Lucas desligou o motor no fim da estrada de terra e ficou um minuto olhando a casa à distância. A pintura descascava nas laterais, a varanda larga ainda tinha as cadeiras de vime de sempre, o balanço pendurado na árvore grande onde ele brincava menino. O calor do fim de tarde grudava a camisa nas costas. Ele desceu do carro, abriu o porta-malas, pegou a mala pesada e caminhou devagar pela trilha de pedras.
A porta da frente se abriu antes que ele batesse.
Clara apareceu no batente, descalça, vestindo um vestido leve de algodão floral que marcava suavemente as curvas de um corpo que o tempo tratara com gentileza. Aos 55 anos, ela era bonita de um jeito que não precisava de esforço: pele bronzeada pelo sol da horta, cabelos castanhos com fios prateados soltos e úmidos nas pontas — devia ter tomado banho recentemente. Os olhos verdes, idênticos aos dele, brilharam ao vê-lo.
— Lucas…
A voz saiu baixa, quase um sussurro de alívio. Ela desceu os dois degraus da varanda e o abraçou forte. O corpo dela colou no dele por um segundo a mais do que o habitual entre mãe e filho adulto. Lucas sentiu o calor da pele através do tecido fino, o perfume suave de lavanda misturado ao cheiro natural dela, algo quente e humano. Os seios cheios pressionaram contra seu peito, os quadris encostaram nos dele de um jeito que o fez engolir em seco.
— Você emagreceu — murmurou ela no ouvido dele, sem soltar. — E está com cara de quem não dorme direito.
— Viagem longa — respondeu ele, com um sorriso cansado. — E… tudo junto.
Clara se afastou, mas manteve as mãos nos braços dele, olhando-o de cima a baixo como se quisesse confirmar que era mesmo o filho ali.
— Entra. Deixa eu te olhar direito.
Ela virou para dentro, o vestido balançando levemente nos quadris enquanto andava. Lucas seguiu, os olhos descendo por um segundo até a forma como o tecido acompanhava o movimento do corpo dela.
A casa estava fresca, janelas abertas deixando entrar a brisa do fim de tarde. O cheiro de café recém-passado pairava no ar misturado ao aroma de madeira velha e lavanda.
— Deixei seu quarto arrumado — disse Clara, virando-se na cozinha. — O mesmo de sempre. Mas se quiser o de hóspedes, também está pronto.
— O meu está ótimo, mãe.
Ela sorriu, um sorriso que tinha algo de triste e carinhoso ao mesmo tempo.
— Quanto tempo você fica?
Lucas apoiou a mala no chão e deu de ombros.
— Não sei. Um tempo. Até eu me achar de novo.
Clara se aproximou um passo. Estendeu a mão e tocou o rosto dele, o polegar roçando de leve a barba por fazer.
— Aqui você sempre vai ter lugar. Sempre.
O toque dela era quente. Durou um segundo a mais do que o necessário.
Naquela primeira noite, jantaram sopa de legumes da horta e bolo de fubá ainda morno. Conversaram sobre coisas leves: a horta que ela expandira, o vizinho que vendera a fazenda, o divórcio dele mencionado apenas de passagem. O vinho tinto que Clara abriu “para comemorar a chegada” desceu fácil, aquecendo o estômago e soltando as línguas. Quando saíram para a varanda, o céu estava cravejado de estrelas, o som dos grilos preenchendo o silêncio.
Sentaram-se no balanço antigo, lado a lado. Clara balançava devagar, os pés descalços no chão de madeira. A conversa aprofundou. Ela falou da solidão dos últimos anos, das noites em que lia até altas horas para não sentir o eco da casa vazia.
— Às vezes me pergunto como seria se as coisas tivessem sido diferentes — confessou, a voz tremendo levemente. — Se eu tivesse tido mais… companhia.
Lucas virou o rosto para ela. A lua iluminava o perfil de Clara: os lábios cheios, a curva suave do pescoço, os cabelos soltos caindo sobre os ombros. Ele sentiu uma pontada no peito — admiração profunda, misturada a algo novo.
— Você merecia mais, mãe. Sempre mereceu.
Ela sorriu, triste e grata, e apoiou a cabeça no ombro dele. O contato era inocente, mas o calor do corpo dela contra o dele começou a despertar sensações sutis. Lucas passou o braço ao redor dela, puxando-a mais perto. Nenhum dos dois se moveu por um longo momento, apenas respirando juntos no silêncio da noite.
No dia seguinte, o calor estava ainda mais forte. Clara sugeriu trabalhar na horta antes que o sol ficasse insuportável. Ela vestiu shorts jeans desfiados e uma regata branca fina. Lucas, de camiseta e bermuda, pegou a enxada. Trabalharam lado a lado, suando em poucos minutos. A regata dela ficou quase transparente nas costas, revelando o contorno do sutiã simples. Quando ela se abaixava, o tecido subia, expondo a curva da cintura e a pele bronzeada.
Os corpos se aproximavam demais: Clara passando por trás dele, o quadril roçando nas costas dele; Lucas se abaixando ao mesmo tempo que ela, os braços se tocando, pele quente contra pele quente.
