Vitória desabou contra um tronco de árvore. A casca áspera arranhou sua pele sensível, mas o desconforto não a incomodou nem um pouco. A queimação na garganta e nos pulmões, e a dor nas panturrilhas excediam em muito o inconveniente mínimo da casca da árvore arranhando sua pele já arranhada, esfolada e queimada de sol. Finos fios de sangue seco marcavam seu torso, antebraços e coxas como resultado de atropelamento através de arbustos intercalados com vinhas espinhosas. Suor, poeira e sujeira cobriam cada centímetro quadrado de pele.
Ela estava sem água, e não tinha ideia de onde encontrar outra fonte fresca. Estava correndo e caminhando rapidamente por quase duas horas. *Duas horas desde que traí a Bianca. Duas horas do captor dela submetendo ela a sabe-se lá que tipo de abuso. Espero que ele esteja tratando ela com gentileza. Espero que ele esteja tratando ela melhor do que fui tratada na minha primeira vez. Espero—porra, sei que não é nada provável.*
Fazia mais de uma hora desde que ouviu os gritos de uma mulher. As chances eram boas de que ela era a última presa sobrevivente. Ainda assim, Vitória estava sendo perseguida, e ela sabia disso. Um único caçador—provavelmente o único na área—tinha ela na mira. Não importava o quanto ela se esforçasse e não importava quão silenciosamente ela deslizasse pela mata, seu perseguidor continuava a fechar a distância. Três vezes na última meia hora ele conseguiu espremer um tiro, o último dos quais errou ela por meros centímetros. *Ele continua atirando um único tiro em vez de me encher de uma enxurrada. Ou ele tá ficando sem munição, ou tá me provocando. Um de nós tá em sérios problemas.*
Ela olhou pro relógio. Pouco mais de uma hora pra acabar. *Uma hora a mais, e vou ter conquistado o título de A Que Não Foi Pega. Uma hora a mais, e nunca vou ter que fazer isso de novo. Uma hora a mais, e o Leonardo tem a associação garantida até ele graduar pro status sênior aos 40 anos.*
Vitória respirou fundo, olhou pra esquerda e direita, e pulou de trás da árvore. Uma bola de tinta atingiu o tronco da árvore; uma explosão de tinta amarela marcou o ponto preciso onde ela estava um segundo antes. *Porra, isso foi perto demais! Ele tá quase em cima de mim.* Ela forçou as pernas a trabalharem apesar da dor esfaqueando suas panturrilhas a cada passo. Um galho estalou contra seu pulso, fazendo sua pegada falhar enquanto sua garrafa d'água caía no chão. Ela não tinha tempo de parar e recuperá-la, então continuou correndo. *Caralho! Agora tô fodida.*
Ela avistou um tronco de árvore caído quarenta metros à frente e disparou pra ele. Ela realmente não tinha um plano, mas adivinhou que o tronco largo daria a ela alguns segundos de cobertura e a oportunidade de formular alguma coisa. O único som que ouvia enquanto corria pela mata era o som dos seus pés farfalhando as folhas mortas e sua própria respiração laboriosa. Se seu perseguidor estava fazendo algum barulho, não era tão alto quanto a bagunça que ela estava criando.
Quando contornou a base do tronco da árvore, ela caiu num buraco cheio de folhas secas e galhos quebrados. O buraco tinha se formado quando a árvore foi desenraizada. Se não tivesse olhando por cima do ombro, poderia ter visto e evitado cair nele. Mas no pânico ela esqueceu de olhar pra baixo, fazendo ela cair com um baque que quase tirou o ar dos seus pulmões. *Porra! Isso doeu. Pelo menos não quebrei nenhum osso.*
Ela se arrastou pra fora do buraco e se agachou atrás do imenso tronco de árvore. Ela se esforçou pra ouvir qualquer sinal do seu perseguidor, mas os únicos sons chegando aos seus ouvidos eram os dos pássaros cantando nos galhos das árvores acima. *Eu perdi ele? Será? Talvez?*
Uma bola de tinta bateu contra o tronco da árvore, deixando uma mancha amarela na casca antiga e apodrecida. Vitória se achatou contra o chão e procurou seu próximo destino. *De novo, um tiro. Ele continua atirando tiros únicos.* Ela avistou uma pilha de pedras a uns vinte metros atrás da árvore. *Não é muito, mas é alguma coisa. Tenho que continuar me movendo. Tenho que fazer ele gastar toda a munição. Isso significa que ele tem que continuar atirando—e eu tenho que dar a ele alguma coisa pra atirar.*
Nua e prostrada, Vitória rastejou pelo chão da floresta estilo comando na direção da pilha de pedras. Ela calculou que a espessura do tronco da árvore forneceria cobertura suficiente até ela estar a três metros das pedras. *Depois disso, é melhor eu ter muita sorte.*
