**Nota do autor:**
Fala, gente! Olha, eu sei que esse conto é heavy. Tipo, muito heavy. Não é aquela história romântica de vingança cinematográfica — é visceral, cruel, e psicologicamente complexa. Mas sabe o que me fascina? É quando você pega aquele momento em que alguém descobre que viveu uma mentira monstruosa e decide que a justiça convencional seria misericordiosa demais.
A Julia não é heroína. Ela é uma mulher que descobriu que dormiu doze anos ao lado de um assassino que construiu carreira inteira julgando os crimes que ele mesmo cometeu. E em vez de apenas denunciá-lo, ela decide fazê-lo sentir exatamente o que é ser impotente enquanto alguém te destrói. É dark? Pra caralho. É moralmente questionável? Totalmente. Mas tem algo brutalmente honesto em explorar até onde a traição absoluta pode empurrar uma pessoa.
E sim, vai ter tensão sexual explícita, descrições gráficas, zero suavização. É erotica sombria no sentido mais cru, explorando poder, humilhação e vingança através do sexo. Se te incomoda, pula fora agora. Mas se você curte mergulhar nesses cantos sombrios da psique humana, aperta o cinto. Garantia: vai ser intenso.
***
**O PREÇO DO SILÊNCIO**
Eu tinha trinta e quatro anos quando descobri a verdade. Foi numa terça-feira sufocante de verão carioca, daquelas que o ar pesa e gruda na pele. Rodrigo estava no tribunal — sempre estava — fazendo seu teatro de juiz íntegro. Eu só precisava do certificado de casamento para renovar o passaporte. Ele guardava documentos na gaveta trancada da escrivaninha de mogno que o pai lhe dera na formatura. A chave estava onde sempre estivera: grudada com fita adesiva sob a gaveta superior. Confiança, né? Que piada.
A gaveta abriu fácil. Pastas de imposto, escrituras, o certificado bem na frente. Mas tinha um envelope pardo no fundo, marcado só com "1998" naquela caligrafia desleixada de quando ele era jovem. Meu estômago se revirou antes mesmo de eu abrir — instinto feminino pressentindo merda.
Sete polaroides caíram na minha mão. Na primeira, Rodrigo — meu marido, que fazia café aos domingos e chorou quando o cachorro morreu — tinha uns vinte e poucos anos. Segurava uma garota pelos cabelos. Ela seminua, olhos arregalados de pânico puro, boca aberta num grito congelado no tempo. Continuei. Segunda foto: as mãos dele no pescoço dela. Terceira: pior. Quarta: outro homem ao fundo, bebendo cerveja e sorrindo. Quinta: os olhos dela vazios, dissociados, como se tivesse fugido do próprio corpo. As duas últimas eram só borrões de carne, violência, fluidos.
O recorte de jornal amarelado estava dobrado no fundo. *"Estudante universitária desaparece após festa em república"*. Maio de 1998. Amanda Correia, dezenove anos, pedagogia. Desaparecida após uma festa na república onde Rodrigo morava. Nunca encontrada. Caso arquivado.
Sentei no chão de mogno gelado. Usava só uma camisola de seda porque estava em casa, no meu santuário. Segura. Que piada do caralho. Não chorei. Esperava horror, nojo, vômito. Em vez disso, algo cristalino e afiado se formou no meu peito. Clareza cortante como vidro quebrado.
Rodrigo Medeiros passou vinte e cinco anos construindo uma carreira sobre justiça. O juiz rigoroso, adorava condenar estupradores com sentenças máximas, fazia discursos pomposos sobre proteger vítimas. Recebia elogios de feministas. E toda noite voltava pra casa, me beijava, transava comigo, dormia tranquilo. Mão possessiva na minha cintura, respiração profunda, zero culpa. Enquanto os pais de Amanda provavelmente ainda acendiam velas, ainda se perguntavam se a filha estava viva em algum buraco sendo torturada.
