Abri os olhos e virei a cabeça pra olhar pro criado-mudo. Era pouco depois da uma. Algumas das velas tinham apagado.
Respirando fundo, sorri com o cheiro doce da Sam. Meu sorriso aumentou com a sensação do corpo quente e macio dela ao meu lado. Ela tinha jogado a perna sobre minha coxa e o calor da buceta pressionado em mim. Os peitos tavam empurrando no meu lado e ela tava respirando fundo no meu pescoço.
Fiquei ali impressionado com o quão bom isso era. Na verdade dormir com alguém era algo que nunca tinha passado pela minha cabeça. Era bem melhor que eu teria imaginado. Apertei meu braço ao redor dos ombros da Sam e ela choramingou no meu pescoço. Beijei o topo da cabeça.
Um momento depois ela levantou o rosto do meu pescoço, suspirou e disse: — Nossa, tá tarde.
— Ou cedo. — Beijei a bochecha dela. — Sam, isso foi incrível. Eu... obrigado. — Me senti idiota dizendo isso mas realmente não tinha ideia do que mais dizer.
— Ei, é pra isso que servem os amigos — ela disse num tom contido.
— Tu tá bem? — perguntei.
— Tô. — Ela tirou a perna de cima da minha e sentou.
A visão dos peitos perfeitos fez meu pau responder de novo à visão do corpo nu. Estendendo, passei a mão pela pele lisa das costas.
— Vem cá — disse, puxando suavemente o braço pra ela deitar de volta comigo.
A Sam se afastou do toque. — Não, preciso ir.
— Tu vai embora? — Sentei ao lado dela. — Não vai passar a noite?
— Não posso. — A Sam deslizou pra beirada da cama, jogando as pernas pra fora.
— Liga pra tua mãe e diz que vai ficar na casa de uma amiga e...
— Não é sobre minha mãe. Falei pra ela que talvez não voltasse hoje de noite.
— Então por que tu tá indo? — perguntei, confuso.
— Bruno, eu... — A Sam respirou fundo, e quando olhou pra mim fiquei surpreso ao ver que os olhos tavam molhados. — Eu disse algo pra ti hoje de noite e tu... tu não respondeu.
Assim que ela falou, ouvi ela claramente me dizendo que me amava. Tinha começado a dizer algo, mas tinha gozado e a gente tinha dormido. Tinha ficado surpreso que ela disse e não tinha certeza de como me sentia, mas depois de ter ela do meu lado e...
— E tudo bem — ela continuou. — Tu não tinha que responder se não sentisse.
— Sam... Samanta... — comecei, mas ela continuou falando.
— Mas eu tinha que dizer. Tô apaixonada por ti há um tempo, Bruno. Eu... achei que talvez tu fosse notar ou talvez dizer que sentia o mesmo, mas tu só ficava correndo atrás de meninas tipo a Júlia. Tu tava obcecado por ela, e imaginei que não tinha chance.
— Tu deveria ter dito...
— Quando tu ligou e disse que ela te traiu, falei pra mim mesma que hoje de noite era a noite. Chega de esperar tu se tocar. Ia não só te dizer, mas te mostrar. — Ela suspirou. — Acho que de certa forma eu te usei, aproveitei o quanto tu queria transar, e usei isso pra ficar contigo. Imaginei que se nada mais pudesse pelo menos dizer que sei como tu é e talvez, só talvez, tu fosse me ver como mais que amiga.
— Sam, confia em mim, eu... te vejo muito diferente agora.
— Tenho certeza que sim. Tu me viu como mulher e não só uma moleque que gosta de todas as mesmas coisas que tu, mas eu tava esperando por mais.
— Bom, eu... não tava esperando isso e...
— Só me deixa terminar — ela disse, limpando os olhos. — Hoje de noite foi incrível. Tu era ainda melhor que imaginei. Eu... ia adorar passar a noite, mas a gente ia acabar transando de novo e de novo de manhã e... é uma coisa dizer que transei contigo pra tu ter uma primeira vez especial.
— Isso eu poderia dizer pra mim mesma que foi só sexo, mas se eu passar a noite... ia doer demais se eu dormir contigo. Vou me sentir ainda pior, e não quero ser parceira de foda ou amiga com benefícios.
— Samanta, tu é mais que isso. Tu é minha...
— Melhor amiga, e eu sei que é tudo que sou. Tentei e não deu certo pra mim, mas pelo menos não vou dormir pensando em ti e imaginando mais. — Ela pausou e pegou o vestido do chão. — Vou pedir que tu não conte pra ninguém que a gente ficou. Eu... não preciso ouvir sobre isso de ninguém.
— Eu nunca contaria pros outros algo assim. A não ser que fosse porque...
