Bárbara se olhava em frente ao espelho, girando o corpo para conferir o drapeado do vestido nas costas. Cuidar do pequeno Murilo não era uma tarefa complicada: era calmo, educado, e bastava colocar um desenho na TV que logo pegava no sono, o que dava a ela a oportunidade de fazer o que mais gostava: explorar o vestuário da patroa.
Helena era uma socialite típica, casada com um neurocirurgião muito bem sucedido, e muito vaidosa. Passava o dia na academia, em salões de beleza, clínicas estéticas — qualquer lugar que não fosse em casa cuidando do filho, sempre entregue aos cuidados da empregada. Bárbara a invejava, sua vida luxuosa era tudo o que sempre sonhara e sabia que nunca poderia ter. Por isso, se contentava em entrar escondida no guarda-roupa e provar os vestidos. Poderia ficar horas ali testando mil combinações de visual que as possibilidades nunca esgotavam. A maioria não ficava justo, eram feitos sob medida, e seu corpo não era tão cheio de curvas como o dela, mas se deleitava se vendo no reflexo em um vestido opulento, adornado com um par de brincos de diamante, salto-alto e o cabelo preso em um coque sofisticado, fingindo que também era uma dondoca.
Até que ouviu a porta do apartamento abrir e o pânico a invadiu. Não sabia se havia se distraído a ponto de perder a noção da hora ou se eles haviam chegado cedo do jantar — detalhes irrelevantes no momento. Só o que importava agora era se despir o quanto antes. Arrancou o vestido, atabalhoada, enquanto ouvia os dois conversarem no andar de baixo.
— Te espero no quarto, amor.
— Tá bom, já vou pra lá. — respondeu Helena, selando os lábios do marido com um estalo que ecoou pelos corredores. — Bárbara? Onde se meteu?
— Aqui em cima! — a jovem respondeu de cima do mezanino, e então inventou uma desculpa. — Perdão, estava no banheiro.
— Correu tudo certo? O Murilo já tá na cama?
— Sim, ele dormiu faz tempo.
— Maravilha! O que seria de mim sem você, querida? Espera só um segundo, eu já vou te pagar, deixa eu só tirar essa roupa.
A socialite subiu as escadas e dirigiu-se ao closet. Bárbara torceu para que Helena não notasse nada, enquanto esperava seu pagamento do lado de fora.
— Querida, pode vir aqui um instantinho?
Seu coração acelerou em descompasso. Engoliu seco e adentrou, novamente. A patroa se postava diante do espelho, com um elegante vestido azul, com um decote amplo nas costas e aberto nas laterais, que exibiam as linhas esculpidas de seu físico.
— Me ajuda a soltar o vestido? Já avisei ao Eduardo não dar nó duplo, mas ele insiste.
— C-claro. — balbuciou a empregada, suspirando aliviada.
A babá se aproximou. Não pode deixar de notar a beleza que ali havia. A pele alva, com um tom dourado sutil do bronzeado, salpicada por sardas encantadoras, especialmente uma próxima à escápula direita que capturava o olhar Bárbara nunca se sentira atraída por outras mulheres, mas com a patroa surgia uma exceção: não era mera luxúria, mas uma admiração profunda.
Desfez o primeiro laço, e o segundo cedeu com facilidade. O tecido escorreu como líquido, acumulando-se aos pés, deixando-a nua exceto pela peça íntima inferior. Os olhos da jovem fitaram o reflexo, onde se viu os seios por um instante antes de cobrir o rosto com as mãos, sentindo-o arder de vergonha.
— Desculpa!
— Está tudo bem, querida! — Helena riu de sua timidez. — Pode olhar, eu não ligo.
Ainda assim, ela persistiu com as palmas sobre os olhos. Até que a própria socialite as removeu. Face a face, o rosto da patroa elevava-se cerca de dez centímetros, graças aos calçados elevados, posicionando os seios plenos e eretos na linha direta do olhar da garota.