Pra sua grande surpresa, Vitória alcançou as pedras sem seu perseguidor dar um tiro. Ela se esgueirou atrás da maior pedra e achatou suas costas contra ela. Seu coração estava batendo com tanta fúria quanto em qualquer momento durante o dia. *Por que ele não tá atirando? Ele tinha que ter me visto. Eu perdi ele? Não, não é possível. Aconteceu alguma coisa com ele? Ou ele finalmente ficou sem munição?*
Vitória se forçou a conter o entusiasmo que aquele último pensamento gerou. As regras da Grande Caçada permitiam apenas um método de derrubar a presa: paintball. Um único tiro na cabeça ou torso, ou três tiros nas pernas ou braços eram necessários. Cada caçador tinha permissão pra ter tanta munição quanto conseguisse carregar, mas estava limitado a uma única cor de sua própria escolha. O fato de que estava vendo apenas tinta amarela significava que provavelmente estava sendo perseguida por um único caçador. *Se só tem um caçador sobrando, então sou o último alvo.*
Ela recuperou o fôlego e então olhou em volta pro seu próximo destino. Não havia nada em nenhuma direção que parecesse promissor. As pedras protegendo ela do caçador também tinham protegido sua visão enquanto rastejava em direção a elas. Ela não tinha visto que atrás das pedras havia cinquenta metros de campo aberto. *Não posso ir por ali. Esquerda ou direita são as únicas opções.*
Vitória pegou uma pedra do tamanho de um punho e jogou num aglomerado de árvores à sua esquerda. Nada aconteceu. Ela esperou cinco minutos e então jogou outra pedra pra direita. De novo, não houve resposta. *Talvez eu realmente tenha perdido ele.*
Vitória ergueu a cabeça sobre a pedra, um centímetro de cada vez. Seus olhos moveram de um lado pro outro enquanto procurava por qualquer sinal de movimento. Nada.
*Splat!* Uma explosão de tinta amarela cobriu sua viseira. Ela se levantou quando uma segunda bola de tinta atingiu sua coxa e uma terceira acertou seu seio esquerdo.
"Ai! Porra! Você me pegou, tá bom! Para de atirar!" ela gritou.
Uma lágrima escorreu pela sua bochecha enquanto esperava que seu captor se mostrasse. *Eu estava tão perto. Igual ano passado, tão perto pra caralho. E agora? Fudeu!*
Vitória desabou contra as pedras e sentiu toda a energia drenar do seu corpo. Pela primeira vez no dia inteiro ela se tornou totalmente consciente de toda a dor e ferimentos que sofreu. A dor ardente e de cãibra nas panturrilhas era a pior, mas havia tantas outras, incluindo a dor surda na parte inferior das costas; os arranhões nos joelhos e cotovelos; a multidão de arranhões e pequenos cortes que podia ser encontrada em qualquer lugar que se cuidasse de olhar; picadas de inseto; e a que mais a irritava, sua pele queimada de sol. *Sério? Queimadura de sol no interior de Minas? Na mata? Tudo isso não era nada comparado ao abuso que ela sabia que estava por vir. Pelo menos só vou ter que aguentar por uma hora. A pobre da Bianca já tá na terceira hora. E aquelas mulheres gordas pegas logo no início da Caçada—elas tão levando quase seis horas de tormento. Será que realmente vale a pena?*
Ela ficou parada e esperou o caçador vir e reivindicá-la, mas ninguém apareceu. Depois de cinco minutos esperando, ela ficou impaciente.
"Você pode sair agora," ela gritou pra floresta. "Não precisa mais se esconder. Você me pegou."
A única resposta foi um pássaro cantando na distância.
Exatamente quando estava prestes a virar e começar a caminhar de volta ao ponto de partida, uma mão bateu no seu ombro.
"Ah!" ela gritou. "De onde você veio?"
"Desculpa assustar você, moça," respondeu um homem alto e bonito usando uma regata verde, calças camufladas e um boné combinando. "Tive que voltar um pouco pra recuperar meu equipamento. Aqui, água."
Os olhos de Vitória se arregalaram quando ela alcançou a garrafa coberta de condensação, abriu, e a engoliu sem pausar. Nos primeiros momentos seguindo sua captura em Caçadas passadas ela tentava cobrir sua nudez com as mãos e braços, mas a experiência ensinou que aquilo era um exercício de futilidade. Ela não encolheu quando os olhos do seu captor vagaram sobre seu corpo nu—nem mesmo quando eles pausaram pra encarar seu monte púbico.
"Como você," ela ofegou entre goles, "manteve tão gelada?"
"Tenho uma cooler pequena. Tem mais ali, então beba quanto precisar."
"Obrigada. Tô tão seca. Fiquei sem água há uma hora."
