Era o dia do casamento deles. A igreja já estava lota de parentes, amigos, flores brancas por todo lado e o órgão tocando baixinho enquanto os convidados se acomodavam. Cassinho, nervoso mas todo orgulhoso no seu terno preto, esperava no altar, ajustando a gravata a cada dois minutos.
Eu, André, tinha sido “gentilmente convidado” para ajudar no transporte. Oficialmente, era só o amigo que ia levar a noiva de carro até a igreja porque o pai dela estava doente. Na prática, Ângela tinha planejado tudo nos mínimos detalhes.
Ela entrou no banco de trás do meu carro com aquele vestido de noiva impecável: branco puro, decote discreto, saia rodada, véu longo. Linda pra caralho, como sempre. Mas assim que fechei a porta e liguei o motor, ela já estava com aquele sorrisinho safado no canto da boca.
— Dirige devagar, amor… — sussurrou, inclinando-se para o banco da frente. — Quero aproveitar o caminho.
Eu sabia exatamente o que aquilo significava. Segui pela avenida principal, mas uns três quarteirões antes da igreja, virei numa rua lateral mais tranquila, parei o carro atrás de umas árvores que davam uma certa privacidade e desliguei o motor.
— Vem aqui, noiva safada — falei, virando para trás e abrindo a braguilha.
Ela não perdeu tempo. Ajeitou o véu com cuidado pra não amassar, passou para o banco da frente com uma agilidade impressionante apesar do vestido volumoso e se abaixou direto no meu colo.
— Hoje eu vou casar com a boca cheia do meu macho de verdade — disse ela, antes de engolir meu pau até o fundo.
Foi um boquete lento, caprichado, daqueles que ela sabia que me levavam à loucura. Língua rodando na cabeça, mão massageando as bolas, olhos fixos nos meus por baixo do véu. Eu segurava o cabelo dela por cima do tecido, guiando o ritmo enquanto olhava o relógio: tínhamos uns dez minutos antes que alguém começasse a estranhar a demora.
— Isso, mama gostoso… vai entrar na igreja com a boca cheia da minha porra, sua vadia noiva — rosnei baixinho.
Ela gemeu em resposta, acelerando o ritmo, sabendo que eu estava quase lá.
Quando senti que não aguentava mais, segurei firme a nuca dela e gozei forte, jato após jato enchendo aquela boca que minutos depois diria “sim” para outro homem. Ela segurou tudo, nem uma gota escapou. Engoliu um pouquinho só pra conseguir falar, mas deixou o resto ali, quente e grosso, enquanto lambia os lábios por dentro.
— Tá perfeito assim — sussurrou, com a voz um pouco abafada. — Agora me leva, André. Quero entrar na igreja do jeito que uma boa noiva deve entrar.
Arrumei a calça, voltei pro volante e dirigi os últimos quarteirões. Parei bem em frente à porta principal da igreja. O padrinho já estava lá fora, preocupado com a pequena demora.
Ângela desceu do carro como se fosse uma princesa: sorriso angelical, buquê na mão, véu impecável. Só eu sabia que por baixo daquele sorriso puro, a boca dela estava cheia — literalmente — da minha porra.
Ela acenou com a cabeça para os convidados que aplaudiam na porta, sem abrir a boca pra falar nada. Só gestos delicados, sorriso fechado, enquanto caminhava pelo tapete vermelho até o altar.
Cassinho a esperava radiante. Quando ela chegou ao seu lado, ele sussurrou algo carinhoso que não deu pra ouvir. Ela só balançou a cabeça de leve, olhos brilhando.
A cerimônia seguiu linda, emocionante. Votos, lágrimas dos parentes, o padre falando sobre amor eterno.
Até que chegou a hora mais esperada:
— Pode beijar a noiva.
Cassinho se aproximou, segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou. Um beijo longo, apaixonado, de cinema. Naquele exato momento, bem no meio do beijo, Ângela engoliu devagar o que ainda restava na boca. Tudo. Sem pressa. Depois retribuiu o beijo com vontade, língua e tudo, como uma esposa apaixonada.
Os convidados aplaudiram emocionados. O fotógrafo registrou o momento. Ninguém nunca soube o segredo daquele beijo.
Eu, sentado na terceira fileira como um simples convidado, só sorria de canto.
O casamento tinha começado do jeito perfeito.
😈💦