31. O divórcio

Da série Eu sou novinho
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 3096 palavras
Data: 29/01/2026 16:28:10
Assuntos: Gay

31. O divórcio

Renato já estava lá em casa há uma semana, desde quando Caio veio com ele, era terça quando ele pediu para fazermos mais tal reunião onde falamos sobre despesas, investimentos, necessidades de consumo, quando eu voltei do trabalho Caio disse que Renato e Daniel debatiam algo com cara de que nunca chegariam a um acordo, tentou levar um café para ambos, mas quando se aproximavam ambos calaram-se e só voltaram a conversar bastante tempo depois que ele saiu. A tal reunião aconteceu durante o jantar, Samuel tomava nota das decisões, Renato e Caio observaram a dinâmica então o médico diz o motivo da viagem à África, o motivo de não ter contado a João, Samuel, Rafa e Hélio. Helinho perguntou se ele não era de confiança e Sam responde: “Agora é, mas não era, antes do mal que eu te fiz, você contaria essa informação a seus pais porque eles são de confiança, teria soltado sem querer para Rodrigo, talvez por confiar em João contaria a ele, certamente contaria a ele, e foi uma sorte eu não saber quando meu lado ruim surgiu, eu ganancioso teria feito merda, pode parecer errado, mas foi o certo.”

Dito isso, Renato agradeceu e falou que estava querendo usar parte desse dinheiro para construir uma casa de espetáculo, seria um lugar para alugar para outros e para Sam e Rafa promoverem alguns shows na cidade, com a infraestrutura montada permanentemente, bom para quando o comércio deles der uma afracada. Todo mundo processando a informação, seria bom, mas custos, tamanho, como fazer isso… Tudo ficou muito nebuloso, isso era assunto para se desdobrar por semanas. Caio perguntou se todo final de semana todo mundo ia pra nossa casa, não, um sim, dois não, um sim, um não, a frequência era alta, mas nem em dezembro e janeiro mora assim, e todo mundo traz um carvão, um vinagrete, o refrigerante, a gente pode mais financeiramente, então tudo bem… Ele concorda, mas queria uma babá para todo mundo ficar relaxado, inclusive eu. Não tinham notado que eu tomava conta dos filhos dos outros, especialmente: Marinho.

Ok, hora de dormir. Conversa só no dia seguinte, Renato segura a mão de Daniel que conduz ele e um incrédulo Murilo para o quarto. Caio entra no nosso quarto rindo baixinho, a discussão da tarde não era sobre uma construção, era sobre eles. Ele vem todo cheio de beijo e com o pau já quase duro, “Espera Caio, eu tenho de pensar antes de falar contigo pra não te chamar de tio. E parte disso é porque… eu queria achar as palavras certas, tomara que as palavras erradas deem conta do recado”, Joel sentou ao lado de Caio e se interessou pelo assunto, eu falei que adoro dar, vivo pensando em putaria, em pica, em porra, em macho, mas eu esticava sentindo que Caio precisava afirmar seu lugar de chefe, de dono, de autoridade, como meu tio. Respirei fundo, Joel não deixou ele me interromper, eu falei que eu queria sentir meu cacete entrar no cu de meu marido de vez em quando, Joel gosta ocasionalmente, perfeito, gosta sempre quando é Caio, ele me interrompe e diz que é porque Caio é nosso esposo agora, concordo, mas quando a gente ia sentir o rabinho de Caio?

Eu não queria fazer disso uma questão, nem de obrigar alguém a fazer uma coisa que obviamente não gosta, mas eu queria sentir esse como um lugar onde a gente não vai, e não como o lugar onde eu estou proibido de chegar. Acabei finalmente, Caio virou para Joel e perguntou se ele se sentia da mesma forma e ouviu um que em termos gerais sim, Caio disse que não estava preparado para analisar, fazia uns bons dez anos que não tentava, mas gostava, só teve experiências ruins com uns namorados, parecia haver uma disputa de poder e ele foi incorporando a babaquice, falou que queria ser mais tranquilo com isso como Joel era, disse que até uma gozada na cara era coisa que nem ligava mas passou a ser um lugar de disputa. Joel o beijou, me sentei do outro lado e o beijei também.

