Nayara tomou a decisão de pagar logo a aposta de se tornar escrava de seu chefe para se vingar de seu marido. Mas será que era apenas vingança? O tesão que a dominou por completo não seria algo vindo de sua vontade de experimentar algo novo e da atração que já sentia por Roney?
E a previsão de que ele fez de que, depois de pagar a aposta, seria ela que pediria para ser possuída por ele se confirmou?
As respostas estão nesse capítulo da série A SECRETÁRIA CARENTE.
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Na manhã seguinte Nayara levantou bem antes do horário que estava acostumada. Ela não conseguira dormir direito com um sono intermitente e intercalado com pensamentos antecipando como seria o seu dia. Tomou um banho demorado, usou o creme corporal que só usava em ocasiões especiais por não ter dinheiro para usar com assiduidade, caprichou na maquiagem e depois gastou o tempo de que ainda dispunha para escolher a roupa que julgava ser adequada.
Ao se reunir com ela para o café da manhã, Matheus chegou a perguntar porque ela estava tão produzida e ela, como sempre fazem as pessoas que guardam segredos, respondeu algo muito diferente do que o pensamento que lhe ocorreu:
“Porque hoje eu vou me tornar uma escrava, vou exibir meu corpo e não quero decepcionar meu chefe.”
E em voz alta:
– Não concordo. Estou vestida como sempre.
– Ah sei! – Respondeu Matheus que não queria conversar muito, pois a aventura do dia anterior ainda povoava parte de sua mente que era ocupada no resto pela culpa pelo que tinha feito.
Como sempre acontecia depois que ele começou a trabalhar, Nayara foi de carona até a Estação Santa Cruz onde tomou o metrô para chegar à empresa em que trabalhava. Ao caminhar pela estação, via sua imagem refletida nas vitrines das lojas e sentia um ligeiro orgulho com sua aparência.
Usando uma saia justa que ficava um palmo acima do joelho, meias de seda e saltos alto, o que refinava a sua aparência naturalmente elegante. Na parte de cima, um blazer combinando com a saia completavas o visual, porém, nem seu marido tinha notado que, embaixo daquele blazer, ela estava usando uma camisa de mangas compridas cor de rosa com apliques florais da mesma cor, mas de um tom mais forte. Até aí, nada de anormal, a não ser o fato de que, a finalidade daquele blazer era cobrir seu dorso que ficava totalmente visível por causa da transparência do tecido da blusa que usava, pois tirando o sutiã meia taça que permitia ver o início de seus mamilos, o resto ficaria exposto assim que ela se livrasse dele.
E foi o que ela fez. Ela tinha transferido todos os compromissos de Roney. Sem o conhecimento dele, ela desobedeceu e não fez como ele ordenara, que era marcá-los para tarde. Sem saber por que, ela sentiu o impulso e alterou a todos para o dia seguinte.
Quando chegou no escritório, verificou a sala do chefe e viu que estava vazia. Ficou na dúvida se tirava o blazer para que ele a visse exposta quando chegasse, ou se continuava vestida e depois fizesse isso, criando o clima perfeito para fazer uma entrada triunfal e ao mesmo tempo, deixar bem claro a sua disposição.
Tudo estava perfeito para Nayara, a não ser a umidade que já manchava sua calcinha por causa da excitação ampliada pela ansiedade. Mas ela mesma se encarregou de se acalmar com relação a isso pensando com um sorriso: “Será que isso é mesmo um incômodo? Não seria mais acertado dizer que é uma antecipação do que está por vir?
Quando Roney chegou, já passava das nove horas e ela não se aguentava mais. Suas expectativas atingiram um ponto ainda maior do que ela imaginava ser possível. Ele lhe deu bom dia sem sequer olhar para ela e entrou na sua sala, fazendo com que ela se congratulasse pela decisão de não tirar o blazer. Não teria adiantado nada e ele nem teria notado.
Mas do próximo ato ele não escaparia.
O ato seguinte não aconteceu. Enquanto ela aguardava ansiosamente ser chamada na sala de Roney, ele saiu de lá e lhe entregou várias planilhas que colocou sobre a mesa dela e começou a dar instruções sobre as modificações que deveriam ser feitas. Depois, disse laconicamente:
– Tenho uma reunião e não sei a hora que volto. Aliás, nem sei se volto.
