— Acorda, seu pamonha preguiçoso! Tá na hora de virar homem de verdade… ou pelo menos tentar — gritou Eduardo, arrancando o lençol de Gustavo com um puxão forte, expondo o corpo magro e pálido do irmão ainda enrolado na cueca boxer branca que marcava sutilmente o volume matinal.
Gustavo piscou, confuso, os olhos castanhos semicerrados de sono, o cabelo castanho claro todo bagunçado caindo na testa úmida. Pegou o celular na mesinha com a mão trêmula.
— Que porra é essa, Edu? São 6:30 da manhã, seu troglodita! Me deixa dormir…
Mas Eduardo não deu chance. Arrastou o irmão para fora da cama, forçando-o a vestir uma regata azul clara coladinha que grudava no peito magro e um shorte creme curtinho que subia pelas coxas finas toda vez que ele se mexia. As roupas claras destacavam ainda mais sua pele clara e seu ar de menino sedentário.
Foi assim carinhosamente que Eduardo tirou Gustavo da cama e o levou para a academia, claro que Gustavo relutou, tentou protelar e até pediu ajuda ao pai, mas nada surtiu efeito.
Na academia, o ar já cheirava a suor masculino e borracha quente.
— Bom dia, amor! — cantarolou Maria Eduarda chegando com um sorriso safado, jogando os braços em volta do pescoço de Eduardo e colando os lábios nos dele num beijo molhado e possessivo. A legging preta dela abraçava cada curva da bunda empinada, e o top vermelho esportivo mal continha os seios fartos que roçavam no peito largo do namorado.
Ela virou para Gustavo, que já estava ofegante na esteira, o rosto vermelho, suor escorrendo pelo pescoço e molhando a regata azul royal até ficar quase transparente, marcando os mamilos endurecidos pelo esforço e pelo ar-condicionado gelado.
— Que carinha é essa, Gusta? Parece que não dormiu direito a noite…
Provocou Manu.
— O idiota do seu namorado me sequestrou de madrugada, Manu. Sabe que horas são?
Reclamou Gustavo, tentando disfarçar o jeito que o shortinho creme subia e mostrava a virilha suada.
— São quase sete, e acelera nessa esteira, Tavinho, porque eu não tenho a manhã toda pra ficar olhando essa sua bunda que não dá meio pastel tremendo.
Disparou Eduardo, aumentando a velocidade da esteira com um sorriso sádico. Seus músculos saltavam sob a camiseta preta justa, o tecido grudado nos peitorais definidos e no abdômen trincado. O jeans escuro trocado por um moletom vermelho marcava o volume generoso entre as pernas grossas.
Maria Eduarda revirou os olhos e diminuiu a velocidade da esteira de Gustavo com delicadeza, passando a mão pelas costas dele num carinho.
— Calma, Tavinho… vai devagarinho, eu tô aqui com você.
Ela lançou um olhar repreensivo para Eduardo.
— Ele tá começando, amor. Não é todo mundo que tem a disposição de que você tem.
Eduardo bufou, mas puxou a namorada pela cintura, colando o corpo nela por trás, a ereção semi-dura roçando disfarçadamente na bunda dela enquanto sussurrava no ouvido:
— Eu te chamei pra me ajudar a endurecer esse moleque, não pra passar a mão na cabeça dele, Manu. Mas você tem razão… não quero que ele se machuque antes de eu conseguir ver algum músculo aparecer nesse corpinho frágil.
— Alguém tem que ser sensato nessa relação, né? — Gustavo soltou, sarcástico, ganhando um pescotapa forte do irmão mais velho, que fez sua cabeça balançar e o suor voar.
Enquanto isso, na praça ali perto, Luiz Felipe parou ao ver Kenji executando movimentos lentos e fluidos de tai chi. O descendente de japonês usava uma camiseta branca solta que balançava com o vento, revelando flashes da barriga lisa e definida, e uma calça leve preta que delineava as pernas esguias. Seus cabelos pretos lisos brilhavam ao sol, e o rosto sereno transmitia leveza.
— Bom dia… nossa, que massa nesses movimentos… tão fluidos, tão controlados — murmurou Luiz Felipe, os olhos mel observando cada movimento do corpo magro de Kenji.
— Bom dia. Sim, é tai chi. Meu avô me ensinou no Japão desde pequeno — respondeu Kenji com voz suave, sem quebrar o fluxo, mas seus olhos escuros encontraram os de Luiz Felipe por um segundo desconcentrando o jovem nissei.
