O Garoto Rosa – Parte 2: A Aula Prática

Da série Nick
Um conto erótico de Nick
Categoria: Trans
Contém 2291 palavras
Data: 22/01/2026 23:24:24

A segunda-feira amanheceu com aquele céu cinzento típico de Curitiba, porém abafado — uma temperatura super agradável até para aquela época do ano. Para a aula de administração , escolhi algo que gritasse "desleixo planejado".

Enfiei uma bermuda jeans de lavagem clara, estilo destroyed, com rasgos estratégicos que deixavam à mostra um pouco das minhas coxas. O corte era reto, mas dei um jeito de marcar a cintura com um cinto de corda crua, dando um laço despretensioso que acentuava meu quadril fino. Para contrastar com o peso do jeans, escolhi um cropped branco de tecido soltinho, que caía levemente sobre o meu corpo. A barra curta deixava um rastro da minha barriga à mostra toda vez que eu levantava o braço para mexer no meu cabelo rosa, agora devidamente bagunçado.

Eu estava na fase difícil de tentar deixá-lo crescer. A franja já caía nos olhos, o que me dava uma vontade louca de repicar tudo de novo, mas, por sorte, minha cabeleireira estava a centenas de quilômetros. Para conter o caos, coloquei uma tiara branca de plástico, bem delicadinha e discreta. Pendurei meu ursinho de pelúcia no passador do cinto, calcei meus tênis surrados e me olhei no espelho.

Como a aula seria apenas à tarde, aproveitei a manhã para um retoque na depilação a laser. Odeio qualquer pelo que não seja minha sobrancelha ou cabelo, fora isso todos haviam já sofrido seu devido tratamento de laser e eu apenas retocava de tempos em tempos, dessa vez seria em uma clinica nova, porem indicada pela minha antiga amiga de anos que fazia meu processo, faria o retoque intimo, virilha e anal, pra ficar bem lisinha, pois nunca se sabe né rsrs. . Tirei a bermuda e a cueca — uma boxer da Puma, rosa bebê, que combinava com o tom do meu cabelo. Ficar ali apenas de meia e tênis, meu airforce1 branco de guerra. segurando as polpas da bunda para a profissional trabalhar, é o auge do constrangimento, mas, como dizem: "ossos da beleza", não é? A parte da frente com os anos de tratamentos de estética laser já tinha aprendido a me controlar com o mexe pra ca e mexe pra la da moça conseguindo manter ele molinho e pequeninho para facilitar o trabalho dela. Saí de lá lisinho e pronto para o que desse e viesse.

Almocei com as meninas no refeitório e, às 13h30, já estava na sala com o notebook aberto. O professor era um senhor sério, com óculos fundo de garrafa, que anunciou a matéria: Administração de Custos. Um balde de água fria cheio de planilhas. Ele avisou que a turma seria mista entre Cinema e Publicidade.

Foi então que comecei a escanear a sala e a vi. Martina.

Ela estava com uma camisa jeans que parecia sofrer para conter os seios fartos, os cabelos loiros presos num rabo de cavalo despretensioso e mechas soltas sobre os olhos verdes. Quando nossos olhares se cruzaram, devo ter ficado com cara de bobo, pois ela riu na hora e apontou para o celular. Uma mensagem de número desconhecido brotou na tela:

— Segura o queixo, senão ele cai, bobinho.

Sorri e começamos a trocar mensagens durante toda a aula chata. No intervalo, ela veio até mim e me chamou para um lanche.

— Bora — respondi, sem conseguir esconder o sotaque.

— Acho fofo esse seu sotaque do interior — ela riu, me deixando vermelho na hora.

Fomos comer e, entre uma conversa e outra, tomei coragem e a convidei para jantar naquela noite. Ela me olhou fixamente e disparou:

— Só esquece de me comer, não sou tão fácil. Topa mesmo assim?

Tomei um susto com a franqueza, mas não perdi a pose.

— Olha, acho que você já notou que não sou um garoto padrão, então relaxa. Bora jantar só mesmo, rs.

Ela me julgou de cima a baixo, com um brilho divertido nos olhos.

— Até na dúvida se você era garoto eu tive, bobinho.

Rimos juntos, mas o desafio estava lançado. A noite em Curitiba prometia ser bem mais interessante do que as planilhas de custos do professor.

