, Luquinhas não tá aqui, não. Só elogiar teu irmãozinho, Thiaguinho. Ele não morde, não... Quer dizer, ele morde, mas também fode. — Riu e parece que se afastou sentando na cadeira de novo.

O silêncio reinou por um tempo naquela cozinha. Os únicos sons audíveis eram o som de utensílios sendo batidos. Geladeira sendo aberta e o fogo sendo ligado.

— Tu fica uma delicinha assim cuidando da gente, sabia? Cozinhando, aquecendo a comida. Me sinto o reizinho que sou. — Riu acompanhado do Thiago.

— Tá mais pra macho folgado. Nem parece um adolescente pentelho.

— E sou mesmo. Mas também sou pentelho também — respondeu.

— Me pergunto onde que tu aprendeu essas coisas e de quem você puxou essa personalidade. O pai e a mãe são todos certinhos — questionou Thiago.

— Cê já fez esse questionamento várias vezes e nunca responde nada. É só natural e pornô. — Riu. — Já bati muito para você antes disso rolar.

Thiago ri junto com o Miguel.

— Pelo jeito, só deu um jeito de comer a Camila por conta disso, né?

— Vem não. Ela tem uns seios mó durinhos. E o corpinho todo definido. E aquele jeitinho meigo. Foi gostoso quando ela me deu mole depois que vocês terminaram. Tu tem bom gosto pra minas. Uma pena que são um pouco delicadas demais. — Riu. — Lembrando agora como ela não aguentou tudo. Só tua boquinha pra aguentar mesmo. — Levantou da cadeira e andou. Certamente até o Thiago. Porque o mesmo gemeu mais grave. — Seu gemido é gostoso. — Ouvi o som do tecido da cueca se chocar contra a pele de alguém e um gemido grave chegar a mim.

— Afasta — Thiago suplicou. — Quero te ver assim de cueca. — Após um breve silêncio: — Teu corpo é espetacular. Olha esse volume, essa cueca apertada. Tenho uma leve inveja de você ser mais alto. E a marquinha do shorts aqui no abdômen...

— Precisa ter inveja não, é tudinho seu agora. Aproveita pra sentir um pouco com seus dedinhos quentes e curiosos. E aproveita e fica na pontinha do pé pra beijar teu machinho. — Riu. — E pensar que eu sou mais alto que meu irmão mais velho. Vou ter que proteger ele? — O som de um soco ecoou pelo lugar e um gemido de dor do Miguel.

— Tu me come e é meu macho, mas sou o mais forte aqui. Mais fácil eu te defender.

— É? Até quando eu beijo bem aqui e aperto esses seus peitinhos lindos? — O gemido do Thiago soou pela casa. — Ficou molinho, molinho na minha mão. Acho que essa putinha não ia conseguir assim. Tá. Agora sério. Uma coisa que quero que você me passe é seu treino de peito. Fico gamado nesse seu peitoral. — Miguel parecia estar admirando. — Essa barriguinha. Te dá um sexy, sabia? Fico excitado, ó.

Queria muito ver o que estava acontecendo. E pela primeira vez eu resolvi espiar e a cena que eu vi me deixou sem ar. Miguel e Thiago estavam de lado. Vi o Mi encarando o corpo do Thiago, que estava de olhos fechados. Aproveitando os apertos que o Miguel fazia em seu corpo. As leves mordidas que dava em seu corpo. Já marcado e vermelho. Era excitante ver meu irmão ter que se arquear para manter o quadril pressionando o corpo do Thiago contra o balcão enquanto o mesmo devorava, não ironicamente, o peitoral do Thiago e apertava sua cintura. Fazendo o Thiago gemer. O rosto dele se elevar ao teto e a voz ecoar e, em seguida, a mão do Miguel puxando os cachos, fazendo o ar restante evadir do corpo do Thiago. O Miguel não dava trégua e pressionava com vontade o Thi contra a bancada, enquanto esfregava o quadril nele. Ele parou por um momento e levou o rosto até a orelha do Thiago e disse alto. E o virou, tendo as costas pressionadas com as mãos do Mi contra a bancada. Meu receio em ser pego me fez abaixar rapidamente com a possibilidade de os dois olharem pra janela. E aquela visão acabou comigo de várias formas. Eu realmente estava com ciúmes e vontade. Eu gozei ali apenas vendo um pouco dos dois. E aquele orgasmo durou tempo o suficiente para que eu ouvisse o gemido abafado do Thiago e sua reclamação.

— Tô sensível, caralho! — gemeu manhoso mas relutante.

— Desculpa, Thiago. — Miguel respondeu terno e cuidadoso. — Vem, senta aqui. Me faz gozar como pedi. Você quicando no meu colinho nessa cadeira. Na próxima, eu deixo pra te comer só aqui — disse e gemeu grosso.

Thiago gemeu junto. Eu consegui identificar que ele havia sentado em cima de tudo quando ouvi o som das peles se chocando e o Miguel gemer.