"Eu sei. Por isso que tive que me apressar e te derrubar. Sabia que você ia sofrer desidratação se eu deixasse você ir muito mais tempo."
"Deixasse eu ir?"
"Eu podia ter te derrubado várias vezes, mas gosto demais da perseguição. Agora, se você puder me seguir, vou te levar pro meu acampamento."
"Acampamento? Quando você teve tempo de montar um acampamento?"
"Umas três horas atrás. Assim que sua amiga caiu e eu soube que você ia ser o alvo final, montei um acampamento e passei o resto da tarde te conduzindo em direção a ele. Você cobriu quase quinze quilômetros a pé, mas nunca esteve a mais de um quilômetro e meio do meu acampamento. Qualquer hora que você tava perto de se libertar do meu perímetro, eu disparava um tiro e fazia você mudar de direção."
"Então, você tava brincando comigo tipo um gato com um rato?"
"Pode dizer que sim. Mas não se sinta mal, eu sempre derribo o alvo final. Esse é meu trabalho—sou o goleiro, pode-se dizer. Sou o João, aliás."
"Vitória. Prazer em te conhecer, João."
"Igualmente, Vitória. Agora, se puder vir comigo?"
João puxou Vitória pelo cotovelo e a conduziu na direção da árvore caída. Pouco antes de alcançar o local onde ela tinha caído, ele virou ela pra esquerda e a conduziu por uma elevação. Eles caminharam mais uns cem metros antes de parar numa pequena clareira com um carvalho massivo no centro. Uma mochila, uma cooler pequena e várias bobinas de corda estavam escondidas na grama alta embaixo do carvalho. João enfiou a mão na mochila e puxou uma pequena câmera de vídeo e um tripé telescópico. Ele colocou a câmera no tripé, apontou a câmera na direção de Vitória, e a ligou.
"Pra que isso?" Vitória perguntou.
"Vou gravar a próxima parte."
"Pra você mostrar pros outros membros do Clube?"
"Não. Isso é pra minha esposa."
"Sua esposa?" Vitória quase engasgou entre goles de água.
"Sim. Imagino que você e seu marido não vão discutir o que acontece nesse fim de semana. Ele tá lá em casa fazendo a própria coisa dele, caçando alguma esposa de outra parte do país, enquanto você tá aqui correndo do Capítulo do Rio, e o que quer que aconteça durante esse período de vinte e quatro horas vai permanecer em segredo."
"Claro."
"Eu e minha esposa somos um pouco diferentes. A gente gosta de compartilhar nossas experiências. Ela me conta tudo que aconteceu com ela, e então eu conto pra ela tudo sobre meu fim de semana. Ano passado ela me surpreendeu com uma câmera de vídeo e pediu pra eu gravar o que acontece pra gente assistir junto. A gente fez o melhor sexo de todos os tempos quando mostrei o vídeo pra ela."
"Não acho que isso seja permitido."
"Não tem regra contra isso. Você pode pedir pro seu marido verificar, mas isso significaria contar pra ele o que você fez. Pra falar a verdade, fiquei surpreso em descobrir que gravar vídeo não é proibido, mas isso provavelmente é porque ninguém mais pensou nisso—ainda."
Vitória começou a responder, mas João a cortou.
"Chega de conversa. Hora de começar. Primeiro, isso é pra você." João enfiou a mão na mochila e puxou um pacote pequeno, que entregou pra Vitória.
"O que eu devo fazer com isso?"
"Você sabe o que fazer com isso. Não me diga que nunca viu um plug anal antes."
O rosto de Vitória corou. *Ainda bem que lubrificei meu cu antes de vir aqui.* Ela lutou com o invólucro, mas conseguiu encontrar um corte na embalagem plástica e a rasgou. Ela removeu o pequeno plug anal de vinil, derramou um pouco de água sobre ele pra enxaguá-lo, e então se abaixou e o empurrou pro seu cu.
"Uau, isso entrou bem fácil. Acho que você tem experiência com entregas pela porta dos fundos."
"Digamos apenas que tenho um cu auto-lubrificante. Não me pergunte o que uso de lubrificante. Você realmente não quer saber."
Ela não sabia se o plug anal era a totalidade das intenções de João em relação à sua bunda, ou meramente o precursor do que estava por vir. De qualquer forma, ela esperava que sua falsa bravata temperasse a agressão dele. *Nota mental—esguichar vaselina no meu cu é uma preparação necessária pra Caçadas futuras.*
João alcançou uma segunda vez na mochila e puxou duas tiras plásticas. Ele encaixou uma firmemente em volta do pulso esquerdo de Vitória, girou ela, e então deslizou a segunda através do laço antes de encaixá-la em volta do pulso direito. Com seus braços firmemente amarrados atrás das costas, ele colocou as mãos na cabeça dela e a empurrou pros joelhos.
