Segredos de Uma Mulher Bem Casada - Capítulo 3

Um conto erótico de contradio
Categoria: Heterossexual
Contém 5227 palavras
Data: 04/01/2026 01:31:50

# Mariana

Dois dias depois da conversa com o Júlio, encontrei a Alice e a Gisele pra um brunch de domingo no terraço do **Seen**, no Hotel Tivoli Mofarrej. Tínhamos muito pra colocar em dia.

Na noite que conheci o Júlio, a Alice tinha saído com um dos corretores da mesa. Mas ele vazou depois de uma hora. A Alice fode por horas e não são muitos os garotinhos bonitos que conseguem acompanhar.

A Gisele recusou todos e foi pra casa sozinha.

Desde que conheci o Júlio, nós três conversávamos quase toda semana, mas não tínhamos nos encontrado pessoalmente. Era o jeito perfeito de atualizar tudo.

— Então — Alice disse, toda empolgada. — Como tá indo com o gostosão?

Olhei pra ela por um momento, depois tomei um gole da minha mimosa.

— Cê AINDA não comeu ele? — Gisele disse, alto o suficiente pra chamar a atenção do casal na mesa ao lado.

— Amiga, se abre — Alice disse. — Como você passou de vadia insaciável pra princesa virgem da noite pro dia?

Suspirei. — Não tem sido fácil. Tô subindo pelas paredes. Graças a Deus pelos meus brinquedinhos.

— Então, se você quer, por que...

— Por que não fiz? Sabe, é uma ótima pergunta. Tô convencida de que meu cérebro sexual sempre nublou meu julgamento. Meu raciocínio foi: se eu achar um homem bom por quem posso me apaixonar, e que pode se apaixonar por mim, quer dizer, se apaixonar de verdade, tudo isso antes de transar, então esse seria o sinal.

— Seu sinal? A gente conversou sobre isso, nega. Você parece estar certa. Não tá?

— É justamente isso — eu disse. — Eu tenho certeza. E ele diz que tem também. Na sexta passada contei pra ele por que não estávamos transando. Porque ele tá perguntando. Obviamente.

— Óbvio.

— Contei que estava segurando o sexo pra ter certeza de que era amor. Disse que quando entro numa... situação sexual... eu...

— Uma situação sexual? — Gisele disse. — É assim que você chama moer seu parceiro até virar pó enquanto ele implora por misericórdia?

— É. Isso. E sim, avisei que meio que pirateio sexualmente. O que é verdade.

— Mais pra uma Súcubo insaciável e furiosa, pelo que ouço por aí — Alice disse. — Já conversei com algumas das suas conquistas de pau grande. Quantos caras você já fodeu até acabar com eles, chutou da cama e saiu caçando outro na mesma noite?

Cinco vezes, acho. Não ia contar. Mas tinha mais.

— Gente, tô preocupada.

Minhas amigas se inclinaram, toda atenção. Elas me conheciam bem o suficiente pra me deixar falar.

Respirei fundo. — Quando eu finalmente colocar ele na cama, posso assustá-lo. Como com quase todo homem que já... comi. É a única coisa que tá me impedindo de jogar um laço naquela cabeça linda, arrastar ele pra minha cama e trancar a porta pro fim de semana. Não quero assustá-lo.

Alice deu risadinha. — Então você quer comer ele por quarenta e oito horas direto. E isso é um problema por quê?

— Esquece isso — eu disse rispidamente. — Basta dizer que avisei que sou uma pessoa muito sexual que tá esperando pelo amor verdadeiro antes de pular na próxima cama. Disse que amava ele.

Alice colocou a mão no meu ombro. — E ele não captou? Não te arrastou pra cama?

Balancei a cabeça negativamente.

Gisele largou a faca e o garfo. — Ele não é gay, né?

— Jesus, não — eu disse. — Acho que ele tá receoso por causa de como a ex-mulher dele, a Tânia, terminou com ele. Ele tá meio traumatizado.

— Falta de confiança? — Gisele perguntou.

Eu sabia onde ela queria chegar. Falta de confiança num homem é uma broxada total pra mim e as duas sabiam disso. Me inclinei sobre a mesa. — Gente, eu amo esse cara. E ele amava a ex. Quando ela traiu ele de um jeito tão horrível, afetou ele profundamente. Então é claro que ele perdeu um pouco da confiança. Preciso reconstruir o ego dele. Alguma ideia?

