A corrupção 18 - formado o trio

Um conto erótico de J.M.Calvino
Categoria: Grupal
Contém 5461 palavras
Data: 21/01/2026 12:56:49

O clube do porão sempre teve espaços reservados. Alguns simples com um colchão e um lençol com manchas suspeitas, outros bem mais refinados e temáticos.

**** Becky

A placa na porta dizia “Manutenção – Não Perturbe”. Embaixo, num adesivo desbotado, alguém rabiscara “Exceto por Emergências”. Becky sempre ria ao ler aquilo, porque aquilo ali era sim uma emergência: o tipo de urgência que não se apaga com extintor, nem se conserta com alicate. Entrou na sala com uma caixa de ferramentas vazia numa mão e um tubo de vaselina na outra. O salto encostava rijo no chão de cimento queimado, que devolvia o passo com reverberação metálica.

As luzes fluorescentes penduradas tremulavam, largando um brilho azulado sobre as máquinas paradas. Cheirava a óleo antigo, couro, e alguma coisa azeda que Becky sabia bem ser suor humano misturado ao produto de limpeza. A lona preta esticada no canto era o altar do sacrifício. Ela a ajeitou, passando a mão e sentindo a aspereza, depois se olhou no espelho do armário de fardamento: lingerie verde-limão, com recorte geométrico nas laterais e uma transparência quase obcena, que deixava à mostra a curva das novas tetas recém-moldadas.

Passou um batom laranja com cheiro de tutti-frutti, só para provocar. Sabia que ele detestava mulher que fedia a fruta, e era esse o ponto.

O barulho dos sapatos dele ecoou primeiro: passos cadenciados e pesados, como quem pisa para afirmar território. A porta rangeu, e Dr. Orlando entrou sem bater. Estava exatamente como prometera na última mensagem – terno cinza-chumbo, relógio de ouro reluzindo, cabelo recém-penteado para trás com gel de supermercado, mas o rosto de quem não dormia direito há semanas. O bigode, sempre aparado milimetricamente, estava úmido de suor.

Ele olhou Becky de cima a baixo com um sorriso emoldurado de dentes café-com-leite e o olhar de predador que ela reconhecia desde a adolescência. O perfume dele invadiu o ambiente antes que ele próprio chegasse ao centro da sala: alguma coisa importada, melada, invasiva, que misturava com o cheiro da graxa no ar e criava uma terceira nota, pungente, impossível de esquecer.

— Essa cor combina contigo, princesa — disse, encostando a caixa de charutos na bancada de inox. — Mas ainda prefiro a original.

Becky girou sobre os pés, abrindo levemente a perna esquerda. As luzes da oficina desenhavam uma faixa oblíqua na panturrilha e outra bem no vão das coxas. Ela adorava quando os clientes gostavam de fazer um teatrinho, gostava de jogar junto.

— Sabia que laranja é a cor da ambição? — rebateu, com um sorriso.

Dr. Orlando deu uma risada baixa, já abrindo o botão do terno. Ao caminhar, a barriga larga balançava junto, ameaçando romper o cinto preto, mas ele pouco se importava. Era um homem de quarenta milhões de faturamento anual; podia ostentar o que quisesse, até gordura.

— Quero ver se o investimento corresponde — disse ele, tirando os óculos e os deixando ao lado do tubo de vaselina. — Pode me mostrar?

Becky não esperou segunda ordem. Subiu na plataforma improvisada da lona preta, inflou o peito novo, abriu os braços como se fosse ser crucificada. Sentiu o olhar dele roçando cada centímetro, lento, calculado, como os olhos de um urubu que ronda carniça.

Orlando tocou primeiro com as pontas dos dedos, depois com a palma aberta. Palpou, pressionou, amassou. A mão dele era quente, úmida, e deixava uma trilha brilhante na pele acetinada de Becky. Ele riu de um jeito quase infantil.

— O médico caprichou, hein? Quantos cc mesmo?

— Oitocentos. Silicone puro, importado da Suíça — disse, sem respirar.

Ele apalpou mais forte, agora de verdade, os dedos apertando com volúpia de açougueiro.

— Nem parece de mentira, menina. Até arrepia.

O elogio bateu fundo em Becky, que sentiu o mamilo endurecer com a força do toque. Gozou só de pensar que Orlando, o magnata das caçambas e recicladoras, estava ali, no galpão da fábrica, babando nela.

