Segredos de Uma Mulher Bem Casada - Capítulo 2

Um conto erótico de contradio
Categoria: Heterossexual
Contém 3855 palavras
Data: 03/01/2026 13:12:42
Última revisão: 03/01/2026 17:04:34

# Júlio

Quando o Pedro e eu chegamos no bar do Fasano, o lugar já estava lotado. Adoro vir aqui numa quinta-feira à noite, quando a galera executiva da Faria Lima e da Paulista está em peso, elevando a energia bem acima daquela vibe de turista.

O *maître* mandou a real: o salão estava cheio, mas se a gente quisesse sentar no balcão, tava liberado.

O bar fica num canto estratégico, com iluminação baixa e couro escuro. É o lugar perfeito pra ter uma visão completa do movimento, mas não tão bom pra conhecer garotas. O que eu definitivamente estava querendo fazer.

— Então, Pedro — eu disse quando nossos whiskies chegaram. — Como vai a vida de casado?

Pedro balançou a cabeça. — Boa e ruim. Quando casei com a Gabi, pensei: FINALMENTE, vou ter toda a buceta que eu preciso, na hora que eu quiser.

— E?

— E nada. Transamos feito coelhos por um ano. Aí ela engravidou. Foi de ninfomaníaca pra "Supermãe" assim que a barriga apareceu.

— Sério?

Pedro virou pra mim. — O negócio é o seguinte. Quando você casar, prometa pra si mesmo pelo menos uns dois ou três anos de foda contínua antes de engravidar a mulher.

— Anotado. — Olhei pro bar lotado da nossa posição levemente elevada, escaneando uma mesa atrás da outra. Ouvia o Pedro reclamar da vida sexual, mas sério, parecia meio hipocrisia. A esposa do Pedro, a Gabi, é linda de morrer e a garota mais doce que conheço. Pedro era um sortudo do caralho e parecia muito errado ele reclamar da sorte.

Meu olho parou numa mesa a uns dez metros de distância. Estava incomumente cheia, com umas sete pessoas sentadas e duas em pé. Estavam virando *shots* e as risadas vinham altas e rápidas.

Dos nove jovens de vinte e poucos anos na mesa, três eram mulheres.

Mas não qualquer tipo de mulher.

Eram todas deslumbrantes, vestidas pra matar, e sexys pra caralho. Os homens estavam em volta, xavecandos as garotas, cada um fazendo o melhor pra impressionar. A bebida rodava solta.

Uma mulher em particular me deixou hipnotizado. Era a garota mais linda que eu já tinha visto na vida. Cabelos pretos ondulados e volumosos, selvagens e longos o suficiente pra cair no colo dela. Ela usava um vestido vermelho brilhante que abraçava o corpo, envolvendo uma cinturinha e um par de peitos tão cheios e firmes que pareciam frutas maduras, prontas pra serem colhidas. Mas foram as pernas dela que quase me fizeram gozar nas calças ali mesmo. Sou tarado por pernas, então eu sei do que tô falando. É um crime que a maioria das mulheres hoje em dia tenha abandonado a meia-calça, mas essa criatura deslumbrante usava as dela no nível máximo. As pernas longas, torneadas, estavam cruzadas apertadas e vestidas no que obviamente era uma meia-calça importada de altíssima qualidade, daquelas com brilho de óleo.

O rosto dela me lembrava alguém da TV. Cutuquei o Pedro.

— Pedro. Olha lá. Tá vendo aquilo?

— Cê tá de sacanagem? Por que acha que eu sentei virado pra cá? Já tinha manjado aquela gata na hora que a gente entrou.

— Sinto que já vi ela antes. Ela me lembra a...

— A Paolla Oliveira naquela novela das nove. Total.

— Porra.

Eu não conseguia tirar os olhos dela. A risada fácil. O jeito que ela acariciava as coxas inconscientemente quando falava. Como ela descruzava e cruzava aquelas pernas incríveis com tanta frequência.

As três mulheres gloriosas eram o centro das atenções, claro. Cada um dos homens tentava conseguir um momento pra falar com uma delas, mas a do Vestido Vermelho era o alvo principal.

Ela era especialista em lidar com eles, no entanto. Não se deixava beber rápido demais. As conversas eram leves, e nunca ficava com nenhum dos pretendentes por mais de alguns minutos antes de engajar com outro. O rosto dela, lindo de doer, traía uma inteligência afiada. Embora risse fácil, estava claramente em guarda, constantemente avaliando o que ouvia e com quem interagia.

