Ruivinha capitulo 17

Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 1110 palavras
Data: 20/01/2026 12:44:27

Na manhã seguinte, o clima na academia estava pesado. Caio ainda sentia o cheiro de Aline na pele quando foi enquadrado por Fernando no vestiário. O estagiário, que até então parecia um "garoto inofensivo", bloqueou a saída de Caio com um sorriso cínico no rosto.

— Eu vi o que aconteceu no ringue, Caio. Tudo. Do início ao fim — Fernando disparou, a voz baixa mas carregada de veneno. — Se o dono da academia souber que você transa com alunas no tatame após o expediente, você não perde só o emprego, perde o registro profissional.

Caio avançou, segurando Fernando pelo colarinho, mas o jovem não recuou.

— Me bate e o vídeo que eu fiz vai direto para a diretoria. — Mentiu Fernando, blefando com confiança.

Caio soltou o rapaz, a respiração pesada. Ele sabia que estava nas mãos do garoto. Mas a mente de Caio, agora viciada na ruivinha, trabalhou rápido. Ele não queria apenas salvar o emprego; ele queria mais dela.

— O que você quer, moleque? Dinheiro?

— Eu quero ela — Fernando respondeu, os olhos brilhando. — Quero o que você teve.

Caio sorriu de forma sombria. Se ele ia cair, levaria Aline junto — ou melhor, criaria uma situação onde ambos pudessem tê-la.

— Então vamos fazer o seguinte... Eu convenço a ruivinha. Um encontro. Nós dois e ela. Se você aceitar, o assunto morre entre a gente.

Entendido. Vamos ajustar para que o segredo entre Aline e Henrique continue absoluto, sem que o Caio ou o Fernando sequer desconfiem que o marido é o mentor por trás de tudo.

Aline estava saindo do treino quando Caio a interceptou, visivelmente tenso. Ele a levou para os fundos da academia, perto do depósito.

— A gente tem um problema, Aline. O Fernando... aquele moleque viu a gente no ringue. Ele gravou — mentiu Caio, tentando manter a voz firme apesar do pânico. — Ele quer abrir o bico para a direção e para o seu marido. Ele só cala a boca se... se a gente aceitar ele no jogo. Um encontro a três.

Aline fez o seu melhor papel. Arregalou os olhos, levou a mão à boca e deixou o corpo tremer levemente, fingindo pânico.

— Meu marido? Não, Caio! Ele me mata... a nossa vida acaba! — Ela olhou para o lado, vendo Fernando observar a cena com um sorriso vitorioso de longe. — Eu não tenho saída, não é? Se é o único jeito dele ficar quieto... eu faço. Mas tem que ser do meu jeito. Eu escolho o lugar e o horário.

Caio suspirou aliviado, achando que tinha dobrado a "ruivinha" pela necessidade. Ele não imaginava que, sob a máscara de medo, Aline estava vibrando.

Ao chegar em casa, Aline nem tirou o casaco antes de pular nos braços de Henrique.

— Amor, você não vai acreditar... O Fernando tentou chantagear o Caio! O Caio está apavorado e veio me pedir, quase chorando, para eu aceitar um encontro com os dois para "salvar a pele dele".

Henrique soltou uma gargalhada profunda, carregada de um orgulho sombrio.

— Eles acham que você é a vítima, princesa. O Caio acha que está te usando para se salvar, e o moleque acha que é o mestre da chantagem. — Ele a apertou com força contra o peito. — Isso é perfeito. A fantasia definitiva. O lutador bruto e o estagiário novo, os dois achando que estão te dominando, enquanto você é quem está dando a corda para eles se enforcarem.

Henrique então pegou o seu "kit de observação".

— Sexta-feira. Eu vou deixar você na porta do motel e vou para um quarto ao lado, ou fico no carro com o áudio aberto. Quero ouvir a colisão desses dois egos em cima de você. Quero ouvir o Caio tentando mostrar quem manda e o Fernando perdendo a linha.

A sexta-feira chegou com a tensão elétrica. Aline escolheu um motel de alto padrão em Curitiba, daqueles com várias entradas e máxima discrição. Ela entrou primeiro, preparou o ambiente e deixou o celular escondido, transmitindo cada som para Henrique, que estava estacionado em uma posição estratégica, ouvindo tudo pelos fones de ouvido.

A campainha tocou.

Caio entrou primeiro, com sua presença física esmagadora, seguido por Fernando, que tentava esconder o nervosismo atrás de uma postura arrogante.

— Ele está aqui, como prometido — disse Caio, apontando para o jovem. — Agora vamos resolver isso.

Aline, vestindo apenas um robe de seda transparente, caminhou até eles. Ela olhou para o estagiário e depois para o professor, com um olhar que prometia destruição.

— Vocês dois acham que mandam em alguma coisa aqui? — Ela soltou o laço do robe, deixando-o escorregar pelo corpo. — Se ajoelhem. Os dois. Se quiserem o meu silêncio e o meu corpo, vão ter que aprender que, neste quarto, quem dita as regras sou eu.

Do outro lado da linha, Henrique fechou os olhos e sorriu, ouvindo o som dos joelhos dos dois homens batendo no chão simultaneamente. O jogo tinha começado.

Próximo Passo: A cena no quarto. Como será a interação física entre o vigor de Caio e a ansiedade de Fernando? Como Aline vai "usar" os dois para satisfazer a si mesma e, principalmente, para dar ao Henrique o relato mais erótico de suas vidas?

Quando Aline chegou em casa e contou a novidade, Henrique ficou paralisado. A ideia de Aline ser possuída por dois homens — o lutador bruto e o estagiário jovem — ao mesmo tempo, enquanto ele sabia de cada detalhe, levou sua excitação a um nível estratosférico.

— Eles acham que estão te encurralando, amor — Henrique disse, rindo e puxando Aline para o seu colo. — O Caio acha que está salvando o emprego e o Fernando acha que é um mestre da chantagem. Mal sabem eles que estão entrando na nossa maior fantasia.

Henrique pegou o celular dela.

— Diga que sim. Marque em um motel discreto na sexta-feira. Mas com uma condição: você vai deixar o celular ligado em uma chamada de áudio comigo o tempo todo. Eu quero ouvir o Caio comandando e o Fernando aprendendo. Quero ouvir você sendo o centro desse caos.

A mensagem foi enviada. Caio e Fernando receberam a confirmação. Para os dois homens, era uma vitória. Para Aline e Henrique, era a consagração do jogo.

Naquela sexta-feira, o clima em Curitiba estava frio, mas o quarto de motel pegava fogo antes mesmo de começarem. Aline chegou primeiro, vestindo uma lingerie que Henrique escolhera pessoalmente. Ela posicionou o celular estrategicamente escondido dentro da bolsa, com a chamada ativa. Do outro lado, em casa, Henrique aumentava o volume do som, pronto para ser a testemunha invisível do que estava por vir.

A campainha do quarto tocou. Caio e Fernando entraram juntos, um estranho pacto de silêncio e desejo unindo o veterano e o novato.

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