[…]
— Mari! Que porra você tá pensando? — Tomás disse, tentando segurar o braço da esposa, mantendo-a no lugar.
— Ei, ele que começou. Vamos ver o que acontece quando o feitiço virar contra o feiticeiro — Mari disse, decidida.
— O quê!? Mari, ele é da ABIN! Se você irritar ele... a gente pode se arrepender — Tomás disse, tentando manter a cabeça fria, mas já suando frio.
— Ele não vai fazer nada. É um covarde — Mari disse confiante, certa de que aquele velho não iria atrás dela por vingança. Apesar de não gostar dele, ela sabia que ele era um jogador. Conhecia o jogo. E sabia que ele respeitaria essa jogada dela.
Mari puxou o braço do aperto do marido e caminhou em direção ao banheiro. Disse a si mesma que queria constranger esse cara e tirar uma foto do "pauzinho" dele pra mostrar pras amigas no grupo do Zap e zoar. Não era como se ela secretamente suspeitasse que ele estava armado até os dentes, e quisesse uma desculpa para dar uma espiadinha rápida naquela carne maciça, para ver com o que ele estava trabalhando antes de decidir o próximo passo.
Pelo menos foi o que ela disse a si mesma.
Ela chegou à cabine e colocou a mão na maçaneta. Olhou para o marido, tentando segurar o riso nervoso. Tomás observava tudo aquilo apreensivo, sabendo que aquilo era extremamente fora do comum para ela. Ele não queria que ela fizesse isso, mas ela não seria negada. Tomás viu ela escancarar a porta. A porta aberta do banheiro agora estava entre o casal, bloqueando a visão de Tomás sobre ela. Tomás ficou preocupado quando a porta não bateu de volta rapidamente. Ela ficou escancarada.
E havia uma razão muito boa para isso. Porque o pau do César estava para fora da calça, tendo acabado de terminar o serviço, e estava em plena vista da jovem esposa peituda. E aquilo era um pau de verdade. Uma ROLA grande, grossa e dura! Vinte e cinco centímetros duros e grossos de pura carne pulsante. Mari não conseguia tirar os olhos daquilo. Era absolutamente colossal! Ela não conseguia evitar estudar aquilo, seus olhos arregalados devorando cada centímetro avidamente. Estava pendurado entre as pernas dele, bolas pesadas e cheias balançando no escroto liso. Ela tinha tirado uma foto do pau dele assim que abriu a porta, por reflexo, como se fosse instinto. Como se, lá no fundo, ela quisesse um registro permanente daquela rola maciça. Ela tinha a intenção de abrir e fechar a porta rápido, mas estava ali parada, hipnotizada.
— Gostou? — César disse. Ela não disse nada. Quase imperceptivelmente, ela assentiu com a cabeça. Apenas um olho treinado notaria, um olho treinado como o de César. A isca tinha sido mordida com sucesso, e agora era apenas uma questão de puxar a linha.
— Pode entrar se quiser, tem espaço — César ofereceu, deixando o pau balançar no ar condicionado, convidando-a para a proximidade de sua arma maciça.
Tomás assistia, esperando a esposa aparecer. Sua mente flashou com a imagem da porta fechando e sua esposa sumindo lá dentro com o velho. Mas isso era um pensamento ridículo. Ainda assim, ele estava nervoso enquanto via a porta começar a fechar. E com grande alívio, sua esposa ainda estava lá, não tendo entrado no banheiro, tendo fechado a porta na cara de César. Ele olhou para Mari, esperando que ela estivesse orgulhosa de si mesma, rindo, mas ela parecia ter visto um fantasma. Ela caminhou em transe de volta ao assento, e não disse uma palavra.
— O quê? O que aconteceu? Ele mostrou? — Tomás disse, pegando a mão da esposa.
— Nada. Ele... nada, era pequeno mesmo — Mari mentiu, olhando para frente, pálida como um lençol.
— Mari, o que... — ele começou, antes que César voltasse, interrompendo a conversa, parando na frente deles momentaneamente antes de se sentar, permitindo que a esposa desse uma boa olhada no volume maciço em sua calça de alfaiataria. E ela olhou. Seus olhos não conseguiam se desgrudar daquele volume considerável a centímetros do rosto dela. Seu nariz detectou o cheiro animal, de almíscar, pulsando da carne do homem mais velho, enviando um arrepio por todo o corpo dela. A semente tinha sido plantada, e estava rapidamente criando raízes na mente dela. E, se as coisas continuassem assim, a semente dele logo seria plantada em lugares muito mais prazerosos. Ele olhou para a jovem esposa sexy e sorriu com presunção.
Mari não conseguia tirar a imagem daquela rola da cabeça. Era imensa! Ela nunca tinha visto um pau daquele tamanho ao vivo! Sabia que existiam em pornô, mas não ali, na vida real, num voo da Latam! Mas César tinha um, e era incrível. A pele lisa cobrindo a carne dura como pedra. O tronco grosso, latejando de desejo. A cabeça grande, proeminente, quase grande demais para caber em uma garota. Quase, mas caberia, ah, caberia sim, até na mais apertada das bucetas. Foi feito para esse propósito. Era o tipo de pau que uma garota faz caber ou morre tentando. O tipo de pau que deixa uma mulher maluca. E não havia dúvida de que seria MUITO bom.
Mari estava parcialmente tentada a puxar o celular do bolso e encarar a foto que ela tinha "acidentalmente" tirado. Dizia a si mesma que queria olhar mais uma vez, estudar direito pra ter certeza que não era ilusão de ótica. Pra não ter que pensar mais nisso. Deus, ela queria olhar de novo, mas sabia o quão errado isso era. Na verdade, ela devia apagar aquela imagem nojenta do celular agora mesmo e remover a tentação. Ou isso, ou colocar como papel de parede pra olhar o tempo todo. Não, não, não! Ela não podia. Não podia olhar praquela foto de novo. Se fizesse isso, significaria que César tinha a vantagem. Não, ela não podia permitir isso. Nunca. De jeito nenhum.
Segundos depois, o celular da Mari estava na mão dela, a rola do César exposta aos olhos dela de novo, brilho da tela no mínimo.