— Você devia cobrar comissão do cirurgião — falou ela, rindo.

Ele aproximou o rosto. Chegou tão perto que Becky sentiu o hálito doce e alcoolizado na bochecha.

— Prefiro comissão em carne — respondeu.

Não tinha mais porquê enrolar. Ele a puxou pela cintura, esmagando-a contra o próprio abdome, e beijou de uma vez. A língua era pesada, molhada, e percorreu toda a boca dela sem delicadeza nenhuma. Orlando era desses que queria devorar o mundo — e começava sempre pela boca dos outros.

Desceu uma das mãos para a bunda, e Becky ficou na ponta dos pés, encostando no bíceps dele. Sentiu as unhas arranhando de leve a pele da nádega, e em seguida uma palmadinha — de advertência ou de aprovação, nunca saberia. O tesão bateu no estômago como um soco.

Ele a empurrou de leve, fazendo Becky cambalear e cair de joelhos sobre a lona. O chão estava gelado, mas a sensação de humilhação era puro fogo.

— Abre a boca, princesa — ordenou.

Ela abriu, esticando a língua, deixando a saliva escorrer um pouco no queixo, sabendo que ele gostava de ver a sujeira aliada ao luxo. Orlando afrouxou o cinto, baixou a calça, e o pau já estava meio-mastro, com veias saltando e a cabeça vermelha. Ele esfregou o membro na bochecha dela, depois encostou a glande na boca aberta, batendo de leve nos dentes.

— Só não morde, hein? Isso aqui vale mais que muito carro importado.

Becky engoliu metade de uma vez, sentindo o gosto salgado de urina e o perfume adocicado do homem misturados, uma química perfeita para alguém que foi treinada a vida toda para agradar. Ela chupou com força, alternando entre sugadas longas e lambidas superficiais. Orlando apoiou a mão na nuca dela, mas não forçou nada — queria ver até onde ela ia por conta própria.

Becky foi até o fundo, sentindo a glande raspar na garganta, olhos lacrimejando, e voltou devagar, devorando centímetro por centímetro como se fosse um sorvete gourmet. Parou apenas para lamber as bolas, depois voltou a engolir.

— Isso, menina. Assim que se faz — incentivou ele, com a voz grave. — Sempre soube que você era uma máquina de prazer.

Ela sentiu a onda de orgulho, uma vontade quase religiosa de fazer bonito. A mão de Orlando, agora mais agressiva, segurava firme a cabeça dela e ditava o ritmo. Becky gemeu, sabendo que o som da própria submissão aumentava o tesão do cliente. Foi recompensada com uma segunda palmadinha, agora mais forte.

Em algum lugar distante, uma máquina de lavar entrou em ciclo de centrifugação e fez a estrutura da sala vibrar. Orlando riu.

— Sabe por que eu gosto desse lugar, princesa? — perguntou, tirando o pau da boca dela para ouvi-la responder.

Becky limpou o canto da boca com as costas da mão, sem se importar com o batom borrado.

— Porque ninguém vai ouvir se eu gritar — disse, erguendo os olhos para ele.

— Exatamente.

Ele a pegou debaixo dos braços e a ergueu da lona, girando Becky de costas e a colocando em cima de uma mesa de metal próxima. O tampo era gelado, mandando um choque direto para o interior da coxa. Orlando abriu as pernas dela com as mãos largas, e a calcinha neon foi arrancada de uma vez, sem piedade.

— Vou querer reembolso se rasgar, hein? — provocou Becky.

Orlando enfiou dois dedos de uma vez, testando a resistência.

— Não tem perigo. Pelo jeito, tá novinha em folha.

O elogio vinha sempre carregado de desdém, mas Becky adorava. Sentiu os dedos do homem explorando lá dentro, enquanto a outra mão voltava a apalpar os seios, apertando e puxando o mamilo como se estivesse tentando desmontar e montar de novo.

O pau dele encontrou o caminho fácil. Orlando não pediu licença; só escorregou para dentro, num impulso. A sensação era de ferro entrando em carne macia, quente. Becky gritou, mas não de dor — era puro choque térmico, o contraste da pele gelada com a invasão súbita de calor. O ritmo começou devagar, cada estocada era acompanhada de um comentário:

— Olha isso. Nem parece que foi mexida, encaixe perfeito…— depois uma risada.— Deve ter garantia estendida.

