Depois de muito tempo ali deitada ao lado da minha gatinha, ela foi despertando aos poucos. Comecei a depositar uns beijinhos no pescoço dela, e Júlia foi me abraçando, me dando cada vez mais acesso ao seu pescoço.
— Quer denguinho, é? — perguntei, sentindo o cheirinho gostoso da pele dela.
— Eu queria acordar todos os dias assim — Juh respondeu e roubou um selinho.
Voltamos aos carinhos e, quando percebi, ela havia pegado no sono novamente. Resolvi abandonar a cama e tomar um banho; eu estava precisando despertar o corpo ou então também acabaria dormindo por mais um pouco.
Quando eu menos esperava, ela entrou também e me agarrou por trás.
— Fugiu de mim — ela brincou, em um tom dramático.
— Isso nunca... Só estava precisando de um banho mesmo, amor — falei, deixando-a contra a parede e a beijei.
Nos trouxe para debaixo do chuveiro e fiquei fazendo carinho na barriguinha dela.
— Você acha que dessa vez vou ter um barrigão? — Juh me perguntou.
— Não sei, gatinha, mas acho que não — respondi.
— Poxa... Queria... Ninguém vai deixar eu entrar na fila preferencial — ela disse, e começamos a rir.
Entre muitos carinhos, beijinhos, piadas e brincadeiras, o nosso banho finalizou. Estávamos de frente para o espelho, escovando os dentes, e confesso que eu estava viajando um pouco, sem pensar em nada, apenas existindo, e quando voltei para o eixo, Juh me olhava rindo.
— Que foi? — perguntei, curiosa.
— Nada... Mas não se veste não, vai pra cama — ela falou, com uma carinha de safada.
Eu dei um tapa na bunda dela e a apertei, rindo, imaginando as sacanagens que Júlia estava pensando.
Sou uma mulher obediente; terminei o que eu tinha que fazer e retornei para a cama à sua espera. Em minutos, Juh apareceu, ainda rindo. Deixou o roupão cair e sentou em cima de mim.
— Safada... É pra isso que você quer acordar comigo todo dia, não é? — questionei, sentando e a beijando, sem dar chance para uma resposta.
Eu a beijei devagar, sentindo a maciez dos lábios dela se abrindo para mim enquanto minha mão subia firme pelas costas nuas de Juh, puxando-a mais para perto com uma pegada possessiva que a fazia arquear o corpo contra o meu. Minha língua encontrou a dela em um ritmo devagar, explorando cada canto com toques profundos e demorados. O banho havia acordado a pele, mas aquele beijo estava despertando algo mais visceral no meu corpo inteiro: um calor que subia pelo meu ventre e me deixava ofegante de excitação. Senti o mesmo na minha gatinha pelo jeito como ela se mexia em cima de mim, os quadris aos poucos se movimentando, o suspiro abafado contra minha boca, mostrando que o desejo crescia também nela. Aos poucos, com as mãos ainda firmes em sua cintura, ela me inclinou para trás na cama, deitando-me sem pressa enquanto prosseguíamos o beijo. Nossas línguas tinham um vai e vem hipnótico que claramente prometia mais.
Júlia subiu devagar pelo meu corpo, os olhos travessos fixos nos meus enquanto se posicionava acima do meu rosto, os joelhos ladeando minha cabeça e me prendendo ali, ansiosa pelo que viria. Suas mãos se apoiaram na cabeceira da cama, e eu agarrei firme a bunda dela, apertando com posse enquanto minha boca encontrava sua pepeca úmida. Comecei a chupá-la com lambidas lentas e profundas que a fizeram se contorcer imediatamente. Seus suspiros escapavam baixinho no início e se transformaram em gemidos mais fortes à medida que ela rebolava devagar contra minha língua, os quadris girando em um ritmo instintivo que me deixava louca de desejo.
Eu adoro vê-la assim, tão entregue, o corpo tremendo de prazer puro sob meu toque. Enlouquecida com a cena, aumentei o ritmo, sugando com mais fome e dedicação. Minhas mãos guiavam os movimentos dela enquanto ela perdia as forças. Senti as pernas de Juh fraquejando e os gemidos ecoando altos pelo quarto. Me deliciava com o melzinho doce da minha amada escorrendo para mim, cada gota me impulsionando a ir mais fundo, a prolongar aquele êxtase até ela se render completamente.