"Isso não é necessário," ela disse com uma nota de ansiedade na voz. "Não vou a lugar nenhum. Prometo."
"Ah, eu sei disso," João respondeu. "Não tem lugar que você pudesse ir que eu não te pegasse. Te perseguir uma segunda vez seria um aborrecimento—um aborrecimento pra qual não temos tempo."
Vitória engoliu em seco.
"Vamos dar uma boa olhada em você," ele disse enquanto alcançava a correia do queixo prendendo o capacete dela. Ele desfivela a correia, removeu o capacete, e o jogou no chão. O primeiro instinto de Vitória foi sacudir a cabeça e bagunçar o cabelo, mas a juba loira natural emaranhada e suada mal se moveu.
"Hum-hum. Você é uma coisinha bonita, não é?"
Incerta se sua bravata teve o efeito desejado, Vitória tentou uma tática diferente adotando um tom submisso.
"Fico feliz que você ache. Vou ficar muito melhor pra você hoje à noite assim que estiver toda limpa e vestida no meu vestido."
"Você já é linda. Um vestido bonito não vai melhorar sua aparência tanto assim. A única coisa que poderia fazer uma mulher tão bonita quanto você ficar ainda melhor é um pau duro na boca dela."
João abriu o zíper das calças, puxou sua masculinidade, agarrou um punhado de cabelo de Vitória, e enfiou seu pau semi-ereto goela abaixo. Com a mão firmemente apertando um nó de cabelo na parte de trás da cabeça dela, o eixo engrossando inchou na boca de Vitória. Ela se esforçou pra abrir as mandíbulas o suficiente pra que seus dentes não estivessem arranhando a carne endurecendo expandindo sua cavidade oral. Saliva escorreu dos cantos da sua boca conforme o eixo rígido cutucava a parte de trás da sua garganta. João não se moveu—nem permitiu que Vitória se movesse—até seu pau estar completamente ereto.
Uma vez que seu pau tinha inchado até o comprimento e circunferência total, João guiou a cabeça de Vitória pra frente e pra trás através do seu eixo. A mão massiva agarrando o cabelo dela empurrou sua cabeça pra frente e então a puxou pra trás numa série implacável de movimentos repetitivos. Fluxos de saliva pingavam do pau dele e escorriam do queixo dela até a barriga toda vez que João puxava o rosto dela da virilha. Amarrada, de joelhos, e segurada pela mão poderosa dele, Vitória se sentiu mais indefesa do que em qualquer outro momento da sua vida.
*Essa é minha recompensa? Durei mais que qualquer uma daquelas outras vadias, e é isso que ganho? Teria sido melhor ter caído quando a Bianca caiu.*
Suas mandíbulas estavam se esforçando pra conter o eixo grosso esfaqueando pra dentro e pra fora da sua boca. A dor na parte inferior das costas estava piorando, e ela não sabia quanto tempo mais conseguiria manter sua posição. *O que ele vai fazer comigo se eu desmaiar?*
Vitória nunca aprendeu a resposta pra aquela pergunta. João grunhiu, segurou a cabeça dela contra a virilha, e bombeou sua semente na boca dela. Cinco jatos encheram suas bochechas com seu creme grosso e salgado. Seu primeiro instinto foi engolir a carga inteira, mas uma voz incômoda no fundo da sua mente a convenceu a esperar por mais instruções.
João relaxou o aperto no cabelo dela, puxou a cabeça dela da virilha, e sorriu.
"O que você tá esperando? Engole."
Ela engoliu de uma vez conforme a carga inteira deslizou pela garganta. João abriu uma garrafa de água e a segurou nos lábios dela.
"Vai em frente e lava," ele disse.
Ele derramou um fio de água gelada na boca. Se a intenção dele era que Vitória enxaguasse a boca, ela o ignorou. Vitória engoliu vários goles do líquido fresco e limpo antes de fechar a boca e virar a cabeça. João tampou a garrafa, devolveu-a pra cooler, e então pegou sua mochila mais uma vez. *E agora?*
"Levanta," ele comandou.
Vitória lutou pra ficar de pé, desesperada pra ficar de pé sem cair.
João abriu um canivete e cortou uma das tiras plásticas segurando os pulsos dela atrás das costas. Vitória flexionou os braços, agradecida pela oportunidade de aliviar a dor nos ombros. Antes que a sensação retornasse totalmente aos braços, porém, João encaixou uma nova tira. Desta vez, seus braços estavam amarrados na frente. *Isso é uma melhora, eu acho.*
João alcançou acima da cabeça dela e puxou uma corda de nylon que ela não tinha notado antes. A corda estava enlaçada sobre um galho três metros acima da cabeça dela. Ele amarrou a corda pendurada nas tiras do pulso dela, e então caminhou até onde o restante da corda estava enrolado na grama. Ele puxou a corda até os braços dela estarem totalmente estendidos acima da cabeça, e então amarrou a corda num galho de árvore atrás dela.