Aquela informação fez com que Nayara se sentisse como se sentada sobre brasas. Como assim? Eles não tinham combinado que...
– O que foi Nayara? Você entendeu bem?
– Sim senhor. Mas a gente não tinha combinado que...
– Nem mais uma palavra. O que acertamos ontem é que, a partir de hoje você é minha escrava e escrava não reclama, só obedece.
Com a pele do rosto queimando e as lágrimas começando a brotar de seus olhos, ela protestou com a voz já embargada pelo choro:
– Mas eu vim preparada para...
– Cale a boca e engole o choro. Agora! – Disse Roney com uma severidade na voz que ela ainda não conhecia conseguindo finalmente ter a atenção dela toda para ele e continuou: – Você, a partir de hoje é minha escrava. E escrava não pensa, não pede e não quer nada. Só obedece. Eu quero que você permaneça aqui até o final do expediente e depois vá para casa.
– Mas senhor, eu...
– CALADA! – O grito de Roney ecoou por todo o corredor que ia até o hall dos elevadores.
Nayara engoliu em seco e abaixou o rosto sabendo que essa era a única forma de ela não surtar de vez e, controlando a voz, falou com voz baixa:
– Desculpe senhor. Eu me excedi.
– O que? – Perguntou ele severamente, mesmo tendo ouvido perfeitamente o que ela disse, mas querendo mostrar quem é que mandava ali.
Nayara levantou o rosto e fez um esforço supremo para se manter estável e não cair em prantos, dizendo com em um volume de voz mais alto:
– Perdoe senhor. Eu sou uma boa e ainda sou nova nisso. Prometo que vou me esforçar.
– Faça isso mesmo.
Sem dizer mais nada, ele virou as costas e saiu andando sem olhar para trás. Se tivesse olhado, teria visto que Nayara se curvou em sua cadeira e, com o rosto apoiado nos braços, chorava copiosamente com os soluços agitando seu corpo.
Como não havia nada programado na agenda, ninguém apareceu e ela permaneceu horas naquele estado. Quando finalmente reuniu forças para ir até o banheiro, se olhou no espelho e viu a ruína em que se havia transformado todo o zelo e cuidado que ela teve para se produzir. A maquiagem borrada por causa das lágrimas, o cabelo desgrenhado e os lábios inchados e com o muco que escorreu durante o pranto formando uma crosta nos cantos de sua boca por ter chorado tanto. Com muito custo, tentou se recompor e a única coisa que conseguiu foi lavar completamente seu rosto se livrando completamente da maquiagem e prendendo o cabelo em forma de um rabo de cavalo, ficando om a aparência de uma garotinha.
Como ela temia, Roney não voltou naquele dia e ela foi para casa arrasada. Nayara estava tão abalada que não desceu na estação certa e, quando se deu conta disso, já estavam chegando ao terminal Itaquera. Como uma sonâmbula, ela pegou o primeiro trem de volta e dessa vez desceu na estação Tatuapé percebendo que o erro que cometeu consumira quase uma hora de seu tempo. Para piorar, o horário avançado vazia com que o intervalo entre os ônibus fosse maior e ela teve que esperar mais meia hora antes que iniciasse a viagem até sua casa onde chegou com uma hora e vinte minutos depois do horário costumeiro.
Como era de se esperar, Matheus já tinha chegado e ela fizera a última etapa da viagem pensando no que deveria dizer a ele só para descobrir que isso não era necessário. O rapaz já estava dormindo quando entrou no quarto do casal.
– Esse maldito traidor deve ter fodido a Cleo o dia inteiro hoje para estar tão cansado. – Disse em voz alta sem se importar se isso acordaria ao seu marido.
Em seguida, tirou toda a roupa e caminhou nua em direção ao banheiro, onde a primeira coisa que viu ao chegar foi a roupa que ele usara durante o dia e fez algo que nunca tinha feito antes, começando a examinar a roupa. E não foi em vão:
– Filho da puta, traidor. Otário do caralho. Nem se preocupa em esconder a prova de seu crime.
Em suas mãos, ela tinha a cueca do marido com a marca de batom vermelho. Na mesma hora ela se convenceu que aquela marca não fora deixada ali por descuido. Ela tinha sido feita com algum propósito, pois o desenho formado pela mancha de batom representava com perfeição o de uma boca, com lábios grossos entreabertos.
