Quando o amor incomoda - 2

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1265 palavras
Data: 03/01/2026 12:52:24

Meu nome é Gustavo no conto anterior comecei a contar a minha história a partir de um sábado em que aconteceu um jogo de futebol, onde eu fotografava enquanto meu irmão e seus amigos jogavam. Enquanto eu me derretia por conta do sol e da beleza de Luiz Felipe, meu crush secreto, meu irmão Eduardo e seu melhor amigo Romario por estarem perdendo o jogo davam um show a parte de preconceito e vulgaridade.

Eu senti um aperto no peito. Cada xingamento era como uma facada. Não era novidade ouvir isso no futebol, eu sabia. Mas vindo do meu próprio irmão... aquilo queimava diferente. Eu tentava me concentrar na câmera, clicar, clicar, clicar, mas as mãos tremiam um pouco.

Manu, que estava sentada do meu lado na mureta, percebeu na hora. Ela sempre percebia. Ela cutucou meu braço de leve.

_ Tá tudo bem, Gu?

Eu forcei um sorriso, sem tirar o olho da câmera e respondi.

_ Tá... è só esse clima… o calor.

Do outro lado, dentro do campo, Edu continuava sua guerra particular.

_ Porra, time! Bando de viado mole! Tá todo mundo jogando que nem bichinha com medo de sujar a roupa, é?

Berrou meu irmão Eduardo, apontando para os companheiros. Romário riu e completou:

_ É isso, Du! Esses frescos não aguentam um jogo de verdade no campo não!

Manu olhou pro campo, viu Edu gritando mais uma vez, agora pro goleiro, que tinha tomado o quinto gol num chute de longe.

_ Seu fresco do caralho, vai deixar entrar mais quantos? Porra!

Manu suspirou, balançou a cabeça.

_ Seu irmão é um idiota quando esta perdendo. E o Romário piora tudo.

Ela levantou a voz de repente, em direção ao campo:

_ Eduardo! Para de xingar os meninos e joga bola, pô! Vocês que tão perdendo!”

Edu olhou pra gente, fez uma careta, mas não respondeu.

_ Eduardo, olha pra mim! Chega dessa palhaçada!

Gritou Manu, firme.

_ Para de falar merda pros seus próprios amigos! Quer ganhar? Então joga direito em vez de xingar todo mundo!

Edu resmungou algo e voltou pro jogo bufando.

Manu virou pra mim de novo, voz mais baixa.

_ Não liga pra essas merdas que eles falam, tá? É só raiva por estar perdendo. Não é com você.

Eu engoli seco. Ela não sabia. Ninguém sabia. Nem Edu, nem meus pais, nem Luiz Felipe – especialmente ele. Eu só assenti, murmurando um “tá bom”.

Manu sentou de novo, mais perto de mim. Apesar das palavras doces de Manu, as palavras de Edurdo batiam em mim como tapas. Eu sentia meu rosto queimar, não de vergonha por ser quem sou, mas de uma raiva misturada com desejo reprimido. Porque enquanto Edu xingava “bicha” como se fosse o pior insulto do mundo, eu estava ali, duro pra caralho, imaginando Luiz Felipe me encostando na parede do vestiário vazio depois do jogo, a mão grande dele deslizando por dentro da minha camiseta azul clara, os dedos quentes roçando minha pele sensível. Então saio do transe ao ouvir minha cunhada colocar a mão em meu ombro e dizer.

_ Eles vão virar o jogo, você vai ver.

No campo, as coisas começaram a mudar. Luiz Felipe pegou a bola no meio do campo, deu um drible seco no marcador e lançou pro Romário. Romário, pela primeira vez no jogo, calou a boca e correu. Chutou forte, 5 a 4.

Eu cliquei freneticamente. Luiz Felipe correndo de volta, sorrindo, batendo palma pros companheiros. Ele olhou rápido pro nosso lado, ou foi impressão minha? e acenou. Meu coração quase parou.

Manu gritou: “Vai, Vermelho! Virada, virada!”

Luiz Felipe após uma breve comemoração levanta a camisa para enxugar o rosto.

_ Nossa!