"Por que você tá fazendo isso?" Vitória chorou. "Não é necessário. Não vou fugir. Prometo."
"Já volto," João respondeu. "Tenta não arrumar encrenca."
João desapareceu na floresta, mas voltou dois minutos depois. Ele estava carregando um galho de árvore verde flexível coberto de folhas verdes. Ele abriu seu canivete e aparou as folhas e galhos menores dele, deixando uma vara fina de aproximadamente um metro e vinte de comprimento.
"Não, não, não," Vitória gemeu, seus olhos se arregalando de terror. "Você não pode fazer isso. É contra as regras da Caçada. Você vai ser expulso do clube."
"As regras dizem que não posso te marcar ou te machucar, e que sua segurança é minha responsabilidade. Sou obrigado a tratar qualquer ferimento menor, e solicitar evacuação se você precisar de assistência médica."
"Você não pode..."
"Você tá segura comigo, Vitória. Prometo."
"Não, por favor João, não faz isso. Tô te implorando. Por favor."
"Chega de discussão. Hora de brincar."
*Tapa!*
Com lentidão deliberada, João caminhou em volta da Vitória amarrada. Ele completou duas voltas, e então estalou a vara na bunda de Vitória quando estava fora do campo de visão dela.
"Ai! Para!"
*Tapa!*
A vara atingiu a coxa esquerda dela.
"Ai! Chega!"
"Abre as pernas."
"Não! Para com isso, babaca!"
*Tapa!*
A vara atingiu a coxa direita dela.
"Abre as pernas."
"Vai se foder!"
*Tapa!*
A vara atingiu a coxa esquerda dela.
"Caralho! Para de me bater!"
"Ou o quê?"
"Como?"
"Se eu não parar de te chicotear, o que você vai fazer?"
Os olhos de Vitória arderam e suas narinas dilataram. Uma gota de suor pingou do rosto dela e caiu no seio. João parou de circular e ficou na frente dela.
"Eu vou..." Ela cuspiu as palavras.
"Vai. Isso deve ser bom."
"Eu vou...eu..."
Um meio sorriso se formou no lado direito do rosto de João.
"Exatamente o que eu pensei. Não tem nada que você possa fazer. Você tá indefesa, e sabe disso. Eu sei, e agora você sabe que eu sei, então pode parar com essa bobagem."
Vitória deu um passo pra frente e então se lançou com toda sua força na direção de João. A corda cedeu alguns centímetros antes de esticar tensa, mas não antes dela levantar ambos os pés e enfiá-los na virilha de João. As tiras plásticas cravaram nos pulsos dela conforme a corda tensionou contra seu peso totalmente suspenso.
"Aghhhhh!" Ela gritou.
João se dobrou por apenas um segundo, então endireitou o torso primeiro e o pescoço por último. Vitória viu o topo da cabeça dele e então o rosto. Com os olhos flamejantes, ele encarou Vitória.
O lábio superior de João tremeu, e então ele explodiu em risadas.
"Nada mal, minha pequena presa, nada mal," João riu. "Você me surpreendeu. Não achei que tinha isso em você."
"Tem muito mais de onde isso veio."
"Ah, tenho certeza que tem."
"Só me testa."
"Não se preocupa. Pretendo fazer isso."
*Tapa!*
A vara atingiu o seio direito dela.
"Owww!" Vitória gritou. "É o melhor que você consegue fazer?"
*Tapa!*
A vara atingiu o seio esquerdo dela.
"Ai! Chega! Você é um babaca!"
*Tapa!*
A vara atingiu a panturrilha direita dela.
"Filho da puta!"
*Tapa!*
A vara atingiu o abdômen dela.
"Ai! Você terminou?"
"Nem perto."
*Tapa! Tapa! Tapa!*
A vara atingiu o pé direito de Vitória, antebraço direito e ombro esquerdo.
"Ai! Ai! Ai!"
Lágrimas escorreram pelas bochechas dela, mas ela se recusou a chorar.
*Tapa! Tapa! Tapa!*
A vara atingiu a parte inferior das costas de Vitória, coxa superior e a bochecha esquerda da bunda.
"Ai! Ai! Ai! Não mais! Para! Você tá me machucando, seu pau! Porra, você é um babaca."
João jogou a vara no chão e virou de novo pra mochila. Ele retirou uma caixa de lenços umedecidos, abriu, e começou a limpar a sujeira e a imundície de Vitória. Com gentileza inesperada ele limpou o rosto dela, lavou o pescoço e ombros, e então limpou as costas. Ele limpou o peito, a barriga, a virilha e a bunda dela. Ele limpou ambas as pernas, dos quadris aos tornozelos. Quando terminou, cortou a corda, cortou as tiras plásticas, e lavou os braços e mãos dela.
