Entre Irmãos - Paixão e Vingança

Da série Entre Irmãos
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2831 palavras
Data: 03/01/2026 21:56:28
Última revisão: 04/01/2026 13:14:03

A história de Rafael, como eu viria acabar sabendo depois, escutando fragmentos e versões de cada um, era triste como a de uma criança carente. Ele era adotado, o que, no fundo, era meio óbvio, visto que ele não se parecia em nada com o restante da família, nem no físico nem no jeito.

Ele carregava no corpo aquela tristeza antiga de criança que aprende cedo demais a não esperar colo. O abandono biológico nunca foi exatamente uma memória, mas uma sensação permanente: a de ser descartável.

O pai adotivo havia sido a exceção. O único que o escolhera e o amara todos os dias. Com ele, Rafael fora inteiro. Seguro. Visto.

A morte do pai foi mais do que um luto: foi uma expulsão simbólica. Aos poucos, Rafael percebeu que seu lugar na família era provisório, tolerado, frágil, nunca acolhido. A mãe adotiva nunca o mandara embora, de fato, o que talvez fosse pior. Ela apenas não se importava o suficiente com ele (com quase nenhum filho, na verdade; ela tinha pouco afeto até com os filhos biológicos, menos ainda com o adotivo).

O padrasto o via como um erro administrativo. Júlia o tratava com frieza educada. Heitor, com um desdém mal disfarçado. Miguel era o único que ainda o enxergava e gostava dele, de verdade, mas Miguel não mandava em nada.

Na divisão dos bens, quando da morte do pai, de alguma maneira, Rafael foi prejudicado e acabou com uma herança menor que a dos irmãos. Por causa disso tudo, ele tinha comportamentos rebeldes e conflituosos, alimentados pelo próprio desprezo e exclusão da família.

O banimento era tanto, que, ao se mudarem para a casa nova, Rafael sequer recebeu um quarto dentro da casa principal. Ele dormia na edícula, ao lado da piscina, afastado do convívio da família. O filho adotivo, o herdeiro menor, o quarto fora da casa, a edícula como metáfora perfeita de seu lugar naquela família: perto o suficiente para servir, longe demais para pertencer.

Ele tinha apenas quinze anos quando perdeu o pai adotivo. E ninguém ensina um garoto de quinze anos a sobreviver ao luto, ao abandono e à injustiça ao mesmo tempo.

E então eu apareci.

Esperto demais para ser bobo, mas novo demais para estar endurecido. Observador. Inteligente. E, sobretudo, vulnerável de um jeito que parecia convidar projeções.

Rafael não queria apenas a mim. Queria o que eu representava: a possibilidade de ferir a família sem gritar, sem quebrar nada, sem parecer vilão. Usar o afeto como lâmina fina. O que ele não contava, ou talvez contasse, mas subestimasse, era que eu entendia isso tudo. E, ainda assim, não me senti culpado por ser visto como um instrumento.

Eu via o ressentimento de Rafael com a mesma clareza com que via o desejo. E aceitava ambos não por ingenuidade, mas por escolha. Porque, no fundo, também havia em mim uma fome antiga: a de experimentar o poder. Não o poder ruidoso de quem domina pela força, mas o poder silencioso de quem é desejado por razões diferentes, conflitantes, inconciliáveis.

Heitor me queria por paixão. Rafael, por vingança. E eu… eu queria a mim mesmo no centro do jogo.

Rafael começou a frequentar a minha casa com mais frequência, sem que Heitor suspeitasse disso. Sempre à tarde. Sempre sem avisar. A casa vazia, grande demais para o silêncio que a habitava. A faxineira, jovem, falante, curiosa, ficava visivelmente nervosa quando Rafael surgia. Arrumava o cabelo, ria alto demais, inventava tarefas inúteis só para cruzar com ele pelo corredor. Eu observava tudo da sala de visitas, fingindo ler, divertindo-se com aquela coreografia involuntária.

