ATRAVESSANDO PAREDES

Um conto erótico de ClaudioNewgromont
Categoria: Homossexual
Contém 1656 palavras
Data: 25/01/2026 17:44:31
Última revisão: 25/01/2026 18:04:53

Eu estava hospedado em um hotel por uma noite. Ao longo do corredor do terceiro andar, apenas ocupados o meu apartamento e o vizinho, em que estava um casal.

Perto de onze horas da noite e os dois conversando sem parar, falando sobre os mais diversos assuntos: da mais recente viagem à praia até o vestido da madrinha do casamento de não sei quem. E não gritavam ou falavam alto, não: o tom de voz era normal; é que a parede que separava nossos apartamentos parecia feita de papelão.

Eu que não conseguia dormir, não só pelo barulho das vozes, mas também pelos assuntos do diálogo, que terminavam me prendendo a atenção.

Pensei: que fazer? Reclamar? Ligar para a recepção, pedindo providências? Não. Poderia ser um começo de confusão ou, no mínimo, um desnecessário constrangimento.

Foi quando me veio a ideia. Se eu os escutava tão nitidamente do lado de cá, eles provavelmente também me escutariam do lado de lá. Comecei a me punhetar e a gemer artificialmente, utilizando um plug vibratório no cu. Como previsto, pararam de conversar e passaram a cochichar. Mas aí eu já estava achando bom imaginar o casal ouvindo meus gemidos – isso foi aumentando meu tesão e a rola duríssima arrancava-me gemidos agora verdadeiros. E altos. Para encerrar, simulei um gozo e fiquei quieto.

Tudo indica que funcionou. O silêncio reinou por alguns momentos.

Mas eis que, em pouco tempo, ouvi outros gemidos. Dela. Em seguida, dele, mais discretos. Pronto, minha pica levantou-se impetuosa e passei a me masturbar freneticamente, pensando na foda que rolava do outro lado da parede. E novamente passei a gemer. Era uma sonata de ganidos depois das onze. Minha fértil imaginação materializava o casal trepando na cama vazia vizinha à minha.

Ela gritou mais alto e arrastado: certeza de gozo. Ele pareceu grunhir com mais intensidade também.

Até a respiração ofegante parecia que eu ouvia, embora pudesse ser somente a minha. Não sei como eram: se novos ou velhos, magros ou gordos, feios ou bonitos. Sei que gemiam bonito e agora parece que se aquietaram.

Eu é que não consegui me aquietar. Minha rola não queria acordo e se mantinha rígido varão a clamar por mais carícia. Mas, passado esse momento de simultaneidade prazerosa, eu não estava mais a fim de gozar. Aproveitei o silêncio para também tentar dormir.

Em pouco tempo, porém, eis que novos grunhidos brotam do quarto vizinho. Recomeçaram a batalha sexual. Tomei da minha rola e me pus a partilhar os barulhos. Desta vez gozei antes dela, e aos gritos. Mas ela também não demorou muito.

Depois, um soninho bom chegou e me adormeceu. Não sei se eles foram mais adiante, na safadeza.

Amanheceu o dia e meu pau estava duro. As cenas ouvidas pela parede ainda troavam na minha cabeça. Tomei uma ducha deliciosa, fiz-me fresco e perfumado, pus minha mais sumária e possível roupa (regata e short curto folgado e sem cueca) e me dirigi ao restaurante, para o café da manhã.

Deserto. Apenas as atendentes, simpáticas, desejando-me bom dia e perguntando o número do meu quarto. Esperava encontrar o meu casal vizinho no café, para ao menos satisfazer minha curiosidade sobre como eram. Deveriam estar exaustos da farta noite de sexo – imaginei.

Enquanto fazia meu prato, ouvi a mesma pergunta da atendente sobre o quarto, e ouvi a conhecida voz dele falando o número do apartamento vizinho. Virei-me, talvez ansioso, e pude finalmente conhecer o casal: ele era um negro claro, de seus 30 e poucos anos, simpático – vestido mais decentemente que eu, não dava para aquilatar a pica; ela, morena, cheinha de peito e de bunda, mesma idade dele.

Como fazer?, pensei comigo. Cúmulo da coincidência: escolheram uma mesa vizinha daquela em que eu deixara meu celular e a chave do quarto. Ele vasculhava o celular, enquanto ela se levantou e veio fazer seu prato. Cumprimentou-me normalmente. Não sei se fazia alguma ligação com a noite anterior.

Concluí a arrumação do meu prato e me dirigi a minha mesa. Fiquei praticamente ao lado dele. Eu estava inquieto com aquela situação, mas só me restava prosseguir com a refeição. Ele agora via um vídeo cujo conteúdo tinha indistinto barulho – talvez de alguma dança ou música dessas modernas. Enquanto isso, eu disfarçava olhadas para a vasta bunda da morena, adiante. Ele comentou, mais para si mesmo, mas para eu ouvir, alguma coisa sobre o vídeo. Resmunguei uma resposta. Aí criei coragem e falei, procurando ser discreto:

– Aliás, eu queria pedir desculpa se meu barulho incomodou vocês, ontem à noite.

Ele pareceu então cair em si, deixou o celular e olhou fixamente para mim, com um semblante meio surpreso, meio divertido:

– Ah, era você? Não, não incomodou, absolutamente. Até nos inspirou... – e riu, meio encabulado.

Vi a oportunidade de investir:

– Vocês, como casal, ficaram de boa. Eu, como estava (e ainda estou – insinuei) sozinho, tive que me virar com uma punheta e um brinquedinho sexual.