Mari garantiu que nenhum dos homens ao lado dela pudesse ver o que ela estava fazendo, e quando verificou que a barra estava limpa, permitiu-se babar na arma do homem mais velho em seu celular. Ela não conseguia superar. Era tão grande, e saber que um pau daquele tamanho estava duro por causa dela, aquele espécime perfeito de genitália masculina estava latejando por causa dela... enchia ela de um orgulho estranho. Parecia tão poderoso... tão masculino... masculino de um jeito que o marido dela nunca tinha conseguido ser.
Ela amava o lado sensível do Tomás. Amava que ele não fosse esse estereótipo de "macho escroto". Que ele não quisesse ou desejasse as coisas que outros homens pareciam programados para querer. Mas César... ele era homem puro. Homem com H maiúsculo. Tinha o corpo de um homem, os desejos de um homem, a confiança de um homem, o poder de um homem. E, o mais importante, a rola grande, grossa e carnuda de um homem de verdade.
Mari guardou o celular rápido e balançou a cabeça, tentando limpar esses pensamentos loucos. Dizia a si mesma que não importava. Claro, esse tiozão tinha um jumento entre as pernas. Mas ele ainda era um babaca. Um babaca escroto com um pau gigante e sexy, feito pra foder. Mari sabia agora que esse cara não estava de bravata. Ele devia dar conta do recado no quarto, sem dúvida. Com um pau daquele tamanho, seria difícil ser ruim de cama.
Mari examinou essa linha de pensamento. Por que ela assumiu imediatamente que só porque ele era dotado, ele era bom de cama? Ela acreditava que sexo bom exigia pau grande? Sempre que discutia tamanho com as amigas do coletivo, elas duvidavam de como seria um pau muito grande. A maioria achava que doía, que machucava o útero, que era "falocentrismo". A maioria estava de boa com um tamanho médio. Mas Mari... ela continuava pensando nessa conversa. E tinha que se perguntar por quê. Por que essa discussão ressoava tanto nela? Por que ela continuava pensando em tamanho? Era possível que ela ainda se perguntasse o quão bom um pau grande poderia ser? Por que ela parecia achar que não existia "grande demais"? Era possível que, lá no fundo, Mari fosse uma "maria-rola"? Para César, a resposta era clara.
Sim. Sim, ela era.
Mari nunca tinha sido o tipo de garota controlada por desejos sexuais. Claro, ela gostava de transar, mas não dependia disso. Tomás não era nada incrível na cama, seu pau de 14 cm nunca a satisfazendo totalmente, nunca chegando lá no fundo. Mari nunca teve aquela experiência sexual transformadora que algumas pessoas anunciavam. Por um tempo, Mari achou que ela simplesmente não era muito sexual, porque nunca ficava tão no clima quanto Tomás. Mas eventualmente, percebeu que tinha esses impulsos profundos e sombrios, impulsos que não estavam sendo satisfeitos e ocasionalmente subiam à superfície. Então ficou claro para ela que o marido simplesmente não estava inspirando o tipo de sentimento que ela precisava. Mas, honestamente, ela estava disposta a deixar isso passar. Sexo não era tudo, e fora essas pontadas ocasionais de desejo vago e profundo, o sexo não desempenhava um papel enorme na vida dela. Sua vida sexual meio "baunilha" nunca foi um grande problema, considerando tudo. Ela amava o Tomás e amava seu casamento e não trocaria isso por nada no mundo. Mas, às vezes, sua mente vagava para o que ela poderia estar perdendo. Amor e companheirismo são ótimos, mas às vezes, uma garota só quer ser fodida com força, sabe?
Ela fazia o melhor para controlar esses pensamentos selvagens e, na maioria das vezes, quando eles surgiam, ela mantinha seus impulsos sob controle. Foi isso que tornou essa situação tão inusitada. Ela raramente ficava tão sexualmente carregada. Mas sentada aqui, agora, depois de ver a rola gigante do César, sua buceta estava encharcada e seus bicos dos peitos estavam duros como pedras. Ela não ficava com tanto tesão assim há muito tempo. Apesar do que sentia sobre César, ela estava excitada por ele. Muito excitada. Pelas palavras dele. Pela confiança dele. Pelo pauzão dele.
Mari de repente percebeu que estava muito atraída por César.
Ele tinha voltado a trabalhar no iPad, ignorando a esposa. Mari olhou de relance para ele, e teve que admitir, apesar do fato de que ele tinha idade para ser pai dela, ele era meio gato. Meio *muito* gato. Claramente se cuidava. Além disso, parecia um homem rústico, duro, o tipo de homem que teria sucesso fácil com as mulheres. O tipo "coronel".
César lia essa vadia como um livro aberto. Ela falava grosso, mas agora que tinha visto a mercadoria, era massa de modelar nas mãos dele. César conhecia bem esse tipo de garota. Elas posavam de empoderadas, mas na verdade tinham baixa autoestima. Por causa disso, ela se tornou a garota que o homem em quem estava interessada queria. Tomás gostava de meninas alternativas, então foi isso que ela virou. E ela agora estava interessada em César, e naquela rola gorda dele. Então, para chamar a atenção dele, ela teria que ser o tipo de garota que *ele* queria.
Ela teria que virar uma puta.
Ele estava cumprindo sua parte no acordo não conversando com o casal feliz. Mas Mari não estava contente em deixar quieto. As coisas tinham ido longe demais para parar. Ela se virou para encarar aquele bruto, aquele homem por quem ela estava começando a ficar muito impressionada. Ele tinha colhões gigantes, literal e figurativamente. Dar em cima de uma mulher casada tão descaradamente. Uma mulher casada muito mais jovem, bem ao lado do marido. A confiança dele era notável. Aquele nível de confiança era muito sexy. A submissão dela estava começando a brilhar forte. Mulheres independentes reais e verdadeiras sempre esperavam a vitória. Mas Mari, lá no fundo, sua mente torcia para ela perder. Ela queria perder. Ser derrotada. Ser seduzida com sucesso por aquele estranho bonito e perigoso.
Ela estava torcendo para que aquela carne grossa que ela tinha olhado com luxúria mais cedo acabasse enterrada até as bolas dentro de sua buceta casada, apertada e molhada. E se as coisas continuassem assim, ela teria seu desejo atendido.