Caio falou que queria no box porque qualquer problema ia ser menos constrangedor de resolver, Joel foi até o banheiro e o chamou, mostrou o equipamento da chuca, onde era guardado, como usar, como me ensinou, como fez em mim, Caio ficou incrédulo, “Quem ama cuida, Caio, se você ficar doente de fralda, somos nós que vamos cuidar de você, porque a gente te ama, muito, você cuida de nós como sabe, deixa a gente se aproximar de você”, Caio pediu para a gente sair, ouvimos ele fazendo o trabalho dele, entramos quando ele mandou, estava no banho lavando a bunda, “Deixa eu ver se o serviço ficou bem feito”, eu disse me ajoelhando atrás dele, Joel ficou fora do box, mas de joelhos o puxou para um beijo, melhorando o lance pra mim, Joel o beijava na boca e chupava o pau dele. Que cu mais lindo, algumas pregas, pouco cabeludo, o saco grande orlando com uma bunda musculosa e cabeluda, ele era muito penteando, quase sem pelos no corpo, eu liguei, lambi, cuspi, defeito, passei a cara, o putão gemia e eu não sabia se pelo meu capricho ou pelo trabalho de Joel, dei três tapas na bunda do safado e mandei ele virar, eu o vi sorrindo e ele é lindo demais, lembrei de nosso primeiro encontro, dele me apresentando a Joel, dele em meu aniversário de dezoito comprando uma roupa pra mim, arrumando minha cama no sofá, eu o beijei e dei um tapa naquela cara de macho mais velho, justamente a disputa de poder que ele não gosta, “Repete que me ama e é meu marido, anda Caio, diz que vai amar ser meu viadinho essa noite, como eu amo ser o seu sempre que você quer”, ele me beijou, pediu para Joel comer ele logo, estava morrendo de tesão e queria sentir um pau namoro do cu enquanto chupava o macho dele.

Ouvir isso daquele macho top, com aquela voz grossa e colocando minha rola na boca… Levei um tempo enorme para encarar Joel, se encontrasse ele sorrindo de alegria ao comer Caio, eu ia gozar na hora, fodi a boca gulosa do meu coroa, “Vai novinho, mete pica na cara de teu coroa”, era isso que ele passou a ser: meu coroa, eu o novinho dele, ele, o meu coroa, eu o peguei pelo cabelo como ele gosta de fazer comigo e o joguei na parede, mandei abrir o cu, porra, era a garagem do capeta, que rabo quente do caralho, olhei pra Joel e ele deu de ombros e disse que era de família e que era o homem mais sortudo do mundo, o coroa e o novinho com os raios, picas, galadas e cabeças mais gostosas do mundo. Eu me afastei e Joel fodeu ele com mais força, eu ia falar para pegar mais leve, mas na minha vez meti com mais velocidade ainda, era complicado manter algum controle, Caio reclamava de dor, xingava nós dois, abria mais a bunda com o rosto contra a parede e pedia pica, mais, mais.

Joel gozou primeiro, sim, pouca coisa é mais gostosa que estar fodendo lento o rabo do homem que você ama arrombado e gozado pelo outro homem que você ama, segurei o pau de Caio e punhetei rápido, metia lento, ele gozou, teve um ataque de contrações no cu e aí foi minha vez de esporrar, ele estava molinho, e ao contrário de mim, ficou carente, pegajosinho de abraço, foi tão beijado, elogiado, os olhos de Joel estavam voltados só ele, olhos felizes, explosivos.

Os dias foram passando e eu não me preocupava em quanto tempo iria durar a minha felicidade, quem seria feliz como eu, estava tudo bem. Rafael e Hélio eram um do outro cada vez mais, não havia ciúme em Samuel, ele comentou isso certa vez, estávamos jogando xadrez ele e eu e ele disse isso, que Hélio e Rafael lhe deram tempo para que ele descobrisse esse caminho de os encontrar, ele estava bastante longe disso, mas encontrava a si mesmo nesse trabalho, Helinho senta ao lado dele e pergunta qual o assunto, digo parte da verdade, “Sam falava que te ama”, Hélio beijava o pescoço do namorado e disse que amava pouco, fica sorrindo e diz que Samuel filosofa demais, fala com pedra e espera resposta, “Nem mistério e nem segredo, é só isso mesmo, viver é só isso mesmo, o que a gente tá fazendo agora.” E eu ganhei o jogo.

O tempo foi passando, com problemas, sem grandes novidades, sem grandes preocupações. O meu trabalho tomava todo o tempo fora de casa, mas em casa meu tempo em casa era diferente, uma pequena sociedade formada por garotos perdidos do Peter Pan quando ficaram adultos, nem tudo era sobre sexo, mas tudo era sobre afeto, aos poucos os amigos foram diminuindo as visitas, mas foi natural, a empolgação passa, é isso.