Guardei as fotos. Fui até a cozinha, me servi vodca — três dedos, neat. Bebi olhando o jardim perfeito de Santa Teresa, aquela vista que me fazia sentir privilegiada. Eu podia denunciá-lo. Era o certo. Polícia, provas, reputação implodindo, ele algemado. Mas isso seria rápido demais. Limpo. Quase misericordioso. Ele merecia algo mais lento. Mais íntimo. Algo que o destruísse por dentro primeiro. Queria que ele sentisse exatamente o que aquela garota sentiu: impotência absoluta enquanto alguém mais forte abusa do poder sobre você.
O plano se formou completo. Como se sempre tivesse estado lá esperando.
Passei as próximas setenta e duas horas em modo de eficiência cirúrgica. Primeiro: copiei tudo. Fotos, recorte, documentos. Digitalizei em alta resolução num café aleatório longe de casa. Guardei cópias físicas em três cofres de bancos diferentes — um no Centro, um em Niterói, um em Petrópolis. Cada um com carta selada contendo instruções: se eu morrer ou desaparecer, entregar à imprensa e ao Ministério Público. Também enviei tudo pra mim mesma via email com agendamento automático — se eu não desmarcar o envio toda semana, a bomba explode sozinha. Dead man's switch, chamam isso. Se algo acontecer comigo, Rodrigo vira manchete.
Segundo: pesquisei. Rodrigo mantinha arquivos de casos em casa — o workaholic obsessivo. Procurei homens jovens, condenações recentes dele, crimes não-violentos. Precisava de alguém que ele desprezasse mas que não me oferecesse perigo real. Diego Costa. Vinte e oito anos, posse e associação, condenado há dois anos. Rodrigo lhe dera quatro anos — o máximo. Lembrava dele vindo pra casa furioso: "Marginal com cara de pau alegando uso pessoal. Escória. Deveria apodrecer lá". Diego saíra há três meses.
Contratei investigadora particular. Diego morava numa quitinete na Lapa, trabalhava num bar. Tatuagens, corpo definido, masculinidade crua que faria Rodrigo sentir nojo físico. Perfeito.
Terceiro: o espelho. Empresa de design, reforma no closet, espelho falso tipo estúdio de dança. "Surpresa pro meu marido," menti docemente. Tudo em dinheiro. Do lado do quarto: espelho elegante. Do lado do closet onde removi cabides: visão completa da cama king-size. Testei obsessivamente. Acústica perfeita, iluminação ajustada. Precisava que ele visse tudo: cada expressão, cada gota de suor, cada centímetro de pele sendo tocada por outro homem.
Fui ao bar numa quinta. Vestido preto colado, decote mostrando os seios, salto alto. Me sentei no balcão e pedi gin. Diego me atendeu. Bonito de uma forma animal — olhos escuros me devorando, mãos grandes, antebraços grossos. Quando pôs o drink na minha frente, roçou os dedos nos meus de propósito. Sorriso confiante demais.
"Primeira vez aqui?"
"Primeira. Tô procurando algo diferente"
A conversa fluiu fácil. Quando o bar esvaziou, ele se inclinou, voz rouca. Mão dele pousou na minha coxa — quente, pesada, possessiva. Não removi.
"Tenho uma proposta," eu disse.
Ele arqueou sobrancelha. "Que tipo?"
"O tipo com muito dinheiro e nenhuma pergunta"
Interesse afiado. "Tô ouvindo"
Expliquei direto: ele viria na minha casa numa noite específica. Haveria um homem lá — meu marido — que seria forçado a assistir. Diego transaria comigo enquanto Rodrigo observava impotente. Cinco mil reais.
"Fetiche de corno?"
"Algo assim. Ele gosta de assistir. Só preciso de alguém que pareça perigoso"
Vi quando ele decidiu que não dava a mínima. Cinco mil era dois meses de salário. "Quando?"
"Sábado. Meia-noite"
Selamos no beco atrás do bar. Minha boca na dele, língua explorando, mão descendo pra sentir o pau já duro no jeans. Precisava ter certeza que funcionaria. Diego gemeu baixo, mãos apertando minha bunda, me prensando na parede áspera. Hálito de cerveja e cigarro.
"Vai ser interessante," ele murmurou
"Você não faz ideia"
Sexta à noite, preparei tudo. Rodrigo estava no quarto lendo sentenças. Fiz o whisky dele com três gotas de Rohypnol. Não pra apagar, só pra deixar lento, confuso, controlável.