Ela ria e falava com todos, mas nunca ficava íntima de ninguém. Exceto com as amigas, que eram obviamente velhas conhecidas e muito próximas.

Quando meu segundo drink finalmente chegou depois de várias tentativas de chamar a atenção do barman, olhei de volta pra onde a do Vestido Vermelho estava sentada. Para meu alarme e decepção, ela tinha sumido. Torci muito pra ela não ter ido embora. Mas as duas cadeiras que ela e a amiga ocupavam não tinham sido tomadas pelos caras em pé.

Então elas deviam voltar. Provavelmente foram ao toalete.

Ok.

Não que eu fosse fazer algo a respeito. Com seis executivos bonitões disputando a atenção dela, seria inútil.

— Viu, Júlio — Pedro disse, levantando o copo pra um brinde, que eu correspondi. — É disso que eu tô falando. Você tem que arrumar uma dessas pra você.

— É, acho que sim.

— Qual é, cara. Já faz, tipo, dois anos.

— É, dois anos, quase no dia exato desde que minha esposa, a Tânia, anunciou que estava me deixando pelo chefe dela. Depois de quatro anos de casamento, sem filhos graças a Deus, ela decidiu que eu não era o bastante. Aquelas "noites das garotas" eram muito mais do que isso.

— Foda, mano.

O que eu não disse foi como minha vida sexual com a Tânia tinha minguado naqueles meses. O sexo tinha ficado rápido, distante e infrequente. Era quase como se ela não curtisse. O que seria estranho, já que eu dava tudo de mim. Até onde eu sabia, ela não tinha do que reclamar. Obviamente ela estava conseguindo o que precisava em outro lugar.

Tudo desmoronou naquela manhã quando ela me sentou na mesa da cozinha e começou com aquelas palavras temidas: "Júlio, precisamos conversar."

Que vadia.

Tomei um gole do meu *whisky*. — Foda não começa nem a descrever, Pedro. Tô aberto a conhecer uma garota nova. Totalmente. Mas não aquela ali. Sem chance de eu brilhar no meio daquela matilha de cachorros loucos em volta dela. Se eu fosse lá agora, só ia parecer um otário.

— Eu entendo. Não quis dizer ela, necessariamente. Mas você tem que se jogar, cara.

— Eu sei, eu sei. O negócio é...

Mais cedo eu tinha virado pra encarar o Pedro à minha esquerda. Mas o Pedro não estava mais ouvindo. Ele olhava fixamente por cima do meu ombro, de olhos arregalados.

Mesmo com o barulho do bar, ouvi o *suiiish* distinto de pernas com meia-calça cruzando do meu lado. É um som que sempre vai direto pro meu cérebro. Como um homem de pernas que vive pra ver meias lindas num par de pernas espetacular, o roçar do nylon é um dos sons mais sexys do universo.

Imediatamente virei e encarei a mulher mais linda que já tinha visto. Ela usava um vestido colado de seda vermelha mostrando trinta centímetros de coxa gloriosa coberta de nylon. O olhar dela era intenso e estava focado a laser em mim.

— Paga uma bebida pra uma dama? — ela disse, sorrindo. Ela girou na banqueta até o joelho cruzado dela bater na minha perna. Ela não fez alarde. Não fez ser sexy de propósito. Simplesmente foi.

As pernas mais perfeitas que eu já vi, vestidas na meia-calça mais fina e brilhante, estavam tocando meu joelho como se não fosse nada demais.

Como se não bastasse, a seda vermelha do vestido estava drapeada sobre os seios cheios e impossivelmente redondos dela como uma segunda pele. E embora estivessem cobertos, o contorno duro dos mamilos confirmava que ela não usava sutiã pra segurar aquilo tudo.

O sorriso dela era brilhante, dentes brancos como neve virgem. Os olhos verdes profundos brilhavam com inteligência e curiosidade.

Caralho.

Lutei desesperadamente pra manter a compostura. Essa é uma garota linda e confiante. A primeira impressão é tudo.

Forcei meu melhor sorriso amigável. — Como eu poderia recusar? — Meio brega, mas serviu. — O que você manda?

O barman, sendo homem, tinha aparecido como num passe de mágica. Ela lambeu os lábios e os puxou pra dentro da boca por um momento, depois soltou num biquinho.

O olhar dela nunca saiu do meu. — Um *Dry Martini*, por favor.

Fiz sinal pro barman e dei um aceno quase imperceptível.