Fiz mais algumas aulas, mas totalmente disperso já pensando o que vestir, como cheirar, tudo para aquela noite, sabia que a republica dela era próximo a minha e por mensagem mesmo decidimos ir em um restaurante a poucas quadras da nossa faculdade/republicas, sai da aula aquele dia correndo pra casa, entrei pela porta como um furacão, direto pro meu quarto, uma suíte com banheiro, entrei no banheiro jogando as roupas pelo quarto, banho tomado, cabelo seco decidi que se meu visual ate o momento já tinha confundido ela, agora eu ia superar e superar e muito minha visão diante dela, cabelo lavado e solto, já com aquele volume do repicado, abri o armário para escolher a roupa que iria, demorei uns bons minutos olhando varias combinações até que decidi que a sutileza da manhã daria lugar a algo com mais atitude, mas sem perder aquela silhueta que eu tanto trabalhava para manter.

Enfiei uma calça de montaria preta, de tecido encorpado e brilhante, que aderia às minhas pernas lisinhas como uma segunda pele. Ela subia até o umbigo, comprimindo levemente a cintura e destacando o desenho do meu quadril. Por cima, para dar o ar despojado de estudante de artes, joguei uma regata rosa de uma banda de rock, propositalmente oversized. O tecido era podrinho, desgastado, e as cavas eram tão abertas que, dependendo do meu movimento, deixavam entrever as costelas e a pele alva do meu tronco.

A maquiagem foi o mais leve possível: apenas um hidratante iluminador, um rímel para destacar os cílios O cabelo rosa estava solto, volumoso e bagunçado do jeito que eu gostava, caindo livremente pelos ombros. Mantive a minha gargantilha preta e os brincos pequenos, mas o xeque-mate do visual estava nos pés.

Puxei do fundo do armário o meu par de botas pretas de bico fino e cano curto, em couro legítimo. O salto era um stiletto altíssimo, fino como uma agulha, cano alto que ia ate a parte de cima da panturrilha com cadarços por todo ele que mudava completamente a minha postura. Quando as calcei, senti meu corpo se alongar, a panturrilha tensionar e cada passo que eu dava no piso de madeira da república emitia um estalo seco e autoritário: tec, tec, tec.

Eu estava 15 centímetros mais alto e mil vezes mais perigoso. Olhei-me no espelho pela última vez. O contraste da regata rosa 'moleque' com aquela bota agressiva e o bico fino que parecia uma arma era a definição do que eu queria ser naquela noite. Eu não era apenas um garoto de cabelo rosa; eu era a promessa de uma noite que Martina não esqueceria tão cedo.

"Quando cheguei ao restaurante, o estalo seco dos meus saltos no piso de cerâmica anunciou minha entrada antes mesmo que eu pudesse procurá-la. Martina já estava lá, sentada em uma mesa de canto, e a imagem dela era o oposto perfeito da minha.

Ela vestia uma calça jeans skinny de um azul profundo, tão justa que revelava a musculatura firme das suas pernas. Nos pés, o clássico All-Star preto de cano baixo, surrado na medida certa de quem vive nos corredores da faculdade de Publicidade. A peça principal era uma camisa de algodão púrpura, com os dois primeiros botões abertos, revelando uma pele bronzeada e o início do contorno dos seus seios fartos, que pareciam querer desafiar o corte reto da camisa. As mangas estavam dobradas até os cotovelos, revelando um relógio de pulso, uma pulseira prata no mesmo braço e um anel prata com uma pedra preta no dedo mindinho dela

O cabelo loiro, que na aula estava em um rabo de cavalo, agora caía solto, em ondas naturais que emolduravam o rosto. Ela não usava quase nada de maquiagem, apenas um brilho labial que destacava o sorriso irônico que surgiu assim que ela me viu. Martina não era uma 'garotinha' comum; ela exalava uma energia urbana, prática e absurdamente segura de si.

Ela me mediu de cima a baixo, demorando o olhar nas minhas botas e depois subindo até encontrar meus olhos.

— Você não brinca em serviço, não é, 'Pérola do Oeste'? — ela disse, usando meu apelido de cidade natal com aquele tom de provocação que fazia meu sangue esquentar.

Fiquei encabulado com ela ali me olhando daquele jeito. Acabei sentando sem falar nada de imediato para não correr o risco de chamá-la de "deusa" logo de cara, mas ela estava deslumbrante. Recuperei a postura e elogiei sua beleza, brincando que a cor púrpura da sua camisa era uma referência ao nosso primeiro encontro na festa. Vi que ela ficou levemente vermelha, mas, fiel ao seu estilo, não confirmou nada, apenas deu aquele sorriso de canto.

Ficamos ali, rindo e brincando após o choque inicial. Sempre que meus olhos paravam naquele brilho labial, minha vontade era de mergulhar nele, mas me segurei. No restaurante italiano, pedimos massas e, enquanto comíamos, notei que ela se esforçava para não parecer "dura" ou bruta demais. Eu, por outro lado, não ligava: abraçava minha feminilidade e usava meu sotaque para quebrar o gelo. Em certo momento, olhei para ela com um ar sapeca e perguntei se ela não me serviria mais uma taça de vinho. Peguei a taça e fui bebendo o mais delicadamente que podia, sem tirar os olhos dos dela, seduzindo descaradamente sob a luz baixa do local. Dividimos um suflê no final, apenas pelo prazer do doce, antes de decidirmos ir embora.