"Amor, trouxe seu drink"
Ele sorriu distraído, aceitou sem olhar. "Obrigado, querida"
Vinte minutos depois: olhos vidrados, palavras arrastadas. "Acho que você tá cansado," murmurei, beijando a testa. Quando começou a cair no sono, inclinei bem perto do ouvido dele: "Encontrei as fotos, Rodrigo. Encontrei Amanda"
Os olhos arregalaram — pânico atravessando a névoa. Tentou sentar mas o corpo não obedeceu.
"Calma," sussurrei, quase carinhosa. "Não vou te denunciar. Ainda"
Arrastei-o até o closet. Pesado mas a adrenalina ajudou. Sentei-o na cadeira, amarrei pulsos e tornozelos com corda de náilon. Ele tentou falar — palavras embaralhadas, patéticas.
Agachei na frente dele, olhos no mesmo nível. "Amanda Correia. Dezenove anos. Lembra?"
Vi tudo no rosto dele. Reconhecimento, medo, culpa.
"Você a destruiu. Depois fingiu ser homem bom por vinte e cinco anos, condenando outros enquanto seu crime ficava escondido"
Ele tentou negar — "não foi", "acidente" entre as palavras arrastadas.
Cuspi na cara dele. "Mentiroso. Agora escuta bem porque vou falar só uma vez. Você vai pagar. Mas não com prisão. Ainda não. Primeiro você vai sentir o que é ser impotente"
"Julia... não—"
"Fechou a boca," cortei. "Digitalizei tudo. Fotos, jornal, tudo. Tem cópias em três cofres de bancos diferentes. Tem email automático que se eu não cancelar toda semana, envia tudo pra Globo, pro MP, pra ordem dos advogados, pra cada contato da sua agenda. Dead man's switch, entende? Se você me machucar, se eu sumir, se eu morrer num acidente conveniente demais, você vira manchete no dia seguinte"
Vi quando a realidade bateu. O momento exato em que ele entendeu que estava preso.
"E tem mais," continuei, inclinando mais perto. "Hoje à noite vai começar. Vou trazer homens pra nossa cama. Homens que você condenou, cada marginal que você despreza. E você vai assistir tudo daqui, quietinho. Vai me ver gemer pro pau deles, vai me ouvir gozar, vai me ver fazer tudo que nunca fiz com você"
"Não... Julia, por favor—" lágrimas nos olhos dele agora.
"Por favor?" ri, seco. "Amanda implorou por favor? Quantas vezes ela disse por favor antes de vocês matarem ela?"
Silêncio.
"Então aqui vai o acordo: você fica quieto, assiste o show, e quando eu cansar dessa brincadeira, a gente discute o que fazer com você. Ou você pode tentar alguma coisa — me matar, fugir, se matar — e as provas explodem automaticamente. Escolhe"
Ele estava chorando agora. Patético.
"Ah, e se você ficar comportadinho, quem sabe eu não deixo você viver. Quem sabe a gente não chega num acordo. Mas isso só se você for um bom garoto e assistir tudo sem reclamar"
Me levantei, ajeitei a camisola. "Diego chega à meia-noite. Aproveita pra pensar na vida. E na Amanda"
Fechei a porta do closet deixando fresta pequena. Visão perfeita da cama. Prisão perfeita.
Voltei pro quarto e esperei. Tomei banho demorado, me depilei completamente. Passei loção perfumada em cada centímetro de pele. Escolhi lingerie — conjunto de renda preta, calcinha fio-dental, sutiã que empurrava os seios pra cima deixando quase tudo à mostra. Por cima, robe de seda curto. Me maquiei: olhos marcados, batom vermelho escuro. Cabelo solto, ondulado. Me olhei no espelho — no espelho que escondia meu marido do outro lado — e sorri.
Meia-noite em ponto, a campainha tocou.
Diego estava no portão usando jeans escuro e camiseta preta que marcava cada músculo do peitoral. Tatuagens subindo pelo pescoço, brinco na orelha, barba por fazer. Exatamente o tipo de homem que faria Rodrigo querer chamar a polícia.
"Bem-vindo," eu disse, abrindo a porta.