Ele agora era todo atenção para comigo. Virara a cadeira de tal forma que estava já na minha mesa. Nisso, se aproximou a mulher e tomando como uma mesa comum, foi se arrumando. Antes que ela começasse a comer, ele já a atualizava sobre nossa conversa. Ela perguntou-me, não sei se sério mesmo ou só para provocar:

– Que brinquedinho é esse?

Não tive reservas:

– Ah, é um plug vibratório, que enfio no cu, ele massageia a próstata, enquanto eu toco a punheta. Já que não tinha ninguém comigo, tive que improvisar, ouvindo a felicidade de vocês...

Ele não piscava o olho, atento. Ela parecia mais solta:

– Você curte levar no cu?

– Sim, sou gay passivo.

Minha rola endurecida mostrava a cabecinha pela perna larga do short. Eu tentava disfarçar.

Ela então me surpreendeu e parece que mais ainda ao companheiro:

– Olhe aí, bem! Aquilo que a gente conversou... Se o moço topar, você poderia comer o cu dele, para eu observar, que acha?

– Cinira... tenha modos! – Somente agora eu fiquei sabendo do nome dela. E antes que ele apresentasse alguma negativa baseada numa possível reação adversa minha, fui rápido:

– Eu adorei a ideia! Se você topar, por mim está tudo certo.

Ele ficou meio paradão, decerto digerindo a inusitada proposta e os rumos que tomava, mas ela só faltou bater palminha de contente.

Nos momentos seguintes, ela começou a comer, ele se levantou para fazer seu prato, e eu me encaminhei para a conclusão do meu café. Vez em quando, jogava um despretensioso olhar para os fartos seios de Cinira – queria comê-la também, é verdade, mas sabia que talvez só rolasse com o marido. E eu não estava disposto a perder aquela chance de ser comido por ele.

Ele voltou à mesa, eu concluí minha refeição e me levantei, dizendo que os esperava no quarto. Eu sabia que eles tinham o que conversar a sós, e saí, mesmo cogitando a possibilidade de, ao invés das batidas na porta, receber uma ligação pelo interfone, pedindo desculpa e dizendo que não iriam.

Tomei mais um banho, me perfumei, besuntei meu cu com lubrificante e aguardei, deitado de bruços, bunda para cima, navegando no celular. Cerca de 15 minutos depois – tempo em que pensei que infartaria de ansiedade –, ouvi leves pancadas na porta. Não pude evitar que minha voz saísse tremida:

– Está aberta. Podem entrar.

Ele estava coberto com um roupão. Ela, de blusa leve e semitransparente, mostrando o vermelho do sutiã, e um short curtíssimo. Chegaram meio constrangidos, é verdade... Mas ele puxou assunto:

– Cadê o brinquedinho?

Virei-me e estiquei meu corpo para pegar o plug, movimento que expôs a totalidade de minha rola completamente ereta – procurei demonstrar indiferença. Peguei o aparelho e mostrei. Ele pegou, olhou, virou, tentando entender. Peguei de sua mão, cliquei no botãozinho, para fazê-lo vibrar, voltei a me virar e fui enfiando no meu cu. Eles acompanhavam atentos toda a ação.

– Mas é claro que uma pica humana é bem melhor – falei, retirando o plug e todo insinuação. A mulher contribuiu:

– Vai Amadeu... estou ansiosa! (Aprendi o nome dele agora).

Ele então desfez o laço do roupão: um corpo apetitoso, com destaque para a rola completamente dura, ocupou o desejo dos meus olhos, enquanto a vestimenta se enrodilhava aos seus pés. Voltei à posição de antes e aguardei.

Amadeu segurou sua pica entre seus dedos e passou-a pela minha bunda, devagar, em cada nádega, como pincelando. Sussurrei:

– Deixa eu ver seu pau de perto...

O homem se aproximou, a cabecinha da rola a centímetros do meu rosto. Toquei de leve e a trouxe para a boca, começando a lamber devagar e a engolir, chupando suavemente. Ele emitia aqueles gemidos discretos que eu ouvira na noite anterior. Ouvi também leves sons vindos da mulher, mas minha posição não me deixava vê-la.

Quando chupei bem, ao ponto de começar a babar a cabecinha do pau na minha língua, liberei-o para me penetrar. Senti o peso do seu corpo sobre minhas costas e agora parece que sua rola encontrava meu buraquinho sem precisar da ajuda da mão. E ele foi entrando em mim, gemendo e eu gemendo também. Cinira – que agora finalmente eu podia ver – estava sentada em uma cadeira ao lado, uma das mãos por dentro da calcinha, se tocando, a outra amassando os seios; seus olhos fixos na rola do marido entrando e saindo do meu cu, sua boca emitindo gemidos cada vez mais fortes.

Não sei quanto tempo durou a cena. Sei que ele explodiu primeiro, dentro de mim, urrando de prazer. Seu líquido, aos jatos, me inundava. Depois foi ela, que acelerou as carícias na buceta, por dentro da calcinha e abria as pernas tremulando as coxas, num gozo extraordinário.

Ele parou um pouco, sobre minha lombar, respiração rápida, o pau ainda atolado no meu rabo. Ela quedou-se sobre a cadeira, pernas abertas, cabeça para trás, as mãos paradas sobre o seio e a xoxota.

Os dois, vez em quando, tinham movimentos involuntários, como se fossem restos de gozo que chegavam atrasados.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive ClaudioNewgromont a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Listas em que este conto está presente

Amor de picas
Contos com temática gay.