– Eu juro que vou matar o Matheus mais de uma vez. E vou matar aquela puta da Cleo também. Mas só vou fazer isso depois que foder o Roney e colocar um belo chifre na testa dos dois.
Com raiva, jogou a cueca no lixo e foi tomar um banho.
Foi outra noite mal dormida. Dessa vez porque, em meio ao seu desespero e sem ser perturbada na sua sala, tirou longos cochilos durante a tarde. Nesse período de insônia, o que mais a preocupava é que ela não tinha outra blusa transparente para vestir no dia seguinte:
– Maldito Roney. Eu toda produzida para provocar e ele mal olhou para mim. Que homem mais ordinário aquele.
Voltou a se levantar antes do horário e dessa teve que improvisar. Como tinha dois blazers, o bege que usara no dia anterior e outro azul escuro, resolveu usar a esse e, para criar um destaque, vestiu uma saia branca justa, pouca coisa mais comprida do que a outra, mas já sabia o que fazer com relação a isso. Com meias de sedas brancas, ela vestiu a saia e uma camiseta polo comum, vestindo o blazer escolhido por cima. Nos pés, um sapato de saltos altos azul que comprara no intuito de usar com aquela roupa. Por baixo, um conjunto de sutiã e calcinha azul turquesa de tamanho normal, mas o melhor que ela tinha.
Chegou no escritório desanimada tentando imaginar o que estava reservado para esse dia, mas antes de se dirigir ao seu local de trabalho, entrou no banheiro e se livrou da camiseta, ajustando o blazer para que o sutiã não ficasse muito visível, pois tinha planos com relação a ele. Entretanto, foi surpreendida pelo fato de que seu chefe tinha chegado antes dela, pois mal deixou sua bolsa sobre a mesa, o interfone o tocou e era pedindo que ela fosse até sua sala.
Ela não vacilou. Ocultou-se atrás do armário para evitar que, se alguém aparecesse no corredor tivesse uma visão do que fazia, retirou o blazer e depois se livrou do sutiã voltando a vestir o mesmo. Andou até a entrada da recepção e mirou seu corpo refletido no vidro. Com cuidado, ajeito a lapela do casaco para que os dois lados ficassem alinhados com o limite de seus mamilos e fez alguns movimentos para testar, concluindo que tinha que manter as costas tesa, pois qualquer movimento mais relaxado que fizesse, a roupa se deslocaria e seus seios ficariam praticamente a vista. Depois olhou para a saia e dobrou três vezes o cós dela diminuindo o seu comprimento que ficou apenas dois centímetros abaixo do blazer e uma infinidade deles acima dos joelhos, com a banda de fixação ficando visível. Satisfeita com o resultado, dirigiu-se à sala de Roney que, assim que a viu entrar, perguntou:
– Onde estão as planilhas que pedi para você refazer ontem? Não as encontrei no arquivo da rede.
Nayara ficou ruborizada, pois em seu desespero no dia anterior, se esquecera completamente de cumprir aquela tarefa, mas quando abriu a boca para se desculpar, ele falou:
– Não fez, não é? Pois saiba que eu mesmo tive que fazer e isso não vai ficar assim. Você vai aprender a ser obediente.
– Desculpe senhor. Eu tive problemas e...
– Pode parar. Não quero saber de desculpas.
Dizendo isso, ele deu um impulso se afastando de sua mesa e colocou as duas pernas sobre o tampo da mesa, dando a entender com aquela postura que não a chamara ali para falar de trabalho. Ao ver isso, Nayara sentiu um calafrio na espinha e seu corpo ficar mais quente.
– Dê uma volta. – Disse ele com voz autoritária, no que foi prontamente atendido fazendo com que ele comentasse: – Tem algo aí que eu não gostei, venha até aqui.
Com passos vacilantes, Nayara se aproximou dele que, sem a consultar, levantou sua saia e puxou com violência a calcinha até que ela ficasse caída nos tornozelos dela.
– Agora pegue essa calcinha e me entregue. – Ao dizer isso, o olhar dele estava perdido na flor que ela tinha entre as pernas. Os pelos púbicos negros formando um triângulo cujo vértice inferior apontava para um grelinho que se destacava entre os grandes lábios.