Alice, sempre a diabinha, teve uma ideia. — Amiga — ela disse. — Tenho a coisa perfeita. Já tentou um *role play*?

— *Role play*? Como funcionaria?

— Bom — ela começou, claramente empolgada. — Poderia ser mais ou menos assim...

Durante a semana seguinte, fiz meus planos. Aluguei um quarto no **Fasano** pro fim de semana e fiz uma reserva pra três pessoas às cinco da tarde de sexta no bar Baretto. Sabia que o Júlio tinha que trabalhar até pelo menos às 18h na sexta, então disse pra ele me encontrar no bar, direto do trabalho. Eu já teria feito check-in no hotel com uma mala de viagem pros dois.

No hotel, passei duas horas me arrumando. Fiz as unhas de vermelho sangue brilhante. Enrolei o cabelo mas deixei cair em ondas soltas e pesadas até a cintura. Escolhi as meias mais sexys que tenho - um par de **Gio Fully Fashioned** com costura atrás e aquele calcanhar distintivo em marrom cappuccino ultra transparente. Meu vestido de seda preta era totalmente talhado pro meu corpo, com a bainha mal cobrindo a parte de cima das meias. De pé, eu mostrava uns trinta centímetros de perna.

O vestido tinha um buraco da fechadura entre os seios, sem sutiã é claro, revelando meu decote profundo e glorioso. Nem o Júlio sabe que são de silicone. Vou contar. Algum dia.

Meus sapatos eram Louboutin 'So Kate' de 12 cm. Tenho certeza de que o termo "salto fode-me" foi inventado pras essas delícias.

Separei um par de luvas de nylon transparente até o ombro. Amo a sensação sexy dessas bebês. São como meias nos meus braços. Cortei as pontas dos dedos pra minhas garras vermelhas de um centímetro ficarem em exposição total.

Minha maquiagem estava escura e esfumaçada. Pintei meus lábios carnudos de vermelho sangue, depois fiz brilhar com três camadas de gloss ultra-reflexivo.

Olhando no espelho, fiquei muito satisfeita. O Júlio seria meu hoje à noite e ele ia ser a inveja de todos os homens ali. Eu ia garantir isso.

Cada centímetro de mim estava brilhante e sexy. Fui pra penteadeira e coloquei uma dúzia de anéis por cima das luvas de nylon. O piercing de pedra vermelha de meio centímetro pro centro da língua foi o último.

Eu tava pingando sexo.

Nunca, em toda minha vida, estive tão pronta pra foder. Não tinha tido um pau na minha buceta há meses. Nesse fim de semana, ia compensar cada minuto. Só podia rezar pra que o Júlio sobrevivesse ao encontro como meu amante. E mais.

Às cinco, deslizei na cadeira segurada pelo *maître* no Baretto. Me posicionei de frente pra entrada, uns vinte metros de distância, pra poder identificar meu homem quando ele chegasse depois das seis. Havia três cadeiras na mesa, conforme minha reserva. Coloquei minha jaqueta nas costas de uma delas e empurrei junto à mesa. A outra cadeira deixei aberta e convidativa.

Cruzei as pernas, deliciando com o puxão glorioso das ligas nas minhas meias inglesas ultra transparentes. A bainha cobria a parte de cima das meias, mas por pouco. Um observador atento, e haveria muitos, detectaria uma liga ou duas na parte de baixo da minha perna cruzada.

Martini na mão, sentei pra esperar.

Não demorou.

O primeiro cara a me abordar era jovem e metido. Cabelo muito arrumado e convencido. Mandei ele embora com um balançar de cabeça antes que chegasse perto.

O próximo não foi muito melhor.

O terceiro era bonitinho. Era alto, o que eu amo, e não muito patricinha. Tinha um ar meio cafajeste, o que era atraente. Apelava pro meu amor inato por *bad boys* e achei que podia me divertir com ele. Também gostei da cantada dele, achei um pouco diferente.

— Você tá me matando — ele disse, parado ao lado da mesa.

Levantei as sobrancelhas em silenciosa pergunta. Não ia facilitar pra ele.

— Quer dizer, você é facilmente a garota mais linda aqui e tá sozinha. Por favor, diz que tá esperando suas amigas.

— Tô esperando minhas amigas — eu disse obedientemente.

— Excelente. Pago uma bebida enquanto você espera?

Suave.

Olhei pra cadeira vazia e de volta pra ele. Ele captou o convite. Um garçom apareceu e meu pretendente disse: — Um Johnnie Walker Blue, puro. E a dama vai querer...