— Ele nem te olha — comentei uma vez, sem levantar os olhos do livro.

— Olha sim — ela respondeu, ofendida — Só finge que não.

Quando contei para Rafael, ele sorriu de canto, aquele sorriso enviesado que nunca se oferecia inteiro.

— Ela tem esperança — disse — É bonito isso.

— Você gosta de provocar — respondi, finalmente erguendo o olhar.

— Gosto de ver até onde as pessoas vão — Rafael corrigiu — Você também.

Foi numa dessas tardes que o confronto ressurgiu. Não começou com gritos. Começou com uma frase jogada no ar como quem testa a temperatura.

— Você vai continuar fingindo que nada aconteceu? — Rafael perguntou, encostado na bancada, girando lentamente um copo vazio entre os dedos.

Eu fechei o livro com cuidado exagerado.

— Depende do que você chama de “nada”.

Rafael riu, mas o riso não tinha humor.

— Você dorme com meu irmão. Termina com minha irmã. Fode comigo como se estivesse escolhendo um lado. E acha que isso é nada?

— Você não quer uma resposta — eu disse, calmo — Quer uma reação.

— Quero a verdade — Rafael rebateu, avançando um passo — Ou você é só mais um deles, fingindo que eu não existo quando convém?

O silêncio entre nós dois ficou denso. Eu senti o impulso antigo de me recolher, de me esconder atrás da quietude. Mas algo havia mudado. Eu sustentei o olhar.

— Você existe, Rafael. É esse o problema.

Os olhos de Rafael escureceram.

— Você não sabe nada sobre mim.

— Sei que você dorme fora da casa — eu disse, sem elevar a voz — Sei que foi abandonado. Sei que seu pai era a única pessoa que te enxergava. E sei que você me olha como quem segura uma faca: não sabe se vai usar ou se vai se cortar.

Rafael ficou imóvel por um segundo. Depois, riu, curto, seco.

— E você? — perguntou — Acha mesmo que é tão diferente deles?

Eu me aproximei. Não houve pressa. Não houve medo.

— Eu sei exatamente o que estou fazendo.

O espaço entre nós dois se dissolveu. O toque de Rafael veio primeiro nos meus pulsos, depois no meu rosto. Não foi delicado, mas também não foi bruto. Foi urgente. Um encontro de vontades que não pediam permissão porque sabiam que seriam concedidas. O mundo pareceu encolher ao nosso redor, como se a casa inteira prendesse a respiração.

Quando nos afastamos, havia nos olhos de Rafael algo novo: não vitória, mas reconhecimento.

— Você não é inocente — ele disse, quase em admissão.

— Nunca fui — respondi.

Heitor, do outro lado dessa história, sentia a mudança sem conseguir nomeá-la. Eu estava mais distante, mais atento, menos disponível. Havia um brilho novo em mim, uma segurança silenciosa que não pedia aprovação. Heitor tentava se aproximar, tocava mais, perguntava mais e, sem perceber, começava a apertar onde antes apenas envolvia.

Rafael, por sua vez, alimentava o jogo com precisão cirúrgica. Frases soltas, presenças calculadas, silêncios estrategicamente posicionados. Ele sabia exatamente o que fazia. Eu não era só desejo para ele. Era uma peça. Um espelho. Uma forma de devolver àquela família tudo o que lhe havia sido negado.

Quando Rafael voltou para casa, ela estava silenciosa demais para um fim de tarde. Aquela quietude que não é paz, é espera.

Heitor estava na varanda, violão apoiado na perna, mas sem tocar. O instrumento servia mais como escudo do que como companhia. Desde a viagem que fizera comigo para a casa da minha avó, ele andava assim: mais recolhido, mais atento, como se o mundo tivesse passado a exigir vigilância constante.

Heitor olhava para a rua como se esperasse alguém que não vinha. O céu começava a escurecer, naquela hora morna em que o dia ainda não acabou, mas já perdeu a coragem.