Nayara gostou da forma como ele olhava para sua buceta, mas sabia que tinha que obedecer e acabou de se livrar da calcinha, se abaixou e, segurando-a com a mão, estendeu para ele que, irritado, a atirou longe e falou com um tom rude:
– Não é assim que uma cadela faz. Pegue essa calcinha com a boca e me entregue.
Ao ver Nayara se virar e andar em direção aonde a peça diminuta de roupa dela tinha caído, ele voltou a falar no mesmo tom.
– Nayara, por favor, não seja tão burra. Cadela não anda sobre os dois pés. Fique de quatro e se desloque até lá, pegue a calcinha com a boca e volte aqui se andando do mesmo jeito.
Imediatamente a garota obedeceu fazendo tudo da forma como ele ordenou. Quando ela se aproximou e depositou a calcinha que trazia na boca sobre as pernas dele, ele a pegou, cheirou, lambeu e, por mais que desejasse evitar, seus olhos sofreram um leve tremor indicando que ele gostou do aroma e do sabor. Mas imediatamente se recompôs e reassumiu sua postura severa e intransigente. Abriu a última gaveta de sua mesa, retirou uma palmatória e falou:
– Agora passamos ao castigo por suas falhas. São duas. A primeira foi a de não ter feito a planilha ontem e a segunda por aparecer na minha frente com a calcinha marcando a saia. Isso vai servir para você aprender que, quando eu dou uma ordem, quero ser obedecido e também, se você não consegue vestir uma calcinha sem marcar a saia, vestido ou calça comprida, é melhor desistir de usar uma. E fique feliz por não ser três. Você escapou da outra por não usar desodorante íntimo, pois eu prezo muito o gosto e o cheiro natural de uma buceta. Você entendeu?
– Sim senhor.
– Então levante sua saia e se debruce sobre a mesa.
Ao ser obedecido, Roney se colocou em pé e desferiu uma palmada em cada uma das nádegas de Nayara que, por mais que evitasse, não conseguiu ficar quieta:
– Aah! Aah! – Ela não conseguiu evitar o som que escapou entre seus lábios, por mais que tentasse. Nessa tentativa, ela mordia os lábios inferiores com força ao mesmo tempo que suas mãos agarravam a borda da mesa com tanta força que os dedos ficaram brancos.
– Ótimo. Parece que você está entendendo como deve agir. Agora vamos voltar ao trabalho.
Com lágrimas nos olhos ela se põe em pé, puxa a saia para baixo sem grande sucesso em uma tentativa de se recompor e estende a mão na direção de sua calcinha que Roney tinha deixado sobre a mesa. Não conseguiu alcançá-la, pois na metade do caminho foi atingida por uma palmada no dorso da mão, a puxando de volta enquanto voltava a morder os lábios inferiores, enquanto dele falava:
– Quem autorizou? Você quer deixar sua saia marcada com essa merda de calcinha de novo? Olha o que eu faço com ela.
Sem dar tempo para qualquer reação da parte dela, ele pegou a calcinha, jogou sobre o picador de papel que tinha ao lado da sua mesa e pressionou o botão de ligar. Em menos de dez segundos a calcinha era despejada sobre o recipiente onde caem os documentos destruídos, se é que se pode dizer que era uma calcinha aquela infinidade de tiras finas que a peça de roupa se transformou.
Tentando juntar o restinho de dignidade que ainda lhe restava, Nayara caminhou para a saída da sala, levando consigo um sentimento que a deixava muito assustada. Aquela garota não sentia ressentimento, raiva ou nenhum outro que a levasse a querer se vingar dos maus tratos que tinha acabado de receber.
O que ela sentia e a deixava em uma montanha russa de emoções, se ela se sentia humilhada, no segundo seguinte era invadia por uma excitação totalmente inesperada, entretanto, tentando decifrar esses sentimentos, sequer percebia que o fluído que escorria da sua buceta tinha traçado um caminho em suas coxas, venceram a resistência da banda de fixação da meia de seda e já se aproximava de seus joelhos.
Durante o resto do expediente, Nayara navegou entre um resto de consciência que permitia executar suas tarefas diárias e um enlevou que a colocava em uma posição que ela classificava como algo próximo ao nirvana.
E aquele tinha sido o primeiro dia do pagamento da aposta e ainda faltavam outros cinquenta e nove. Em sua mente inexperiente e surpresa, ela se perguntava até onde aquele homem que era um misto de crueldade e sedução a levaria.