— Mais um desses — eu disse. O garçom inclinou a cabeça e saiu.

— Me chamo Daniel — ele disse, estendendo a mão.

Peguei, segurando por um segundo a mais que o necessário. — Mariana. — Cruzei as pernas na direção dele, deliberadamente expondo uma liga, e sorri.

Eram cinco e vinte.

— Então, qual é sua história? — Daniel disse.

— Espera um segundo, Dan. — Peguei meu celular e mandei uma mensagem rápida pro Júlio.

*Finge que não me conhece. Tô sentada com alguém no meio do salão. Guardei uma cadeira pra você.*

Jogando o celular na mesa com um barulhinho, virei minha atenção pro Daniel. — Minha história? Sou só uma garota na cidade, me virando do melhor jeito que posso.

— Então você gosta de se virar. Legal. E como você se vira, Mariana? O que você faz?

— Sou modelo. De pernas principalmente. Modelo meias e lingerie.

Isso deu toda a desculpa que ele precisava pra olhar minhas pernas. Ele assobiou. — Eu sabia. Sem chance de um par de pernas igual ao seu passar despercebido nessa cidade.

Sei que sempre que conto pros caras que minhas pernas são boas o suficiente pra vender meias de luxo, eles viram massa de modelar nas minhas mãos. Passei os próximos quarenta minutos moldando esse pedaço particular de argila num fantoche bem maleável.

Às seis e dez, tô inclinada perto do Daniel, o queixo descansando numa palma apoiada num cotovelo. Tô tão perto dele que quando balanço minha perna cruzada por cima, meu sapato toca a panturrilha dele, bem de leve.

Ele se aproximou, claro. Nossos rostos estão a centímetros de distância; nosso tom de conversa virou íntimo. Brinquei com as pontas do cabelo enquanto conversávamos.

Velhos hábitos não morrem. Minha buceta estava pingando. Eu estava cem por cento, fode-me-agora excitada.

Daniel disse algo meio engraçado. Ri e girei um punhado de cabelo na boca e na bochecha dele, fazendo cócegas na pele e fazendo ele se contorcer. Olhei fixamente pra boca dele por três longos segundos, deslizando a ponta da língua entre meus lábios brilhantes, bem de leve. Mas quando ele avançou pro beijo, recuei uns centímetros.

Conferi o relógio na parede. Seis e vinte.

E então o vi. Finalmente.

Júlio estava se esgueirando entre as mesas. Vindo até mim.

Virei de volta pro Daniel que estava se inclinando pra mais uma tentativa de beijo. Os lábios dele pousaram nos meus por um instante.

Merda.

O Júlio viu.

O rosto dele era uma nuvem de tempestade. Torci muito pra que ele topasse o jogo que montei.

— Essa cadeira tá ocupada? — Júlio perguntou meio indignado, colocando a mão na minha jaqueta dobrada nas costas da cadeira.

— Tá ocupada — Daniel disse.

Recostei na cadeira, me afastando do Daniel, e olhei pro Júlio. Meu namorado. Todo o 1,88m de gostosura dele. O rosto traía confusão, mais do que raiva.

Ele acha que me conhece.

Bom, logo vai me conhecer muito melhor.

Peguei minha jaqueta e coloquei nas costas da minha própria cadeira. Olhei pra cadeira vazia e assenti pra ele.

Júlio puxou e sentou à minha direita. Daniel estava à esquerda.

— Essa é uma mesa particular, mano — Daniel disse.

Olhei fixamente pro Júlio e balancei a cabeça levemente, franzindo o cenho rapidinho. *Entra no jogo.*

— Não vou incomodar — Júlio disse.

Daniel se esticou pro lado mais distante do meu rosto, o lado mais perto do Júlio, e firmemente virou minha cabeça pra encará-lo. Se inclinou pro beijo, mas antes que chegasse, deslizei dois dedos enluvados nos lábios dele, parando ele mais uma vez.

Virei de volta pro Júlio. — Mariana — eu disse, estendendo a mão.

— Júlio — ele disse, segurando minha mão. Ele não soltou.

— Não te vi por aqui antes, Júlio — eu disse, voz baixa e rouca.

— Não é meu lugar habitual — ele disse.

— Ah é? E onde, posso perguntar, você costuma frequentar?

Fiz questão de olhar pro volume na calça dele e sorri. Os dois homens começaram a ficar inquietos.