Exausta de prazer, Juh caiu ao meu lado na cama, com o corpo mole e ofegante, e eu a abracei logo em seguida, puxando-a para perto do meu peito enquanto iniciava um novo beijo, saboreando o gostinho dela ainda fresco em minha boca e deixando-a sentir como ela é gostosa. Meu corpo latejava de desejo, e sem esperar, deslizei a mão entre suas pernas, penetrando-a devagar com dois dedos que curvei para dentro, acertando exatamente onde ela precisava. Senti suas paredes se contraírem em espasmos enquanto ela arqueava as costas e chegava a um orgasmo rápido e intenso, gemendo contra meus lábios. Chupei seus belíssimos seios por algum tempo e desci pela barriga dela com beijos quentes até sua pepeca ainda sensível, lambendo e saboreando cada resquício do seu gozo, demorando-me ali por mais um tempo, inalando seu cheiro e prolongando as carícias suaves até ela recuperar o fôlego. Assim que Juh pareceu estar de volta à vida, com um sorriso safado e ofegante, voltei a chupá-la com fome renovada, a língua dançando em círculos rápidos e sugando seu clitóris até ela se contorcer de novo, as unhas cravando minha cabeça enquanto gozava novamente, ainda mais forte, se entregando completamente ao prazer que eu lhe dava.
Deitei ao lado dela na cama, e Júlia apenas tremia ofegante, o corpo ainda percorrido por ondas de prazer que a deixavam molinha como uma gelatina. Ela tinha os olhos semicerrados e um sorriso bobo nos lábios inchados. A cena era tão linda, ela toda vulnerável, e isso me fez rir baixinho: um riso satisfeito enquanto a puxava para um abraço apertado. Beijei sua testa e notei que estávamos completamente suadas, outro motivo que me fez rir mais um pouco. Eu estava desejando isso há algum tempo; aqueles dias corridos nos deixavam sem tempo para nos perdermos uma na outra, e eu não queria forçar nada devido a tantas mudanças que eu sabia que estavam mexendo tanto com ela. Naquele dia, na primeira oportunidade que Juh me deu, eu não perdi tempo e fui com muita sede ao pote. Acabei com a mulher! Ela parecia exausta, totalmente entregue, e eu me sentia a rainha do mundo por tê-la levado a esse estado de rendição total.
— Eu... Eu... Não planejei que fosse assim — minha gatinha falou, ainda com dificuldade e rindo.
— Não?! — perguntei ironicamente.
— Eu quem ia... Acabar contigo... — Ela disse, apontando para mim e finalmente abrindo os olhos.
— É que eu também estava com saudade, sabe? — respondi em um tom malicioso.
— Lorena, você está fodida — Juh falou, em tom de ameaça, e se jogou por cima de mim.
Isso fez nós duas rir.
~ Fiquei com tanta vontade de dizer: "essa manga aqui você vai chupar", porém a gente poderia ter uma crise de riso e quebrar o clima de tesão que ainda estava por ali. Resolvi me preservar e perder a piada. Eu perco um amigo e não perco uma piada, mas perco a piada e não perco uma boa foda com minha esposa 🤣
Juh se jogou por cima de mim com uma energia renovada após algum tempo e me deu um novo beijo bem quente, ela controlando todo o ritmo dessa vez enquanto segurava meu pescoço com firmeza, chupando e mordendo de leve a minha pele, me arrancando diversos gemidos antes de descer para meus peitos, onde se divertiu por bastante tempo. Sentia a língua dela brincando em um de cada vez, circulando os mamilos com toques precisos e provocantes, sempre olhando fixamente nos meus olhos, como se quisesse me devorar inteira. Aquilo me deixava louca. Eu já havia explodido diversas vezes durante nosso sexo, ondas de prazer que me consumiam por dentro, e agora meu ventre estava quente de novo, o corpo ansiando por mais, latejando com a promessa de outro clímax a qualquer momento. Ela desceu mais, traçando um caminho de beijos pela minha barriga até minha pepeca que estava pegando fogo de desejo, e começou a chupá-la com maestria. Era tudo que eu queria: aquela língua potente mergulhando em mim, me fazendo me entregar cada vez mais enquanto eu agarrava seus cabelos úmidos e, rouca, pedia por mais. Juh intensificou, pressionando meu clitóris com a língua em círculos firmes enquanto penetrava com dois dedos, curvando-os no ponto exato e aumentando o ritmo sem piedade, até me levar a um novo orgasmo forte que me fez arquear as costas e, literalmente, gritar. Meu corpo convulsionou em êxtase puro. Ela continuou ali, beijando suavemente minha pepeca sensível e dando lambidas leves e provocantes, enquanto eu seguia extasiada, ofegante e flutuando em uma nébla de prazer, completamente à mercê de Júlia Oliver.