Ela estendeu a mão e me presenteou com um sorriso brilhante. — Mariana.

Peguei a mão dela. Ela usava luvas de nylon transparente tipo ópera, mas com os dedos cortados, revelando dez unhas vermelhas perfeitamente manicuradas, parecendo garras. Meia dúzia de anéis cobriam os dedos longos e graciosos. A mão da Mariana demorou uns dois segundos a mais do que uma simples apresentação exigiria. — Júlio. Júlio Peterson.

Ela soltou minha mão. — Então, Júlio, vai me apresentar pro seu amigo?

Porra. Ela tinha me hipnotizado tão completamente que quase esqueci onde estava. — Claro. Mariana, — virei meio corpo pra esquerda — esse é o Pedro. — Eu queria adicionar: "O Pedro já estava de saída". Eu queria muito.

Pedro esticou o braço na minha frente e pegou a mão dela. Dessa vez ela não demorou. Um aperto rápido e mão de volta no colo.

Tomei um gole da minha bebida. — Não vi você lá naquela mesa?

Mariana revirou os olhos. — Garotinhos da Faria Lima achando que são o presente de Deus pro mundo. Não me interessa.

— E suas amigas?

— Elas sabem se virar. Não tô preocupada.

— Então, Mariana. O que você faz?

— Da vida, você diz? Sou modelo de pernas.

— Espera. Você modela suas pernas?

— Bom, na verdade meias. Modelo *hosiery* e *lingerie* pra um e-commerce grande aqui de São Paulo.

— Uau. Tenho que dizer, nunca vi jeito melhor de anunciar um par tão lindo de meias *Cervin* legítimas.

Ela ergueu as sobrancelhas. — Você entende de meias, moço. Como sabia que eram *Cervin*?

— Sou meio tarado por pernas. Costumava comprar de dúzia pra minha ex-esposa, a Tânia, mesmo ela relutando em usar. Desenvolvi uma lista de favoritas, então é um prazer genuíno ver elas em alguém com pernas tão lindas.

Ela me lançou outro sorriso brilhante. — Você é muito simpático.

— Que marcas você modela?

— Você não gostaria de descobrir?

Enigmática, mas chutei que ela não queria que eu focasse demais nas pernas dela agora.

— Então, Mariana...

— Ex-esposa, você disse?

Dei uma risada seca. — É. Dois anos desde que separamos, seis meses desde o divórcio oficial.

— Quanto tempo de casados?

— Quatro anos. Nos últimos seis meses, descobri que ela estava tendo um caso com o chefe dela.

— Ai. Pobre Júlio. — Ela colocou a mão sobre a minha.

O Martini dela chegou. O sorriso de agradecimento transformou o barman em geleia.

— E você? — perguntei. — Já foi casada? — Sem aliança nem sempre significa sem marido.

— Nunca encontrei o cara certo.

— E como está indo a busca pelo cara certo?

Ela pegou a taça e fez um biquinho com os lábios vermelhos brilhantes na borda. Tomou um gole elegante, colocou a taça na mesa e lambeu os lábios. Tinha um brilho no olhar dela. O foco nunca saiu de mim.

— Não sei, mas o cenário parece promissor até agora.

Ah, caralho. Ela tá na minha.

— Então me diz, Júlio. Por que sua esposa sentiu a necessidade de transar com outro homem?

Engoli em seco. — Você vai direto ao ponto, né?

— É uma pergunta justa. Quer dizer, se não quiser falar sobre isso... — A linguagem corporal dela mudou. Ficou de repente mais fria. Menos conectada.

Ela devia trabalhar na ABIN. Desmoronei imediatamente.

— Não, tudo bem — soltei. — Falo numa boa. É que ainda é um pouco doloroso. Você dá tudo de si. Tudo. E aí ela te trai. Isso te afeta lá no fundo. Sente como se sua alma tivesse sido espremida de tudo que você valoriza.

Ela descansou a mão na minha de novo. — Como ela fez?

— Fez o quê? Como ela fez pelas minhas costas ou como ela me contou?

— Como ela contou.

— Ela me sentou na mesa da cozinha e disse...

— Ah não — Mariana riu alto. — "Amor, precisamos conversar"? Foi isso que ela disse?

— As três palavras mais temidas do vocabulário feminino — eu disse, rindo junto. Depois de um tempo, falei: — É bom rir disso com alguém que entende.

— Como você sabe que eu entendo, Júlio?