Júlio se apoiou na mesa com os dois antebraços, seus ombros largos e musculosos roçando nos meus. Minha buceta começou a fazer contrações, sabendo o que esperava por ela hoje à noite.

Eu não conseguia aguentar isso por muito mais tempo. Estava excitada demais.

Flertei entre os dois por mais quinze minutos. Os dois homens estavam cada vez mais agressivos pela minha atenção, mas eu estava noventa por cento focada no Júlio. Usei todos os meus truques nele. Ri de cada piada, lambi os lábios quando ele olhava, descruzei e cruzei as pernas na direção dele, levando o *suiiish* das minhas meias direto pro cérebro dele. Tinha girado um pouco na direção do Júlio e, como com o Daniel, deixei a bainha do vestido subir, mostrando pro Júlio primeiro a parte de cima das meias e logo, as ligas.

Daniel fez uma jogada final desesperada. Estava mexendo no celular. — Mariana, quer sair daqui? Acabei de fazer uma reserva no **D.O.M.**

Foi isso. Virei pro Júlio e abri minha bolsa. Tirei um cartão-chave e entreguei pra ele. — Chave do meu quarto. Tô lá em cima.

Daniel gaguejou. — Que porra é essa? Você fica comigo por quase uma hora e esse cara aparece e você tá pronta pra dar pra ele? Quem você pensa que é?

Cuspi de volta: — Acha que consegue entrar na minha buceta com um jantar de mil reais e uma cantada ensaiada?

Júlio se levantou e ficou imponente sobre o rival dele. — A dama falou. Ela tá comigo. — Ele puxou a cadeira pra trás e eu levantei. Pegando minha jaqueta, olhei pro Daniel com um sorriso simpático. — Ele é gostoso demais. Desculpa.

Saímos andando.

Descendo pro lobby do Fasano, paramos ali por um momento. O saguão estava cheio. Virei e enrolei meus braços em volta do pescoço do Júlio e plantei um beijo na boca dele.

— Amor, é você. Sempre foi você. Tá vendo? Não tem ninguém além de você.

— O quarto do hotel é real? — ele perguntou.

— Me leva lá em cima e me come — eu disse. — Você tem o fim de semana inteiro pra me foder até eu ficar idiota. Sou sua, amor. Vamos.

Nos pegamos furiosamente no elevador. Tropeçando no corredor, corremos até a porta.

No quarto, fiquei longe do Júlio e o convidei a olhar seu prêmio. Dei uma voltinha, dando a ele a visão 360 graus das minhas meias Gio e do desenho sexy do calcanhar.

Se eu jogasse minhas cartas direito, o Júlio estaria usando elas à meia-noite enquanto deslizávamos nossos corpos escorregadios pra cima e pra baixo, pra dentro e pra fora, pra dentro e pra fora.

Na minha persona de Súcubo, adoro foder um homem vestido nas minhas meias. É meu fetiche particular, mas poucos homens topam. Trouxe vários pares, pros dois, só por precaução.

Júlio ficou lá parado. E me encarou.

— Só vai ficar aí parado, ou vai me foder?

— Tem certeza? — ele disse.

Inexplicavelmente.

É claro que eu tinha certeza.

— Porque é um grande passo pra gente — ele acrescentou. — Você pareceu bem amigável com aquele Daniel lá embaixo.

Júlio não sabia que o Daniel era ex da Alice. Por cem reais, ele tava no esquema desde o começo. Tinha feito o papel perfeitamente, mas depois de um tempo, talvez não estava mais atuando. A ideia toda era dar confiança pro Júlio de que era ele. Só ele.

Mas isso não tava indo como imaginei. — Júlio, o que houve? Você me quer?

— Sim, sim, claro que te quero. Só tô confirmando que você tá pronta.

Me aproximei e comecei a despi-lo. Devagar, ele fez o mesmo. Não demorou muito. Um zíper e meu vestido estava aos meus pés. Meus seios 350ml ficaram orgulhosos diante dele, os mamilos como pedrinhas de rio. Só minhas Gios, a cinta-liga e os saltos fode-me permaneciam.

Tirei a camisa dele, revelando o peito perfeito e musculoso. Beijei aquele peito amorosamente.

Abaixando, soltei o cinto, abri a calça e puxei pra baixo. Ele usava cueca samba-canção branca e justa.

Agora, já vi pacotes grandes. Acredite, já tive minha cota de paus monstruosos dentro de mim.

Esse não era um deles.

Agarrei o lado de fora da cueca com uma mão e apertei. Não precisei de outra.