Becky só gemia, pegando no braço dele, sentindo o cheiro de perfume caro misturado ao suor de executivo. O corpo de Orlando era pesado; a cada estocada ele esmagava a barriga volumosa contra o ventre dela, fazendo um som úmido que reverberava na sala toda.

Mudou de posição sem aviso: puxou Becky de volta pra lona, agora de quatro. A visão da bunda recém-recheada era o prêmio dele, e ele fez questão de tirar foto com o celular. Becky nem ligou; só empinou mais, balançando a cintura e provocando.

— Você quer me foder como máquina, então vai ter que aguentar o tranco — provocou ela.

Orlando riu, batendo a mão na bunda dela, depois voltou a penetrá-la, agora com uma força animalesca. Becky sentiu o impacto ressoar na espinha, nas costelas, em cada costura nova do corpo pós-cirurgia. Sentia-se objeto, mas objeto de desejo absoluto, e isso era tudo que ela queria.

A mão dele segurava firme a base do cabelo, puxando com força. O calor do corpo dele aquecia até o chão, e o frio da lona já não incomodava mais. Becky gozou sem pudor, espremendo o pau dele lá dentro, mas Orlando não parou; acelerou ainda mais, xingando, chamando-a de máquina, de vadia, de obra-prima da engenharia sexual.

— Aguenta mais, princesinha, porque agora vai…

O gozo veio bruto, quente, enchendo Becky até o fundo. Orlando ficou alguns segundos parado, respirando pesado, segurando ainda os cabelos dela. Depois soltou devagar, deslizando o pau para fora, um fio de esperma escorrendo até o plástico da lona.

Becky desabou de lado, rindo, as pernas tremendo. Sentiu o calor do gozo escorrendo, se misturando com suor e saliva. Dr. Orlando passou a mão no rosto dela, como um pai orgulhoso de filha. Depois se levantou, ajustou a calça, e tirou o celular do bolso para ver o resultado da selfie. Becky fechou os olhos por um segundo, curtindo a dormência do corpo e a sensação de missão cumprida.

Antes de sair, ele deixou um maço de dinheiro em cima da bancada de inox.

— Da próxima vez, manda aumentar pra mil e duzentos. Quero ver até onde aguenta — disse, piscando.

Becky esperou ele sumir pelo corredor, então se levantou, ainda nua, e olhou para o reflexo no vidro do armário. Sorriu para si mesma, satisfeita. O batom estava borrado até a bochecha, e a pele ainda brilhava de suor e vaselina. Aquilo sim era emergência — e ela adorava atender chamado.

**** Melly

O corredor do escritório cheirava a cigarros russos e cera de mogno. Melly nunca entendera direito como aquele lugar se mantinha tão limpo e ao mesmo tempo sujo: o lustre de cristal pendurado, os móveis com polimento perfeito, mas sempre com a aura de que, atrás das portas fechadas, o que se lavava ali era mais do que dinheiro. O salto dela fazia menos barulho que o dos outros — tinha aprendido, depois de tanto treino, a deslizar pelo carpete como uma profissional de desfile.

O relógio de ouro na parede marcava 20h12 quando Melly entrou no Escritório Privê. A decoração era pesada e escura, mas o sofá de couro branco no canto fazia questão de gritar "luxo cafona". Sobre a mesa de reuniões, um porta-charutos de cristal, um decanter de conhaque meio vazio, e um iPad onde ainda piscava uma planilha de custos de obra.

Melly ajeitou a meia-calça, conferiu o decote no reflexo do vidro — o vestido rosa-choque, comprado especialmente para aquela noite, parecia ainda mais vulgar sob as lâmpadas quentes. Ela adorava. Ajeitou o aplique no cabelo, passou gloss no lábio superior, e abriu um sorriso treinado de campeã de concursos.

O segundo depois, a porta girou, e Sr. Rômulo entrou. Ele era menor que o esperado, mas compensava com presença: o terno azul-marinho ajustava o tronco curto e largo, e a gravata de seda importada trazia um tom de vinho escuro, combinando com a cara de ressaca que carregava. Os dedos pareciam pequenos salsichões cobertos de ouro e pedras falsas. A primeira coisa que ele fez foi olhar para o relógio no próprio pulso, como se já estivesse atrasado para alguma sacanagem.

— Se quer impressionar, boneca, precisa de mais que vestido bonito — disse, sem olhar para Melly, já pegando o decanter de conhaque. — Sabe servir, não sabe?