Ele entrou, olhos me escaneando da cabeça aos pés. "Caralho," murmurou. "Você tá uma delícia"
"Obrigada," sorri. "Quer beber alguma coisa primeiro ou—"
"Cadê seu marido?"
"No closet. Onde eu disse que ele ia ficar"
Diego arqueou sobrancelha. "Ele sabe que eu tô aqui?"
"Sabe. E não pode fazer nada a respeito"
Interesse genuíno agora. "Isso é mais interessante do que eu pensei"
Peguei a mão dele e guiei até o quarto. O coração batendo forte — não de medo, mas de antecipação. Íamos cruzar uma linha que não tinha volta. E eu queria. Deus, como eu queria.
No quarto, acendi só os abajures — iluminação suave mas suficiente. Diego olhou ao redor, viu o espelho grande.
"Ele tá lá atrás?"
"Está. Vendo tudo. Ouvindo tudo"
Diego sorriu — aquele sorriso predatório. "Então vamos dar um show pra ele"
Ele me puxou pela cintura, mãos grandes e quentes na minha pele através da seda fina do robe. Me prensou contra ele e senti o pau já meio duro pressionando minha barriga. Boca dele na minha, língua invadindo, beijo sujo e molhado. Gemi — genuíno, porque fazia muito tempo que alguém me beijava com essa fome. Rodrigo nos últimos anos era mecânico, previsível. Isso era diferente. Isso era cru.
As mãos de Diego desceram, apertaram minha bunda com força, me ergueram. Automaticamente envolvi as pernas na cintura dele. Ele me levou até a cama — nossa cama, minha e de Rodrigo — e me jogou. Caí de costas, robe abrindo, revelando a lingerie.
"Puta que pariu," Diego respirou, olhos escuros percorrendo meu corpo. "Você é perfeita"
Apoiei nos cotovelos, joguei o cabelo pro lado, olhei direto pro espelho. Direto onde sabia que Rodrigo estava. "Obrigada," ronronei. "Agora vem aqui e me mostra o que você sabe fazer"
Diego tirou a camiseta num movimento fluido. Corpo todo tatuado, abdômen definido, peito largo. Músculos se contraindo sob a pele enquanto ele se movia. Subiu na cama, ficou de joelhos entre minhas pernas. Mãos grandes deslizando pelas minhas coxas, separando-as mais.
"Você é tão gostosa," ele murmurou, inclinando e mordendo a parte interna da minha coxa. Não foi mordida suave — foi forte, territorializante, deixaria marca. Gemi alto.
"Mais forte," pedi. Precisava que Rodrigo ouvisse. Precisava que ele soubesse.
Diego mordeu de novo, mais forte, dentes marcando minha pele. Depois lambeu o lugar, língua quente e molhada. Subiu beijando, mordendo, marcando um caminho até a barra da minha calcinha. Puxou com os dentes.
"Caralho," soltei, arqueando.
Ele olhou pra cima, direto nos meus olhos enquanto puxava minha calcinha com a boca. Depois usou as mãos, arrancou de vez — literalmente arrancou, rasgando a renda. Joguei a cabeça pra trás, gemendo.
"Você gosta de violento, né?" ele perguntou, voz rouca.
"Hoje eu gosto de tudo," respondi, olhando de novo pro espelho. Pro meu marido preso lá atrás, sendo forçado a assistir sua esposa sendo devorada por um homem que ele mandou pra cadeia.
Diego abriu minhas pernas completamente, mãos grandes segurando minhas coxas abertas. Me expondo. Depois se abaixou e passou a língua direto na minha boceta. Lenta, deliberada, da base até o clitóris.
"Porra," gemi, mãos agarrando o lençol.
Ele fez de novo. E de novo. Língua quente e molhada explorando cada dobra, sugando, provocando. Quando chegou no meu clitóris, sugou forte. Meu quadril saiu da cama, costas arqueando.
"Isso, caralho, assim," ofeguei.
Diego enfiou dois dedos dentro de mim — sem aviso, direto, fundo. Gritei. Ele começou a bombear, curvando os dedos pra atingir aquele ponto enquanto a boca continuava no meu clitóris. O som molhado obsceno ecoando no quarto.