Júlio puxou a cueca pra baixo e me mostrou com o que eu tinha que trabalhar.

O pau dele pulou pra fora e apontou direto pra mim. Levei um esforço supremo pra esconder minha decepção. Porque afinal, tamanho não importa.

Certo?

É o que ele faz com aquilo que conta. É a paixão dele, a habilidade crua de me transformar numa vadia babando que conta.

Deitei de costas na cama. Abri as pernas e estendi os braços. — Vem pra mim, amor. Me fode. Me fode como se não houvesse amanhã.

Júlio rastejou pra cima de mim e colocou seu corpo lindo totalmente em cima de mim. Enrolei meus braços em volta do pescoço dele e ele me beijou. Foi pro meu pescoço e mordeu gentilmente naquele centro nervoso macio e orgásmico que me deixa louca. Eu estava tão molhada, tão excitada pra caralho. Tinha passado tempo demais. Precisava disso. Precisava desesperadamente foder e chupar. Precisava ser pregada e comida sem dó. Esse fim de semana era tudo sobre se conectar com meu homem do jeito mais íntimo que duas pessoas podem.

Tínhamos feito a conexão emocional. Tínhamos feito a conexão de companheirismo. Agora era hora de uma foda animal e crua pra completar a trifeta.

Esse fim de semana era o começo pra nós como namorados, profundamente apaixonados e totalmente comprometidos. Terminaríamos esse fim de semana como os amantes mais incríveis da história, e assim que eu mostrasse a ele o quão sexual eu sou, ele seria meu, totalmente meu.

Esse é o início da nossa nova vida juntos. Uma vida de sexo e paixão. *Edging* infinito e orgasmos alucinantes. Eu tinha me abstido por uma eternidade, só por ele. Finalmente estava tendo minha recompensa.

Júlio começou a esfregar na minha buceta. Ele conseguiu empurrar o comprimento dele no meu clitóris e deslizou pra cima e pra baixo nos meus lábios. Era gostoso, bem gostoso. Mas não era o que eu queria.

Enquanto beijava meu pescoço, segurei ele apertado. — Amor, me prepara. Preciso que você me prepare.

— O que quer dizer? — ele perguntou, a voz abafada pelo meu pescoço, meu cabelo.

Coloquei uma mão num ombro e outra no topo da cabeça dele e empurrei pra baixo. Precisava dele lá. Agora.

Ele captou a dica. Meio que. Júlio chupou um mamilo pra dentro da boca. Lembrando que posso gozar só com brincadeira no mamilo, ele chupou e lambeu e mordiscou meus peitos. Era gostoso.

Bem gostoso.

Eu queria mais. Tipo agora.

De novo empurrei a cabeça dele pra baixo. Ele se levantou e a boca dele encontrou a minha.

Que porra?

Tinha me construído num estado de paixão monstruosa e ainda estava molhada. Mas não tão molhada quanto estava no bar quando tava conversando com o Daniel. Nem de longe.

E então, senti.

Meio que.

Ele estava dentro de mim.

De novo, que porra?

A paixão do próprio Júlio disparou. — Ah Mariana, amor, você é tão gostosa, sua buceta é mágica, tão aveludada e quentinha, meu deus você é tão linda, tão sexy, ai, ai, ai...

Ele estava socando agora, pra dentro e pra fora, pra dentro e pra fora. Tentei fazê-lo ir mais devagar. Posso ser uma vadia tarada, mas até eu preciso de aquecimento.

Quando um homem cuida de mim, quando me constrói com carinho e paciência e habilidade, uma paixão surge lá de dentro que vira algo monstruoso e selvagem e fora de controle. Se ele fizer direito, pode me transformar numa vadia descontrolada e furiosa. Quando me solto, posso foder por horas infinitas. Posso gozar tão forte que quase desmaio da explosão cerebral de êxtase sexual. Meu corpo transborda e explode.

Quando alcanço aquele pináculo de prontidão, não tem como me parar. Viro uma súcubo selvagem, tarada, chupadora de pau. Tinha alugado esse quarto por três dias e três noites e planejava derrubar o Júlio e não deixar ele sair até estarmos ambos exaustos, completamente esgotados e totalmente em tesão um pelo outro.

E ele tá aqui em cima de mim, meu fogo tá mais pra brasas quentes, e ele tá socando o pauzinho dele como se estivesse tentando...

Ah, merda.

Ele tá gozando na minha buceta.

Ele tá porra de gozando.