— Nunca vi assim… parece uma mistura de dança com arte marcial. Ja ouvi falar mas nunca tinha visto assim de perto.
_ Eu gosto e é muito bom para o corpo de forma geral, elasticidade, vitalidade, força equilibrio… Tentei ensinar para o Miguel e o Brian, mas eles não são tão dedicados. Por falar neles tenho que ir preparar o café para eles irem trabalhar, já está na hora.
_ Vai la, quem sabe você me ensina qualquer dia desses…
Disse Luiz Felipe com sua voz grave, balançando a mão num tchau lento, os dedos longos quase acariciando o ar. Kenji repetiu o gesto com um leve sorriso no rosto.
De volta à academia, os olhos castanhos de Gustavo, que já estavam quase se fechando em uma mistura de cansaço e sono, se arregalaram ao ver Luiz Felipe entrar. O deus grego estava devastador: regata preta coladíssima marcando cada gomo do tanquinho, short vermelho apertado que mal continha as coxas grossas e o volume impressionante na frente, decote profundo, expondo os peitorais saltados e os braços cheios de veias.
— Vamos, larga de moleza mais uma, Gusta…
Estimulou Eduardo, mas agora com um tom quase orgulhoso.
— Bom dia, galera. O que rolou? Por que me chamaram tão cedo? Tavinho…?
Luiz Felipe se aproximou, o cheiro de perfume masculino invadindo o espaço.
Gustavo sentiu um calor subir pelo corpo inteiro, o short creme ficando ainda mais apertado na frente enquanto tentava disfarçar.
Eduardo puxou o amigo para o canto, falando baixo, mas com voz carregada:
— Te chamei pra me ajudar com esse pamonha aqui. Daqui a quinze dias eu volto pro turno normal, a Manu vai ficar de babá, mas… eu fico mais tranquilo se você ficar de olho nos dois. Principalmente no meu irmão. Sabe como ele é… vai tentar enrolar a Manu, distrair com papo mole, ou pior… vai acabar convencendo ela a fazer coisas que não são treino. E, sério, acho bom ele ter você como exemplo. Olha esse teu corpo, cara… quem sabe vendo você todo trincado ele finalmente entende que dá pra ter resultados e talvez até sinta vontade de treinar mais.
Luiz Felipe sorriu devagar, os olhos mel brilhando com malícia doce.
— Valeu por confiar teu irmãozinho em mim. Vou fazer de tudo pra ajudar o Tavinho.
Eduardo deu um tapa no ombro do amigo, rindo.
— Isso. E não deixa a Manu passar só exercício de “mulherzinha” pro meu irmão, hein? Se depender dela, vai ser só agachamento de bunda e alongamento. Eu quero treino de homem pra ele. Treino pesado, suado… daqueles que fazem o corpo implorar por alívio depois. Posso contar contigo?
Luiz Felipe apenas assentiu, virando o olhar para Gustavo, que agora suava muito mais, e não era só por conta dos exercícios. O ar entre eles parecia crepitar.
A tensão entre Gustavo e Luiz Felipe começou a se tornar palpável no exato momento em que o deus grego se aproximou do aparelho. Luiz Felipe parou bem ao lado dele, tão perto que Gustavo sentiu o calor irradiando do corpo de seu amado, misturado ao cheiro forte de perfume masculina e o seu suor.
— Ei, Tavinho… respira fundo, vai. trava mais aqui o abdomem — murmurou Luiz Felipe com aquela voz doce e grave ao mesmo tempo, colocando a mão na barriga de Gustavo. Seus braços grossos sua mão enorme tocando Gustavo que quase ficou sem ar.
Gustavo ergueu os olhos castanhos, ofegante, o suor escorrendo pela testa e pingando no decote da regata azul-clara agora grudada como segunda pele. Os mamilos endurecidos marcavam o tecido fino, e ele sentiu um arrepio quando o olhar mel de Luiz Felipe desceu devagar, devorando cada centímetro exposto: o pescoço fino pulsando, a clavícula saliente, a barriga lisa tremendo a cada respiração acelerada.
— Eu… eu tô tentando — gaguejou Gustavo, a voz saindo rouca, quase um gemido. O short creme subia perigosamente pelas coxas magras, revelando a pele clara e sensível da virilha interna. Ele tentou ajustar discretamente, mas o movimento só chamou mais atenção.
Luiz Felipe sorriu devagar, aquele sorriso educado que escondia algo faminto. Ele esticou a mão e, com os dedos longos e quentes, tocou de leve o ombro de Gustavo, um toque que deveria ser de correção postural, mas durou mais que o necessário, deslizando até a base do pescoço, onde a pele estava quente e úmida. enquanto que com a outra mão Luiz Felipe deu uma ajeitada em seu pau duro dentro do calção.