Ela me pegou nessa. — Digamos apenas que me sinto muito confortável com você.

Ela sorriu. — Eu também. Isso tá gostoso.

Tomei um momento pra bebericar. Enquanto pensava no que dizer, ela voltou direto ao assunto.

— Então, como a Tânia disse?

Olhei nos olhos verdes brilhantes da Mariana, tentando discernir onde ela queria chegar. Estava avaliando minha capacidade de lidar com uma conversa difícil? Estava procurando fraqueza? Parecia mais do que curiosidade casual.

Segui em frente. — Ela foi fria. Distante. Foi meio bizarro, na real. Parecia outra pessoa. Ela só soltou. Tipo avisando que ia no shopping, exceto que...

— Ela já tinha feito as compras.

Ri. — É um jeito de colocar. Sério, ela foi muito prática. Disse: "Vou viajar pro fim de semana. Minha mala tá pronta e não vou atender o celular."

Os olhos da Mariana arregalaram. — Não! O que ela disse que ia fazer?

— Foi o que eu perguntei. Você nunca vai adivinhar o que ela respondeu.

— Deixa eu tentar. Ela disse: "Quero ver outras pessoas."

— Quase isso. Ela me disse que nunca se sentiu confortável num relacionamento monogâmico. Que sempre quis variedade e mais parceiros. Disse que casou comigo sabendo disso sobre ela mesma, mas casou assim mesmo. O engraçado foi que ela nunca foi muito motivada na cama. No final do terceiro ano, ela era positivamente gelada.

Mariana ficou quieta por um momento. Tomou outro gole do Martini e suspirou. Alguma coisa preocupante passava pela cabeça dela, algum conflito interno.

— No que você está pensando, Mariana?

A expressão nublada sumiu e um sorriso brilhante tomou o lugar.

Mariana descruzou aquelas pernas e desceu da banqueta. Uma nuvem de decepção desceu sobre mim. Parecia que eu não tinha passado no teste.

— Estou pensando, Júlio, que você vai me levar pra jantar.

— Agora?

— Tem algo melhor pra fazer?

— Com certeza não. — Escorreguei da banqueta e fiquei na frente dela. De pé, ela era ainda mais impressionante. De salto, ela ficava uns dois centímetros mais alta que eu. E eu tenho 1,88m.

Os olhos dela me escanearam de cima a baixo, só um flash na verdade, mas ela deve ter gostado do que viu. O sorriso dela me disse tudo.

De repente me lembrei. Pedro. Virei pra esquerda.

— A gente se vê, mano — Pedro disse. — Me liga semana que vem, beleza?

— Claro — respondi. Pedro era um amigão. Ele entendia.

Virei pro meu novo encontro e disse: — Então, Mariana? Alguma preferência de comida?

— Ah, não — ela disse. — Eu como de tudo. — Ela baixou os olhos bem nesse momento, a implicação óbvia.

— Tem um lugarzinho italiano no Itaim, na Rua Jerônimo da Veiga. O...

— O **Nino Cucina**. Conheço.

— Você gosta?

Ela assentiu.

— Sendo quinta à noite, vai ser impossível conseguir mesa. Deixa eu ver se consigo ligar...

— Não esquenta com isso — Mariana disse. — Eu coloco a gente pra dentro.

Encarei ela por um longo momento. — Aposto que coloca.

Minha noite com a Mariana foi coisa de cinema. Tínhamos tanto em comum e ela tinha um conhecimento absurdo sobre várias coisas. Era curiosa também, fazendo todo tipo de pergunta. Ela ama rir. Quase fiz ela rolar no chão de rir quando contei umas histórias do pessoal do escritório. Ela era muito tátil e calorosa também.

Ofereci levá-la pra dançar, mas ela estava mais interessada em conversar. Tem um *rooftop* que eu gosto, o **Seen**, no topo do Tivoli Mofarrej. A vista da cidade é absurda. Fomos pra lá e conseguimos uma mesa com vista pro skyline iluminado da Avenida Paulista.

Nós dois ficamos surpresos quando o garçom avisou a última rodada às duas da manhã.

Na rua, pegamos um Uber Black pra Pinheiros, onde ela mora. Essa é a parte mais estranha de qualquer encontro, mas a noite tinha sido tão foda com a Mariana que pensei que talvez ela me convidasse pra subir. Mas eu estava tímido demais, ou sei lá o quê, pra sugerir. A verdade era que eu não queria estragar tudo com ela.