Já.

Tive um pensamento terrível. Já tinha tentado fazer ele descer lá, chupar minha buceta e me fazer gozar com a boca. Mas ele resistiu.

Sério mesmo.

Se ele não quis chupar minha buceta antes, não tem como ele vai colocar a língua onde o sêmen dele tá vazando.

Isso tava virando meu pior pesadelo.

Quando terminou, Júlio rolou do meu corpo e deitou do lado, respirando forte. Deitada de costas, girei a cabeça pra olhar ele. Estava corado e suado do orgasmo.

Ele sorriu pra mim.

— Júlio — eu disse, não sem um toque de frieza. — E eu?

— Como assim você, amor? Não foi incrível? Gata, você é tão linda. Amo, amo, amo transar com você. Sempre achei que seria maravilhoso, mas caralho!

Agora eu sei que homens têm egos ridiculamente frágeis no quarto. Se eu surtasse nele por não cuidar de mim, estaríamos brigando o fim de semana todo e esse momento lindo que planejei estaria desperdiçado pra sempre.

Então decidi tentar salvar o que pudesse de outra forma.

— Júlio, amor, eu preciso de atenção também.

— Quer dizer que você não gozou?

— Não, eu não gozei, porra! O que tá acontecendo com você?

Tanto pela ideia de não cutucar o ego dele.

— Desculpa, amor. Vou voltar. Logo logo. Você vai ver.

Eu tinha me apaixonado pelo Júlio por um motivo. O amor conquista tudo, certo?

Percebi que se ele não me satisfizesse, não teria como fingir. E além disso, por que deveria? Sou uma mulher linda e sexy e mereço um parceiro amoroso na cama que possa me satisfazer. Pensei, talvez ele esteja nervoso. Talvez ache que sou demais pra ele.

Talvez eu consiga fazer ele evoluir.

Sem falar nada, desci pelo corpo dele e coloquei o pau semi-duro na boca. Engoli tudo de uma vez.

Gostaria de dizer que minhas habilidades espetaculares de *deepthroat* entraram em ação.

Adoraria dizer que há muito tempo aprendi a suprimir o reflexo de engasgo pra dar pro meu homem o boquete da vida dele, terminando com ele explodindo direto na minha garganta enquanto lambo a glande e espremo ele até secar.

Mas o pau dele não chegou tão longe.

Chupei até ficar duro e senti a cabeça pulsando no fundo da minha língua. Na verdade, o comprimento todo descansava na minha língua.

Ok.

É o que ele faz com aquilo.

Certo?

Trabalhei no pau dele como a vadia que sou. Tendo tido muitos paus na boca, mais do que posso contar, sei quando um cara tá pra gozar.

Me tirei dele bem a tempo de ver o pau dar uns espasmos e pulsar. Mas só isso.

Envolvi uma mão em volta dele e massageei pra manter duro. Meu dedão e indicador se encontraram enquanto envolviam a carne dele.

Nunca consegui fazer isso antes.

Ainda assim ele ficou lá, curtindo minhas ministrações.

— Amor — eu disse. — É sua vez.

— Minha vez? Já gozei, amor. Eu...

— Não — eu disse com mais força do que pretendia. Deitei de costas na cama e abri as pernas. — Sua vez. Me chupa, amor. Me faz gozar com sua boca. Preciso de você lá.

Ele hesitou.

Tentei de novo. — É porque seu gozo tá dentro de mim? É esse o problema?

Ele fez cara feia. — Bom, meio que sim.

Acho que dá pra entender. Sugar seu próprio sêmen não é pra todo mundo.

— Ok, vou me lavar lá embaixo. E aí recomeçamos. Beleza?

— Ah, claro. Ok, amor.

Fui pro banheiro e abri a água quente. Pegando uma toalhinha, limpei e fiz uma ducha até ficar limpa de novo.

Limpa e sóbria. E bem fria. Fria demais.

Calma, garota. Ele só precisa de um pouquinho de orientação. Só isso. Mas por que um homem que já foi casado precisaria de orientação estava além da minha compreensão. Homens casados não deveriam saber o que estão fazendo?

Deitei de volta na cama e retomei a posição. Quando ele não fez nada, olhei pontualmente pra ele, depois pra baixo na minha buceta. Depois de volta pra ele, levantando as sobrancelhas.

*Desce lá.*

Ele escorregou entre minhas pernas e colocou a boca nos meus lábios vaginais. Eu não estava molhada, então precisava que ele umedecesse a boca e me levasse até lá.