Nos dias que antecederam meu aniversário de vinte e dois anos Tiago chegou lá em casa no fim da tarde de sexta, uma coisa absurda, Lygia disse que queria ter um filho e ele arrumou as roupas em uma mala e se separou dela, diante do estado de perplexidade de todo mundo, da revolta silenciosa de Murilo, ele disse que era o melhor a ser feito, amava Lygia, mas não muito, não tinha como gostar mais dela do que já gostava, mas era pouco, porque as inspeções que ela lhe fazia no banho, os produtos que ela comprava para ele tirar o cheiro de óleo, de suor, de trabalho eram caros demais e nunca davam a ela a alegria de ter um marido sofisticado, nas palavras dele contou que era esforço demais para um sexo que valia cada vez mnos, ela não queria que ele desfizesse o cabelo dela, que a deixasse marcada, se antes ela gostava de ser levada pelo cabelo, cuspida antes de ser beijada, e fodida forte para gemer alto acordando os vizinhos, passou. O rústico, o exótico, o bruto se resume ao mau educado e mau cheiroso, e uma criança seria a vítima que os une, pra quê? Murilo se levantou o abraçou e disse que ele podia ficar o tempo que quisesse.

Rafael não entendia, queria saber porque um filho não mudaria tudo, não transformaria os dois, “Mas quem te disse que eu quero ser outro? Quem te disse que há um defeito em mim que eu não vá sofrer ao perdê-lo? A quem eu entrego a conta por ter me transformado num Mauricinho da favela, num Enzo pobre, em uma pessoa que nunca vai voltar a ser quem foi e nunca chegar a ser amado por ser uma quase pessoa? Obrigado, ela quer alguém que ande perfumado como você, que observa como deve pegar na taça de vinho, o que é um talher de peixe, como arrotar sem arrotar, você serviria para ela, Rafa, mas tem de chupar boceta e depois passar enxaguante bucal. Tô fora.”

Rafael fala que tinha planos para ser pai, para levar seu filho ou filha à escola, como Rodrigo, como Bosco, que queria ter uma família, houve um silêncio depois do que ele falou, as pessoas à mesa, ficaram desconfortáveis, Murilo perguntou quem mais não percebia-se em família, Daniel e Sam também levantaram as mãos, Murilo recolheu o próprio prato e o colocou na máquina de lavar, fomos retirando a mesa, os que não se percebiam em família tinham perguntas. Mas ninguém respondeu.

O café do sábado estava acontecendo em silêncio, Hélio saiu do quarto cinza cheio de papagaios e girafas sorridentes coberto de mau humor, “Eu tive a melhor infância que nenhum de vocês jamais ousaria pensar, fui adorado por meus pais, tudo em minha juventude girou em torno de mim, nunca conheci privação, fome, desafeto, desatenção, ao contrário, abraço, beijo, frases de incentivo, e bênçãos foram meu cotidiano, sou grato, não tenho nenhuma obrigação de fazer o mesmo por mais ninguém. Não quero ser monogâmico, eu sou o par de Joel como Murilo é de Mateus, não importa como vai ser a configuração, estaremos juntos. Rola briga, discussão, porrada mesmo entre nós, mas é um núcleo e ninguém foi convidado a fazer parte disso, não importa se hoje Murilo ama Daniel, que ele seja o grande amor de sua vida, os planos para o futuro e a fidelidade de Murilo está aqui entre nós quatro, eu não vou mudar meus planos pelos sonhos de ninguém, o exemplo de Tiago é excelente, nem vou explicar porque concordo com ele. Óbvio que Murilo lhe abraça ao saber de seus motivos, é óbvio.” Ele senta e faz uma pausa se servindo de um pouco de iogurte para começar novamente.

“Eu acredito que nada do que eu disse seja uma surpresa para Samuel, ele quer uma vida a dois, um apartamento com um gato, talvez um filho, acho que ele prefere as meninas. Ele estava feliz com João, João é incrível, mas João não é Rafael, e se eu não estiver errado… me diz, Samuca, esperar é a parte difícil de notar o amor por Rafinha tarde, não é?”, meu Deus, quanto drama, se fosse eu no lugar eu ia estar aos prantos, como Rafa e Sam estavam, mas era como Hélio falou, ia dor assim que ele entrasse no banheiro e visse uma escova só na pia, ia dor quando fosse a hora de apagar a luz do quarto, mas não ia sofrer, a dor faria a cena dela e iria embora se ele não fugisse e não se entregasse a ela. Nessa hora, quando isso foi dito, Tiago sorriu, queria isso mesmo, não sofrer.