— Sei sim, senhor — respondeu Melly, correndo a mão pelo quadril.

Ela pegou o copo de cristal, serviu dois dedos, e olhou fundo nos olhos dele. Os cílios postiços tremiam; a intenção era seduzir, mas o excesso de cílio dava quase um efeito de boneca de terror.

— Ótimo, gosto de funcionária esperta — disse ele, engolindo metade do copo numa golada.

O bigode de Rômulo ficou úmido, e Melly resistiu à vontade de lamber as gotas ali mesmo. A bebida bateu, e ele relaxou o corpo, jogando-se na poltrona atrás da mesa de mogno.

— Preciso ver se você entrega o que promete — disse, com voz arrastada. — Não quero propaganda enganosa.

Melly tirou o vestido num gesto só, sem hesitar. Ficou de sutiã rosa (com enchimento extra), calcinha minúscula de renda preta, a meia-calça brilhando. Ela sabia exatamente o tipo de fetiche que o homem tinha: menina que parece criança, mas faz coisa de adulto. O peito inflado não era natural — duzentos ml de silicone, recém-implantados —, mas Melly gostava que chamassem de “produto de luxo”.

Ele não falou nada por alguns segundos. Só observou, com olhos miúdos e a mão direita esfregando devagar o próprio pau por cima da calça.

— Gostei do upgrade — comentou. — Quanto custou a reforma?

— O senhor não precisa se preocupar com preço, só com a qualidade do serviço — rebateu Melly, empinando o peito para frente.

Rômulo abriu um sorriso torto. Pegou o iPad, ligou a câmera, e mandou Melly girar de costas. Ela obedeceu, exibindo a bunda coberta só pelo tecido translúcido. Deu até uma reboladinha. O clique da foto foi alto, depois outro, e outro. Rômulo parecia colecionar os registros, cada ângulo um troféu diferente.

— Vai pro grupo dos sócios? — perguntou Melly, olhando por cima do ombro.

— Claro, ué. O segredo do sucesso é o networking.

Ele largou o tablet e, com um gesto, fez Melly se aproximar da mesa. Assim que ela chegou, ele puxou a cintura dela com força, derrubando a garota sobre a superfície de mogno. O vidro da pulseira bateu seco na madeira. Melly abriu as pernas de imediato, já sentindo o hálito quente de conhaque a milímetros do rosto.

— Olha como você treme. Tá nervosa? — provocou, tocando a coxa dela com os dedos grossos.

— Só ansiedade de causar boa impressão, senhor — respondeu Melly, rindo.

A mão dele subiu, rápido, e agarrou o pescoço dela. Não era sufoco real — era só pressão suficiente para marcar território. O bigode veio junto, esfregando na bochecha, depois desceu até o queixo, depois pescoço, e Melly se arrepiou inteira.

Em poucos segundos, ele já tinha enfiado a mão sob o sutiã, puxando o seio novo pra fora. A pele de Melly era elástica, e o mamilo reagiu instantâneo, endurecendo. Rômulo ficou um tempo só admirando, apertando e girando o bico entre os dedos, até soltar um grunhido de satisfação.

— Silicone bom, mas o bico ainda é original. Gostei — disse, dando um leve tapa no mamilo.

Melly quase gemeu. Ela queria ser vista assim: objeto, troféu, prêmio de milionário.

— E aí, senhor Rômulo, vai só olhar ou vai usar? — desafiou ela, lambendo o próprio lábio.

Ele não perdeu tempo. Abriu a braguilha, puxou o pau pra fora — grosso, cheio de veias, mas com a cabeça vermelha um pouco flácida. Melly não se importou. Pegou com as duas mãos, começou a bater devagar, olhando fixo no rosto dele, esperando aprovação.

Rômulo deixou o copo de lado e segurou a cabeça dela com as duas mãos.

— Quero ver se serve bem — disse.

Melly entendeu o recado, abriu a boca, e enfiou metade do pau de uma vez. O gosto de conhaque e cloro de piscina era forte, e ela engasgou de leve, mas não recuou. Ele aumentou a força, batendo de leve nas bochechas dela enquanto ela sugava, alternando entre movimentos longos e rápidos, e pequenas paradas para lambidas de lado a lado.

— Assim. Isso. Boneca de luxo mesmo — incentivou, a voz agora rouca.

O tesão de Rômulo crescia com cada engasgada, cada lágrima escorrendo do olho de Melly. Ele soltou um grito de prazer quando ela apertou a língua no freio do pau, e só então recuou, deixando um fio de saliva brilhando até o queixo dela.

