O Flerte com o amigo do meu filho, com o aval do meu marido

Um conto erótico de Morena Casada
Categoria: Heterossexual
Contém 1626 palavras
Data: 20/01/2026 09:18:41
Última revisão: 20/01/2026 09:23:32

​A vida de "Dona Luana" exige certos sacrifícios sociais. Depois das noites de devassidão no Rio, das orgias com a "diretoria" e das sessões de foda com o Cadu na laje, vestir a máscara de matriarca respeitável era quase um descanso. Ou, pelo menos, uma mudança de cenário.

​Era sábado à noite. Aniversário de 30 anos da Flaviana, esposa do meu filho mais velho, o Eduardo. A festa era num salão de festas elegante na Pampulha, coisa fina, buffet caro, gente bonita e comportada.

​Eu cheguei com o Ricardo. Ele estava impecável no terno, fazendo o papel de pai e sogro perfeito. Ninguém ali, olhando para aquele homem de sorriso gentil segurando uma taça de espumante, imaginaria que na noite anterior ele estava de quatro na nossa sala, usando uma calcinha de renda, servindo de depósito para a minha cinta de caralho. Ninguém sabia que a "Boneca" vivia dentro daquele terno. Só eu. E isso me dava um poder silencioso e delicioso.

​Cumprimentamos a todos. Eduardo, meu primogênito, sério e focado nos negócios. Flaviana, a nora perfeita, toda sorrisos. E então, meu caçula, o Pedro, de 24 anos. O festeiro da família.

​Pedro estava numa mesa animada, rodeado de amigos da faculdade e do trabalho.

​"Mãe! Pai! Vem cá!" Pedro chamou, já com um copo de whisky na mão.

​Nos aproximamos. E foi aí que eu o vi.

​Ele estava em pé, ao lado do meu filho.

​"Mãe, esse aqui é o Ian. Ele formou comigo ano passado, tá trabalhando comigo na engenharia da obra do centro."

​Ian estendeu a mão.

​Ele não era o meu "padrão". Meus olhos, viciados na brutalidade do Cadu, na imensidão do Paulo ou na largura do Kaio, costumavam buscar homens grandes, negros, com cara de quem já puxou cadeia ou comandou morro.

​Ian era o oposto. Ele era branco. A pele levemente bronzeada de quem pega sol no fim de semana, mas clara. Cabelo castanho claro, cortado num degradê moderno, barba rala e desenhada. Ele não era um armário. Ele tinha aquele corpo "fit" de engenheiro que faz Crossfit ou academia de prédio. Definido. O braço na camisa polo azul marinho marcava o tríceps e o ombro, mas sem exagero. Ele parecia... limpo. Cheiroso. Jovem.

​"Muito prazer, Dona Luana," ele disse. A voz não era um trovão, mas era firme, educada.

​Ele pegou minha mão. A mão dele era quente, seca, e o aperto foi seguro. Ele me olhou nos olhos. E eu vi.

​Ele não me olhou como "a mãe do Pedro". Ele me olhou como mulher. Um brilho de apreciação, rápido, discreto, que desceu para o meu decote e voltou para os meus olhos em meio segundo. Um garoto esperto.

​"O prazer é todo meu, Ian," eu sorri, o sorriso de predadora social. "O Pedro fala muito de você."

​Sentamos em mesas lado a lado. A festa seguiu.

​O papo fluiu. Ian era articulado, inteligente. Ele falava sobre obras, sobre viagens, e incluía Ricardo e eu na conversa com naturalidade. Mas eu sentia. Eu sentia o olhar dele queimando a lateral do meu rosto quando eu ria e jogava a cabeça para trás. Ele estava analisando a "coroa". Ele estava curioso.

​Eu bebi algumas taças de espumante. O álcool começou a soltar as amarras.

​Lá pelas onze da noite, a banda ao vivo mudou o repertório. Começou um forró. Um xote gostoso, arrastado, daqueles que pedem corpo colado.

​Ricardo, minha boneca, não dança. Ele odeia. Ele ficou na mesa, conversando com o Eduardo sobre investimentos.

​Eu estava batendo o pé no ritmo, olhando para a pista.

​"A senhora gosta de forró?"

​A voz veio do meu lado. Ian. Ele tinha se levantado, copo na mão, sorrindo de canto.

​"Eu adoro, Ian. Mas meu marido tem dois pés esquerdos."

​Ele colocou o copo na mesa. Ele ajeitou a camisa polo, que esticou no peito definido dele.

​"Se o Pedro não ficar com ciúmes de eu roubar a mãe dele..." ele estendeu a mão. "A senhora me concede essa dança?"

​Eu olhei para ele. Ousado. Convidar a mãe do amigo, na frente do pai e do filho. Eu gostei.

​"Vamos lá, engenheiro. Mostra se você tem ritmo."

​Fomos para a pista.

​E foi aí que tudo mudou.

​Eu esperava uma dança de "tia e sobrinho". Uma mãozinha respeitosa na cintura, uma distância de segurança de um palmo.

​Eu estava errada.

​Assim que entramos no meio do salão, Ian me puxou.

​A mão direita dele foi para a minha cintura. Mas não ficou ali, solta. Ele espalmou a mão nas minhas costas, na curva da lombar, quase chegando na bunda. E ele apertou.

​A "pegada".

​Não era a pegada bruta do Cadu que machucava. Era uma pegada técnica. Firme. De quem sabe conduzir. Ele me trouxe para junto dele. O corpo dele colou no meu.