Uma lambida tentativa pela minha fenda não adiantou. A língua dele estava áspera e nem perto de molhada o suficiente.

— Preciso da sua saliva, amor. Me deixa molhada.

Ele enfiou a ponta da língua entre os lábios da buceta e tentou inserir. Não tenho muita sensibilidade naquele ponto e ele não tava fazendo nada por mim. Ainda.

Decidi ajudar. Cuspi uma bola grossa de saliva nos dedos e espalhei no meu clitóris. — Pronto, amor. Cuidado agora, ainda não tá duro. Me beija aí. Beija.

Ele beijou meu clitóris, só um beijinho mesmo, e voltou pros meus lábios vaginais.

— Um dedo, Júlio. Tenta um dedo.

Ele deslizou um dedo dentro e começou a estocar.

— Dois dedos. Me dá outro.

Uma sensação pequena surgiu em mim. Mas eu ainda estava seca e as paredes da minha buceta estavam flexionando pra dentro e pra fora com as estocadas dele.

— Molha eles, amor. Molha os dedos e vai de novo. Anda, coloca na boca e me deixa molhada.

Ele fez. Pareceu um pouco melhor.

— Umedece o dedão. Deixa ensopado, amor. Isso. Agora coloca no meu clitóris. Isso. Faz círculos nele. Devagar. Me constrói devagar e gostoso.

— Não. Não. Muita força, muita força, muita força. Vai devagar, me constrói, vai devagar e molhado, me prepara pra você.

Ele trabalhou os dedos e o dedão em volta da minha buceta, mas parecia forçado, mecânico.

— Sua língua. Agora me lambe. Me deixa molhada. Bastante saliva. Tem um pouco de melzinho lá embaixo. Puxa pra fora, me lubrifica com isso. Ah, mais, mais, mais.

Não tava chegando lá.

Porra, odeio dar instruções durante o sexo. Pode ter algo menos sexy?

Decidi dar um tempo pra ele. — Tudo bem, amor. Vem aqui. — Estendi os braços. Ansiosamente, Júlio caiu neles e me segurou apertado.

Meus beijos sempre deixaram ele ligado. Empurrei minha língua na boca dele e dei tudo de mim.

Enrolei minhas pernas em volta da cintura dele pra aumentar o ardor.

Apertei a bunda musculosa e apertada dele com minhas mãos fortes, puxando ele pra perto de mim.

E então, ele enfiou os pés entre meus tornozelos, empurrou pra frente e estava dentro de mim de novo.

Começou a bombear furiosamente pra dentro e pra fora, mas eu tava meio seca da ducha e a boca dele não tinha ajudado muito.

Doeu um pouco.

— Amor, amor. Para. Para.

Ele não parou.

— JÚLIO! — gritei. Ele congelou e me olhou em choque.

O pau dele teve espasmos e me encheu de novo.

Pelo menos não estava mais seca.

De novo, ele deitou do meu lado, respirando forte e sorrindo. — Foi incrível. — Virou pra me encarar, deitando de lado com a cabeça apoiada numa mão. — Você é incrível. Somos tão bons juntos, não somos? Nunca, nunca transei como transei com você, amor. Duas vezes em quê? Vinte minutos? Você sente o mesmo?

Na verdade, meio que sim. — É. Nunca transei assim antes. Você tá certo.

Ele estava tão empolgado e amoroso que não tive coragem de despedaçar o ego dele e contar que foi a pior foda da história.

Eu amo o Júlio. Ele é minha rocha. Meu plano era casar com esse cara um dia. Temos tudo juntos. Rimos feito crianças. Ele beija maravilhosamente. Vai ser um pai incrível. Temos tanto em comum.

Será que sexo mais ou menos vai superar tudo que temos?

Ok, sexo horrível.

Do meu jeito de pensar, não posso fazer o Júlio ser um cara incrível. Ele tem que simplesmente ser assim. E ele é. Me apaixonei por um homem maravilhoso e atencioso. E quero passar a minha vida com esse gostoso maravilhoso.

Mas um pensamento horrível me atormentava. Se tivéssemos transado no primeiro encontro, como fiz tantas vezes, não teria havido um segundo. Mas deliberadamente não transei com ele logo de cara. Queria ver se havia potencial pra amor ali. E havia.

Não queria parecer superficial. Sexo num relacionamento é importante. Super importante. Mas se ele é um cara atencioso, carinhoso e maravilhoso, posso fazer ele ver como é importante estar presente pra mim no quarto. Me fazer sentir excitada sexualmente.