Na calçada, na frente do prédio moderno e chique dela na Rua dos Pinheiros, Mariana passou os braços pelo meu pescoço e me beijou. Não foi um beijo qualquer. Foi um ataque francês total à minha boca. Ela beijava com energia e a língua dela era macia, fina e, ah, tão deliciosa.

Ela quebrou o beijo e soltou meu pescoço. — Me liga? — ela disse.

Decepcionado, mas feliz que ela queria me ver de novo, fui pra outro beijo, que ela aceitou, mas parou depois de um ou dois segundos.

— Pode contar com isso — eu disse.

E então ela se foi. A porta de vidro do prédio se fechou atrás dela e eu fiquei lá, agradecendo aos céus pela minha sorte.

Que mulher!

Os meses seguintes foram um sonho realizado. Mariana e eu nos tornamos inseparáveis. Ela era uma namorada fantástica. Fazíamos tudo juntos. Ela amava dançar e quando saíamos, o look de balada dela era tão sexy que fazia todo homem, e mais do que algumas mulheres, babar por ela. Ela recebia muitas ofertas, muitas propostas indecentes, mas rejeitava todas. Por mim.

Almoçávamos juntos no Maní. Caminhávamos no Parque Ibirapuera; sentávamos no sofá dela e assistíamos filmes até tarde da noite. Nos pegávamos furiosamente e ela tinha o beijo mais sexy do mundo.

Mas.

Naqueles primeiros meses maravilhosos, nunca transamos.

A mulher mais sexy do meu universo, saindo exclusivamente comigo por meses, e nunca tínhamos nos visto pelados.

Eu percebia que ela queria. Às vezes pegava ela se tocando quando não me ouvia voltar pra sala. Quando a gente se pegava, eu sentia o cheiro do sexo dela. Quando ela usava shorts ou calça, a virilha dela muitas vezes ficava encharcada, mesmo quando não estávamos nos beijando.

O máximo que ela deixava eu fazer era massagear os peitos dela enquanto nos beijávamos. A primeira vez que ela deixou eu colocar a mão nua por baixo da blusa, os mamilos estavam tão duros que pareciam pedra. Beijei ela e rolei um mamilo entre o dedão e o indicador. A boca dela ficou mole, o corpo todo teso e ela gozou. Ali mesmo, no sofá.

Sim, minha Mariana consegue gozar só com massagem no mamilo.

E não foi pouca coisa. Digo, ela gozou pra caralho. Gemendo, se debatendo e apertando as pernas juntas.

Uma noite estávamos num amasso bem pesado no sofá dela. Meu plano era amassar os peitos dela e fazer ela gozar de novo. Esperava que isso a deixasse no clima para... mais.

Só funcionou em parte. Sim, ela gozou nas minhas mãos. Não, ela não me arrastou pro quarto.

Depois que ela se acalmou, olhou pra mim meio envergonhada. — Sou uma pessoa muito sexual, Júlio. Você não sabe nem a metade.

— Então por que não estamos transando?

Já tínhamos tido essa conversa mais vezes do que posso contar. Dessa vez, ela não respondeu de imediato. Lambeu os lábios e os trouxe aos meus. Colocou a mão no meu rosto e deslizou a língua na minha boca por um momento, depois se afastou.

— Amor, não transamos ainda porque eu queria ter certeza.

— Certeza? Certeza de quê?

— Júlio, o que você sente por mim? De verdade.

— Eu te amo, querida. Queria te dizer isso há um tempo, mas estava com medo.

— Medo de que fosse cedo demais? De que eu não achasse que você fosse sincero?

Os olhos dela me hipnotizaram. Sob o feitiço dela, eu não conseguia desviar o olhar. Ela estava me sondando, usando algum poder mental vulcano em intensidade máxima enquanto vasculhava as profundezas da minha alma.

Finalmente Mariana umedeceu os lábios e colocou a mão no meu ombro. — Eu te amo, Júlio.

Meu coração cantou.

Ela não tinha terminado. — Mas...

Aí vem. Prendi a respiração.

— Às vezes eu, bem, digamos que descobri que... essas palavras saem mais fácil do que deveriam da boca de alguns caras.

— Quer dizer que outros caras disseram que te amavam?

— Não querendo ser muito direta, mas sim. Já me disseram isso. Algumas vezes, na verdade.

Uma pontada de ciúme roeu meu estômago. — E você? Disse de volta?

De novo prendi a respiração.