Bárbara esforçava-se para sustentar o contato visual, mas a luta era árdua. O desejo de observar conflitava com o senso de proibição. Seus olhares furtivos capturavam pedaços da visão, compondo um mosaico mental completo. A patroa então tocou o rosto dela, com os dedos na nuca e o polegar roçando a boca. A empregada exalou um suspiro, hipnotizada, até que a mão prosseguiu até a orelha.
— Que belos brincos, onde comprou? — comentou, com sarcasmo.
Mais uma vez, a babá tremeu, envergonhada, o rosto queimava enquanto o suor gelado escorria. Removeu os itens depressa e os estendeu à proprietária, com as mãos trêmulas.
— Desculpa, só estava olhando, n-não queria roubar, nem nada. — tentou se justificar, tropeçando nas sílabas.
Por vezes, já havia cogitado pegar algo para si, o guarda-roupas era tão vasto que ela mal notaria se algum pertence sumisse. No entanto, a consciência a impedia, e ela racionalizava a hesitação imaginando que a vaidade da patroa detectaria até o sumiço mais sutil.
Seus olhos desviaram novamente e fitaram o corpo da patroa: os gomos definidos no abdômen, e as aréolas graciosas — rosadas e grandes.
— Você gostou deles? — ela fechou a mão da garota e a empurrou, afastando de si. — Pode ficar, se fizer algo para mim em troca.
— Uma troca? Pelo quê?
— Você sabe como os relacionamentos se mantêm saudáveis depois de tantos anos?
— Não, nunca namorei, para dizer a verdade.
— Quando o casal ainda se diverte um com outro, — A naturalidade com que a patroa falava enquanto despida a encantava. — Eu e Eduardo já estamos juntos há dez anos, e ao longo desse tempo, descobrimos novas formas de nos divertir como um casal. Uma das coisas que gostamos de fazer é nos divertir com mais pessoas. Três, quatro, cinco, que seja. Já entendeu onde quero chegar?
— Você quer que eu me ‘divirta’ com vocês? — Bárbara podia ser tímida, mas não era ingênua.
— Exatamente! Já está bem tarde, ir essa hora pra casa é muito perigoso. Pode dormir aqui conosco, e a gente ‘se diverte’ juntos.
– Eu não sei. Nunca fiz esse tipo de coisa. Eu… eu…
As frases se embaralharam em sua boca. A socialite avançou um passo, forçando a empregada a recuar até encostar em uma cômoda, e percebeu que não havia escapatória. As coxas se entrelaçaram, e a garota sentiu o tecido da calcinha friccionar sua perna. Helena ergueu seu queixo, os olhos se cerraram, ela se inclinou e uniu as bocas. O contato produziu um estalo, como uma faísca que irradiou pelo corpo inteiro da babá. Foi a primeira vez que beijava outra mulher, apesar de já ter visto aquilo em alguns filmes ou no computador de curiosidade; nunca pensara em fazer algo assim. Mas com Helena era diferente, sua admiração era tamanha que fazia seu corpo questionar a própria sexualidade. A patroa pausou, com as bocas separadas por uma distância mínima, aguardando a reação. E ela veio.
O segundo surgiu feroz. Os lábios se abriram e as línguas se entrelaçaram. Úmido, ardiloso, uma novidade absoluta para a jovem. A socialite removeu os calçados, igualando a altura, e envolveu a garota com os braços, fazendo o beijo ultrapassar a fronteira das bocas e percorrer o corpo inteiro. Ao se separarem, Bárbara lambeu os próprios lábios, saboreando o resíduo do sabor.
— Vamos, meu marido está nos esperando.
A patroa pegou sua mão e a levou para o quarto. Ao abrir a porta, avistou Eduardo reclinado na cama, já totalmente despido. O pênis repousava sobre o abdômen — flácido, mas vigoroso, com a glande avermelhada — com uma faixa pilosa descendo pelo peito e cobrindo a púbis.
— Viu só, amor? Não disse que iria convencê-la?
Bárbara sentiu-se desejada, ao perceber que havia premeditação. Não imaginaria algo assim nem em seus mais sórdidos sonhos.
— Olá, minha cara. — saudou o homem, tomando sua mão e plantando um beijo galante, como a uma princesa. — Por que ainda está vestida?