"Não se mexe."
Vitória ficou em silêncio. João removeu um pote de creme de aloe vera da mochila e aplicou na pele de Vitória. Com o mesmo toque gentil que usou pra banhá-la, João aplicou o bálsamo refrescante em cada centímetro da pele dela. Quando terminou, devolveu o pote pra mochila e removeu uma folha plástica dobrada. Ele abriu e espalhou no chão.
"Deita aqui," ele comandou.
"Não."
"Vitória," João implorou.
"Vai se foder. Não vou deitar pra você poder me bater mais. Tô voltando pro hotel."
"Isso não depende de você."
"Terminei, João. Não me inscrevi pra isso."
"O que você acredita que fez ou não se inscreveu não me interessa. Nenhum pouco. O que você precisa considerar é que se eu mandar um relatório pelo rádio, seu marido vai ser removido da Caçada e a associação dele vai ser instantaneamente revogada. Não sei quão importante isso é pra ele, mas isso não é minha preocupação. Considere sua próxima ação com muito cuidado."
Vitória encarou João com olhos que parariam um urso pardo no meio do caminho.
"Me dá outra garrafa de água," ela ordenou com um toque de ferro na voz. "Se vou ser sua prisioneira, então você vai cuidar de mim direito."
"Ah, pretendo cuidar de você, madame. Pode contar com isso."
João alcançou a cooler e removeu outra garrafa de água. Ele a abriu e então entregou pra Vitória. Vitória pegou a garrafa e a esvaziou em dois longos goles.
"Posso ter outra?" ela perguntou, entregando a garrafa vazia pro João.
"Claro, mas talvez queira ir mais devagar. Tô ficando sem."
João pegou outra garrafa que Vitória também esvaziou em questão de segundos.
"Outra?" ele perguntou.
"Não, obrigada. Tô de boa." *Agora é só questão de tempo.*
João apontou pra folha plástica e fez um movimento amplo com o braço. Vitória pisou no centro da folha e então se abaixou pro chão.
O que João fez em seguida chocou Vitória ainda mais do que ser chicoteada. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, empurrou as coxas pra abrir, e mordiscou por todo o monte dela. Ele beijou as coxas internas, os lábios externos, e em todos os outros lugares das bordas da fenda até o umbigo. Ele beijou a área do biquíni com uma ternura inesperada que contradizia tanto seu tamanho quanto a surra que ela recebeu apenas alguns minutos antes.
Vitória sabia que sua boceta já estava molhada—a longa perseguição nua, a captura, e até a chicoteada tinham feito seu corpo gerar uma quantidade considerável de umidade entre as coxas. O aroma bastante forte fazendo cócegas nas narinas dela tornava a confirmação tátil desnecessária. Mas o assalto oral gentil de João estava causando quantidades copiosas dos sucos dela fluírem dentro da boceta já encharcada. *Não preciso me preocupar dele me rasgar. Aquele pau grande vai deslizar pra dentro de mim feito um corredor deslizando na base.*
Com aquele pensamento, Vitória percebeu pela primeira vez que estava ansiosa pela penetração com mais entusiasmo do que apreensão. O plug anal esticando seu ânus estava preenchendo um vazio, mas ela estava acostumada com a sensação. Ela precisava de algo mais. *Não. Não vou me permitir aproveitar. Não vou dar a ele a satisfação.*
João continuou beijando por toda a virilha dela, mas era aparente pra Vitória que a falha dele em beijar ou lamber a área onde ela mais precisava ser beijada e lambida tinha que ser intencional. João se movia num padrão que trazia a boca dele cada vez mais perto das partes rosa, mas de alguma forma nunca tocava a fenda dela antes de retornar a atenção pras coxas internas. *Caralho, ele tá me deixando louca.*
O desejo de Vitória cresceu no mesmo ritmo que sua frustração. Ela mexeu a bunda e levantou os quadris num esforço infrutífero de criar contato entre a língua de João e sua fenda. Cada vez João simplesmente puxava a cabeça pra trás, e então retomava lambendo de onde tinha parado antes da interrupção.
"Me lambe, porra! Come minha boceta!"
"Como?"
"Nada. Cala a boca."
João a ignorou. Em vez disso, ele levantou a bunda dela da folha plástica, colocou os joelhos dela sobre os ombros, e retomou beijando ela em todos os lugares exceto onde ela mais precisava ser beijada.
*Me lambe! Por favor! Quero gozar! Não! Não quero. Não vou. Caralho.*
João levantou a boca da coxa dela.
