No Vestiário

Um conto erótico de J. R. King
Categoria: Gay
Contém 1865 palavras
Data: 19/01/2026 20:01:02

No final da aula de educação física, Nico e Eduarda se encontravam debaixo da arquibancada. Ele se apoiava em uma pilastra, com os dedos firmes segurando a cintura da namorada, puxando-a mais para perto. Ela o envolvia, com os braços ao redor do pescoço, e o beijava, apaixonada. O sal do suor impregnava o sabor dos lábios e o cheiro forte os envolvia em um ardor profundo, o que inflamava a libido do rapaz.

Sua palma direita escorregou para baixo, alcançando as nádegas. Com um toque leve, ele pressionou a legging, sentindo a maciez por baixo, mas a morena reagiu de imediato, e fez subir a mão de volta aos quadris. Sem se dar por vencido, tentou outra abordagem. Subiu até o peito e apalpou a camiseta, sentindo a rigidez do sutiã que protegia o seio. Mais uma vez, ela interveio, colocando-a de volta à cintura. Soltou um suspiro de impaciência e arriscou uma última investida. Os dedos deslizaram pelo ventre e se infiltraram sob a cintura da calça. Irritada com a insistência, ela rompeu o beijo, recuou um passo, e deu-lhe um tapa. O estalo seco reverberou no concreto e deixou uma marca rubra na bochecha.

— Ai! O que é isso? — exclamou ele, atônito, enquanto levava a mão à pele dolorida.

— Para! Sabe que não gosto desse tipo de coisa.

— Qual o problema? Só quero te tocar um pouco.

— Aham, sei — ela cruzou os braços — eu te conheço bem, Nico. Sei que não vai ficar só na mão boba. Daqui a pouco, tá abrindo o zíper e me pedindo pra te chupar.

— E daí? A gente namora há seis meses e você só me deixa te beijar. Nem apertar sua bunda eu posso.

— Olha, sei que deve sentir falta por já ter transado. Mas só quero que respeite meu tempo. Não me sinto pronta pra isso ainda.

— E quando vai estar? Quando for casar? — elevou a voz, enfezado. — Para de bobagem, Duda. Todas suas amigas já fizeram, você é a única que fica nessa palhaçada, achando que a sua boceta é um tesouro a ser guardado.

Eduarda ficou boquiaberta, incrédula com a ousadia das palavras do namorado. O sangue ferveu, ergueu a mão e deu-lhe outro tapa. Desta vez, ele se antecipou, bloqueou o golpe com o antebraço, o que a deixou mais aborrecida.

— Vai se foder, seu babaca! — disse, pegando a mochila no chão.

— Aonde você vai?

— Para casa.

Ela virou-se de costas e marchou para longe, saiu sem se despedir. Nico permaneceu imóvel, recostado na coluna, com sua bochecha ainda ardendo. Ao abaixar o olhar, notou a ereção rígida marcando na bermuda.

— Piranha inútil — resmungou baixou.

Ajustou a roupa para disfarçar o volume e jogou a mochila sobre os ombros. Estava cansado, suado e enfurecido. Pensou que, talvez, uma água no corpo pudesse fazê-lo esquecer a briga.

...

O vestiário estava vazio. A aula havia terminado há tempos e todos já tinham ido embora. Exceto por Theo, que sempre aguardava o local se esvaziar para entrar. Preferia tomar banho a sós, para evitar qualquer zombaria. Ao ouvir os passos pesados de Nico — que arremessou a bolsa em um banco com violência — encolheu os ombros de nervoso. Nico o notou debaixo do chuveiro no canto, mas ignorou sua presença. Mal o conhecia; para ele, era só o garoto esquisito que pedia ao professor para jogar queimada com as meninas em vez de futebol.

Ele despiu-se e rumou para o chuveiro na ponta oposta. Girou a torneira e deixou a água cair sobre os ombros. Estava refrescante, mas não aliviava a tensão. A cueca branca logo se encharcou, fez moldar o inchaço persistente em um relevo translúcido. Theo, de relance, percebeu. Era difícil ignorar: o membro posava para o lado, proeminente e roliço, o tecido desenhava com perfeição a glande. Quando Nico se deu conta que estava sendo observado, explodiu:

— Tá olhando o quê, bicha?