Procurei minha gatinha com o olhar e a vi mexendo na nossa caixinha de brinquedos do outro lado do quarto, voltando para a cama com um strap na mão e um sorriso malicioso que prometia mais. Ri, ainda sem fôlego, ao vê-la colocá-lo com calma, ajustando em volta dos quadris enquanto me olhava como uma predadora. Aquilo me excitava só de imaginar. Júlia subiu na cama devagar, posicionando-se entre minhas pernas abertas, e me beijou primeiro: um beijo possessivo que me fez gemer contra sua boca, nossas línguas se entrelaçando enquanto ela roçava a ponta do strap em mim, provocando sem entrar ainda. No momento certo, com um movimento fluido e controlado, ela me penetrou devagar e com facilidade, centímetro por centímetro, me preenchendo completamente e me arrancando um suspiro longo de prazer puro. Juh começou com estocadas lentas e profundas, segurando minhas coxas para ir mais fundo, olhando nos meus olhos o tempo todo e sussurrando que eu era somente dela, entre suspiros, enquanto acelerava o ritmo. Os quadris batiam contra os meus em um vaivém frenético que me levou ao limite. Meu corpo respondia a cada estímulo, contraindo e pulsando cada vez mais. A onda de prazer inevitável tomou conta de mim até eu gozar novamente, forte e descontrolado. Cravei as unhas em suas costas enquanto tremia inteira, perdida no êxtase que ela me proporcionou.
Ficamos ali deitadas por um bom tempo, descansando entrelaçadas na cama bagunçada, os corpos suados e exaustos se recuperando do furacão de prazer que tínhamos acabado de viver, com risadinhas esporádicas escapando enquanto trocávamos beijos preguiçosos e carinhos leves nas costas uma da outra.
— Você me destruiu, gatinha... — sussurrei no ouvido dela, e Juh riu, mordiscando meu ombro antes de nos arrastarmos para o banheiro de novo.
O que era para ser um banho rápido se transformou em mais risadinhas e beijos molhados sob o chuveiro, mãos bobas e escorregadias traçando caminhos familiares sem pressa, só curtindo a proximidade. Depois, descemos agarradinhas para a cozinha, onde o cheiro de café fresco, pão na chapa e… suco de manga nos recebeu.
A mesa estava com um novo integrante: meu sogro. E desfalcada por Kaique. Somente Milena e D. Jacira se alimentavam com o Sr. José.
— Bom dia, minhas filhas — ele levantou e nos cumprimentou.
Ele ficou paparicando a filha dele e eu fui dar um abraço na minha sogrinha e babar minha menina, porque eu estava morrendo de saudade. A agarrei e enchi de beijinhos, e Mih sorria tentando levantar para me abraçar forte.
— Cadê seu irmão? Quero amassar ele de amor também — falei.
— Ele está estranho. Falou que não estava se sentindo bem… Acho que não queria me contar, o que é bem esquisito porque ele me conta tudo… A vovó preparou o café dele e eu vou levar quando terminar aqui — ela me informou.
De fato, era muito estranho.
Se Kaique não quis falar com Milena, dificilmente falaria com qualquer outra pessoa. Contudo, eu precisava saber o que estava ocorrendo com meu filho, então fui até o quarto dele para tentar entender.