Ela se virou totalmente para César, subconscientemente estufando o peito, implorando para que ele apreciasse seus peitos grandes e balançantes sob a camiseta justa.
— Você não tem vergonha na cara, né? — Mari perguntou, mordendo o lábio, a voz rouca. O olhar de César se voltou para ela, primeiro olhando para o decote farto dela por alguns momentos, deixando os olhos demorarem ali por tempo demais antes de encontrar o olhar dela. Esse ato descarado, que a teria revoltado apenas uma hora antes, agora só a fez sorrir.
— Como assim, princesa? — ele disse. Olhou para o rosto dela. As bochechas estavam coradas, as narinas dilatadas e a boca entreaberta. Ela estava pedindo.
— Você acha que só porque tem um pauzão, pode fazer o que quiser? Acha que pode se safar dando em cima de mulher casada? — Mari perguntou, provocativa.
— Peraí, o quê? — Tomás disse, atordoado com a nova informação de que o velho era dotado. Mas Mari nem registrou a voz dele. Toda a atenção dela estava em César.
— Você ficaria surpresa com o que eu consigo me safar nesse país — César disse com arrogância, estendendo as duas mãos num movimento lento para tentar apalpar os dois peitos gigantes de Mari ali mesmo.
— Ei, ei, ei — Mari disse, segurando os pulsos dele com suas mãos macias, rindo.
— Valeu a tentativa — César brincou, fazendo Mari dar uma risadinha, o que fez os peitos dela balançarem, fazendo César encarar fixamente. Por que ela estava de repente dando risadinha pra esse cara, Tomás se perguntou?
— Pode continuar sonhando, tio — Mari disse enquanto guiava as mãos de César de volta para os lados dele. — Isso aqui é propriedade do meu marido e só dele. Só a mão dele toca.
— Ha! Propriedade dele? Você sabe onde essas mãos já estiveram? — César perguntou, levantando as mãos ásperas e calejadas. — Essas mãos já reviraram o Araguaia. Essas mãos já apertaram gatilhos que mudaram a história. Já senti o último suspiro de inimigos do Estado na ponta desses dedos. Essas mãos serviram a pátria dia após dia. Essas mãos cumprimentaram cinco presidentes diferentes. São essas mãos que querem apertar suas tetas. São essas mãos que *merecem* apertar essas tetas! E eu faria muito mais do que apertar. Eu faria mais do que encher minhas mãos com essa carne suculenta. Eu ia dar tapa nelas. Beliscar os bicos. Deixar elas vermelhas e inchadas. Eu ia enrolar elas em volta do meu pau enquanto te fodo. Eu ia gozar em cima delas. Eu ia profanar elas. Eu ia ser dono delas. Eu ia torná-las *minha* propriedade — ele terminou, falando com intensidade, a voz suave e curtida como couro velho, hipnótica.
— Nossa senhora... — Mari disse, sem ar, pega de surpresa pela intensidade.
— Ok, pessoal... — Tomás começou, tentando mais uma vez ser o "isentão" da turma do deixa-disso, sem saber que o velho cachorro de guerra com quem lidava nunca brincava limpo. — Isso já foi longe demais. Esse... joguinho tá passando dos limites.
— Claro, garoto — César disse, voltando para o iPad como se nada tivesse acontecido. — Longe de mim querer ser intrusivo.
— Hã, é, acho que você começou a ser intrusivo quando mandou minha mulher chupar seu pau — Tomás disse, com raiva na voz, mas sem levantar o tom para não causar cena.
— Ela que começou. Eu só queria um voo tranquilo, tomando meu uísque em paz — César começou, cínico.
— Ei, eu só tava puxando papo... — Mari começou, se justificando para o marido.
— Bom, vamos deixar isso pra lá. Beleza? — Tomás disse. César não respondeu, então Tomás tomou aquilo como um acordo. Mari ficou meio emburrada, bufou, cruzou os braços embaixo dos peitos e se recostou na poltrona.
O silêncio caiu sobre os três, um silêncio tenso enquanto o voo continuava rasgando o céu do Brasil. Mesmo calada, a mente de Mari estava a milhão. Por que ela continuava forçando a barra? Por que ela continuava dando corda pra esse velho nojento? Algo continuava dizendo pra ela continuar apertando os botões desse tiozão sexy. Algo continuava dizendo pra ela jogar esse jogo com ele. Com certeza não era a rola gigante, carnuda e chupável dele. Era só... tudo isso era estranhamente excitante pra ela. Ser tão desejada, tão querida, tão cobiçada na cara dura, bom... era gostoso se sentir atraente. Confirmava pra ela que os homens a queriam, até homens com idade pra ser pai dela, até velhos pervertidos e poderosos. Embora isso desse um pouco de nojo, era meio gostoso se sentir gostosa.
Ela olhou de relance para César e viu que ele tinha se recostado, relaxadão, fechado os olhos e tentava descansar. Como ele podia estar tão calmo, tão tranquilo, depois de tudo que acabou de fazer? Como ele podia ir de dar em cima dela agressivamente para tirar um cochilo confortável? A mente dela estava um caos, mas ele estava pleno. Devia ter água gelada nas veias. Um verdadeiro filho da puta de sangue frio. Devia ter sido um "linha dura" na época da caserna. Estar tão calmo enquanto causava o caos ao redor. Se ele estava tão calmo agora, ela tinha que pensar que a besta dentro dele só emergia sob a... motivação certa.
Assim que o casal percebeu que César tinha caído no sono (ou fingia muito bem), começaram uma conversa sussurrada.
— O que você tá fazendo, Mari? — Tomás perguntou.
— Tom, não é nada. Ele é só um velho nojento — Mari disse.
— Por que você continua provocando ele? — Tomás rebateu.
— Eu não sei. Só me empolguei um pouco — Mari respondeu, sem conseguir explicar direito por que estava fazendo o que estava fazendo.
— Por que... é porque... — Tomás começou, pausando por um momento, sem acreditar que estava prestes a dizer o que estava prestes a dizer. — É porque ele é dotado?