Posso ensinar ele a me foder.

Então graças a Deus não levei ele pra cama no primeiro encontro. Certo?

E então, com isso em mente, deitei de volta na cama e descartei minhas necessidades no momento.

— Vamos ficar juntinhos, amor, e dormir. Temos o fim de semana todo.

Ele me puxou pros braços dele e me segurou apertado. — Tô tão feliz que fizemos isso, Mariana, amor. Tão feliz.

Logo pegou no sono, um homem muito feliz e satisfeito.

Eu, por outro lado, consegui me soltar dos braços dele e ficar ali, quieta e sozinha. Sem conseguir dormir, levantei e coloquei um roupão. Sentada no sofá, pensei no que fazer.

A Mariana antiga teria chutado o cara pra fora, se vestido, descido pro bar e pegado um garanhão pra foder até acabar com ele.

Mas esse era o Júlio. Eu tinha que fazer melhor.

Na manhã seguinte, acordamos com eu encolhida nele. Ele estava duro e queria ir de novo, mas recusei. Tomamos banho juntos e descemos pro café da manhã. Aí sugeri uma caminhada.

Tem uma sex shop na Rua Augusta, ali perto da estação Consolação. Quando chegamos na loja, parei e pedi pra ele entrar comigo. Lá dentro, o lugar era um tributo a brinquedos sexuais de todo tipo, formato e potência. Comprei um anel peniano pro Júlio e alguns vibradores diferentes pra mim. Também comprei lubrificante com sabor de morango e algumas camisinhas texturizadas.

De volta no quarto, tirei as roupas e deitei na cama. Em momentos estávamos pelados juntos.

Quando ele ficou duro, encaixei o anel peniano na base do pau dele. Ele me olhou surpreso. — Vai fazer você durar mais, amor. Tenta. Por mim.

Lubriquei minha buceta e coloquei uma camisinha nele. Tive que deixar a parte desenrolada apoiada na pele dele já que a camisinha era feita pra acomodar pelo menos uns quinze centímetros.

Meu pensamento era: se ele vai gozar dentro de mim, então se ele estiver de camisinha não vai ter que chupar o próprio gozo. Talvez fique mais entusiasmado.

Também pode ajudar ele a durar mais.

Quando ele entrou em mim, puxei o vibrador e coloquei no meu clitóris.

Pareceu funcionar pra gente e gozei várias vezes naquela tarde. Pelo menos minha buceta ficou meio satisfeita e eu tinha um jeito de fazer funcionar.

Com o tempo, raciocinei, eu ia treinar ele e deixar ele bom o suficiente pra que pudéssemos dispensar a camisinha, o lubrificante e o vibrador. O anel peniano provavelmente teria que ficar.

E essa foi a rotina que estabelecemos.

***

>> Nota: Esse ficou longo! E agora, hein? A complexidade tá aumentando… a vida como ela é? Ou não? Comentem! Vou ler todos! Mas… tenho a impressão de que tem algo muito errado acontecendo, talvez seja só impressão.

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Comentários

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Tá explicado porque o cara tomou chifre da primeira mulher, e aí dá durou três anos e meio de sexo insatisfatório. Como é que pode dar certo com uma mulher hiper desejada e e hipersexual. O cara é um tapado e não tem a menor sensibilidade vai tomar galha de novo e é a primeira vez que eu vou achar bem feito.

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Ela cometeu um erro juvenil, eu sabia q ia dá merda pq esse pensamento dela tá totalmente errado, ela esperou meses pra transar com o cara sabendo q grande parte da índole dela é sexual, e isso foi erra,ainda mais sabendo q a ex traiu ele kkkkk isso ainda vai fica pior pq ela parece q ainda não se deu conta desse erro.

Agora uma parte muito excitante do texto é quando ela fala como teve vários paus na boca, uma ideia q deixo aqui, é q possa ter uma flashbacks durante os acontecimentos dela lembrando de coisas q fez no passado, mais ao invés de só frases curtas com essa, ter momentos inteiros descrevendo o ato, seria interessante.

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Nossa… que história mais gostosa. Incrível

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Dve3 rolar muitas coisas ainda , como esta escrito nas tags.

Vejo que a Mariana de hoje quer uma companhia de verdade .

Seria legal a Mariana ensinar meu mano Julio a ser um cara mais seguro .

Mas será q a Mariana vai aguentar ?

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