— Sabe o que mais gosto em você, boneca? — perguntou, sem esperar resposta. — É que parece frágil, mas por dentro é puro aço.

Ele puxou Melly pelo braço, fazendo-a sentar no colo dele, de frente. O pau, agora completamente duro, encaixou entre os seios dela, e ele começou a esfregar, fazendo "espanhola" com o decote rosa. Melly pressionava os peitos juntos, balançando o tronco, enquanto Rômulo gemia baixinho e tirava mais fotos.

A mão dele explorava o corpo dela com avidez, arranhando as costas, puxando os cabelos, apertando a bunda por baixo da calcinha. A cada estocada entre os seios, o pau de Rômulo deslizava um pouco mais rápido, e o gemido dele ia ficando mais alto, até que, numa explosão rápida, ele gozou ali mesmo, manchando o queixo e o pescoço de Melly com jatos quentes.

Ela riu, limpou com o dedo, e lambuzou ainda mais o decote, exibindo pra ele a sujeira.

— Viu só? Propaganda nunca é enganosa — provocou, com o sorriso mais safado que conseguiu.

Rômulo ainda respirava pesado, mas a mão dele não parou. Puxou Melly de novo, dessa vez inclinando a garota sobre a mesa, e baixou a calcinha até o meio da coxa. Ficou alguns segundos só admirando a bunda dela, depois começou a lamber, de baixo pra cima, alternando beijos e mordidas.

Melly não segurou o gemido. A sensação da língua quente misturada ao frio do ar-condicionado era deliciosa, e o som da barba malfeita raspando na pele só aumentava o tesão. Rômulo apertou a bunda com força, separando as nádegas e expondo o cu rosado, completamente depilado.

— Bonitinho, hein? — comentou, passando o dedo em volta.

— Tudo original de fábrica — rebateu Melly, piscando.

Ele pegou o decanter de conhaque, despejou um pouco na entrada, e depois enfiou dois dedos de uma vez, girando devagar. O ardor do álcool misturado ao prazer quase fez Melly perder a compostura. Ela se contorceu, gemendo alto, batendo a mão na madeira para tentar equilibrar o corpo.

Rômulo posicionou o pau, ainda meio escorregadio do gozo anterior, e empurrou devagar. A penetração foi lenta, mas cada centímetro era acompanhado de um elogio, um palavrão, uma piada de tiozão.

— Assim que gosto. Mulher de verdade aguenta — disse, começando a bombar de leve.

Melly acompanhava o ritmo, empinando mais, jogando o corpo pra trás a cada estocada. A mesa rangia, e os copos de cristal quase caíam a cada movimento. O cheiro de conhaque, suor e perfume barato tomava conta do escritório, criando uma nuvem densa de decadência.

A pressão aumentou, o ritmo ficou frenético, até que Rômulo, suando como um animal, puxou Melly pelos cabelos e deu uma última estocada. Gozo quente inundou o cu dela, e ele ficou uns segundos ali, respirando ofegante, antes de se soltar e deixar a garota cair, mole, sobre a mesa.

Melly ficou deitada, sentindo o suor escorrer entre os seios, a bunda latejando. Rômulo ajeitou o terno, puxou o lenço do bolso, e limpou a própria testa. Depois se aproximou dela, deu um tapa leve na bunda, e sussurrou:

— Parabéns, boneca. Passou no teste. Segunda-feira já te coloco na folha de pagamento.

Melly riu, ainda ofegante, e se levantou devagar. Pegou o copo de cristal e serviu outra dose para si. Brindou, sozinha, olhando o reflexo do próprio corpo nu no vidro da sala. O batom estava borrado, os cílios quase desgrudando, e o peito parecia ainda mais inflado.

— Vida de boneca de luxo é assim — sussurrou, e tomou o conhaque em um gole só.

**** Nicky

O Lounge VIP dos Fundos parecia um aquário de peixes predadores. As luzes azuis e magentas cortavam o ambiente em retângulos molhados, e o cheiro de uísque, suor e perfume amadeirado enchia os pulmões de Nicky a cada inspiração. Ela adorava aquele ambiente — era onde os clientes mais ricos vinham experimentar as “novidades” do catálogo, e também onde se permitiam os exageros que não podiam assumir nem para si mesmos.