Saímos dali de mãos dadas, como um casal — um casal, de veras, diferente. Caminhávamos em silêncio, apenas com a troca de olhares e o estalo autoritário do meu salto agulha quebrando o silêncio da noite curitibana. A república dela ficava duas quadras antes da minha. Quando avisei que a deixaria em casa, ela soltou uma risadinha:

— Minha Pérola, se alguém precisar correr, te garanto que eu me saio melhor, viu? Essa bota pode ser um tesão, mas não serve para fuga.

Olhei para ela com meu melhor sorriso malicioso e disparei:

— Ué, mas eu já não sou sua então?

Martina travou. O comentário foi o gatilho que faltava. Um segundo depois, sua mão agarrou meu braço com firmeza e ela me puxou para a escuridão de um beco entre os prédios. Facilitado pela minha vontade e pelo equilíbrio reduzido do salto, fui jogado facilmente para onde ela queria. Ali, o jogo de palavras acabou. Graças às botas, eu estava mais alto, e nossos lábios se encontraram em um beijo urgente e faminto. Minhas mãos foram direto naqueles seios maravilhosos sob a camisa púrpura.

Eu sentia o coração dela batendo forte, enquanto o bico das minhas botas raspava na parede de tijolos. Martina soltou um gemido baixo e senti suas mãos subirem pela minha nuca, pressionando minha cabeça para baixo. Eu sabia o que aquele movimento queria dizer. Fui descendo, mas quando tentei parar na altura dos seios, ela agiu como uma impositora, guiando-me direto para a calça dela.

Ao soltar o botão, o zíper desceu como em um passe de mágica. Ela usava uma calcinha vermelha rendada, mini, um contraste vibrante sob o poste de luz distante, e estava completamente entregue ao momento. Puxei o tecido de lado e mergulhei naquela intimidade rosada e carnuda já encharcada. O gosto era ácido e doce, delicioso, e o melado preenchia minha boca enquanto eu brincava com seu clitóris, eu chupava com fome de devorá-la, enfiava a lingua dentro dela como se não houvesse amanhã e depois voltava a sugar seu clitóris, podia ter ficado ali horas, talvez tenha ficado, eu estava em transe, apoiado precariamente nos meus saltos agulha,mãos apoiadas nas suas poderosas coxas que faziam contraste com a minha, até que senti o ápice dela. Foi como um rio se abrindo; Martina gemeu gulturalmente e alto como se derramasse a vida em mim.

Quando levantei, ela me puxou para um beijo eufórico, dividindo comigo o próprio gosto que ainda estava nos meus lábios. Em seguida, ela apenas subiu a calça e, com um sorriso de quem sabia exatamente o que tinha feito, guiou-me para fora do beco.

Fui guiado até o meu prédio, os dois ainda zonzos. Com um beijinho de boa noite que roubou o que restava do gloss dela, vi Martina sumir na noite curitibana. Subi para a república quase à meia-noite, jogando-me na cama com o pau latejando, quase explodindo na calça de montaria. Aquela safada tinha gozado e me deixado "carregado". Mal abri a calça e comecei a me tocar pensando na renda vermelha, gozei intensamente, me melando inteiro com minha prpria porra..

Já limpo e sem maquiagem, vi a notificação no celular: — Você é uma pérola mesmo. Doida para te retribuir o presente.

Abaixo, uma foto: os seios dela, a camisa com dois botões a mais abertos revelando o sutiã também vermelho. Senti meu corpo reagir instantaneamente. Voltei para o boxe do banheiro por mais uma rodada, sentindo que eu precisava daquela menina por inteiro.

Mas o que eu não esperava era que, no dia seguinte, Martina não seria a única a ocupar meus pensamentos. Enquanto eu caminhava pelo pátio central da faculdade, ainda sentindo o corpo leve e a mente voltada para a noite anterior, notei um grupo de veteranos do curso de Cinema me observando. Entre eles, um rapaz de jaqueta de jeans com símbolo do nirvana em preto e olhar penetrante não apenas me olhava, mas sorria como se tivesse acabado de descobrir o segredo mais bem guardado do campus. Ele se descolou do grupo e veio em minha direção, ignorando completamente as outras pessoas ao redor. Curitiba estava prestes a me mostrar que um visual como o meu não passava despercebido por muito tempo, e que o jogo de sedução estava apenas começando.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 58Seguidores: 64Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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