— Minha irmã sabe como me sinto. Ela me empurrou pra vir até ti. Ela me disse que mesmo que os caras tentem fingir que não ligam, nunca esquecem a primeira menina, então pelo menos sei que não importa o que aconteça quando a gente ficar mais velho tu sempre vai lembrar de mim por algo.
Ela começou a levantar, mas peguei o braço. — Ei, calma aí — falei. — Tu falou um monte e não me deixou dizer nada agora.
— Não precisa. É o que tu não disse. Isso foi suficiente.
— Sam, tu me pegou de surpresa! Eu... nunca soube que tu se sentia assim.
— Não esquenta, Bruno. Não tô brava contigo. Acho que deveria estar brava comigo.
— Sam, tu tem razão. Sempre vou lembrar hoje de noite.
— Fico feliz. — Ela começou a se afastar, mas segurei o braço.
— Sabe o que vou lembrar?
— Que eu chupo bem? — Ela revirou os olhos.
— Tu realmente é tipo um cara às vezes. — Ri mas rapidamente fiquei sério quando ela não sorriu.
— O que vou lembrar é de ficar impressionado com o quão linda tu realmente é. Vou lembrar o quanto eu significava pra ti que tu ficaria comigo mesmo se fosse só isso. Mas principalmente? Vou lembrar como tu era gostosa quando a gente terminou. Como tu era gostosa deitada aqui nos meus braços e dormindo comigo.
— Tu... sério?
— Sério, Samanta. — Deslizando até ela, coloquei os braços ao redor dos ombros. — E tem mais uma coisa que vou lembrar.
— O quê?
— Que porra de babaca idiota eu fui por nunca te ver como mais que amiga. Que nunca me bateu o quanto tu se importa e como sempre esteve lá por mim.
— Tu esteve por mim também.
— Não. — Estralei os dedos. — Tem mais uma coisa sobre hoje de noite.
— Eu... eu queria mesmo ir, Bruno. Vou te ligar amanhã e...
— Nunca vou esquecer que a noite que a gente transou pela primeira vez foi a primeira vez que te disse que... — colocando os lábios na orelha, terminei baixinho — que te amo também.
— Tu não precisa dizer isso.
— Falo sério. E não tem nada a ver com o sexo. Foi deitar aqui contigo e como tu era perfeita nos meus braços. — Segurei o queixo e virei o rosto pra mim e beijei. — Eu te amo, Samanta.
— Por favor não tá me zoando, Bruno. Eu...
Parei ela com um beijo longo e profundo. Recostando na cabeceira, puxei ela de volta pra cama comigo. A Sam resistiu por um segundo e depois largou o vestido e deslizou ao meu lado. Como tinha feito antes, enrolou o braço ao redor da minha cintura e colocou a cabeça no meu ombro.
— Eu te amo, Bruno — ela disse. — Quero que isso seja o começo de algo pra gente, não uma coisa de uma vez só.
— Então não vai embora. — Coloquei o braço ao redor dos ombros. — E a gente não precisa transar de novo. Tu pode só passar a noite e...
— Bom, não vamos enlouquecer. — Ela deu risadinha. — Se eu ficar, a gente vai foder de novo.
— Foder? — Ri. — Essa é a Sam que conheço e amo!
— Não quero ser Sam pra ti mais.
— Beleza, mas Samanta não é bem tu. — Estralei os dedos. — Que tal Samanta mesmo, mas te chamo de Sammi?
— Sammi? — Ela beijou meu pescoço. — Gosto disso!
— Sammi então. — Abracei ela mais perto. — E não vou ter problema em contar pros outros que a gente tá junto.
— Bom. Vou ser tua menina safada, mas não teu segredo sujo.
— Menina safada? — Meu pau mexeu com as palavras.
— Hmm-mm — ela disse, rindo. — Fazer amor foi legal, e tenho certeza que a gente vai fazer de novo. Mas na maior parte, essa menina quer ser comida.
— Eu... acho que consigo dar conta disso.
— Bom, e por mais que eu amei tu gozar dentro de mim a primeira vez, vou deixar tu, sabe, gozar em mim se tu quiser.
— Em ti? — Sorri enquanto minha mente enchia de imagens sexy. — Tipo nos teus peitos?
— Peitos? Tava pensando no meu rosto, mas claro, tu pode gozar nos meus peitos.
— Tu deixaria eu gozar no teu rosto? — Meu pau endureceu, e gemi quando a Sam notou e estendeu e pegou na mão.
— Por que não? — ela perguntou enquanto me masturbava. — É pra isso que servem os amigos. — Ela deu risadinha.
— Não, Sammi — falei, virando a cabeça e beijando ela — é pra isso que servem as namoradas.
***
**PRONTO! História completa, espero muito que tenham gostado!** A Sam é extremamente apaixonante né? Ela vai fazer falta! Te amo Sam! ❤️😭