— Tomás... que tipo de mulher você acha que eu sou? — Mari perguntou, ofendida, fazendo aquela cara de vítima.
— Eu conheço a mulher com quem casei, mas... eu nunca vi você agir assim — Tomás disse, balançando a cabeça.
— É só que... sei lá. Isso tudo é muito estranho pra mim. Só me deixei levar pelo momento. Desculpa, amor — Mari disse com voz de choro.
— Mari, a gente devia mudar de lugar — Tomás disse insistentemente. Insistentemente, mas sem impor. Tentando ser firme, mas sem forçar a barra, deixando a escolha nas mãos dela. E ela era orgulhosa demais para ceder. Para admitir que César era demais... areia demais para o caminhãozinho dela.
— Não, vai ficar tudo bem. Ele tá dormindo mesmo — Mari disse. Tomás nunca foi do tipo que mandava na esposa, que era autoritário. Ele admirava a independência dela demais. Era essa qualidade "desconstruída" que o impedia de forçar sua esposa para longe daquele animal.
Essa seria a ruína dele.
— Só não fala mais com esse cara — Tomás pediu.
— É. Claro — Mari disse, assentindo envergonhada para o marido por causa de seu comportamento estranho.
Ficaram em silêncio por um tempo, Tomás e Mari em turbulência interna enquanto César descansava em paz, sonhando com os anjos (ou demônios). Assim que Tomás viu que César estava realmente dormindo e não fingindo, ele se levantou e foi para o banheiro. Assim que a porta fez *clique*, César acordou, como se estivesse esperando a deixa.
— Então... como vai a vida sexual? — César perguntou, sorrindo com presunção, parecendo o babaca arrogante que era. Mari olhou timidamente para ele, revirou os olhos e desviou o olhar.
— Eu não devia estar falando com você — Mari resmungou, sem ousar olhar para ele.
— Finalmente, aquele moleque tentando impor algum controle sobre você. Achei que você fosse do tipo "meu corpo, minhas regras", que não podia ser controlada, mas... acho que eu estava errado — César provocou.
— Eu... não estou sendo controlada — Mari respondeu, defensiva.
— Bom, mais cedo, você estava feliz da vida falando comigo. Tava amando. Agora, ele insiste em te controlar, te podar, e você parece tão murcha — César respondeu, sorrindo com conhecimento de causa.
— Eu não tô sendo controlada! — Mari disse, mais enfática.
— Então responde a pergunta. O Tomás te fode bem? — César disse, encarando a jovem esposa nos olhos.
— Eu... hã... — Mari gaguejou, sem saber como responder.
— Ele te fode com força? — César perguntou. Mari apenas olhou para ele, boca entreaberta.
— Ele te pega de jeito em todos os buracos? — César continuou, mais insistente, pressionando a jovem e doce Mariana.
— Ele te cobre de porra quente todo dia?
— Ele enche sua buceta de leite até transbordar?
— Ele marca cada parte do seu corpo como se fosse gado dele?
— Ele faz seu mundo girar?
— Ele consegue pelo menos fazer você gozar, porra?
— NÃO! — Mari gritou, num sussurro alto. — Tá bom. Só... cala a boca. Não! Nossa vida sexual não é das melhores. Só cala a boca sobre isso, tá legal? — Mari respondeu, tensa e com raiva.
— Aí! Não é melhor falar a verdade? — César disse com um sorriso, como um pai orgulhoso que acabou de fazer o filho confessar a arte.
— Só fica quieto! — Mari disse, apavorada que o marido a pegasse falando com César de novo.
— Então você queria estar sendo fodida com um pouco mais de força, né? Com pegada de macho? — César perguntou com um sorriso presunçoso. Mari não conseguiu se obrigar a responder. Apenas olhou para o chão acarpetado do avião, seu silêncio dando a César toda a resposta que ele queria. Ele continuou seu massacre verbal contra a esposa hipócrita. — Não se preocupa, menina, você não tá sozinha. Vai por mim, eu conheço isso de primeira mão. Tem um monte de esposinha jovem e gostosa como você por aí, pagando de feminista, que simplesmente não tá recebendo o trato que precisa em casa. Elas de repente percebem que o tipo de cara "sensível" com quem casam é muito diferente do cara que consegue satisfazer elas do jeito que elas, lá no fundo, imploram — ele finalizou. Mari virou o rosto para a janela, então César continuou pressionando, sentindo o cheiro de sangue na água.
— Vocês querem que o Tomás foda vocês do jeito que *eu* foderia, não querem?
— Você não está feliz com ele, está?
— Você já pensou em chifrar ele, não pensou?
— Você queria arrancar essas roupas largas, colocar um vestido justo e periguete, tirar o sutiã e sair por aí caçando rola grossa, não queria?
— Você quer ser uma putinha, não quer?
— Você quer ser a *minha* puta, não quer?
Mariana olhou para cima, seus olhos grandes e expressivos brilhando por trás dos óculos de grau, encarando os dele, seus bicos de peito enormes duros como pedras. Mari estava em conflito. Por que ela não estava reagindo? Por que esse velho machista e casca-grossa, a antítese de tudo em que ela acreditava, estava deixando ela com tesão? Por que a calcinha dela estava encharcada? Ela nunca tinha conhecido um homem assim. Tão bruto. Tão agressivo. Tão dominante. Tão escroto. Tão babaca. Ela gostava de caras doces, sensíveis, que usavam camisa floral e discutiam filmes do Kleber Mendonça Filho. Caras que não tinham medo de chorar vendo filme triste, de ouvir MPB melancólica. Não um funcionário público pervertido. Não uma engrenagem do sistema. Uma parte do governo corrupto e inchado que ela tanto desprezava. No entanto, de alguma forma, esse cara estava mexendo com ela. Apesar de todos os instintos gritarem o contrário, apesar de ele ser tão grosseiro, tão arrogante, tão misógino, tão contra tudo o que ela valorizava, ela se via muito atraída por esse brutamontes.