"Você tá encharcada," ele murmurou contra mim, voz vibrando na minha pele sensível. "Tá adorando isso, né? Adorando que ele tá assistindo?"
"Sim," gemi, sem vergonha. "Quero que ele veja tudo"
Diego acelerou os dedos, língua trabalhando mais rápido. Senti a pressão crescendo, aquela tensão deliciosa no baixo ventre. Mãos nos cabelos dele, empurrando contra mim.
"Vai gozar pra mim?" ele perguntou. "Vai gozar enquanto seu marido assiste?"
"Sim, porra, sim—"
O orgasmo me atingiu como onda. Gritei alto, sem controle, corpo inteiro se contraindo, coxas apertando a cabeça dele. Diego continuou, prolongando, dedos ainda bombeando enquanto eu tremia.
Quando finalmente parou, quando me soltou, fiquei ali ofegante, corpo ainda pulsando. Diego se ergueu, boca e queixo brilhando com meus fluidos. Ele lambeu os lábios.
"Gostosa pra caralho," ele disse, começando a abrir o cinto.
Sentei, ainda tremendo, puxei ele pra perto. Abri a calça dele, enfiei a mão, senti o pau duro e grosso. Tirei pra fora — grande, mais grosso que de Rodrigo, veia saltada na lateral.
Olhei pro espelho novamente. Pro meu marido. E então baixei a boca no pau de Diego.
Engoli fundo, sentindo ele bater no fundo da minha garganta. Diego gemeu alto, mão automática nos meus cabelos.
"Caralho, Julia... isso"
Trabalhei a boca nele, língua provocando, uma mão apertando a base enquanto chupava. Olhos fixos no espelho enquanto fazia isso. Queria que Rodrigo visse. Queria que doesse.
Diego começou a empurrar os quadris, me fodendo a boca. Profundo, rápido. Olhos dele fechados, cabeça jogada pra trás.
"Puta merda, você mama muito bem," ele ofegou.
Depois de alguns minutos ele me puxou, me virou de costas na cama. Quatro apoios. Bunda empinada. Ele posicionou atrás de mim, mãos apertando minha cintura.
"Pronta?"
"Sim," ofeguei. "Me fode. Me fode forte"
Diego entrou de uma vez. Fundo, rápido, me preenchendo completamente. Gritei, mãos agarrando o lençol. Ele não esperou — começou a bombear duro, rápido, cada estocada me empurrando pra frente.
"Isso, porra," eu gemia. "Mais forte!"
Ele acelerou, mãos apertando minha cintura com força que deixaria marcas. O som de pele batendo em pele ecoando obsceno. Eu gemia sem controle, sem vergonha.
"Olha pra ele," Diego ordenou de repente. "Olha pro seu marido enquanto eu te fodo"
Ergui a cabeça, olhei direto pro espelho. Direto onde Rodrigo estava preso, forçado a assistir. E sorri.
"Tá vendo, amor?" ofeguei entre gemidos. "Tá vendo como é gostoso?"
Diego riu baixo, socando mais fundo. "Ela é minha agora," ele disse alto, claramente falando pra Rodrigo. "Tá sentindo como ela aperta no meu pau? Como ela geme pra mim?"
O segundo orgasmo veio rápido, violento. Gritei o nome de Diego — gritei deliberadamente pra que Rodrigo ouvisse. Corpo todo tremendo, boceta pulsando ao redor do pau dele.
Diego continuou, perseguindo o próprio orgasmo. Estocadas ficando erráticas, mais desesperadas.
"Vou gozar," ele avisou.
"Dentro," ordenei. "Goza dentro de mim"
Ele enterrou fundo e gozou, corpo inteiro ficando rígido, gemido longo e rouco. Senti o calor dele se espalhando dentro de mim.
Ficamos assim por segundos eternos. Depois ele saiu, me deixando vazia e escorrendo. Desabei na cama, corpo ainda tremendo.
Diego caiu do meu lado, ofegante. "Caralho," ele respirou. "Isso foi intenso"
"Foi só o começo," respondi, olhando pro espelho. Pro meu marido.
E sorri.
Porque tinha mais nove homens na minha lista. E nós mal tínhamos começado.
~~~~~~
Continua?