Ninguém queria cozinhar e nem sair de casa, às dez e tanta, uma hora depois de Sam e Rafa pegarem a chave da quitinete, que felizmente estava desabitada, caiu uma grande chuva, do nada, resolvi que faria uma macarronada, peguei os ingredientes depois de ver três vídeo no Youtube, Joel ficou meio desconfiado da minha intenção, Caio achou que eu não terminaria, desistiria se algo desse errado. Deliciosa, modéstia a parte, a chuva fustigando lá fora e nós arrumando a mesa, passamos a tarde dentro de uma casa quem não estava fria e nem quente, uma sensação morna e quando eu peguei uma manta e me deitei no sofá, Caio sentou com um livro e me fez pôr a cabeça em seu colo, cochilei e despertei um monte de vezes, ele afagando meus cabelos, em umas almofadas próximo a nós no chão, Joel também lia, as costas na perna de Caio e ambos trocavam carinhos, eu despertava para ver parte de seu queixo, seu pescoço, ombro, orelha.

Acordei pra fazer uma sopa que reaproveitasse todas as sobras e restantes da geladeira, isso eu sabia fazer, sabedoria da minha mãe. Hélio estava triste na cozinha e Tiago o aconselhava a mentir quando Rafael voltasse, porque isso ia acontecer em dois ou três meses, e que sempre que encontrasse um dos dois se mostrasse um pouco pior do que o que realmente estava, “Se aqueles dois tivessem de ter ficado juntos, já teriam ficado antes, isso é tão provável de acontecer quanto Mateuzinho e eu fugirmos agora para viver de pesca na beira do mar”, eu gargalhei, segurei na rola dele e disse que ele tem um belo argumento, ele me deixou espantado e me beijou, não na bochecha como ele sempre fazia, um selinho Hebe Camargo na boca.

Espantados com ele, Hélio e eu perguntamos o que era aquilo, “Passei a noite conversando com Lygia, o telefone no peito parado e a mente correndo como doida pelas paredes do quarto, foi horrível e bom, conversamos, ela disse que ia fazer residência longe, pediatria, era outro momento da vida dela, ela resolveu isso quando se sentiu livre, a gente chorou muito, descobrimos que a gente se ama, ela me disse que vai me acompanhar a vida inteira, afinal sou o irmão que Murilo adotou, e ela mandou eu aproveitar esse momento de incerteza e ver se eu não sou gay, afinal de contas meus amigos sempre foram os veados. Caramba, isso é verdade, eu adoro Rodrigo eooolhaonde vim resolver meus problemas… Eu fiquei repassando as vezes em que gozei bem na entradinha da xoxota dela, e não lá no fundo e depois fui chupar a boceta dela e engoli minha porra, e gostei e penso…”, “Melhor não pensar meu amigo, você a ama como acabou de dizer, é a dor, e de verdade, nesse momento… não. De mais a mais, homens que dão o cusinho para sua esposa continuam sendo hétero, homens que nunca deram o rabo e nem chuaram um pau, mas comem outros caras, são gays - então não pira.” Foi o melhor conselho que Hélio poderia dar.

A noite seguiu com os garotos jogando War, Murilo e eu fomos para o quarto dele, fazia tempo que eu não comia um cuzinho e eu queria muito o de Murilo, ele me olhava e sabia que ia me dar o buraquinho, ele me beijava e a gente se deitou, ele por cima de mim, “Aquela conversa de Tiago mexeu com a cabeça de Daniel, ele me pediu para eu dizer como fazer parte de nosso grupo, que ama a vida que nós temos, disse que por nada quer sair de perto de mim, que eu sou o homem de sua vida e falou indo e voltando por mais de uma hora, logo em seguida, dormiu no peito de Renato, Renato refez o mesmo discurso, mas diferente, me comeu no closet, tapando minha boca e minha rrespiraço, dizendo que sou seu veadinho e que meu cu e eu todinho sou dele, disse que ia me disciplinar, tirou o pau de dentro e me levou lá pra churrasqueira, pelo cabelo, me chamando de cadela, Renato nunca nem arriscou fazer isso, pegou um chinelo e deu umas quatro chineladas bem dadas na minha bunda, depois meteu de quatro em mim, me xingando de cada nome… segurando minha garganta e dizendo que sempre gostou de mim, desde que o monstro nos apresentou, que sempre me amou, e que depois que se tornou meu marido nunca havia sido tão feliz.”

Ele me falava essas coisas metendo fundo minha pica na boca, parava punhetava falando, esfregava meu pau na própria cara, essa cara mais linda que ele tem. Eu pedi para ele sentar logo no meu cacete e quando ele ia fazer isso, o telefone toca e ele atende.

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