Era uma tarde de domingo quente demais, dessess em que o sol parece queimar até o pensamento. Caminhei sozinho pela orla, sunga preta fina grudada no corpo suado, o pauzão balançando pesado a cada passo. Não era exibição proposital, era só eu sendo eu.
Decidi esticar o corpo: joguei a canga na areia, deitei de barriga pra cima, braços abertos, suvaco exposto, peito brilhando de suor, barriga marcada respirando devagar.
Bem na frente, a uns cinco metros, um gay magrinho de óculos escuros e duas mulheres (uma morena de biquíni vermelho, outra loira de top cropped) conversavam baixo. Eles acharam que eu não estava ouvindo. Erraram.
Primeiro veio o sussurro da morena, voz abafada mas clara:
— Olha aquilo lá…
— Não, ele tá fazendo de propósito.
— Olha issoooo, meu Deus… que jeba é essa?
— Não, você não queria experimentar um assim, não?
Silêncio pesado. Eles não tiravam os olhos. Eu sentia cada olhar como toque: primeiro no peito, descendo pela barriga, parando no volume da sunga. O pau, que tava meio mole com o calor, começou a pulsar devagar, inchando o tecido, marcando a cabeça grossa, as veias salientes. Eu não mexi nada. Só respirei fundo, deixando o peito subir e descer, o suor escorrer pelo umbigo.
A loira sussurrou mais baixo, voz tremendo:
— Ele tá sentindo a gente olhando…
O gay respondeu, gemendo:
— Tá crescendo… olha como tá crescendo…
Eu continuei imóvel, olhos fechados por trás dos óculos escuros, mas ouvindo tudo. O silêncio deles era mais alto que as ondas. Senti o pau endurecer mais, a sunga esticando, o volume subindo como bandeira hasteada. A cabeça delineada, quase rompendo o tecido. Eles pararam de falar. Só respiravam pesado.
Abri os olhos devagar. Levantei o tronco, sentei na canga, pés na areia quente. Olhei pro mar, como se nada estivesse acontecendo. Levei a mão direita até a sunga, apertei a base da rola com força, ajustando ela de lado, deixando o pauzão se acomodar na diagonal, ainda mais marcado, a glande quase escapando pela barra. O gesto foi lento, deliberado, sem pressa. Cada centímetro do movimento era pra eles.
Ouvi a morena engolir seco.
— Meu Deus…
O gay soltou um “puta que pariu” baixinho.
A loira só ficou olhando, boca entreaberta, coxas apertadas.
Levantei devagar. Peguei a canga, dobrei embaixo do braço, dei as costas pra eles. Caminhei pela areia, pauzão balançando pesado na sunga, deixando um rastro invisível de desejo. Não olhei pra trás. Não precisava.
Eles ficaram lá, babando, imóveis, com o tesão preso na garganta e nenhuma chance de tocar.
Eu segui andando, sentindo o sol nas costas e o peso do olhar deles queimando na nuca.
Fim.