— Caras disseram isso porque queriam transar comigo. Nunca funcionou. Isso não quer dizer que sou virgem. Longe, muito longe disso. Mas só porque um homem diz que me ama não significa que vou transar com ele.

Será que eu estava nessa categoria?

Ela dobrou as pernas embaixo da bunda e se arrastou pra mais perto de mim, colocando o braço em volta do meu pescoço. — Já transei com... muitos homens, Júlio. Nunca vou mentir pra você sobre isso. Quero dizer, MUITOS. Mas nunca disse "eu te amo" pra nenhum deles. Nem uma vez sequer.

— Dizer pra alguém que você ama é um passo grande. Estava esperando pelo homem certo. — Ela colocou a mão na minha coxa. — Você, bebê. Você pode ser aquele com quem quero passar o resto da vida. Não queria nublar nosso julgamento — meu julgamento — com sexo. Precisava ter certeza de que tínhamos uma base sólida de amor e respeito e tudo que vem junto. Porque quando a gente transar...

— Sim? — disse com a respiração suspensa. — Você disse quando...

Ela respirou fundo. — Quando transarmos, você pode não reconhecer a Mariana sentada aqui agora.

— O que isso quer dizer?

Ela pareceu um pouco exasperada, como se eu fosse lento. O que provavelmente eu era.

— Quer dizer que eu perco a linha na cama. Às vezes eu... — Ela parou.

— Às vezes você o quê?

— Nada. Só preciso de um pouco mais de tempo. Quero ter certeza absoluta. Tudo bem?

— Quanto tempo, Mariana? O que mais você precisa saber?

— Já disse tudo que queria dizer agora, amor. Tudo bem?

— Absolutamente, meu amor.

— Então você tá de boa com tudo isso?

Assenti. — Mais do que de boa.

Ela recostou e cruzou os braços embaixo dos peitos.

Aparentemente a conversa tinha acabado.

A verdade era que eu me sentia um pouco intimidado pela Mariana. Ela é uma mulher deslumbrante, perfeita de toda forma física. É inteligente, espirituosa, e temos tanto em comum. Mas a sexualidade dela me assusta um pouco. As palavras enigmáticas dela sobre "perder a linha" jogaram minha insegurança lá no alto.

E se eu não conseguir satisfazê-la? E se ela me achar ruim de cama? Se eu decepcioná-la, será que isso seria o fim pra ela?

Sempre suspeitei que ela tivesse um passado sexual intenso. Hoje ela confirmou. O que eu não sabia era "quão intenso"? Parece que ela teve muitos parceiros sexuais e, com a aparência dela, podia ter o quanto quisesse.

— Então — ela disse. — O que você quer fazer agora?

Pela linguagem corporal dela, estava claro que sexo não era uma das opções. Pensei por um momento. — Vamos nos vestir de gala e vou te levar pra Moema, num clube de jazz e jantar que tô querendo conhecer, o **Bourbon Street**. A banda é de Chicago e as críticas são ótimas. O que me diz?

Ela segurou meu olhar por um longo segundo, depois assentiu.

Enquanto dançávamos a noite toda, eu era o homem mais sortudo dentro daquele clube.

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Comentários

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Torcendo para que a Mariana consiga se controlar e acertar sua vida com o Júlio, e formarem uma família incrível, una vez que os dois se dão muito bem, e pelo que eles ja passaram na vida, merecem serem felizes.

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Nem ma mega senão dá virada torcida tanto igual estou torcendo para o Júlio.

Personagem do Júlio foi super bem construído, sua narração ficou top .

O próprio Júlio sabe que é inseguro , pilotando um avião igual a Mariana , sabe que nao vaibser fácil, ja passou na cabeça dele q ela é experiente em vários assuntos, pelo visto a Mariana quer um porto seguro , um cara que cuide dela , mas eu penso que ai dá a Mariana tem muita lenha pra queimar e com isso vá acabar com nosso mano Julio .

Espero que Mariana faça Júlio um homem seguro e que os dois sejam felizes

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Tem uma parte no meio ali q acho q era seu rascunho e acabou vindo junto no texto final kkkk

Fora isso tá excelente, espero q tenha mais narração do ponto de vista DELA no próximo.

Obs: Isso vai dá merda ainda kkkk tô sentindo

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Eu vi agora, perdão! Acabou indo junto, mas ja ajustei, obrigado por avisar!

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Nossa, estou intrigada com essa história! Não faço a menor ideia do que pode acontecer!! Muito bem escrito e original!

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