— Oi, moço… Fiquei sabendo que você não está se sentindo bem, o que foi, amor? — perguntei, colocando a bandeja na ponta da cama e sentando pertinho dele.
Kaká estava acuado, parecia com vergonha.
— Alguma dor? — perguntei.
Ele balançou lentamente a cabeça, fazendo um sinal negativo.
— Envolve sentimento? — insisti.
Kaká novamente repetiu a ação.
— Quer que eu saia para você ter mais um tempinho sozinho? — questionei.
— Não… — ele falou baixinho.
— Quer abracinho de mamãe? Mamãe tá com saudade do filhote dela… — falei. Ele deu um pequeno sorrisinho e se aproximou.
Agarrei meu neném grande e dei inúmeros beijinhos, fazendo carinho no cabelo dele.
— Mãe… Aconteceu aquilo que a senhora falou que ia acontecer… Não gostei… — Kaká desabafou, tímido.
— O que, amor? Eu falo demais, acabo esquecendo — disse-lhe.
— Acordei todo… sujo… Não gostei… — ele falou, e eu fui assimilando.
A gente tinha conversado sobre semenarca quando Milena menstruou, e provavelmente havia acontecido naquela madrugada.
Para falar a verdade, eu achei que já tinha ocorrido pela idade e ele só não quis nos falar, o que seria completamente normal, mas não foi o caso. Kaique afirmou que me diria e cumpriu.
— Mas você já não tomou banho? Não já está limpinho? Porque cheiroso você está… — pontuei.
— Já! Só que foi nojento. Fiquei todo gosmento e sujo — Kaká continuou, fazendo uma careta.
— Amor… Isso que aconteceu se chama polução noturna — expliquei, passando a mão devagar no cabelo dele.
— Mas não gostei — Kaká fez uma nova careta.
Ele estava todo encolhido, mas se deixando abraçar. Isso já era meio caminho andado.
— Não tem problema não gostar, ué. No começo é estranho mesmo. O corpo vai fazendo essas coisas antes da cabeça entender — falei, dando um beijo na testa dele.
— Vai ser sempre assim? Do nada? E sempre chato desse jeito? — ele insistiu, olhando sério para mim.
— Nem sempre… Às vezes o corpo dispara sozinho, sem você nem pedir autorização, mas depois vai acalmando. Às vezes nem tem, às vezes tem, às vezes você nem acorda. Seu corpo tá aprendendo a funcionar. Isso é sinal de que você tá crescendo direitinho — expliquei, com a voz calma.
Kaique pensou por alguns segundos, franzindo o rostinho.
— Não gostei. Foi nojento… — ele repetiu.
Tentei segurar a risada e falhei um pouco, mas disfarcei com mais um beijinho.
— Eu sei que é esquisito. Mas é uma coisa natural do corpo. Não é doença, não é vergonha e não é culpa sua, tá? Seu corpo resolveu treinar sozinho de madrugada — respondi.
— E vai sempre ser chato assim? — ele perguntou, incomodado.
— Hmmm… Lá na frente, em um dia muuuuito distante, com fé em Deus, seu corpo vai descobrir que não é tão ruim assim. Inclusive vai achar até divertido — enfatizei, fazendo um gesto bem exagerado com a mão.
Ele arregalou os olhos, meio ofendido.
— Divertido?? — Kaká perguntou, como se eu estivesse falando de uma insanidade completa.
— É! Mas calma. Isso não tem pressa nenhuma e ninguém vai te apressar. Agora você só precisa saber que está tudo certo. Você não fez nada errado e seu corpo está funcionando.
Kaique se aconchegou mais em mim e suspirou.
— Eu ainda achei nojento… — ele repetiu, como quem queria ter a última palavra.
— Mih acha a menstruação nojenta até hoje… A gente só acostuma depois… — expliquei. — E olha… eu fiquei muito orgulhosa de você ter vindo me falar. Fico feliz de você confiar em mim.
— Prometi que ia contar… — ele disse baixinho.
Meu coração quase derreteu.
— Prometeu e cumpriu. E sempre que algo assim acontecer, seja estranho, vergonhoso, assustador, nojento ou legal, você pode me contar. Eu sou seu time, está bem? — falei, e ele me deu um beijinho, assentindo e visivelmente mais calmo.