Claro, ela estava excitada, mas não queria trair. Ela amava o Tomás, de verdade. Amava ele mais que tudo. Ele era seu marido, seu parceiro de vida e militância. Ela não ia trair ele só por causa de uma foda que, sem dúvida, seria incrível. Esse babaca estava destruindo ela no argumento, derrotando ela como nunca tinha sido derrotada antes. Ela tinha sido presidente do grêmio estudantil, participou de inúmeros protestos e ocupações, então sabia como se virar numa discussão. No entanto, esse escroto estava ganhando. Mas Mari era teimosa demais para admitir a derrota. Mari tinha muita garra para desistir. Era hora de contra-atacar. Virar o jogo contra esse velho e vencê-lo no próprio jogo.
Ela se endireitou na poltrona e jogou o cabelo para o lado, ligando seu charme sedutor, um lado dela que poucos viam. Olhou direto para César. Deu uma olhada rápida na direção dos banheiros para verificar se Tomás ainda estava lá, e começou a falar.
— Você tem razão — Mari começou, a voz rouca e sussurrada enquanto se inclinava para perto de César. — Eu sou uma safada. Eu quero desesperadamente ser fodida, fodida com força mesmo. Quero ficar toda suada e descabelada o máximo possível. E o Tomás... ele não me faz gozar. Ele nunca me fez gozar. Nenhum homem nunca me fez gozar.
— Minha linda, eu ia fazer você gritar até ficar sem voz — César disse baixinho, a voz grave vibrando.
— Hmmm, aposto que faria. Eu sei que meu corpo é gostoso. Meus peitos são enormes. Sutiã 48. E vai por mim, eles são perfeitos, durinhos. Meus bicos tão sempre duros, porque eu tô sempre morrendo de tesão. Tô com tesão agora. Tenho dificuldade em esconder o quanto eu sou tarada. Eu sempre uso calcinha de puta. Tudo algodão orgânico, claro. Nenhum animal ferido. Aquele tecido, cultivado pela Mãe Terra, entrando na minha bunda agora mesmo — Mari continuou, provocando.
— Vadia, você quer muito — César rosnou, chegando mais perto, o rosto a um palmo do de Mari.
— Eu quero. Quero muito. É por isso que, quando eu chegar em casa, eu vou puxar meu marido pra cama e deixar ele me dar o melhor dele. Porque eu prefiro fazer amor com meu marido do que deixar um babaca feito você encostar nesse corpo — Mari disse, o tom mudando de luxúria para ataque. — Eu vou ter mais prazer fazendo amor com o homem que eu amo do que tendo sexo animal com um cara como você. Claro, você tem um pauzão. Claro, você é meio gostoso, pra um velho. Mas você nunca vai ter meu corpo, então para de tentar. Seu pau nunca vai sentir minha buceta... quente... molhada... apertadinha. Meus lábios macios. Minha garganta apertada. Meus peitos grandes e macios. Meu cu virgem, que tá desesperado pra ser arrombado por um pau de verdade. Você não tem chance comigo, então desiste. Você tá passando vergonha — Mari disse, sorrindo com presunção, dizendo a si mesma que as palavras que disse a esse velho eram apenas uma atuação e não a verdade nua e crua.
César sorriu, quase com orgulho, diante desse discurso. O pau dele estava duro como ferro a essa altura. Essa mulher era realmente algo especial. Ele adoraria foder com ela. Ela era mais do que apenas uma safada reprimida. Tinha potencial para ser uma puta de primeira linha, Classe A. Ele sabia que essa cadela seria uma foda histórica. Ela foderia com raiva. Apesar do exterior "bicho grilo", meio nerd, ela realmente seria uma tigresa na cama. Poucas mulheres revidavam como ela. Seria ainda mais doce quando ele a fizesse gozar na ponta da rola e ela prometesse a buceta para ele para sempre.
Ele sorriu, curtindo o jogo que estavam jogando, enquanto espiava Tomás emergir do banheiro. Ele voltou para o iPad, retomando o trabalho enquanto Tomás se sentava. Mari sorriu para o marido, que parecia preocupado com o fato de César estar acordado de novo. Mari pegou a mão dele, garantindo que o amor deles estava vencendo.
César estava ficando impaciente. O pau dele estava latejando e ele precisava de alívio, de preferência dentro da buceta dessa novinha gostosa. Era hora de avançar com esse jogo.
— Deixe-me apresentar um argumento — César começou, a voz de quem vai fechar um contrato.
— Cara, para. A gente não quer mais conversa — Tomás disse, tentando ser firme, a voz tremendo levemente.
— Fica quieto, moleque! — César rosnou com raiva, ameaçando Tomás pela primeira vez, a voz de comando militar surgindo.
— Ok. A gente vai mudar de lugar — Tomás disse, começando a levantar, guiando Mari para ficar de pé. Ele se assustou com uma mão no ombro.
— Pessoal, vou ter que pedir para colocarem os cintos. Vamos passar por uma área de instabilidade agora — a comissária disse com um sorriso simpático, mas firme.
— Hã, eu preciso mudar. A gente tem que mudar — Tomás disse.
— Desculpe, senhor, vocês vão ter que esperar alguns minutos, o sinal de apertar os cintos já acendeu — a comissária insistiu. Tomás caiu no assento com raiva.
— Ah, o destino é muito gentil. Eu posso apresentar meu argumento afinal — César começou. Tomás estava com um pouco de medo de impedi-lo, então deixou o velho falar.
— O tipo de vocês... vocês "alternativos", essa esquerda festiva... eu já cruzei com muitos de vocês na minha vida. Vocês são todos sobre pegar o caminho menos percorrido. Sobre fazer coisas que ninguém poderia prever. Sobre serem irônicos, "desconstruídos" — César começou, falando como um cara que amava o som da própria voz, palestrando. — Mas vocês sempre acabam uns com os outros. Meninas de Humanas acabam com caras de Humanas, a ponto de parecer que estão apenas preenchendo uma cota, seguindo um roteiro. Você nunca vê essas meninas com profissionais de verdade. Caras "desconstruídos" com mulheres executivas. Meninas "alternativas" com empresários, ou CEOs, ou homens do governo. Poderia-se argumentar que um verdadeiro transgressor não seria um transgressor óbvio — César postulou, tanto Tomás quanto Mari prestando muita atenção.
