O elástico do meu short cedeu sob os dedos do Rodrigo com um estalo suave, quase imperceptível perto da batida frenética do meu coração. O mundo embaçado sem os meus óculos tornava tudo mais sensorial; eu não via os detalhes do quarto, mas sentia cada grama de pressão da mão dele, o calor que emanava do corpo dele e o cheiro de testosterona que parecia preencher o oxigênio.
— Relaxa, Igor... deixa o primo cuidar de você — ele sussurrou, e dessa vez não havia dúvida. A mão dele deslizou para dentro do tecido, encontrando a pele nua da minha bunda.
O toque direto foi como um curto-circuito. Minha pele, que nunca tinha sido tocada daquela forma, pareceu entrar em combustão. Rodrigo soltou um suspiro pesado quando sentiu a firmeza do meu corpo. Ele começou a amassar a carne com os dedos fortes, subindo até o final da minha coluna e descendo novamente, explorando cada curva que eu tanto me esforçava para esconder sob roupas largas.
Eu estava arqueado, as mãos enterradas no lençol da cama dele, sentindo meus dedos se fecharem em punho. Uma parte de mim, aquela criada no interior sob olhares de julgamento, queria gritar que era errado. Mas a outra parte — a parte que vibrava, que latejava entre as minhas pernas — estava faminta.
Rodrigo me puxou para cima dele, me fazendo sentar no seu colo. Eu senti o volume rígido dele contra a minha coxa, e aquilo me deu uma tontura de prazer. Ele começou a beijar meu pescoço, minha boca, um beijo quente, demorado, com desejo, depois ele foi para a minha orelha até a clavícula, enquanto suas mãos agora apertavam minhas duas nádegas com vontade, me trazendo para mais perto, eliminando qualquer espaço que restasse entre nós.
— Você é perfeito, Zé. Todo branquinho, parece que foi desenhado à mão — ele falou contra minha pele, a voz vibrando no meu peito, enquanto ele beijava e mordia.
Com um movimento ágil, ele me deitou de bruços na cama. O peso do corpo dele sobre o meu era reconfortante e assustador ao mesmo tempo. Eu senti quando ele puxou meu short e minha cueca de uma vez, deixando minha bunda totalmente exposta ao ar fresco do ventilador por apenas um segundo, antes de ser coberta novamente pelo calor das palmas das mãos dele.
Ele começou a beijar a minha lombar, subindo e descendo com lábios úmidos. Eu enterrei meu rosto no travesseiro para abafar um gemido. Eu nunca imaginei que ser desejado pudesse ser tão físico, tão visceral. Ele chegou até a minha bunda, abriu e lambeu, me deu um choque maior ainda, sua língua passando no meu cuzinho nas minhas preguinhas, ele abria forte e enfiava quase que a língua toda no meu cuzinho rosadinho e apertadinho, Rodrigo então subiu sobreim, separou minhas pernas com o joelho e eu me senti completamente aberto, entregue.
— Olha só pra você... — ele disse, com uma nota de admiração que me fez perder o fôlego. — Tão bonitinho, tão empinadinho. Você não tem noção do que faz com a cabeça de um homem, Igor.
Senti quando ele usou mais um pouco de saliva e o toque mudou. Não era mais apenas um aperto; era uma preparação. O dedo dele começou a contornar a minha entrada, devagar, testando minha resistência. Eu dei um solavanco, uma mistura de choque e um prazer tão agudo que pareceu uma pontada elétrica.
— Calma... respira comigo — ele pediu, a voz agora um comando suave.
Eu fechei os olhos com força. O medo estava lá, mas a curiosidade e o desejo eram maiores. Eu queria saber. Eu precisava saber o que vinha depois. Rodrigo foi paciente, usando o tempo que o calor da tarde nos dava. Ele continuou o carinho, alternando entre beijos nas minhas costas e a pressão crescente lá embaixo, até que eu senti que meu corpo estava cedendo, relaxando, pedindo por mais.
Quando ele finalmente se posicionou e eu senti a pressão real, o mundo parou. Não era como no videogame, não era um jogo. Era real, era carne, grande, grossa, morena, era a minha iniciação. No começo, foi um incômodo, um preenchimento que parecia demais para o meu tamanho, mas Rodrigo sabia o que estava fazendo. Ele se moveu devagar, esperando que eu me acostumasse com ele dentro de mim.
— Tá tudo bem? — ele perguntou, com a voz carregada de esforço.
Eu não conseguia falar. Apenas balancei a cabeça afirmativamente, sentindo uma onda de calor subindo da base da minha coluna até o cérebro. Quando ele começou a se mover com mais ritmo, a dor inicial foi engolida por uma sensação de plenitude que eu nem sabia que existia. Cada investida dele me empurrava contra a cama, e eu me sentia pequeno, sim, mas também incrivelmente poderoso por causar aquela reação nele. Ele começou a aumentar o ritmo que me fez gemer ainda mais abafado no travesseiro, ele aproveitava o som do ventilador no teto e dava tapas estalados na minha bunda, me chamando de putinha, de safada, eu não sei o porquê mas essas frases dele me faziam ficar ainda mais louco, me fazia afinar mais ainda a voz na hora de gemer
—- Geme pra mim sua puta, geme pro seu macho.
ele falava enquanto deitava sobre mim e mordiscava minha orelha enquanto metia agora com bastante força.
Não demorou muito e ele deu mais algumas estocadas e gozou dentro de mim, gemendo no meu ouvido enquanto apertava forte a minha pele branca pela minha cinturinha.
Foi a melhor sensação que eu já tive na minha vida, e eu com toda certeza iria querer sentir isso de novo.
O som do ventilador, o cheiro de suor e a luz filtrada pelas cortinas de pano barato criaram uma bolha onde só existíamos nós dois. O Igor de óculos e camisas largas tinha sumido; ali, naquele momento, eu era apenas um corpo descobrindo sua própria eletricidade, guiado pelas mãos experientes do meu primo.