Rafael subiu as escadas, vindo da edícula onde dormia, ao lado da piscina, sem anunciar. Sempre por ali. Sempre como quem não quer incomodar e, justamente por isso, incomodava.

— Você anda diferente — Rafael disse, jogando a frase no ar, como quem comenta o tempo, a voz baixa, casual demais para ser inocente.

Heitor não respondeu de imediato.

— Diferente como? — perguntou, por fim, sem olhar.

— Mais distraído, menos cuidadoso — Rafael se apoiou na grade da varanda, os braços cruzados, observando Heitor como quem adia uma conversa inevitável — Como quem tem algo a perder.

Heitor franziu o cenho.

— Se veio provocar, escolheu um dia ruim.

Rafael sorriu de lado, um sorriso sem humor.

— Engraçado. Eu ia dizer o mesmo.

O silêncio se acomodou entre eles com naturalidade antiga. Eles sempre se comunicaram assim: por aproximações, nunca por afeto.

— A Júlia anda insuportável — Rafael continuou — Reclamando do Mateus o tempo todo. Parece que ele terminou com ela, coitadinha. Ela age como se ele fosse… sei lá. Um troféu.

O nome veio como um leve impacto no peito de Heitor.

— E daí? — respondeu, seco — Ela sempre foi assim.

— Foi — Rafael concordou. — Mas agora tem algo diferente.

Heitor virou-se, finalmente encarando o irmão adotivo.

— O quê?

Rafael hesitou um segundo. Não por dúvida, mas por cálculo.

— Mateus não é tão simples quanto parece.

Heitor soltou uma risada curta.

— Ninguém é.

— Não — Rafael insistiu, com calma — Mas ele menos ainda.

Heitor fechou o semblante.

— Você mal fala com ele.

— Falar não é o único jeito de perceber alguém.

O vento balançou as folhas da árvore no quintal. O som seco trouxe uma memória antiga: noites em que o pai ainda estava vivo, e Rafael ainda era… outro.

— O que você está tentando dizer? — Heitor perguntou.

Rafael deu de ombros.

— O Mateus tem vindo bastante aqui, né?

Heitor fechou os dedos ao redor do copo.

— Tem.

— Engraçado — Rafael continuou, casual demais — Ele continuar vindo aqui mesmo depois de ter terminado com a Julia. Ele não parece o tipo que gosta de ficar parado num lugar só.

Heitor franziu a testa.

— Fala logo, Rafael. Para de rodear.

Rafael sustentou o olhar. Pela primeira vez, sem ironia. Ele observou o irmão por alguns segundos, como quem mede o peso de uma frase antes de soltá-la.

— Você anda se expondo demais, Heitor...

— O que você quer dizer com isso?

— Nada. Só observando.

Heitor finalmente se virou.

— Desde quando você observa tanto assim?

Rafael sustentou o olhar, tranquilo.

— Desde que percebi que vocês dois transparecem mais do que vocês imaginam.

Heitor soltou uma risada curta, sem humor.

— Não viaja.

— Não estou viajando — Rafael disse, agora sério — Vocês dois acham que estão sendo discretos. Só que não.

— Você veio aqui pra falar de mim ou pra inventar coisa? — Heitor respondeu, seco.

Só que a resposta de Heitor saiu rápida demais. Rafael percebeu e guardou isso.

As palavras de Rafael ficaram no ar. Heitor permaneceu calado por alguns longos segundos, imóvel, sentindo algo raro para ele: ter sido pego desprevenido. Não pela acusação em si, Rafael nunca acusava diretamente, mas pela precisão do olhar.

Pela sensação incômoda de ter sido observado em silêncio, com atenção demais, por tempo demais. Até então, Heitor acreditava que sua relação comigo existia numa espécie de redoma: íntima, discreta, quase invisível aos outros. Um território só nosso.