— Eu… não tive tempo de tirar.
— Deixa que eu me encarrego disso.
Eduardo era tão maduro e atraente como a esposa. Seu cabelo se penteava para os lados. Tinha as têmporas grisalhas, dando a ele um charmoso visual de super-herói de quadrinhos. O físico atlético refletia dedicação à imagem, como Helena, com braços musculosos e ventre rijo.
Ele se sentou na borda do colchão, com as pernas afastadas ao redor dela. Seu membro iniciava o enrijecimento, inflamando a garota. Ele posicionou as palmas na cintura, explorando as curvas com toques deliberados. A jovem curtiu a carícia, especialmente vinda de alguém tão viril. Ao alcançar as nádegas, ela emitiu um suspiro sutil. O zíper da saia desceu, permitindo que caísse aos pés. Em seguida, a blusa foi erguida e retirada. A babá permaneceu de lingerie, enquanto ele a apalpava outra vez.
— Nossa, você é um tesão. Helena estava certa sobre você. — elogiou, tingindo as faces da garota de rubor.
— Obrigada. — retrucou ela, o olhar fixo no membro agora semi-ereto. — Você também é muito bonito.
O médico esfregou os dedos entre as pernas, sentindo a umidade que impregnava o tecido. O toque fez os olhos dela se fecharem, rendendo-se ao afago. Ele a atraiu para o colo, onde a rigidez agora tocava a pele nua. Segurou seu rosto e uniu as bocas. Selvagem e impetuoso, diferente da delicadeza da esposa, mordiscava os lábios, arrancando-lhe suspiros.
A companheira se juntou, sentou-se ao lado, e partilharam o beijo. Alternavam entre pares: marido e babá, babá e esposa, esposa e marido, e os três em simultâneo. Surgiu uma sinfonia de carícias, toques, beijos e gemidos entre eles. Quando a empregada percebeu, o sutiã já estava ao chão. Seus seios, menores que os da patroa, cativaram o médico, que os explorou com lábios, dentes e sucção prolongada, enquanto as mulheres se entrelaçavam em beijos.
Eduardo reclinou-se, permitindo que as duas se dedicassem ao prazer dele. Elas se alternavam na boca, envolvendo o falo que ganhava firmeza. A babá saboreava, esforçando-se para acomodar o comprimento inteiro, mas se extasiava. Lambiam, sugavam e osculavam, variando entre uma na glande e outra nos bagos, enquanto ele emitia grunhidos graves, inundando a boceta de Bárbara com desejo líquido.
Então, chegou a vez da empregada receber as atenções. Eles a posicionaram no colchão, removeram a peça final e percorreram o corpo com beijos, concentrando-se em seu sexo. A patroa era delicada e precisa, traçando rotas entre os lábios que a levaram ao primeiro orgasmo. O marido, por outro lado, investia com voracidade, inserindo os dedos para explorar, fazendo o tronco dela se arquear de prazer.
Naquela madrugada, a jovem descobriu sensações inéditas, experimentou o que jamais havia pensado em fazer. De manhã, os eventos pareciam sonhos febris, mas as memórias vívidas persistiam. Como Helena rebolando sobre o marido, enquanto ela se sentava em seu rosto para receber lambidas, e as duas trocavam beijos e beliscões nos mamilos. Ali, alcançou o terceiro clímax. Ou o quarto? A contagem se perdia.
Recordava também de quando Eduardo gozou pela primeira vez, Helena deixou que Bárbara aproveitasse sozinha. O médico segurou o rosto da garota enquanto ele se masturbava, até os leite sair em um jorro quente e viscoso, lambuzando o rosto da babá.
Lembrava de irem tomar banho juntos, e novamente se divertirem no banheiro. Em pé, com Eduardo segurando os seus braços e seu rosto enfiado nos peitos de Helena, ela sentiu ser penetrada com força enquanto a água escorria descendo as costas.
Foi uma noite sórdida, como nunca antes havia experimentado. Não sabia se ocorreria novamente, mas certamente queria fazer de novo.
E além disso, ela adorou os brincos novos.
