Viajar é mudar a roupa da alma, diz o poeta. Eu diria mais. Viajar é a oportunidade imperdível de conhecer novos lugares, paisagens, sabores, pessoas... E, claro, rolas diferentes também.
Viajar é ter novos parceiros sexuais, homens com sotaques, idiomas, aromas, costumes e às vezes, até preferências distintas. Ouvir, sem ser em filme pornô gringo, um "vou gozar" em outra língua, aliás, na minha língua, mas em palavras nada brasileiras, é uma forma diferente de sentir prazer.
Só quem já ouviu um americano gemendo um "I'm gonna cum", um latin lover sussurrando "voy a correrme", um francês gostoso dizendo "je viens" ou um italiano gritando "sto per venire" antes de encher a sua boquinha de leite importado sabe do que eu estou falando. Algumas vezes foi por aqui mesmo, no Carnaval, quando eles é quem vêm nos visitar. Mas outras foi na terra deles, fazendo turismo sexual sem o menor pudor.
Aproveitei uma viagem recente a trabalho para enfim conhecer uma das atrações underground de Madrid, capital e metrópole espanhola, uma das cidades mais gay-friendly do mundo e um dos melhores lugares, segundo quem lá já esteve, para foder gostoso no velho mundo.
O bar tinha o sugestivo nome de Boyberry. Numa tradução livre para o nosso português, algo como "a fruta vermelha do garoto". Aquela que eu como até o caroço, desde que me entendo por gente. Nas minhas andanças e mochilões pela América do Sul, já havia tido a oportunidade de trepar com caras de vários países vizinhos, de argentinos a chilenos, de uruguaios a paraguaios, de peruanos a bolivianos e os meus favoritos, os colombianos, que adoram uma bunda brasileira. Inclusive a minha.
Mas nunca havia provado uma pica espanhola. Gentílico esse que remetia àquela prática de gozar entre peitos femininos, mas, no meu caso específico, dizia respeito única e exclusivamente a sexo entre homens. Eu e vários deles, de preferência.
Ganhar em reais e gastar em euros é quase um pesadelo, mas paguei com gosto o valor de entrada, ansioso pelo que estava por vir. De tanto assistir a vídeos eróticos gravados no local, já quase o conhecia, mas estar é sempre diferente e bem mais agradável do que ver por uma tela. Abri uma lata de cerveja de marca nacional, bem gostosa, aliás, e comecei a entrar no clima. Era cedo e o lugar ainda estava vazio. Eu era o primeiro cliente do dia.
Já estava na terceira dose etílica e até um pouquinho alto quando a porta voltou a se abrir. Quem entrou por ela foi um jovem de pouco mais de vinte anos, aparentemente, com barba por fazer e camiseta grudada no corpo, deixando entrever uma barriga chapada, mas musculatura pouco desenvolvida. Vestia também uma bermuda cargo surrada, onde à frente se destacava um bom volume. O menino era magro, mas parecia ter uma bela piroca.
Sorri amistosamente, fazendo um brinde no ar com o copo da caña, oferecendo bebida e, talvez, outras coisas. Ele retribuiu com um gesto de cabeça, mas não pareceu demonstrar maior interesse. Sou um cara mais velho e experiente, tenho boa aparência e estou em boa forma, dando a impressão de ser dez anos mais jovem do que realmente sou. No Brasil, atraio sem dificuldades os chamados novinhos, parte pela boa pinta, mas também pela fama de ser bom de cama. Já ensinei a centenas de guris a arte do sexo entre caras.
Sem parar no bar, ele foi direto para a parte interna, onde estavam os diferentes tipos de playgrounds. Pelo que havia lido e assistido, salas coletivas e espaços individuais, sofás-camas bem confortáveis e, o que mais chamou a minha atenção, as cabines com buracos na parede conhecidas mundo afora como gloryholes. Outro nome bem apropriado, aliás. Mamar uma pica é mesmo algo glorioso.
E a graça da coisa, pelo menos pra mim, era a novidade. Na minha cidade e arredores, as saunas e points de pegação não têm esse tipo de brinquedo. A gente chupa, e chupa muito, até o final feliz, mas direto com o dono, sem anteparos. Vê o corpo todo e a cara do puto que nos enche a boca de porra. Não parecem aquelas marmotas saindo da toca no jogo infantil.
Mas é, convenhamos, bem excitante, principalmente quando todos os buracos da sala estão preenchidos, podendo mamar dois, três ou mais rolas quase ao mesmo tempo. Algo que faço também nas saunas, cinemas e até ao ar livre na nossa terra, mas naquele bololô, todo mundo na maior aglomeração. Já havia me punhetado algumas vezes assistindo a vídeos assim, inclusive feitos ali mesmo no bar espanhol. E agora estava lá para brincar de algo diferente. Só faltava o recheio.