Não era. Ao menos, não para Rafael.

A constatação caiu pesada: alguém estava vendo. Medindo. Ligando pontos. Não detalhes soltos, mas o desenho inteiro. O jeito como eu me portava, como me movia pela casa, como ocupava espaços que antes eram neutros. O modo como Heitor, sem perceber, ajustava o próprio corpo quando eu estava por perto.

Nada disso tinha sido dito em voz alta e, ainda assim, tudo parecia sabido. Isso incomodava Heitor mais do que deveria. Heitor sempre fora o que enxergava antes, o que sentia primeiro, o que antecipava. Agora, pela primeira vez, estava atrasado no próprio jogo. A ideia de que Rafael pudesse conhecer sua intimidade, não pelos fatos, mas pelo olhar, fez algo se contrair dentro dele.

Talvez por isso a dúvida de Heitor não fosse apenas sobre mim, mas sobre si mesmo: quando tinha deixado de perceber que estava sendo visto? E, pior ainda, desde quando aquilo deixara de ser segredo?

Rafael deu dois passos para dentro, invadindo o espaço com a naturalidade de quem nunca pedira permissão naquela casa.

— Não estou inventando nada. Só avisando.

Silêncio. Heitor pousou o violão ao lado do sofá, finalmente erguendo os olhos.

— Avisando o quê, Rafael?

Rafael sustentou o olhar. Não desviou.

— Você e o Mateus.

Meu nome caiu entre eles como um objeto quebrável. Heitor sentiu o corpo inteiro reagir antes da mente. Um calor súbito no rosto. Uma rigidez involuntária nos ombros.

— Não sei do que você está falando.

Rafael riu baixo.

— Claro que sabe.

A pausa seguinte foi cruel. Calculada.

— Você acha mesmo que dá pra esconder tudo dentro de uma casa? — continuou — Ainda mais quando alguém aprende a olhar de fora?

Heitor se levantou de uma vez.

— Não se mete na minha vida — disse, agora com a voz mais grave — Muito menos nisso.

— Nisso o quê? — Rafael provocou, erguendo as sobrancelhas — No garoto quieto que te segue pra todo lugar? Ou na forma como você muda quando ele entra aqui?

Heitor avançou um passo, encurtando a distância.

— Você não sabe nada sobre mim.

— Sei o suficiente pra perceber que você nunca contou isso pra ninguém — Rafael respondeu, firme — Nem pra si mesmo, talvez.

O golpe foi preciso. Heitor respirou fundo, tentando manter o controle.

— A minha relação com o Mateus não é da sua conta.

Rafael inclinou levemente a cabeça, como quem examina uma peça rara.

— Relação. Interessante escolha de palavra.

— Cuidado — advertiu Heitor — Você está passando de todos os limites.

— Não — Rafael rebateu, calmo demais — Você é que passou. Só não percebeu.

Heitor fechou os punhos.

— Você não tem direito nenhum de usar isso contra mim.

— Contra você? — Rafael deu uma risada curta — Heitor, eu não estou usando nada. Estou só dizendo o que eu sei.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Denso.

— E o que você quer com isso? — perguntou Heitor, por fim — Chantagem? Espetáculo?

Rafael deu de ombros.

— Nada tão simples. Só acho perigoso você confiar tanto em alguém que ainda não decidiu quem é.

A frase doeu mais do que Heitor esperava.

— Eu confio nele — Heitor respondeu, defensivo demais para passar despercebido.

Rafael sorriu, agora com algo quase triste no olhar.

— Confiança é uma coisa curiosa — disse — A gente sempre dá baseada na versão que mais nos agrada.

Heitor se afastou, passando a mão pelos cabelos, agora visivelmente incomodado.

— Você não conhece o Mateus — disse, com esforço — Não conhece o que existe entre a gente.