Exclamo em sussurro. Aquele torso moreno claro exposto ao sol, suor escorrendo pelos sulcos do abdômen perfeito, descendo devagar até sumir dentro da cintura do short. Os músculos das costas se movendo enquanto ele esfregava a camisa na nuca. Eu soltei um suspiro baixo, involuntário. Minha ereção latejava agora, dolorida contra o tecido leve do short. Tive que virar de lado, fingindo ajustar a câmera.

Manu riu baixinho. Será que ela percebeu? Penso comigo mesmo.

Edu e Romário, agora com sangue novo, pararam um pouco com os xingamentos. Começaram a organizar o time de verdade. Luiz Felipe roubou uma bola na defesa adversária, avançou, tabelou com Edu que chutou colocado. Golaço. 5 a 5.

O campinho inteiro vibrou. Edu veio correndo em nossa direção com sua camisa vermelha encharcada, colada no corpo musculoso, short branco subindo nas coxas abraçou e beijou Manu enquanto Romario pulava em cima deles.

Faltando cinco minutos, num escanteio, Luiz Felipe subiu mais alto que todo mundo e cabeceou no canto. 6 a 5. Virada.

Eu tirei uma das melhores fotos do dia: Luiz Felipe correndo com os braços abertos, Edu abraçando ele por trás, Romário pulando em cima dos dois. Todos suados, todos felizes.

Manu pediu para ver a foto pegando minha câmera

_ Deixa eu ver, nossa ficou top hem quem sabe... depois você não tira uma foto só dele, hein?

Eu ri nervoso, mas o calor dentro de mim só aumentava.

Quando o juiz apitou o fim, o time vermelho veio correndo pra nossa direção. A câmera tremia levemente na minha mão enquanto eu enquadrava Luiz Felipe mais uma vez — Torso nú brilhando de suor, camisa no ombro, pernas poderosas, o sorriso que parecia só para mim. Eu só conseguia pensar em como seria sentir aquele corpo suado, quente, pressionado contra o meu. Um dia, quem sabe. Por enquanto, eu tinha as fotos. E o desejo que queimava mais forte que o sol daquela tarde.

Edu me deu um tapa nas costas, forte, mas carinhoso como sempre, riu e disse:

_Viu, Tavinho? No final a gente ganha!

_ Eu nunca duvidei.

Respondi com o rosto vermelho.

Romário se aproximando por trás de mim bagunçou meu cabelo.

_ Fotinha boa aí, Gustavo?

Eu sorri, meio sem graça.

_ Tirei várias.

_ Quero ver todas!

Disse Luiz Felipe me olhando de uma forma intensa com seus olhos mel limpando o suor de sua testa.

Manu me abraçou de lado.

_ Virada épica, né? Os meninos vão tomar uma chuveirada e depois vamos pro Toba's Bar comemorar.

Enquanto o pessoal se dispersava, eu fiquei ali mais um pouco, olhando as fotos no visor da câmera. Tinha uma perfeita de Luiz Felipe comemorando o gol da virada. Eu sorri sozinho.

A turma quase toda ja estava no Toba's Bar, então Luiz Felipe chegou por último, cheiroso, com a camisa justa, grudada desenhando seu peitoral. Ele parou na minha frente, sorrindo aquele sorriso que me desmontava inteiro.

_ Ei, Gustavo... Vou passar na sua casa depois para ver as fotos, tá? Quero ver como ficaram.

Eu consegui responder um “claro” quase sem gaguejar. Luiz Felipe sentou na nossa mesa, não sei se era impressão minha, mas parecia que ele olhava direto pra mim. Não era um olhar rápido de comemoração coletiva. Era longo. Intenso. Aqueles olhos mel, pareciam brilhar, o sorriso lento se abrindo enquanto ele passava a mão pelo cabelo encaracolado ainda molhado, jogando a cabeça pra trás. Era como se ele estivesse se exibindo só pra mim. Como se soubesse exatamente o que aquilo fazia comigo.

E eu ali sem saber o que fazer, como agir com medo e desejo apertando meu peito.

Ps. E ai ja aconteceu algo semelhante com você? Você ainda dentro do armário ou em um lugar onde ninguém sabia que você era gay e louco de desejo e medo por olhar um crush? Conte nos comentários.

Autor: Mrpr2

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Comentários

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CERTEZA QUE LUIZ FELIPE JÁ PERCEBEU VOCÊ DE FORMA DIFERENTE. E SE SEU IRMÃO DESCOBRIR? O QUE SERÁ?

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