— Tá bom… Mas posso tomar outro banho? — ele perguntou, com cara de nojo cômica.
— Vai lá, toma seu café, mas desce logo porque seu avô está aí e certamente quer te dar um cheiro antes de voltar — informei, e ele se dirigiu ao banheiro, mais animado.
— Se eu contar para Mih ela vai entender? — ele quis saber antes de fechar a porta.
— Você quer contar? — questionei.
— Não gosto de não contar as coisas para a Mih. E ela me contou quando aconteceu com ela — Kaká falou.
~ A cumplicidade é a coisa mais preciosa, íntima e linda que eu já vi ❤️
Quando me sentei à mesa, meu sogro estava falando que havia trazido um saco de manga porque D. Jacira tinha comentado que Juh estava com vontade. Eu comecei a rir muito, lembrando de tudo que aconteceu, e ninguém estava entendendo nada. Eu sabia que ela não ia gostar que eu compartilhasse a nossa aventura e eu iniciei o dia com uma bela recompensa; seria injusto irritar a minha muié tão cedo.
— Foi porque ontem, quando saí do hospital, eu corri para comprar e, assim que entreguei, ela enjoou e começou a vomitar — falei, ainda rindo.
Eles riram também, porém o meu riso era desproporcional porque os motivos eram maiores.
— Desejo de grávida é complicado — Sr. Zé disse.
— Vou fazer um mingau para mim, não quero suco — Juh falou, rindo.
— Eu faço! — meu sogro e minha sogra se prontificaram.
— Mimada! — brinquei, enquanto colocava o meu café, e Juh fez uma carinha de convencida.
— Mãe, e Kaká? — Mih quis saber.
— O que ele tem? — Juh perguntou.
— Está no banho, tá tudo bem — falei.
— Banho de novo? — Milena perguntou.
— Eu acho que ele vai querer conversar contigo antes; depois vai lá — disse-lhe.
E imediatamente Milena saiu da mesa e correu para o quarto dele.
Enquanto meu sogro fazia o mingau da filhinha deles, ela veio parar no meu colo. Suguei seu lábio inferior e demos um rápido beijo.
— Kaká está bem mesmo? — Júlia perguntou.
— Está cheio de parafusos porque aparentemente ejaculou pela primeira vez e odiou — falei baixinho.
— Oh, meu Deus… Mas ele não gostou por quê? — Juh quis saber.
— Achou nojento… Infelizmente isso vai mudar logo… — fingi lamentar.
— Nossos filhos estão crescendo — Juh pontuou.
— Os três: dois aqui em casa e um dentro de você — falei, fazendo carinho na barriguinha dela e roubando um beijinho.
— Eu te amo e amo nossa família! — minha gatinha disse.
— Eu também te amo, meu amor, e amo a vida que temos — respondi, cheirando o pescoço dela.
O mingau ficou pronto rapidinho e meu sogro serviu uma porção quentinha para Juh, que saiu do meu colo nada animada, mas pegou a tigela e agradeceu aos pais.
Pouco depois, Milena desceu puxando Kaique pela mão, os dois rindo de alguma confidência compartilhada, e ele veio direto dar um beijo na bochecha de Júlia, que o puxou para o colo dela com um abraço apertado.
— Está tudo bem, viu? Qualquer coisa fala com a gente! — a ouvi dizer.
Ela o encheu de beijinhos nas bochechas e Kaká acenou positivamente, ainda meio encolhido, mas claramente adorando o mimo da mãe, se aconchegando por um instante antes de pular para agarrar o avô em um abraço apertado.
Como eu havia começado o dia gastando muita energia, fui repor o leite da mesa que havia acabado. Quando abri a geladeira, me deparei com uma salada com manga e um belo mousse também de manga. Comecei a rir sem controle algum, lembrando de tudo novamente.
— Ah, não! — Juh exclamou quando veio conferir o que eu tanto achava engraçado.
E eu fiquei ali, encarando o capricho dos meus sogrinhos em realizar os desejos da filha e rindo de Júlia, que iria enxergar manga em cada centímetro da cozinha por algum tempo.