— Um verdadeiro transgressor não seguiria a manada dos transgressores. Um verdadeiro rebelde, uma pessoa real, independente, um livre-pensador, quebraria a tendência. Um pensador verdadeiramente independente, um real "hipster", estaria livre das expectativas que ser "hipster" traz. Você não deveria se sentir obrigado a ficar com alguém igual a você só porque é o que se espera. Isso é idiotice. Só um gado faria isso. Um verdadeiro rebelde deveria fazer o oposto. Deveria acabar com alguém completamente diferente. Veja você, por exemplo, Mariana. Se seu objetivo é ser imprevisível, ilegível, a solução é simples. Você protesta tanto contra o "Sistema", contra o "Homem"... que a coisa verdadeiramente irônica, a verdadeira atitude transgressora, seria ir para casa e ser fodida pelo "Homem". Ser fodida pelo braço forte do Estado que você tanto odeia. Gozar no pau duro da Lei! Só então você seria a verdadeira rebelde que acha que é — César disse, cínico.
— Cara... vai se ferrar — Tomás disse, rindo daquela crítica ao estilo de vida dele e da esposa. Ele olhou para Mari, e houve uma pausa antes que ela sorrisse com irritação para aquele dinossauro. Mesmo que ele estivesse atacando o estilo de vida deles, Mari teve que admitir que havia alguns pontos lógicos no discurso de César. Mari se considerava independente. Uma livre-pensadora. Uma mulher forte. Mas todas as garotas como ela acabavam com caras como o Tomás. Elas nunca consideravam homens como César. Então, ela seria verdadeiramente única se acabasse com um cara como César. Se ela interpretasse o papel da dona de casa, da esposa submissa e dedicada que faz tudo para agradar seu homem... ironicamente, claro. Sabendo que essa linha de pensamento era tão retrô, tão ultrapassada. Uma mulher que recebe seu homem na porta com um beijo no rosto, jantar na mesa e um copo de *Black Label* para ele beber. Uma mulher que garante que a barriga do seu homem esteja cheia, seus músculos relaxados e suas bolas vazias. Uma mulher que tira a roupa, expondo a lingerie safada por baixo. Uma mulher que garante que seu homem passe as noites no quarto com ela e oferece seu corpo e todos os seus buracos para o prazer dele. Uma mulher que coloca o prazer do homem acima do dela, e garante que o pauzão dele seja bem cuidado, e ela só pode agradecer a ele pelos muitos orgasmos que tem no processo. E tudo isso seria irônico, é claro. Uma piscadela para a verdade. Mas, isso não era nada sério. Apenas uma hipótese. Não era como se ela realmente quisesse ser uma "Amélia" que passa a maior parte do dia tentando pensar em maneiras de dar prazer ao pauzão do marido. Obviamente.
— Ok, Tomás. Talvez eu esteja errado. Talvez eu esteja lendo mal as coisas. Talvez vocês dois tenham de fato uma vida sexual ótima. Talvez você foda sua esposa direito. Talvez vocês dois sejam mais selvagens do que eu pensava. Talvez você seja safado do jeito que ela precisa — César começou, mudando a tática.
— Tomás — Mari começou, com aquele sorrisinho de quem vai aprontar, se inclinando bem perto do marido. — Tive uma ideia. Tá na cara que o César aqui acha que é mais homem que você. Ele acha que ser um tiozão "macho alfa" do governo faz dele um homem de verdade. Ele não entende que uma garota como eu não precisa de um cara como ele, porque ele é um porco. Vamos mostrar pra ele que nosso amor é forte. Que uma garota como eu só quer um cara como você. Um homem de verdade. Vamos fazer uma loucura. O banheiro tá livre. Vamos mostrar pra ele o que ele nunca vai ter. O que ele nunca vai conseguir.
— Mari, a gente tá preso nos assentos. A comissária disse... — Tomás começou, hesitante.
— E daí? Não seja careta. Vamos dar um perdido nela. Vamos ser selvagens — Mari sugeriu, ainda cheia de energia, os peitos balançando levemente e capturando o olhar do marido. Ele olhou para César com presunção, sabendo que tinha algo que o velho nunca teria. Ele concordou com a cabeça.
— Eu vou na frente, amor. E depois... — ela começou, falando para os dois homens, mas olhando para Tomás. — Um homem de verdade vai se juntar a mim. Um homem de verdade vai me dar prazer. Um homem de verdade vai fazer meus gritos ecoarem pelo avião todo — Mari disse, empoderada. Sorrindo, ela olhou em volta e verificou que o caminho estava limpo. Antes que a comissária notasse, ela se esgueirou rapidamente pelo corredor e entrou no banheiro.
César sorriu. Um homem de verdade estava prestes a se juntar a ela. Ele sabia que isso era Mari deixando suas opções em aberto. Ela queria ser fodida por ele, isso era óbvio. Mas ela não podia cruzar essa linha sozinha. Então ela jogou a escolha para o marido. Ela estava forçando Tomás a se levantar, se declarar um homem de verdade e reivindicá-la, enquanto deixava a porta entreaberta para César, deixando uma brecha para ele tentar a sorte. Mal sabia ela que César tinha um plano. Mal sabia ela que César era o único homem de verdade ali.
Era um plano frio e astuto vindo de uma garota supostamente doce. Ela estava testando a masculinidade do marido. Será que ele seria macho o suficiente para ir lá foder a esposa e esfregar na cara do César, ou ele desmoronaria sob a vontade do agente da ABIN? Dependia de Tomás, e se o plano de César funcionasse, os esforços de Mari para ter seu marido provando a si mesmo falhariam miseravelmente.
Tomás olhou em volta, checando se a barra estava limpa. Isso estava muito além de qualquer coisa que ele já tinha feito, mas ele tinha que fazer, não tinha? Não tinha escolha. Enquanto desafivelava o cinto e começava a se levantar, César agarrou o pulso dele com uma força surpreendente.
— Não tão rápido, garoto — César começou. Ele girou o iPad, expondo a filmagem na tela. Tomás olhou de relance. Estava vendo imagens familiares.
— Ei! Essa é a minha casa? — Tomás perguntou, vendo a câmera explorando sua sala, seu quarto.
