Minha vida sexual havia mudado totalmente. Eu gastava todo o meu salário no inferninho e já tinha experimentado praticamente todas as garotas do local.
Juliana se afastou de mim por ciúmes, por rancor. Eu não a procurava, deixava que ela seguisse sua vida. Mas eu não parava de observá-la: o modo como tratava os clientes, como segurava suas mãos.
Os caras já subiam com a rola dura só de olhar para aquela baixinha gostosa os guiando pela escada rumo aos quartos — o famoso abatedouro. O sorrisinho tímido que ela dava ao olhar para trás, sabendo que receberia rola sem parar. Juliana estava sempre pronta para satisfazer seus clientes.
— Quando vamos repetir a sua primeira vez aqui? — Débora disse, se apoiando no balcão, enquanto eu bebia minha velha cuba-libre. Não pude deixar de olhar Débora dos pés à cabeça.
A ruiva estava sensacional: salto alto aberto deixando os pés à mostra, uma saia curta e um top que deixava todo o colo exposto. Débora, a garota de programa que eu tinha escolhido para ser minha primeira naquele lugar. Olhando nos seus olhos, me lembrava da forma como ela abriu as pernas para mim, expondo sua bucetinha peluda e gostosa.
— Eu pensei que você não tinha gostado daquela vez — eu disse, timidamente. Depois daquele dia, Débora nunca mais demonstrou interesse em mim e sempre desfilava pelo inferninho com clientes mais classudos do que eu.
— Pois está enganado. Todas as meninas aqui te consideram um ótimo cliente — Débora me deixou sem graça.
Eu nunca tinha levado outra garota de programa para a minha casa antes, mas naquele dia eu e Débora nos conectamos, e decidi fazer o convite. O mesmo contrato que tinha com Juliana: ela dormiria a noite toda comigo e eu cobriria o custo de seus outros clientes.
— Eu não imaginava que sua casa fosse desse jeito — Débora disse, enquanto olhava minha coleção de carros em miniatura, separados em nichos, protegidos por vidro.
— E como você imaginava que seria? — perguntei, enquanto eu olhava o rabão dela, pressionado contra a saia, querendo explodir aquele pano.
Débora deu mais alguns passos pelo quarto, com aquele andar lento e provocante, como se estivesse catalogando cada detalhe da minha vida. Seus dedos roçaram de leve na estante de livros, depois na cômoda, até que parou em frente à TV grande na parede.
— Caramba… — ela murmurou, quase para si mesma.
Seus olhos se fixaram no PlayStation 5 preto fosco, posicionado com cuidado em cima do rack, ao lado de dois controles DualSense. O console ainda tinha aquela cara de novo, com os cabos bem arrumadinhos. Débora se abaixou um pouco para olhar melhor, e o movimento fez a saia subir uns centímetros a mais nas coxas grossas. Ela nem percebeu — ou fingiu que não percebeu.
— Você joga mesmo isso aqui? — perguntou, virando o rosto pra mim com um sorriso que era metade surpresa, metade malícia. Os olhos dela brilhavam de verdade, como se tivesse encontrado um tesouro escondido.
Eu levantei uma sobrancelha, genuinamente pego de surpresa. Débora era muito mais curiosa que Juliana e parecia interessada na minha vida, o que me fazia desejá-la ainda mais.
— Jogo, sim. Por quê? Você curte?
Ela se endireitou, mas não se virou de frente. Ficou de lado, de costas pra mim, olhando o console enquanto passava a unha vermelha de leve na borda do controle.
— Curto pra caralho. Meu irmão tinha um PlayStation 4, eu vivia roubando o dele pra jogar à noite. God of War, Spider-Man, The Last of Us… eu zerava tudo escondido. — Ela riu baixinho, um riso gostoso, sem pose. — Nunca imaginei que um cara que frequenta o inferninho tivesse um PS5 montado assim, todo organizado. Achei que ia ser só cerveja, sofá rasgado e cueca jogada no chão.
Eu ri também, mas minha voz saiu um pouco mais rouca do que o normal.
Enquanto ela falava, eu não conseguia tirar os olhos dela. O cabelo ruivo caindo solto pelas costas, a saia justa marcando a curva da bunda e das coxas. As pernas longas e pálidas terminavam nos saltos que faziam os músculos da panturrilha se destacarem toda vez que ela mudava o peso de uma perna para outra. Seus tornozelos delicados, quase rosados. Meu pau já estava duro há um tempo, latejando dentro da calça, mas eu mantinha a postura tranquila, encostado no batente da porta, braços cruzados. Não queria demonstrar. Não ainda.
Eu gostava disso. Gostava dessa ilusão de namoradinhos que a gente estava criando ali, mesmo sabendo que era o trabalho dela. O jeito que ela se movia pelo meu quarto como se fosse dona do lugar, o jeito que falava de videogame com empolgação genuína, o sorrisinho que dava quando olhava pra mim por cima do ombro… Tudo isso alimentava uma excitação diferente, mais lenta, mais perigosa. Queria foder ela com força, sim — queria muito —, mas também queria prolongar esse jogo. Queria ver até onde ela levaria a encenação de “menina normal que caiu de paraquedas na minha vida”.
— Qual seu favorito? — perguntei, me aproximando devagar, parando a uns dois metros dela.
Débora virou metade do corpo, me olhando por cima do ombro, o top marcando os seios cheios.
— The Last of Us Part II. Chorei pra caralho no final. E você?
Eu sorri, sentindo o calor subir pelo peito.
— Também chorei. Mas não conta pra ninguém — falei, irônico.
Ela riu de novo, dessa vez mais alto, e se virou completamente pra mim. Ficamos nos olhando por uns segundos, o ar pesado entre a gente. O pau duro pulsava, implorando, mas eu continuei parado, só observando. Ela deu um passo na minha direção, devagar, como quem sabe exatamente o que está fazendo.
— Sabe… — ela começou, voz mais baixa —, se você quiser, a gente pode jogar um pouquinho antes de… você sabe.
Seus olhos desceram rápido pro volume na minha calça, depois voltaram pro meu rosto. O sorriso era puro veneno doce.
— Ou a gente pode pular direto pro outro tipo de jogo.
Eu engoli em seco, mas mantive o tom calmo.
— A gente tem a noite toda, Débora. Vamos no seu ritmo.
Ela mordeu o canto do lábio, claramente gostando da resposta.
E eu, por dentro, já estava contando os segundos até poder arrancar aquela saia e descobrir o quanto ela ainda conseguiria fingir que era só uma garota curiosa — e não uma puta louca pra dar a bucetinha e receber seu troco.