Nicky entrou com passadas largas, o microshort jeans tão justo que parecia pintado sobre a pele. O top branco deixava à mostra a barriga trincada, resultado de meses de treino pesado, e a jaqueta de couro preto dava o contraste ideal para a iluminação esquisita do lounge. No sapato, saltos prata com brilho de alumínio. Ela sabia que, naquela noite, o prêmio era grande: Marcelo, O Rei do Gado, estava de passagem para fechar negócio com o proprietário do clube, e queria “testar a mercadoria” antes de investir pesado.

O cliente já esperava, afundado no sofá de couro branco como um leão velho numa clareira de sol. Ele era maior do que diziam: ombros largos, barriga de silo, a pele pintada com bronzeamento artificial de quem passa metade do ano em Miami e metade na fazenda. O cabelo era um topete loiro-oxigenado, mas a barba rala denunciava o cinza da idade. O cinto de couro legítimo, cravejado de prata, custava mais que a mensalidade do clube inteiro.

— Olha só, trouxeram atleta olímpica pra mim hoje? — gritou Marcelo, assim que viu Nicky.

Ela riu, jogou o cabelo para trás, e caminhou até o centro do lounge, rebolando de propósito.

— Só se for pentatlo sexual — respondeu, com voz grave.

Marcelo bateu palmas, exagerando no aplauso, depois pegou o copo de uísque e apontou para a cadeira de acrílico em frente.

— Senta aqui. Quero ver se é forte mesmo ou só carcaça de Instagram.

Nicky sentou, cruzou as pernas, e olhou o cliente nos olhos. A troca de olhares foi breve, mas violenta: ela queria mostrar que não era só objeto, que sabia jogar o jogo. Mas Marcelo já era mestre nesse tipo de disputa. Ele sorriu torto, e apoiou o copo na coxa grossa da moça.

— Aposto que não aguenta três doses disso aqui sem cair — disse, enchendo um shot de uísque turvo.

— Aposto que aguento o dobro — rebateu Nicky, pegando o copo e virando de uma vez.

O líquido queimou a garganta, mas ela não piscou. Marcelo ficou impressionado, ou fingiu ficar; de qualquer modo, ele gostava de mulher que jogava pra frente.

— Então faz assim, atleta: quero ver se consegue me levantar do chão — provocou ele, abrindo os braços.

Nicky ficou de pé, olhou o homem de cima a baixo, e, com uma manobra de academia, enlaçou as mãos na cintura de Marcelo e puxou. Ele veio junto, pesando como um saco de ração, mas Nicky suportou o peso e o ergueu até que os pés dele desgrudaram do chão por meio segundo. O velho riu alto, deixou-se cair de novo no sofá, e bateu palma.

— Vou dar nota dez! — gritou, piscando para ela.

A brincadeira virou rosnado em menos de cinco segundos. Marcelo puxou Nicky pelo quadril, sentando-a no próprio colo, e começou a passar as mãos pela coxa dela, como quem avalia uma peça de carne. O cheiro dele era uma mistura de couro caro, suor e loção pós-barba. A mão subiu, rápido, e apertou a bunda da garota, deixando marcas vermelhas na pele.

— Sabe o que gosto em mulher forte? — perguntou, mordendo de leve o pescoço dela. — Que aguenta mais porrada.

Nicky sorriu. Era exatamente o que queria ouvir.

— Então bate — desafiou, sussurrando no ouvido dele.

O velho não pensou duas vezes. Tirou o cinto da própria calça com um movimento, e, sem aviso, passou a fivela na palma da mão. O som do couro estalando no ar deixou Nicky molhada só de expectativa. Marcelo a virou de bruços no sofá, abaixou o microshort até o meio das coxas, e expôs a bunda grande e dura. O primeiro golpe veio forte, quente, cortando o silêncio do lounge. Nicky gemeu alto, não de dor, mas de surpresa — o gosto de ter um homem que não fingia delicadeza era melhor que droga sintética.

Marcelo bateu de novo, e de novo, até a pele dela ficar marcada em vermelho. A cada novo golpe, Nicky sentia o prazer crescer entre as pernas, irradiando pela espinha. Ela se contorceu, querendo mais, e Marcelo percebeu.

— Achei que ia chorar, mas parece que gostou — debochou, agora usando a mão para massagear a pele ardida.

— Gosto de homem que não tem medo de quebrar brinquedo novo — disse Nicky, rindo.