​Eu senti. O peito dele duro contra os meus seios. A coxa dele, firme, musculosa, encaixou no meio das minhas pernas.

​"Licença," ele sussurrou no meu ouvido, o hálito de menta e whisky batendo no meu pescoço.

​Ele começou a me conduzir. Dois pra lá, dois pra cá.

​Meu Deus. O menino sabia o que estava fazendo.

​Ele tinha o ritmo no quadril. A perna dele roçava na minha buceta a cada passo. Era sutil, podia parecer acidental, mas não era. Ele pressionava a coxa para cima quando a gente girava. Ele me fazia sentir o volume dele na calça jeans. E não era pequeno. Não era uma tora de cavalo como a do Paulo, mas era um pau jovem, duro, presente.

​Eu fiquei bamba. Literalmente. O cheiro dele... um perfume amadeirado misturado com o calor da juventude... me deixou tonta.

​Eu olhei para cima. Ele era um pouco mais alto que eu de salto. Ele estava me olhando nos olhos, com um sorrisinho de quem sabia que estava me desestabilizando.

​"A senhora dança muito bem, Luana," ele disse. Tirou o "Dona".

​"Você... tem uma pegada forte, Ian," eu respondi, a voz saindo mais rouca do que eu planejei. "Pra um menino."

​Ele riu. E apertou minha cintura com mais força, me girando e me travando contra o corpo dele.

​"Menino só na identidade," ele sussurrou. "Na prática... eu aguento o tranco."

​Aquela frase. Dita ali, no meio da festa da minha família, com meu filho a dez metros de distância. Foi um choque elétrico na minha buceta. Eu lubrifiquei na hora.

​Dançamos duas, três músicas. Um "Falamansa", um "Barões". Em cada uma, ele ficava mais ousado. A mão descia milímetros. A perna entrava mais fundo. O corpo colava mais.

​Quando a música acabou, eu estava ofegante. E ele também.

​Ele me soltou devagar, deslizando a mão pelo meu braço.

​"Obrigado," ele disse. "Foi... a melhor parte da festa."

​Eu voltei para a mesa. Minhas pernas tremiam. Eu me sentei ao lado do Ricardo, peguei minha taça e virei o resto do espumante num gole só.

​Ricardo me olhou. Ele conhece cada micro-expressão minha. Ele viu o rubor no meu rosto. Viu meu peito subindo e descendo.

​"Dançou bastante, hein, amor?" ele comentou, baixo.

​Eu me inclinei para ele. Sussurrei no ouvido dele, enquanto olhava para Ian do outro lado, que agora ria com meu filho, mas me olhava de relance.

​"Ricardo... o amigo do Pedro... o Ian..."

​"O que tem ele?"

​"Ele tem uma pegada, amor... que você não acredita. Ele me prensou na pista. Ele roçou o pau na minha perna. Ele me chamou de Luana."

​Ricardo olhou para o Ian. Eu vi a pupila da minha Boneca dilatar. O fetiche dele gritou. A esposa dele sendo cobiçada pelo amigo do filho. O garotão novo, branco, "limpinho", comendo a mãe do amigo. Era um roteiro pornô que ele adorava.

​"É mesmo?" Ricardo sussurrou, excitado, a mão dele apertando meu joelho por baixo da toalha da mesa. "Ele é novinho... engenheiro... amigo do Pedrinho..."

​"É um perigo, Ricardo. É proibido."

​"Investe, amor," Ricardo disse, a voz trêmula de tesão. "Se você quiser... investe. Eu quero ver esse moleque te pegando. Eu quero saber como é a pegada desse branquinho."

​O aval da Boneca foi o que faltava.

​Eu sou discreta. Eu não ia dar bandeira ali, na frente da Flaviana e do Eduardo.

​Mas eu fui ao ataque. Do meu jeito.

​Esperei um momento em que Pedro foi ao banheiro e Ian ficou sozinho na mesa, mexendo no celular.

​Eu me levantei. "Vou retocar a maquiagem."

​Passei pela mesa dele. Devagar. O meu perfume rastro deixando a marca.

​Parei bem ao lado dele. Coloquei a mão no ombro dele, fingindo casualidade.

​"Ian," eu disse.

​Ele olhou para cima, rápido.

​"Oi, Lua... Dona Luana."

​Eu me inclinei. O decote do meu vestido ficou na altura dos olhos dele.

​"Adorei a dança," eu sussurrei. "Mas achei que você parou muito cedo."

​Ele engoliu em seco. Os olhos dele cravaram nos meus seios e subiram para a minha boca.

​"Eu... eu não queria abusar," ele disse, testando o terreno.

​"Engenheiro que é bom não tem medo de obra grande, Ian," eu disse, sorrindo.

​Tirei meu celular da bolsa. "Anota meu número. O Pedro... ele é meio desligado com recados. Se precisar de alguma coisa... sobre a obra... ou sobre forró... me chama."

​Ele pegou o celular, as mãos tremendo levemente. Ele digitou o número. Ele sabia que não era sobre a obra.

​"Pode deixar," ele disse, a voz baixa, intensa. "Eu vou chamar. Com certeza."

​Eu pisquei para ele e fui para o banheiro.

​Quando voltei, meu celular vibrou na bolsa.

​Uma mensagem de um número desconhecido.

​"A obra é grande, mas eu tenho a ferramenta certa. Boa noite, Luana. Até breve."

​Eu olhei para o Ricardo e sorri. A Boneca sorriu de volta. Tínhamos um novo alvo. E esse... esse ia ser o nosso segredinho de família.

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