O ar gelado de Curitiba sempre pedia uma camada extra de lã, mas para Marco, o frio era o pretexto perfeito para a elegância. Aos 42 anos, ele não buscava apenas um rosto bonito; buscava um espelhamento daquilo que era, não queria Tinder ,até porque para um arquiteto e professor de arquitetura era se expor demais, fez um perfil no site MP buscando uma Sugar Baby e também escreveu em um site um texto deixando claro o que ele buscava, não queria uma novinha, queria uma mulher que despertasse seu intelectual e o fizesse admirar,.eis que recebeu em seu telegram um Oi de Fernanda e ali tudo começou a mudar na vida de ambos.
O Telegram era o campo de batalha intelectual deles e mais que pedir nudes, falar de sexo, o tesão vinha do mistério, do tom de voz dela a forma que descrevia como estava vestida, mas acima de tudo sobre gostos em comum e assim se deu a conversa.
> Marco: "Sabe, o roteiro desse último Dorama que você indicou peca no realismo, mas a trilha sonora em vinil seria um deleite. Combina com o cheiro de café e chuva da XV de Novembro."
> Fernanda: "Você é um crítico feroz, Marco. Mas aposto que se eu te vencer no Tekken hoje à noite, você admite que o romance é necessário. Te encontro no Batel às 20h?"
> Marco: "Leve o controle. E o seu melhor perfume. O meu já está escolhido."
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Fernanda, aos 30, era uma força da natureza. Ao entrar no bistrô escondido perto da Praça do Japão, ela não apenas caminhava; ela ocupava o espaço. Usava um sobretudo estruturado que revelava, sutilmente, a curva do pescoço onde o perfume de sândalo e baunilha repousava.
Marco a esperava com um negroni e um olhar que desconstruía códigos. Ele vestia um blazer de corte impecável, exalando uma fragrância amadeirada que parecia fundir-se ao couro das poltronas.
— Você tem o hábito de ser mais impressionante ao vivo, Fernanda? — ele disse, levantando-se. A voz era um barítono que vibrava no peito dela.
— E você tem o hábito de observar cada detalhe antes mesmo de dizer 'oi'? — ela sorriu, sentando-se tão perto que o calor entre os dois desafiava o inverno curitibano. — Adorei o relógio. Edição limitada de Neon Genesis, certo?
— Intelecto e estética. É uma combinação perigosa — Marco murmurou, aproximando-se para sentir o aroma dela. — Vamos pular o jantar e ir direto para o que importa?
— Os games ou o desejo, Marco?
Ele não respondeu com palavras. Apenas pagou a conta, estendeu a mão e a conduziu para o Volvo estacionado sob os pinheiros. O silêncio no carro, carregado de expectativas e referências compartilhadas, era mais alto que qualquer música.
Ao chegarem na cobertura dele, a vista das luzes da cidade era o cenário para o duelo final. Ele ligou o console, mas antes de entregar o controle, segurou o rosto dela, o polegar traçando o lábio inferior com uma posse elegante.
— Se eu ganhar, você fica até o café da manhã. Se você ganhar... eu te dou o que você quiser.
Fernanda sorriu, desafiadora, e encostou a testa na dele. O jogo estava prestes a começar, mas as mãos de Marco já não estavam mais no controle, e o hálito de Fernanda buscava o dele com uma urgência que nenhum roteiro de Dorama conseguiria prever.
A tela brilhou na sala escura, mas o som que preenchia o ambiente não era o da vitória no game. Seria o intelecto capaz de conter o que o físico já havia decidido?
O tesão tinha tomado conta, Marco sabia que Fernanda adorava provocar, usar pijaminha sem nada por baixo, era a chamada "e-girl" com misto de "gooner" mas acima de tudo, era inteligente, interessante e sabia tudo que acontecia no mundo. Ele havia decido, Fernanda seria sua possa, seria sua sugar baby. Mais que ser um apelo sexual, ela seria sua protegida, seria mentiras, seria cuidada e ao mesmo tempo dominada!
Será você, leitora a minha "Fernanda"? Se gostou e ficou interessada nesse mundo, leia meus outros contos no site ou se sentir muita curiosidade e vontade, me chama no telegram, o ims esta como B, te espero.
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@Castortroy3