O Rei do Gado abriu a braguilha, puxou o pau pra fora — grosso, veias saltadas, a cabeça vermelha brilhando. Ele bateu de leve na bunda dela, como quem sela contrato.

— Agora é minha vez — rosnou, empurrando a glande direto no cu de Nicky.

Ela sentiu a dor do impacto, mas não protestou. O velho era bruto, mas sabia dosar: a mão apertava as costas dela, segurando firme, enquanto a outra massageava o clitóris com movimentos circulares. Nicky gozou quase imediatamente, explodindo em tremores, as pernas perdendo força. Marcelo continuou, aumentando o ritmo, o som dos corpos batendo ecoando pela sala.

A cada estocada, ele soltava uma piada de duplo sentido, uma metáfora rural, um xingamento carinhoso.

— Tá vendo? Nem na fazenda achei cavalo que desse tanto coice…

— Vai, me doma, coronel — gritava Nicky, delirando.

Quando Marcelo sentiu que ia gozar, ele puxou o pau de dentro do cu dela, espalhou o líquido por toda a bunda e coxa, depois, sem esperar, enfiou de novo, agora na buceta. O calor do pau sujo entrando na vagina fez Nicky gozar de novo, os músculos contraindo com força, e ela gritava, rindo e chorando ao mesmo tempo.

O gozo final veio como avalanche. Marcelo segurou a cintura dela com as duas mãos, empurrou até o fundo, e explodiu, enchendo a garota com tudo que tinha. Ficou imóvel por alguns segundos, respirando pesado, depois caiu de lado no sofá, rindo como um adolescente.

Nicky ficou de quatro, tremendo, o corpo inteiro latejando. Virou-se, sentou de novo na cadeira de acrílico, e olhou para o cliente, que agora servia mais uísque, como se nada tivesse acontecido.

— Sabia que ia aguentar o tranco — elogiou Marcelo, levantando o copo em brinde.

— E eu sabia que ia querer bis — respondeu Nicky, limpando o gozo da coxa com um guardanapo e jogando no lixo.

O lounge ficou em silêncio por alguns segundos, só o som de música grave vindo do salão principal. Marcelo se levantou, ajustou a calça, e deu um tapinha de leve na cabeça de Nicky.

— Semana que vem tem mais negócio. Se prepara.

Ela sorriu, feliz da vida, e saiu do lounge com a bunda ardendo, mas o ego inflado ao máximo. Gostava de pensar que, naquela noite, era ela quem domava o rei.

**** O trio se forma

À meia-noite, o Clube do Porão já era ruína e delírio. As luzes coloridas giravam enlouquecidas, formando halos nas paredes descascadas e nos rostos deformados de tesão dos convidados. A música eletrônica vibrava mais alto do que qualquer pensamento, e até o concreto parecia tremer junto. Lá embaixo, Eduarda assumira o posto de mestre de cerimônias: cada passo dela era coreografia, cada ordem disparada com um chicote invisível de comando absoluto.

Logo no centro, Becky já se equilibrava na bancada de ferramentas, o corpo nu marcado de dedos, saliva e esperma. Dois homens, desconhecidos ou conhecidos, pouco importava — a essa altura, a diferença era estatística — a dobravam ao meio, cada um explorando um orifício diferente, trocando piadas sujas entre as estocadas. Becky não reagia como vítima, mas como fã: rebolava, berrava, implorava por mais, mordendo o próprio punho para não gozar antes da hora. Cada vez que era puxada para trás, sentia o metal frio da bancada no peito e, no fundo, o calor dos corpos e o cheiro inconfundível de óleo misturado à luxúria.

Ao lado do bar, Melly se destacava como estatueta de prêmios de luxo. Estava deitada sobre o tampo de granito, perna aberta em V perfeito, enquanto um executivo de terno amarrotado a fodia frenético, derrubando copos e garrafas ao redor. A cabeça dela repousava no colo de outro, que forçava a garganta dela com movimentos quase hipnóticos, as mãos segurando firme nos cabelos rosa. O terceiro homem, visivelmente mais novo, disputava espaço para masturbar-se com a bunda de Melly, lambendo o próprio punho, como se competisse com a performance dos outros.

Melly ria, mesmo com a boca cheia. Alternava engasgos, risos e gemidos como se fosse stand-up de quinta-feira. Vez ou outra, levantava o olhar borrado de rímel para Eduarda, em busca de aprovação, e recebia de volta apenas o sinal de "continua, garota, você nasceu pra isso".