— Porra, viado. Quase gozei, caralho! Cê não tava sensível, porra? — Miguel disse contrariado.

O gemido do Thiago foi intenso seguido pela explicação:

— Eu tô! Porra, como eu tô. Puta merda, tá doendo! Mas caralho. Cê tá fundo pra porra. Tô mole.

— Me abraça, meu viadinho. Fica quietinho com teu macho dentro, vai passar. — Eles ficaram em silêncio por alguns minutos. — Porra, menor. Se tu continuar sentando desse jeito... Caralho. Cê vai se machu... Seu puto. Tu quer me fazer go... Rápido... Porra. — O som violento do corpo deles parou e a voz do Miguel se tornou autoritária. — Parou! Sem pressa. Caralho. Quero teu cu guloso aproveitando! Se for pra te ver só gemendo de dor tu vai ficar sem a rola do teu irmão. Ouviu, caralho?

Aquela voz do Miguel era nova. Me fez ficar completamente arrepiado. E a voz era cheia de tesão, autoritária e rouca. Um misto de sedução e dominação. Eu mesmo havia parado de me masturbar, meu tecido já estava ficando quente e eu ficaria machucado se continuasse como estava. Eu desejei ouvir aquilo no meu ouvido.

— Agora devagar. Vai ter teu leite do mesmo jeito. — Ele parecia conduzir. Pois o som dos corpos se tornou menos intenso e mais ritmado. — Isso, meu putinho. Deita aqui na minha cara, quero mamar seu peitoral. Isso, tô quase lá. Teu cu tá engolindo meu pau. Tão quente, caralho. Porra, Thiago. Caralho. Eu nunca vou me cansar desse teu corpo. De te fuder. Puta que pariu. Aaaaa, caralho. Eu vou gozar, porra... Aaaa, caralho. Tá vindo, porraaaaaaa. — O gemido do Miguel se tornou gutural. O som dos corpos mais fortes e o Thiago gemendo. O silêncio reinou por um tempo.

— Tu ainda tá duro — reclamou Thiago. — Mas é bom.

— É? Agora eu que tô mole e preciso ser protegido. Vai cuidar do seu irmãozinho? Minha espada vai abaixar logo e vou ficar indefeso. — Ouvi um soco leve. — Ai, vai me bater? Era pra me proteger, tô indefeso. E você tá em cima de mim, poxa. — Miguel estava manhoso.

— Depois de acabar comigo, agora quer dar uma de príncipe indefeso? Tome teu lugar de macho, porra... Ain... — um gemido suave saiu da voz do Thiago.

— Quer que eu pulse assim pra doer um pouco?

Queria muito saber como eles estavam sentados. E a oportunidade havia surgido.

— Vou precisar ficar aqui sentadinho. Deita aqui, deita? Vai sair meu pau sozinho de dentro de você — disse Miguel.

Subi lentamente pela janela e vi o Miguel com a ponta da bunda apoiada na cadeira. Com uma perna esticada e a outra levemente dobrada. Segurando o Thiago pela cintura enquanto o mesmo deitava a cabeça sobre os ombros do irmão mais novo e estava de cócoras com os pés na cadeira. Aquela visão ficou marcada em mim até hoje. E por vezes foi uma das minhas maiores fontes de orgasmos.

Thiago despertou lembrando de mim e dizendo:

— Se ajeita. Vamos sentar melhor. Precisamos ver se o Lucas não tá vindo. — Disse e pegou seu celular digitando algo.

— Deixa ele de lado. Logo chega. Dá tempo de você tomar banho e eu também — Miguel disse.

— Ele não te encontrou no curso. Tive que mentir dizendo que tu foi na casa daquela mina — ele parecia dizer com ciúmes.

— Puta empata-foda. Nunca comeu uma buceta. E tem cada mina gostosa na sala dele. Porra, teria traçado todas. — Disse, e o Thiago ficou em silêncio.

— Tu quer mesmo falar de mina com teu pau no meu cu?

— Um: sou todinho teu. Dois: quando tu come tuas putas na rua, tu não me vê reclamando. E três: quem tá dentro de você? — Ele disse sério.

— Tô zuando! — Thiago diz rindo e voltando a digitar. — É bom ouvir a declaração do meu irmãozinho. Hehehe.

É quando ouço uma risada vinda da sala, uma onde o Thiago parecia relutar. E uma mensagem chega no meu celular.

"Já tá vindo? Miguel já chegou?"

Fico quieto por um momento encarando a tela e respondo.

"Já, já tô ai e, pelo jeito a foda com a mina lá não vingou. Perdeu na batalha."

Em seguida ouço a risada do Miguel e seu comentário vindo.

— Ih... Se ele soubesse que tu é quem perdeu essa batalha. Certeza que ele ia ficar quietinho. Né? Mina que eu comi... Aliás, bom cuzinho. Ainda tá quentinho tentando me expulsar. — Disse rindo.

— Para de zoar o Lucas, eu hein, parece até um garotinho ciumento — respondeu Thiago.