"Antes de sairmos do hotel amanhã de manhã, você vai experimentar êxtase sexual diferente de qualquer coisa que já conheceu. Mas isso não vai acontecer até você aprender a implorar."
"Implorar? Ha. Nunca, vadia. Essa mina não implora." *Por favor! Por favor lambe minha boceta!*
João retomou beijando as coxas internas dela.
"Você pode...parar...agora. Você tá...perdendo...seu tempo." *Me lambe, babaca!*
João continuou beijando o monte dela.
"Você...terminou?" *Ai meu deus, quero gozar. Por favor, caralho, por favor!*
João pausou. Ele olhou pra cima e travou os olhos com os dela.
"Vitória, mulheres como você estão acostumadas a conseguir o que querem na vida, não importa o custo. Você vê, pede, e é seu. Se alguém te diz 'não', você faz um escândalo e consegue de qualquer jeito. Você não tem conceito do que significa conquistar algo. Hoje à noite, você vai aprender. Hoje à noite, você vai fazer as coisas do meu jeito, ou vai ficar sem."
"Vou te dizer do que eu poderia ficar sem, e é ouvir mais essa merda saindo da sua boca." *Ah foda-se, por que eu falei isso?*
"Quanto mais você fala e xinga e se recusa a reconhecer sua situação, mais tempo suas necessidades vão ficar insatisfeitas."
"Que necessidades? A única coisa que preciso agora é um banho quente e uma refeição. Se você não pode fornecer nenhum dos dois, então que utilidade tenho pra você?" *Cala a boca, porra. Só cala a boca.*
"Vitória, hoje à noite você vai estar cercada por mulheres dando e recebendo prazer de todas as formas imagináveis. Todas elas vão estar aproveitando um pau ou dois ou três, e todas elas vão experimentar orgasmos de um tipo ou outro. Algumas delas múltiplas vezes. Todas elas, isto é, exceto você. Todas vão ficar se perguntando por que seu caçador não tem desejo de te foder. E quando perguntarem, vou só dizer que já comi peixe podre de uma semana que era menos rançoso que você."
"Por mim tudo bem. Prefiro foder um mendigo do que ter seu pau em mim."
*Hora da minha surpresinha, babaca.* Vitória tentou relaxar a bexiga, mas nada aconteceu. Ela mudou os quadris e se mexeu, mas ainda nada. *Por que não consigo mijar? Tô tão desidratada assim? Porra, bebi toda aquela água por nada.*
João franziu os lábios e soprou uma corrente de ar fresco sobre o clitóris de Vitória. Ele moveu o rosto pra alguns centímetros da fenda dela, mas passou por cima e lambeu o umbigo dela.
"Ungh!"
"O que foi isso?" ele perguntou.
"Nada!" *Me lambe, filho da puta!*
Com os lábios ainda pressionados contra o umbigo dela, João alcançou o plug anal. Ele o agarrou pela base e gentilmente puxou—não o suficiente pra puxá-lo pra fora, mas apenas o suficiente pra criar pressão no ânus de Vitória por dentro. Ele puxou várias vezes, como se estivesse testando o aperto dela no aparelho de vinil.
"O que você tá fazendo?"
A língua de João no umbigo dela e o puxar no cu dela criaram uma gama de sensações que Vitória nunca tinha experimentado antes. Foram vários segundos antes dela sequer saber se gostava da sensação. Ela sentiu uma mistura curiosa de prazer sexual e náusea leve, com ambos os estímulos competindo pra assumir o controle. Exatamente quando o prazer sexual estava se tornando predominante, João puxou o plug anal do cu dela. Uma onda de prazer rasgou através do corpo dela, e então desapareceu.
"Unhhh! O que você fez?"
João não respondeu. Em vez disso, ele enrolou a língua numa lança e apunhalou o túnel quente e molhado de Vitória. A língua dele não era longa o suficiente nem larga o suficiente pra fazer o que ela precisava, mas a mandou anos-luz mais perto do objetivo.
"Mmmmm!" *É isso. Me lambe.*
João achatou a língua e a deslizou pra cima e pra baixo na fenda dela. Vitória sabia que sua boceta estava longe de fresca, mas o aroma forte surgindo da virilha era como um pós-combustor quando acoplado com a língua molhada entre os lábios. Ela sentiu seus sentidos disparando pro céu, conforme subia numa onda de calor e fogo.
*Ding ding! Ding ding! Ding ding!*
"Tempo esgotado," João disse enquanto desengajava a boca da boceta encharcada de Vitória.
"O que você quer dizer?" *Agora não! Tô quase lá.*
"Seis horas acabaram. Vão ficar procurando por nós se eu não chamar no rádio."