— Com certeza. Eu tenho contatos, mais contatos do que você jamais saberá. Tenho uma equipe na sua casa enquanto falamos. E achamos seu segredinho. Aquela estufa de maconha no porão. Isso é tráfico, sabia? — César perguntou, assistindo a expressão de Tomás cair.
— Bom, ok, é, eu acho, mas... é só maconha, cara. Uso medicinal e recreativo — Tomás gaguejou. — Quer dizer, o STF já tá descriminalizando, então...
— Ainda é crime, a quantidade configura tráfico, apesar do que você acha. E além disso... — César começou, inclinando-se para o jovem, a voz baixando para um tom perigoso. — Se a Polícia Federal bater na sua porta, você acha mesmo que maconha é tudo que eles vão "encontrar"? Você acha que com todo o trabalho que eu tive pra chegar aqui, eu deixaria isso ao acaso? Eu conheço muita gente no submundo, gente que deve favores. Pode ter certeza, se eu mandar darem uma "geral" no seu cafofo, eles vão achar coisas lá que vão te trancar em Bangu por muito, muito tempo. Coisas que você nem sabia que existiam.
César deixou a ameaça pairar no ar enquanto Tomás começava a sentir o peso do mundo desabar.
— Então aqui está o seu dilema — César continuou, implacável. — Você pode pagar pelo seu crime, por todo o contrabando na sua casa, deixar seus segredos expostos e ir pra cadeia. Mas o que você tem que se perguntar é o seguinte: você acha que aquela sua esposa vai ficar te esperando enquanto você mofa na cadeia? Você tem fé suficiente na sua mulher pra acreditar que ela vai estar lá na visita íntima? Que ela não vai arrumar outro? Você sabe a verdade, não sabe? Você viu hoje. Viu como ela reagiu a mim. Você sabe que sua mulher é um avião, e se você acha que não tem uma fila de homens esperando pra pegar ela na sua ausência, você tá se iludindo. Se você for preso, sabe que vai perder ela pra sempre, provavelmente pra mim. Ela vai estar sendo fodida por pau grande assim que você for levado, e você vai estar sozinho numa cela superlotada. E se você for lá agora e transar com sua mulher, claro, vai ser um prazer, mas vai ser uma foda de despedida, porque eu vou ter todo esse tempo sozinho aqui, e vou apenas ter que expor seus crimes. Eu sou um homem do governo, afinal. Cumpro meu dever.
Tomás assistia em silêncio atordoado.
— Mas, eu sou um homem razoável, então vou te oferecer uma saída. Tudo o que peço é que você fique sentado, quietinho, como um bom menino, e deixe os homens fazerem o trabalho deles. Você fica aí, e eu serei aquele que vai se juntar à sua esposa. Agora, se ela me rejeitar, então vocês dois ganham, e seu segredinho morre comigo. E se ela não me rejeitar, bom... então... todos nós ganhamos — César disse com uma risada seca.
— Você não pode fazer isso. Alguém na minha casa? Plantando evidência? Isso é tudo ilegal! — Tomás disse, em pânico, sentindo seu mundo desmoronar.
— Verdade. Mas, se você não acredita que eu sou bem conectado, que eu poderia praticamente me safar de qualquer coisa nesse país, bom, então, meu filho, você é muito ingênuo — César acrescentou.
Tomás sentiu as paredes se fechando sobre ele. Estava encurralado. Podia morder a isca e pagar pelo crime, mas poderia perder a esposa para sempre. César estava certo. Ele amava a Mari e confiava nela, mas com a maneira como ela reagiu ao César, ele sabia que, apesar da lealdade dela, se ele saísse de cena, algum cara ia se enfiar fundo na buceta apertada dela. Mas, se ele deixasse César fazer o que queria, se ele cedesse essa foda no banheiro do avião com sua esposa sexy para esse tiozão escroto, então ele salvaria a si mesmo e talvez seu casamento. Mas César teria seu momento de glória com a esposa dele.
Espera, por que ele achava que César teria sucesso? Não, ele tinha que ter fé na esposa. Ela poderia simplesmente dizer não. Ela poderia lutar. Mesmo que parecesse mais suscetível aos encantos brutos de César do que ele pensava, ela ainda era totalmente leal a ele. Ela ainda era sua esposa, e isso significava algo para pessoas como eles. Ela lutaria, ela permaneceria leal. Ela resistiria aos encantos desse canalha. Era a única esperança do casamento deles. Tudo dependia de Mari. Ele tinha falhado como marido e protetor. Era o trabalho dela como esposa leal salvar o casamento.
A cabeça de Tomás caiu, sua decisão tomada sem palavras. César sorriu e começou a se levantar.
— Você fez a escolha certa, garoto. Não é culpa sua, de verdade — César disse ao jovem, dando tapinhas no ombro dele, como um pai consolando o filho que não passou no vestibular. — É por isso que o governo sempre ganha. Somos fortes demais. Poderosos demais. Alcance demais. Organizados demais. Uma máquina bem azeitada. É por isso que gente como você, dissidentes e rebeldes sem causa, sempre perdem. É por isso que nem nos incomodamos com caras como você. Vocês são literalmente uma piada aos olhos da ABIN. O único efeito que vocês têm no mundo é causar engarrafamento na Paulista. Vocês não nos afetam de nenhuma maneira negativa. A gente nem pensa em vocês. Estamos ocupados demais fazendo trabalho de homem. Vocês só fazem o que fazem pra impressionar mulher, pra pegar menina de Centro Acadêmico, mas sabe o que impressiona mulher ainda mais? Pau grande e poder. Todas elas amam. Dê a essas meninas uma escolha, entre protestar ou engolir uma rola maciça de um homem poderoso, e eu posso te dizer por experiência própria qual elas escolheriam, amigão. É por isso que a gente, na verdade, adora os protestos de vocês. Tudo o que vocês fazem é ajudar caras como eu a transar. Trazendo todas essas "militantes" gostosas pra nossa porta. Elas pagam de duronas perto de vocês, mas quando encontram a gente, esquecem tudo sobre a "luta". Meses de organização, semanas de trabalho, e tudo o que vocês fazem é ajudar caras como eu a esvaziar o saco nessas novinhas. Como você se sente com isso, hein? Deve doer, né?