— Relaxa aqui… tá todo travado. Deixa eu te ajudar a soltar.
Disse baixo, quase sussurrando no ouvido dele. O hálito quente roçou a orelha de Gustavo, fazendo-o fechar os olhos por instinto.
— Inspira fundo… solta devagar… assim, bem devagarinho.
Gustavo obedeceu sem pensar, o peito subindo e descendo em ritmo sincronizado com o de Luiz Felipe, que agora estava praticamente colado ao seu lado. O volume impressionante no short vermelho de Luiz roçava de leve no braço de Gustavo a cada movimento sutil, um contato acidental que não era nada acidental.
Do outro lado da academia, Eduardo observava com um meio-sorriso, braços cruzados sobre o peito largo, satisfeito por ver o irmão finalmente motivado. Maria Eduarda, ao lado dele, mordeu o lábio inferior, percebendo o jogo que se desenrolava.
— Olha só… parece que o Luiz Felipe sabe exatamente como motivar o Tavinho — comentou ela, voz baixa e maliciosa, apertando a coxa de Eduardo.
— É, e o moleque tá respondendo direitinho. Quem diria que bastava um empurrãozinho pra fazer ele suar de verdade — respondeu Eduardo, rindo baixo.
Luiz Felipe, ignorando os olhares, guiou Gustavo para fora do aparelho com uma mão firme na lombar, os dedos abertos, pressionando logo acima da curva da bunda, sentindo os músculos frágeis tremerem sob o toque.
— Vamos pro supino agora. Deita aí pra mim… eu te ajudo com o peso. Não quero que você se machuque… mas quero ver você se esforçando pra mim.
Gustavo deitou no banco, o coração martelando tão forte que achava que todos podiam ouvir. Luiz Felipe se posicionou acima dele, pernas abertas ao lado da cabeça de Gustavo, o short vermelho esticado ao limite, delineando cada contorno grosso e pesado bem na linha de visão dele. Quando se abaixou para ajustar a barra, o volume roçou de leve no topo da testa suada de Gustavo, um toque elétrico que fez o garoto engolir em seco, os lábios entreabertos num suspiro involuntário.
— Olha pra mim enquanto levanta, Tavinho.
Ordenou Luiz Felipe, voz doce, mas autoritária, os olhos mel cravados nos castanhos dele.
— Quero ver esses olhinhos brilhando de esforço… e de outras coisas.
Gustavo empurrou a barra com os braços trêmulos, o corpo todo tensionado, suor escorrendo pelos lados do rosto e molhando o cabelo castanho claro. A cada repetição, Luiz Felipe contava baixo, incentivando com frases que soavam cada vez mais íntimas:
— Isso… mais uma… força, garoto… tá lindo assim, todo suado e entregue…
No oitavo, Gustavo falhou, os braços cedendo. Luiz Felipe segurou a barra com facilidade, guiando-a de volta ao suporte, mas não se afastou. Em vez disso, inclinou-se mais, o rosto a centímetros do de Gustavo, o suor pingando do queixo dele direto no peito do outro.
— Você foi bem… mas ainda tem muito pra melhorar. Vamos trabalhar isso juntos… bem de pertinho. Todo dia. Até você não aguentar mais… e pedir por mais.
Gustavo não respondeu com palavras. Apenas assentiu devagar, os olhos vidrados, a respiração entrecortada, o short creme agora visivelmente mais apertado na frente, traindo o quanto aquela proximidade o afetava.
Luiz Felipe se endireitou devagar, passando a língua nos lábios como se saboreasse o momento, e estendeu a mão para puxá-lo do banco, um gesto que era ao mesmo tempo ajuda e promessa de algo muito mais intenso vindo pela frente.
Eduardo estava orgulhoso de si mesmo vendo o irmão malhar, em sua cabeça ele estava fazendo algo bom para o irmão trazendo o de volta para o mundo da masculinidade. Eduardo não sabia do interesse de Luiz Felipe para com seu irmão se quer cogitava essa hipótese, mas Manu sabia ou melhor suspeitava dos desejos de Gustavo com Luiz Felipe e estava feliz por Eduardo ter promovido essa aproximação dos dois e para dar sua contribuição tentava distrair seu namorado o deixando o mais longe possível dos dois.
Mas será que Eduardo vai ser ludibriado ao ponto de não perceber a aproximação de seu irmão com seu amigo?
Autor: Mrpr2