Aliás, não faltava, não. Beber, o menino loiro não queria, mas ser mamado, sim. Como estávamos apenas nós dois no recinto, não havia dúvidas de quem era aquele pinto que surgiu pelo buraco. E era dos grandes.
Assim como o resto de sua pele, a de seu cacete era também alva como a lua. Gosto de todas as cores, mas, esteticamente, essas branquinhas de cabeça rosada são as mais bonitas. O contraste com a escuridão do ambiente e o destaque natural por ser a única coisa à mostra, deixou aquela tora ainda mais apetitosa.
Um tanto estranha a sensação de começar o ato sexual ainda vestido. Nas saunas, estamos nus ou apenas de toalhas. Nas camas de motel, de roupa íntima sob os lençóis. É claro que eu já chupei muito pau de dentro do carro, no banco dos fundos de ônibus e até em lugares públicos ainda mais ousados, mas era mais exceção do que regra. Tirei só o meu próprio pênis, que chamo de grelinho, para fora do shorts para me masturbar enquanto dava um trato no membro alheio.
O corpo estava do outro lado do tapume, mas o aroma passava pelo espaçoso furo, e era dos mais agradáveis. Diria que um perfume meio adocicado, quase um cheirinho de chiclé de bola. Tinha ao meu dispor também duas delas, totalmente depiladas. Como é bom lamber aquela pele jovem e lisinha, parecendo as mais preciosas das joias. E como é excitante ouvir palavrões em castelhano. Parecidas com as nossas, loca, puto, maricón e outras palavras não tão fáceis assim de entender e traduzir. Assim como os nomes que eles dão para os seus instrumentos. Amo pollas, vergas, pijas, carajos, huevos, cojones e tudo mais. Encho a boca com todas as palavras e significados, literalmente falando.
Só não amo mais do que quando escuto que vão me joder ou follar el culo.
Lógico que eu queria sair dali com el culito lleno de leche, mas, antes disso, tinha uma missão a cumprir com o menino do buraco, que já estava bem excitado com a minha requintada arte oral, de quem já aprendeu a mamar gostoso desde muito cedo. O pauzão da cabeça rosada já estava todo babado, um pouco da minha saliva, mas outro tanto do próprio líquido seminal que já começava a dar sinais de que estava pra sair.
Meninos gozam rápido e, ao menos quando sei que vou ter mais de um à disposição, nem me importo. Até gosto da sensação de poder que dá fazer alguém gozar na minha boca com pouco esforço. Prefiro achar que não é ansiedade, sou eu que mamo bem demais.
Como a única novidade ali era o gloryhole em si, nem dei muita bola em engolir aquela gala que escorreu. Preferi satisfazer outros sentidos que não o paladar, por mais que ame. Um pau gozando fartamente é uma das cenas mais lindas que existem. E eu optei por me deleitar visualmente com aquela pica simplesmente perfeita esporrando pelo buraco na parede em minha direção. Foram tantos jatos que pude usar um ou outro para sentir espirrar no rosto e até na roupa que eu ainda vestia. Levar de lembrança na pele e nas vestes um pouco daquele creme divinal era um belo souvenir de viagem.
Educadamente, o menino agradeceu em seu idioma e me deu um selinho nos lábios, bem lubrificados ainda com seu caldo quente. Pensei em chamá-lo para um segundo tempo em outra parte do lugar. Naquela idade, eles estão prontos para a próxima em questão de minutos. Mas preferi voltar ao bar e ver se a casa tinha agora mais opções no cardápio.
Pedi uma bebida mais forte, que desceu queimando, mas acabou de vez com qualquer traço de inibição que ainda podia ter, se é que isso era possível. O desejo havia se multiplicado por mil, assim como o calor do verão europeu. Guardei as roupas em um pequeno armário e voltei ao parque de diversões apenas de cueca branca bem justa, destacando meu lindo e brasileiríssimo bumbum, sucesso em vários países. Não seria diferente em um país latino e tão caliente como o nosso.
Ainda não eram muitos os chicos e muchachos, mas o bar já não estava mais tão deserto assim. Um outro rapaz ocupava agora meu lugar na cabine e se ocupava da piroca de um cara um pouco mais velho. Um cara usando só uma regata com a logomarca do lugar dava de mamar para outro do lado de fora, encostado em um balcão. E dois caras faziam mão amiga um para o outro em um dos sofás.
Foi desses que me aproximei, na expectativa de que fossem versáteis e topassem se divertir juntos com um terceiro apenas passivo. O móvel tinha espaço de sobra para os três.