— Pronto, agora vai defender o Luquinhas. Vou te botar pra mamar bem na frente dele. Ele precisa saber quem manda aqui de nós três — disse autoritário.

— Tu é mesmo irritante às vezes, hein! Caralho. Deixa o moleque. Parece até que tem ciúmes de algo. Tô literalmente sentado na tua rola sentindo ela sair de mi... — o som de beijo ecoou pela cozinha pela primeira vez, seguida do som de teclado.

"Beleza. Vou tomar banho pra me arrumar pro trabalho. Mamãe deve chegar à tarde. Miguel tá meio chato. Deixa ele dormir."

— Tô chato, é? À noite eu resolvo com você. Vou tomar um banho rápido — disse e pareceu levantar rápido e fazer o Thiago gemer.

— Porra, que delícia, mas tá um ventinho. E levemente dolorido — resmunga.

— Bom pra lembrar de mim no trabalho — diz ao longe.

Thiago ficou em silêncio digitando algo no celular. Ao ouvir o som do chuveiro desligar, seguiu até o banheiro e eu esperei por um tempo antes de abrir e fechar o portão com a bolsa dentro de casa, e sou recepcionado pelo Miguel saindo no nosso quarto. E vindo na minha direção.

— Me procurou, é? Tava naquela mina que te falei. Acabei com ela. Tá toda marcadinha. Aguentou bem. — Riu. — Bora almoçar. Thiaguinho deixou pronto pra gente. Tô cansadão. Essa manhã acabou comigo.

— Duvido — digo apenas para zoar, já sabendo o que havia rolado. — Certeza que foi em algum campinho jogar futebol. Se a mãe souber... — aquele não era um tom de ameaça, leve preocupação.

— Bom, o único que pode contar é você. Mas ó. O pai aqui macetou com esse pauzão aqui. — Ele estava de cueca com a toalha ao redor do pescoço e pegando o volume que formava. Sim, eu encarei por um tempo. O tempo suficiente pra ele rir e seguir até a cozinha sem falar nada. — Vem Luquinhas, sai desse transe aí se não vou comer tudo e amassar tua lasanha.

Ele riu. E eu estava ali em choque seguindo no automático até a mesa. Tentando comer como se nada tivesse acontecendo. Ou tentando, pelo menos. Minha mente estava a mil.

— O Augusto falou o que pra tu quando foi me procurar? — disse com certo sarcasmo.

— Não cheguei a falar com seus amigos, não te encontrei no canto então só segui as aulas.

— Ah, sim... Ótimo. Seria péssimo que a Julinha soubesse algo. Aquele X9 me entregaria facinho pra ela. — Ele ficou em silêncio. — Fazer assim: tu me ajuda e eu te ajudo. Vou inventar uma história e tu vai ser testemunha. Depois que eu comer a Julinha, dou um jeitinho pra ela sentar no teu. Confia. Pai é bom de cama.

Nós rimos e eu concordo com a cabeça. Sinceramente, não achava a Júlia gostosa. E no momento eu queria mesmo era sentar nele, não pedir pra Júlia sentar. Thiago sentou na mesa, comeu com a gente e logo saiu de casa. Não disse muita coisa, apenas disse pra gente ter juízo e saiu acenando para nós dois e piscando. O Miguel dormiu a tarde toda e eu fiquei na sala ainda processando todo o misto de sentimento que eu tinha no meu peito. Ainda tomado pelo tesão.

____********_____

Sim essa situação se seguiu por um tempo. Eu tinha um pouco de receio e ansiedade em relação a ser pego. Ainda que meu desejo em participar existesse. Depois desse dia. Comecei a ficar mais esperto no que rolava nas entrelhinhas e vale ressaltar que depois de um tempo meus irmãos começaram a desconfiar. Na próxima eu conto outra situação com meus irmãos.

Espero que gostem.

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Comentários

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Acho que você tá perdendo um tempo precioso e deixando de participar e aproveitar o que tem dentro de casa. O tesão e desejo você tem, eles gostam, por que não abre logo o jogo?

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Vai um pouco da ansiedade e da introversão tanto que eu fui inserido nessa relação

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TÁ MEIO REPETITIVO ESSE LANCE DO MIGUEL E DO THIAGO. VOCÂ NÃO ENTRA EM AÇÃO E FICA APENAS COMO VOYER. LAMENTÁVEL.GERALMENTE O IRMÃO MAIS VELHO É O ALFA, MAS AQUI TÁ DIFERENTE. VEREMOS COMO SE DESENROLA TUDO ISSO. CONTINUE...

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Sim eu fui ver por um tempo dessa relação dos meus irmãos até porque ela veio antes de fazer parte. E quanto o Miguel ser mais dominante, é engraçado mas aqui em casa é assim

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Lucas tinha que ser tão puto quanto o irmão

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Até hoje em dia eu ainda não sou tão puto quanto meu irmão mas vocês vão entender

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Danbe, tua narrativa é um tesão. Volte logo e nos conte maus sobre vocês três...

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Obrigado fico feliz em ler isso e pretendo voltar sim

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