"Seu filho da puta. Você fez isso de propósito." *Me termina primeiro! Caralho, João, você me fez esperar tanto tempo. Me termina!*
"Base, aqui é J-T-1-5, repito, J-T-1-5, chamando pra solicitar resgate," João rosnou num rádio portátil, "tá me copiando?"
"J-T-1-5, aqui é a Base," uma voz metálica explodiu do pequeno alto-falante. "Recebemos seu pedido de resgate. Tamo puxando sua localização no GPS, nos dá um minuto. Localização confirmada. Quantos na sua equipe?"
"Eu e mais uma. Total é dois."
"Dois pra resgate. Tamo despachando um helicóptero agora. Estaremos na sua localização em dez minutos. Tá me copiando?"
"Confirmado. Te vejo em dez minutos. J-T-1-5 encerrando."
"Por que você fez isso? Você é um babaca."
"Tempo esgotado."
"Foda-se isso. Temos dez minutos antes deles chegarem." *Isso é tempo suficiente.*
"Dez minutos é mais ou menos quanto tempo vou levar pra arrumar tudo."
"Te odeio."
"Não, não odeia. De qualquer forma, não vai tá dizendo isso amanhã de manhã."
"Vai se foder, João. Vai se foder."
João caminhou pelo acampamento juntando suprimentos e empacotando dentro da bolsa. Os últimos itens que guardou foram a câmera de vídeo e o tripé.
"Espero que sua esposa aproveite o vídeo," Vitória rosnou. "Ela deve ser uma maluca pra sentar com você e assistir isso."
"Quem disse que ela vai tá sentada? Talvez sentada no meu pau. Tenho certeza que ela aproveitaria mais se fosse mais longo. Mal dá uma hora."
"Não consigo acreditar que vocês dois contam tudo um pro outro."
"Por que isso é tão difícil de entender?"
"Porque umas merdas loucas acontecem nessas matas. As pessoas fazem coisas que nunca fariam em casa."
"Pode falar. Ano passado as esposas do Rio foram mandadas pro sul de Santa Catarina. A Trina—minha esposa—foi atingida por dois tiros ao mesmo tempo. Quando ambos os caçadores apareceram pra reivindicá-la, não conseguiram dizer quem acertou ela primeiro. Um era um negão grande—parecia um jogador de futebol ou algo assim—e um cara branco de tamanho médio com uma caveira tatuada nas costas. Os dois revezaram comendo ela por mais de uma hora antes do cara branco decidir deixar o negão ficar com ela. O cara branco derrubou outro alvo, e depois do Baile os quatro dividiram um quarto onde foderam até o amanhecer. Ela quase perdeu o transporte pro aeroporto. Uma das melhores noites da vida dela, disse. Ela tá esperando superar isso esse ano."
Vitória engoliu uma lágrima. *Leonardo e Antônio. O filho da puta comeu duas mulheres ano passado. Será quantas ele tá comendo esse ano?*
Um helicóptero rugiu acima antes de pousar numa clareira a vinte metros de distância. João ajudou Vitória a entrar na cabine, então subiu e fechou a porta.
"Tá todo mundo bem?" o piloto gritou por cima do motor.
"Tamo de boa," João respondeu. "Mais alguma parada?"
"Não. Vocês dois foram os únicos retardatários. Todo mundo conseguiu voltar por conta própria."
"Então beleza. Nos leva."
O helicóptero subiu no céu e os carregou pro hotel. O piloto pousou numa plataforma de pouso atrás da garagem do estacionamento. João enfiou a mão na bolsa e puxou um avental amarelo.
"Aqui tá sua cobertura. Vou passar no seu quarto por volta das oito horas pra te buscar. Não se atrase."
"Não consigo acreditar que você ainda não me comeu."
"Talvez hoje à noite. Vamos ver como a noite vai."
"Vai tomar no cu."
João pulou do helicóptero, e então ajudou Vitória a descer. Ele a beijou na bochecha, e então sussurrou no ouvido dela.
"Não se masturbe. Vou saber se você fizer, e vou ficar muito chateado com você. Você não vai gostar de mim se eu tiver puto."
"Quem você pensa que é? O Incrível Hulk? Para de se achar."
"Não me testa, Vitória."
"Escuta aqui—posso ser sua até amanhã de manhã, mas meu tempo privado é meu. É isso que significa o termo 'tempo privado'."
"Não diga que não te avisei."
"Não diga que não te mandei ir se foder."
João colocou o braço em volta da cintura de Vitória, puxou o corpo dela contra o dele, e plantou um beijo na boca dela. Com a outra mão ele alcançou o mamilo de Vitória e deu uma torcida firme.
"Oww!"
"Oito horas. Não se atrase."
* * * *
Aguardem o Capítulo 3: aguardando comentários, continuo a série? Estão gostando? Garanto que o negócio vai esquentar e vai ficando cada vez mais pesado…