Arrisquei um con permiso e me sentei entre eles. Fiquei agradavelmente surpreso com a recepção. Minhas mãos ocuparam os lugares onde as deles estavam. Um pau em cada uma. Um deles maior, outro nem tanto, mas bem grosso. Qual escolher? Por que não ambos?
Os dois, ao mesmo tempo, começaram a chupar os meus peitos. Sou homem, não tenho seios, mas é uma região do corpo extremamente sensível e deliciosa de ser acariciada, com a língua, as mãos, os dedos, qualquer parte do corpo. Fiquei todo arrepiado com dois machos me lambendo ao mesmo tempo. Fizeram o mesmo com o pescoço, a nuca, as orelhas, arrancando de mim gemidos quase tão intensos quanto os da penetração. Eu toparia qualquer coisa que eles pedissem.
Não entendi bem o que disseram, mas era basicamente pra eu ficar de quatro para um enfiar a língua no meu cu enquanto o outro me dava o pau pra chupar. Delícias do sexo grupal, múltiplas sensações simultâneas de prazer, por todos os lados e orifícios do corpo.
Quando ele deu aquela cusparada na mão e besuntou meu rabo, mesmo sem ver, sabia o que estava por vir. O play tinha sachês de lubrificante e preservativos por todo lado, mas nada funciona tão bem como uma boa lubrificação natural, aquela com que somos inaugurados no meio do mato ou no quarto da casa dos amigos. Faz entrar deslizando qualquer tamanho de pica.
Quem começou comendo o meu cu foi o da pica mais curta e grossa. São diferentes tipos de prazer, mas eu até prefiro os assim, pelo menos na primeira do dia. Depois de arrombado, meu anelzinho aguenta até os maiores sem a menor sofrência.
Enquanto eu levava fortes estocadas no rabo, acompanhadas de gemidos inaudiveis e palavrões em um misto de espanhol e outro idioma que não conseguia distinguir, o outro mancebo se deliciava com a minha mamada no capricho. A cena deveria estar bem excitante, pois logo outras pessoas pararam para assistir de perto. A sensação de ser a atração da casa, a estrela do filme pornô é sempre lisonjeira. Amo ser a maior putinha de qualquer lugar onde esteja. E sempre quero mais. Pedi para que toda a plateia se aproximasse mais e declarei em portunhol tosco, mas bem compreendido, que queria o leite de todos. Bukkake é aquela palavra universal que os japas inventaram e gays do mundo inteiro adoram receber.
O primeiro a gozar foi o que estava dentro do meu cu, se acabando ali dentro mesmo. Pedi pra outro ocupar o lugar e um dos espectadores foi o contemplado com o prêmio máximo do dia, um legítimo e inigualável cuzinho made in Brazil. O que estava sendo chupado até tentou resistir bravamente, mas não durou muito mais. Logo desaguou tudo goela adentro. Sedento de porra, engoli até a última gota, mas queria muito mais.
Dois outros que estavam só vendo chegaram mais perto e ficaram se revezando entre a minha boca e as próprias mãos, uma daquelas punhetas frenéticas de não têm como durar muito tempo. Não gozaram ao mesmo tempo, mas quase, e eu também bebi tudinho, não antes de mostrar a boca lotada com duas esporradas seguidas. Por que eles gostam tanto de ver isso? Mas eu faço tudo pra satisfazê-los. Qualquer coisa mesmo.
O que estava me pegando de quatro, o único que ainda faltava gozar, pediu pra mudar de posição, sentou no sofá com a pica apontando para o céu. Fui me encaixando lentamente nela até não sobrar um milímetro pra fora. E comecei a técnica da sentada mágica, que faz qualquer homem do mundo gozar, até os mais resistentes.
Com o cu já todo meladinho com o esperma do primeiro, o pau, mesmo enorme e rombudo, entrava e saía brincando. Fazia barulhos muito estranhos, causados pelo líquido e o ar, fora o da bunda batendo contra a pélvis. É a maneira mais prazerosa, embora todas sejam, de receber uma gozada no cu. A gravidade se encarrega de fazer tudo sair, mas esse escorrer pelo canal anal é um caminho de glória. Maior que a do buraco de chupar.
Quando o gozo é o primeiro do dia, ao menos para o parceiro, vem farto, parecendo querer explodir tudo o que tem pela frente. Parece que vai chegar até o intestino, mas volta e fica pingando até sair tudo. Um prazer que se prolonga por muito tempo.
Se tivesse mais alguns na fila, eu topava fácil. O que eu ouvia agora não eram ofensas em espanhol, mas elogios, a mim, ao meu corpo, às minhas habilidades demonstradas e um total desprendimento quando se trata de sexo. Sei do que gosto e disso usufruo sem limites. Nem fronteiras, inclusive de país.