No lounge, Nicky era centro de gravidade. A cena era frenética: ela de quatro no tapete sintético, revezando bundadas com quem se aproximasse. Os homens faziam fila, alguns ainda vestindo gravata, outros já nus ou só de meia. Cada novo cliente batia na bunda de Nicky, deixando a pele cada vez mais marcada — cintadas, tapas, até marcas de mordida. Entre uma estocada e outra, ela sorria, olhava pra trás e incentivava: "mais forte, não é salão de manicure". Quando o pau era grosso demais, ela pedia bis; se era fino, debochava, "tira leite de cabrito, porra!". O grupo aplaudia, o ego dos homens inflava, e Nicky sentia a autoestima explodir em orgasmos consecutivos.

A cada intervalo, Eduarda circulava, cuidando para que nenhuma das meninas perdesse o ritmo. Trazia bebida, limpava suor da testa, dava conselhos rápidos — "relaxa a garganta, Melly", "morde o ombro dele, Becky", "faz cara de dor que eles adoram, Nicky". Às vezes, trocava as meninas de estação, só pra ver a reação dos clientes: era como mudar as peças do tabuleiro no meio do jogo, criando novas rivalidades, novas combinações, novo caos.

De vez em quando, Eduarda participava. Encostava no balcão, aceitava um dedo ou uma língua, mas sempre mantendo o controle — nunca perdia o pulso da festa, nunca se deixava dominar completamente. Era a general do porão, a deusa de quatro olhos e mil línguas. Quando algum cliente se atrevia a sugerir comando, ela virava de costas e sentava no pau dele, mostrando quem mandava. A cada noite, inventava uma coreografia diferente: naquela, decidiu que só liberaria gozo coletivo depois de três rodadas completas de troca de parceiras.

No meio do pandemônio, Bright apareceu como raio verde por entre as luzes — uma figura andrógina, quase translúcida, o rosto meio borrado, como se flutuasse entre as pessoas. Andou pelo lounge, olhou para Nicky com um sorriso discreto, depois sumiu por uma porta lateral. Pouca gente percebeu a passagem, mas Nicky sentiu um calafrio gostoso nas costas, como sinal de que alguém assistia à cena de outro plano.

A festa entrou em estágio de combustão. Os gritos aumentaram, as meninas já estavam no décimo orgasmo, e o cheiro de sexo tomou conta do espaço, subjugando até o perfume mais caro. Copos e garrafas rolavam pelo chão, pisoteados por saltos e botas. No palco improvisado, dois clientes tentaram competir quem aguentava mais tempo sem gozar em Becky — fracassaram juntos, e ela ainda fez piada: "empate técnico, meninos". Melly quase desmaiou de tanto engolir porra, mas aplaudiu os próprios competidores, limpando o rosto no guardanapo da casa. Nicky foi eleita Miss Suruba, com direito a coroa improvisada de fita isolante.

Quando Eduarda finalmente autorizou o gozo coletivo, foi como liberar as comportas de uma represa: os homens urraram, as meninas receberam jatos de todas as direções, e a sala inteira virou uma zona de guerra, branca, quente, eufórica. O som da música foi abafado pelos gemidos e pelas risadas — nunca se ouviu tanta felicidade em uma boate de porão.

O fim veio rápido. Os corpos exaustos tombaram nos sofás, nos bancos, até no chão de cimento. As meninas riam entre si, comemorando cada marca, cada história nova. Eduarda serviu as doses finais, brindou com todas, e anunciou que a casa fechava só depois que a última tivesse recuperado o fôlego.

Na penumbra do bar, Becky passou o dedo sobre o gozo escorrido no peito e lambeu, fazendo careta de gostoso. Melly, ainda meio grogue, mandou mensagem de vídeo para o grupo das amigas, mostrando a própria cara lambuzada. Nicky trocou beijos com duas outras garotas, mostrando que aquela noite era para todo mundo, sem limite, sem regra.

Eduarda olhou para o salão devastado e sorriu, orgulhosa. Ali, no meio do caos, ela sabia que estava exatamente onde deveria. Quando a última luz apagou, o eco das risadas e dos gemidos ficou rondando o porão, lembrando que ali, por baixo de tudo, sempre haveria um espaço para o prazer sem freio e sem medo.

E, no fundo, todos sabiam: aquela noite era só a primeira de muitas. O Clube do Porão nunca fechava por completo.

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