— Agradeço por ceder sua esposa. A potranca que você tem precisa de mais do que você pode dar. Por sorte, eu sou o homem pro serviço. Vou mostrar pra ela a verdadeira "máquina bem azeitada" do governo, e o poder que ela tem. Noite após noite. Porque ela vai ser minha — César disse, confiante, ajeitando o paletó Ricardo Almeida. Tomás não conseguia olhar, mas tinha que olhar.
Com um passo arrogante, César caminhou pelo corredor, passando por Tomás, despreocupado em arrumar problema com a comissária — ele tinha carteirada pra isso. César caminhou em direção ao banheiro, onde a esposa de Tomás estava esperando. Tomás só podia esperar que Mari salvasse o casamento deles, porque a essa altura, ele estava de mãos atadas. César sorriu com presunção para Tomás, estendeu a mão e abriu a porta.
Lá dentro, esperando impacientemente, estava Mari. Ela olhou para César, com seus grandes olhos de corça.
— Ah, não — Mari disse baixinho, sabendo imediatamente seu destino. Sabendo que Tomás a tinha deixado sozinha. Apesar de suas reservas, apesar de sua hesitação, ela simplesmente sabia como aquilo ia acabar. Sabia que estava prestes a ser convencida a fazer coisas MUITO erradas. Sabia, lá no fundo, de quem era o pau que sua buceta casada e apertada logo estaria abraçando. Sabia que seu rabo gostoso estava prestes a ser estreado.
Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, César fechou a porta atrás de si, prendendo os dois no banheiro apertado.
— O que você fez com o Tomás? — Mari perguntou, suspeitando do agente do governo.
— Ele tá sentado na poltrona dele, esperando pacientemente. Tivemos uma conversa de homem pra menino, e ambos concordamos que seria melhor se eu tomasse o lugar dele. Se eu me juntasse a você em vez dele. Um verdadeiro "durão" esse seu marido, hein? — César comentou, sarcástico.
— Mentira! — Mari disse, seu fogo ainda queimando. Mesmo que pudesse ver seu destino claramente, isso não significava que toda a luta tinha saído dela. Não ainda, de qualquer forma.
— Por que você tá tão brava, princesa? Nós dois sabemos que, mesmo chamando por ele, você estava torcendo por mim — o cinquentão disse com presunção.
— Só... sai da frente pra eu sair — Mari pediu impaciente, tentando passar por ele, mas César não se moveu um milímetro. Na verdade, ele deu um passo à frente, forçando a jovem mulher casada para trás, forçando-a a sentar na tampa fechada do vaso sanitário. O banheiro era decentemente grande para um banheiro de avião, grande o suficiente para os dois caberem. Grande o suficiente para o sexo inevitável que os dois logo estariam tendo, se César conseguisse o que queria.
— Olha, eu não sou o tipo de cara que força uma mulher a fazer o que ela não quer. Sou um cavalheiro, à moda antiga. Mas, eu preciso te mostrar uma coisa pra você poder tomar uma decisão... verdadeiramente informada — César disse com confiança, olhando de cima para a linda jovem esposa. Com isso, Mari ouviu o som inconfundível de um zíper sendo aberto. *Zíiiiiip*.
Mari tentou recuar, se encolhendo contra a parede fria da cabine, mas era incapaz de desviar o olhar. Como alguém tirando uma sucuri de uma jaula, César enfiou a mão na calça e sacou sua rola grossa para fora, expondo-se para a novinha gostosa na frente dele.
— Meu Deus do céu! — Mari engasgou, o pau dele parecendo ainda maior do que no vislumbre anterior.
A besta de vinte e cinco centímetros de César estava agora a centímetros do rosto de Mari. Os olhos de Mari ficaram vesgos enquanto ela percorria todo o comprimento daquilo, estudando cada veia e detalhe. Se ela não conseguiu resistir à atração de uma mera foto daquela arma, ela não tinha a menor chance com ele ali, armado e perigoso, bem na frente dela. Seus olhos estavam travados no pau do homem mais velho, e não iam a lugar nenhum. A pele era lisa, mas havia marcas, veias saltadas, mostrando que aquilo era uma ferramenta de trabalho pesado. Estava claro que aquele pau não ficava parado, não que ela tivesse dúvidas. Aquele pau tinha visto muita ação. Aquele pau de foda perfeito... vinte e cinco centímetros de carne dura, grossura de uma lata de refrigerante, pulsando com sangue, com veias inchadas e bolas extremamente grandes e redondas, pesadas de tanta porra.
Isso era tão errado. Nenhum homem de cinquenta anos devia ter chance com alguém como ela, uma gatinha jovem, uma mulher casada, peituda mas com cara de santa, sexy mas "do bem", no auge da vida. Um velho como ele não devia ter a audácia de achar que tinha chance com uma mulher como ela. Mas ele tinha, e esse tipo de confiança era irresistível. Um babaca arrogante e ousado como César sabia como avançar o sinal com as mulheres. Claro, os métodos dele nunca o levaram a um relacionamento amoroso e saudável, mas os métodos dele o faziam transar. E muito. E isso era tudo o que um homem como ele precisava. Ele lia mulheres como lia relatórios de inteligência. E sabia que ia entrar na calça dessa garota desde o momento em que sentou ao lado dela.
Como qualquer bom estrategista, César sabia que a buceta de Mari já era território conquistado.
Mari estava em silêncio, e César observava o quão maravilhada ela estava por estar tão perto daquela rola enorme. Ela mordia o lábio inferior, a luxúria estampada naqueles olhos expressivos. Seus bicos dos peitos latejavam por baixo da blusa, e enquanto ela dava alguns suspiros de pânico, seus peitos gigantes subiam e desciam, estourando para escapar da camiseta justa, ansiosos para serem expostos ao agente do governo maquiavélico. Ele sabia que essa cadela achava que era uma mulher tão esclarecida, educada, politizada... mas ela tinha sido despida disso tudo. Tudo o que ela era agora era uma "maria-rola" babando, submissa e obcecada por tamanho, dobrando-se à vontade de um homem forte. Uma ovelha no abatedouro, e adorando cada segundo.
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