— Nada, juro — ergueu as palmas em sinal de paz. — Também fico assim, às vezes. Por isso prefiro tomar banho sozinho.

— Não é o que tá pensando! — retrucou, com aspereza. — Minha namorada que me deixou assim — abaixou a voz, resmungando para si mesmo — aquela cachora…

Nico fitou a ereção, latejante e perene, frustrado. “Preciso resolver isso”, pensou. Com relutância, voltou-se para o outro rapaz:

— Dá pra olhar pro outro lado? Quero um pouco de privacidade.

— Tudo bem.

Theo desviou o rosto, mas os ruídos ritmados aguçaram sua curiosidade. De canto de olho, ele espiou: Nico se escorava, com um braço na parede, enquanto o outro se movia com impaciência; a água caía pelas costas, seu rosto se crispava, a respiração saía entrecortada. Parou de súbito, com o membro ainda ereto e o braço exausto. Percebendo a frustração, sugeriu:

— Se quiser... posso te ajudar com isso.

— Do que você tá falando? — Nico franziu o cenho.

— Posso bater uma para você — respondeu, surpreso com a própria coragem. Ver aquela cena também o deixara excitado.

— Tá achando que sou viado que nem tu? — vociferou.

— Desculpa, só quis ajudar — suspirou, frustrado. — Não precisa ser babaca.

Nico esfregou as mãos no rosto molhado e reconsiderou a ideia. Estava com pressa, e pensou que talvez fosse mesmo a melhor opção.

— Tá bom, faz logo, então. Mas rápido, e se contar isso pra alguém, te meto a porrada.

— Tudo bem. — Theo assentiu.

Seus olhos cintilavam de ansiedade. Aproximou-se do garoto, que estava tenso, com os lábios contorcidos em descrença pelo que aceitara. O membro era mais vistoso de perto, com a pele morena e irradiante e os pêlos escuros e ralos envolvendo a virilha.

— Se te incomoda tanto, fecha os olhos e finge que sou sua namorada.

Ele cuspiu na palma e envolveu o falo com determinação, iniciando um vaivém deliberado. Nico sentiu o calor e a palma macia, escorregadia contra a água. O corpo retesou inicialmente. Cerrou as pálpebras, como sugerido. Não pensou em Eduarda — a mágoa com ela ainda fervia. Em vez disso, a imaginação divagou por outras mulheres: uma atriz pornô que viu na noite passada; sua professora de história; sua prima, com quem perdera a virgindade... As imagens faziam o membro pulsar com vigor, mas o alívio teimava em não chegar.

Theo alternou de mão, ajustando a pressão. A boca salivava de desejo, já havia percebido que só o toque não bastaria. Sem aviso prévio, dobrou os joelhos. Aproximou os lábios da ponta, e o abocanhou, com a língua roçando a ponta lentamente. Nico abriu os olhos de sobressalto e reparou no que ele fazia. Assustado, recuou até colidir com a parede.

— O que tá fazendo?!

— Relaxa — respondeu, sereno. — Só te masturbar não estava adiantando. Você precisa de mais.

— Já disse que não sou viado!

— Eu já tava batendo uma pra você, qual a diferença agora?

— Toda. — Respondeu, sem saber o que de fato significava. — Não vou deixar você me chupar, porra!

— Tá bom. Pede pra sua namorada fazer, então.

A insolência ferveu seu sangue. Nico cerrou os punhos, se controlou para não espancá-lo. Mas uma ideia sádica surgiu em sua mente.

— Que saber? Mudei de ideia. Pode vir.

Com deleite, Theo retornou. Saboreou a cabeça, vermelha e túmida. Os lábios sugavam com uma pressão deliciosa. Seus olhos permaneceram semicerrados, concentrados. Então nico murmurou:

— Mas vai ser do meu jeito.

Agarrou a franja do rapaz e puxou contra si, enterrando o pau na garganta. Theo se engasgou, seus olhos lacrimejaram. Nico o segurou firme, impedindo que escapasse, e balançou os quadris em estocadas abruptas que o asfixiavam. Forçou o máximo possível, retirando-lhe todo o ar. Quando o soltou, a cabeça ricocheteou para trás, recuperando a cor no rosto junto ao fôlego.