— Conheço o suficiente pra saber que ele não é tão inocente quanto você gosta de fingir — retrucou Rafael — E que você está bem mais exposto do que imagina.

Heitor respirou fundo.

— Rafael, se você tem algo pra dizer, diz logo.

Rafael se aproximou devagar. Parou a poucos passos do irmão.

— Só toma cuidado — disse, baixo — O Mateus age mais do que fala. E escolhe mais do que parece.

Heitor não respondeu, ainda tentando arranjar uma saída convincente daquela conversa.

— Você acha mesmo que ele não sabe o efeito que causa nos outros? Em você? Na Júlia? – Rafael resolveu insistir.

— Do que você tá falando? E daí se sabe? — Heitor rebateu — Isso não é crime.

— Não — Rafael inclinou a cabeça — Mas é poder.

A palavra ficou suspensa.

— Você está insinuando o quê? — Heitor perguntou, num tom que já não era só curiosidade.

Rafael se aproximou um pouco mais, voz baixa.

— Que ele não escolhe por afeto. Escolhe por posição.

— Escolhe o quê? — Heitor perguntou, impaciente.

Rafael demorou um segundo a mais antes de responder.

— Pessoas.

O silêncio que veio depois foi denso. Heitor desviou o olhar primeiro.

— Você sempre teve esse problema — disse — Achar que todo mundo está contra você. Você está falando isso por inveja.

Rafael riu. Mas não houve humor ali.

— Não — disse, firme — Eu só aprendi cedo que, nessa família, ninguém joga limpo. Uns ganham porque nasceram no lugar certo, enquanto os outros tem que aprender a se virar.

Heitor sentiu o comentário mais fundo do que gostaria.

— Você está falando isso por causa do passado — disse.

— Eu estou falando isso por causa do presente — Rafael corrigiu — O passado só explica.

Heitor ficou em silêncio. Rafael se afastou, indo em direção às escadas.

— Não estou dizendo pra você largar o Mateus — disse — Só estou dizendo pra não achar que ele é exatamente o que você quer que ele seja.

Heitor sentiu um desconforto difícil de nomear.

— Fica fora disso, Rafael — disse — Do que quer que você esteja imaginando. É a última vez que eu vou pedir.

Rafael abriu as mãos, gesto quase pacífico.

— Eu tô fora — fez uma pausa — Mas é você que não está no controle tanto quanto pensa.

Aquilo doeu mais do que qualquer acusação direta.

— Você não sabe do que está falando — Heitor respondeu.

— Talvez não tudo — Rafael deu um passo atrás — Mas sei o suficiente pra não confiar tão fácil.

O silêncio voltou a se instalar, agora pesado. Rafael se virou para sair, mas parou antes de descer o primeiro degrau.

— Só toma cuidado, irmão — disse, sem olhar para trás — Às vezes, quem parece estar sendo escolhido… já perdeu faz tempo.

Ele saiu.

Heitor ficou sozinho na varanda, violão esquecido, o coração batendo forte demais, com uma certeza desconfortável martelando a cabeça: não era apenas sua intimidade que havia sido exposta, era o controle que ele achava ter.

Pela primeira vez desde que eu tinha entrado na vida dele, algo se deslocava por dentro, não era ciúme ainda, nem raiva. Era dúvida. E dúvida, Heitor sabia, era sempre o começo do descontrole.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive Mateus Azevedo a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

REALMENTE FAMÍLIA COMPLICADA. TODOS TRAEM TODOS. MAS ALGUÉM COM TODA CERTEZA VAI SAIR EXTREMAMENTE MACHUCADO. QUEM SERÁ? O PODER ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM? O CONTROLE ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM? QUEM PENSA QUE CONTROLA É CPNTROLADO, QUEM PENSA QUE TEM PODER É SUBMISSO. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS TUDO HIPOCRISIA.

0 0
Foto de perfil de Jota_

Esse Mateusinho tá plantando uma bomba nessa família...

0 0