— Tá gostando, bichinha?

Theo abriu um sorriso desafiador, que o surpreendeu.

— Sim. Adoro engolir bem funo — respondeu, segurou de volta o membro, agora encharcado de saliva, e bateu contra o próprio rosto. Retomou a sucção, mantendo o tom lascivo. — Me faz de putinha.

Sem perceber, Nico se entregava. O calor envolvente da boca, a ânsia com que o devorava, era algo que Eduarda jamais ousara em fazer. Seu membro pulsava, com as veias salientes. Os lábios eram delicados como os de uma mulher, mas a intensidade era viril, transcendia qualquer comparação. Theo desceu a língua às bolas, lambendo com avidez. Os dedos apertavam no talo. Mas o que deveria trazer alívio só aumentava o anseio. O pau palpitava, clamando por mais.

Nico o ergueu pelos cabelos e prensou-lhe contra a parede. Virou-o de costas com urgência. Sua cueca, cravada nas nádegas como uma calcinha, acentuava as curvas firmes. Contemplou a bunda, pálida e macia, impecavelmente depilada. Era tão bela quanto a da namorada, e — ao contrário dela — estava ali, oferecida. A tentação o consumia, mas uma relutância final persistia.

— O que está esperando? Sei que você quer — incitou Theo. Mordeu os lábios e se expôs, revelando o orifício rosado, que se contraía como um convite pulsante. Aquilo o incendiou.

Posicionou o membro contra a abertura, sentindo resistência inicial. Penetrou devagar, o calor apertado envolveu a glande. Um gemido escapou entre os dentes. Theo ronronou, provocante, e virou o rosto:

— Isso… Enfia tudo no meu cuzinho.

— Seu viadinho, é disso que tu gosta, é? Então toma!

Empurrou até o limite. O tesão o envolvia, assim como a deliciosa compressão que o cingia. Segurou-o pela cintura fina e iniciou investidas velozes. Os corpos colidiam num ritmo acelerado, produzindo ecos úmidos de pele contra pele que ressoavam no vestiário. Nico não recordava quanto tempo se passara desde a última vez que transou. Desde o início do namoro com Eduarda, vivia um celibato forçado — descontando as punhetas. Há tempos questionava-se se valia a pena esperar tanto por uma boceta. Mas agora, fodia algo bem mais prazeroso.

— Ah… que delícia! — gemeu Theo, enquanto tirava o pau da cueca e se masturbava. — Mais forte!

— Cala a boca, bicha… — Nico tentava manter a postura, mas os suspiros o traíam. — Você… ah… fala demais.

Ele agarrou-o pelos braços, forçando-o a arquear as costas. Puxou o cabelo e acelerou o ritmo. Theo sentia-o penetrar fundo, roçando sua próstata. Logo, suas pernas ficaram bambas. E o esperma jorrou quente, que sujou o ladrilho e escorreu pelo ralo.

— Ah… que pica mais deliciosa!

Nico sentiu as pregas se contraírem mais, o levando ao ápice.

— Eu vou gozar — anunciou.

— Goza na minha boca, vai.

Ele sucumbiu ao impulso. Theo ajoelhou-se outra vez e sugou com ferocidade. Masturbava incessantemente com uma mão, apertando as bolas com a outra. O rapaz urrou, jatos espessos o acertaram, caindo sobre a língua estendida. Theo saboreou o gosto amargo, sugou um pouco mais a glande até se saciar e deixou a água limpar o gozo que lambuzou o rosto.

Exaurido, Nico se escorou na parede, com o peito arfando enquanto o pau, finalmente, relaxava.

— Da próxima vez que sua namorada te deixar na mão, pode contar comigo.

— Você nunca mais fala disso, Entendeu? — Ameaçou, voltando à realidade. — Isso nunca aconteceu, tá ouvindo?

— Tá bom. Como quiser.

Nico fechou o registro, com as faces coradas, e saiu apressado. Apanhou uma toalha, enxugou-se desajeitado e se vestiu. Jogou a mochila no ombro, e foi embora, tentando deixar para trás o que havia acontecido. Queria apagar da mente o que acontecera. Mas Theo tinha a intuição de que não seria a última vez.

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