Em certo momento, ela perdeu o equilíbrio. Lucas a segurou pela cintura, mãos grandes envolvendo-a com firmeza. Ficaram assim por um segundo inteiro: costas dela encostadas no peito suado dele, mãos dele quase nos quadris. Ele sentiu a maciez da barriga sob o tecido fino, o calor irradiando, o leve tremor do corpo dela.
— Desculpa… — murmurou ela, sem se afastar de imediato. A voz saiu mais rouca.
— Tudo bem — respondeu ele, voz baixa, mãos ainda ali.
Clara se virou para ele, rosto corado. Os olhos verdes encontraram os dele, e por um segundo nenhum dos dois falou. Havia uma eletricidade nova no ar.
— Tá muito quente — disse ela finalmente. — Vamos parar? Vou pegar água.
Na varanda, beberam água gelada. Quando ela entregou o copo, os dedos se tocaram por mais tempo do que o necessário. Ela bebeu devagar, cabeça inclinada para trás, pescoço exposto, gotas escorrendo pelo decote e desaparecendo entre os seios. Lucas sentiu o calor subir pelo baixo ventre pela primeira vez de forma incontrolável.
Clara anunciou que ia tomar banho. Lucas disse que também. Ela subiu as escadas primeiro, o som dos passos leves ecoando. Ele ficou na varanda, o corpo tenso, percebendo o quanto o corpo da mãe era desejável — não como mãe, mas como mulher.
Naquela noite, o vinho voltou à mesa. Conversa mais solta, risadas mais altas. Quando foram para a rede novamente, o espaço apertado os obrigou a ficar colados. Clara apoiou a cabeça no peito dele. Lucas sentiu o coração dela bater rápido. A mão dele, quase sem querer, deslizou pela cintura dela, subindo até a lateral do seio. Ela prendeu a respiração, mas não parou. Virou o rosto e o beijou.
O beijo foi hesitante no começo, depois urgente. Bocas se abrindo, línguas se encontrando com uma fome que nenhum dos dois esperava. Lucas subiu o vestido dela, descobrindo que não havia nada por baixo. Dedos deslizaram entre as coxas, encontrando-a molhada, quente, pronta. Ele circulou o clitóris devagar, sentindo-a tremer, os gemidos abafados contra sua boca. Clara abriu o shorts dele, mão envolvendo o pau duro, masturbando-o com movimentos lentos e firmes, o polegar roçando a cabeça inchada, espalhando o pré-gozo.
Na rede balançante, sob a luz fraca da lua, ele a tomou pela primeira vez. Posicionou-se entre as pernas dela, a ponta do pau roçando a entrada úmida. Entrou devagar, centímetro por centímetro, sentindo-a se abrir para ele, apertada e pulsante ao redor dele. Clara cravou as unhas nas costas dele, pernas envolvendo sua cintura, quadris subindo ao encontro de cada estocada. Ele acelerou, o som úmido de carne contra carne ecoando na noite, os seios dela balançando a cada investida. Ela veio primeiro, o corpo convulsionando, as paredes internas apertando o pau dele como um vise. Lucas gozou logo depois, jatos quentes enchendo-a, transbordando pelas coxas enquanto continuavam a se mover, prolongando o prazer até o limite.
Depois daquela noite, não houve volta. A casa inteira virou palco do desejo deles.
Pela manhã seguinte, na cozinha, Lucas a surpreendeu por trás enquanto ela lavava a louça. Encostou o corpo no dela, mãos subindo por baixo do robe solto, apertando os seios pesados, polegares circulando os mamilos endurecidos. Clara arqueou as costas, empinando a bunda contra a ereção dele. Ele baixou o robe até a cintura, beijando o pescoço, mordendo de leve a orelha. Desceu uma mão entre as coxas, dedos invadindo a buceta ainda sensível da noite anterior, fodendo-a devagar enquanto ela gemia, as mãos apertando a pia. Lucas abriu a calça, posicionou o pau na entrada e a penetrou com uma estocada profunda. Fodeu-a ali mesmo, contra a pia, água correndo esquecida, cada estocada fazendo os pratos chacoalharem. Clara gozou gritando baixo, o corpo tremendo, e ele veio logo em seguida, enchendo-a novamente, a porra escorrendo pelas pernas dela.
À tarde, no chuveiro, a água quente escorria pelos corpos nus. Lucas pressionou Clara contra os azulejos frios, mãos segurando os quadris dela com força. Beijou-a vorazmente, língua explorando a boca dela enquanto uma mão descia para massagear o clitóris inchado. Ela envolveu o pau dele com a mão, masturbando-o devagar, sentindo-o pulsar. Ele a virou de costas, abriu as nádegas e entrou no cu dela devagar, usando o sabonete como lubrificante. Clara gemeu alto, a dor inicial dando lugar ao prazer intenso enquanto ele a fodia ritmado, uma mão no cabelo dela puxando para trás, a outra esfregando a buceta. O orgasmo veio simultâneo, ela esguichando na parede do chuveiro, ele gozando fundo no cu apertado, os corpos colapsando juntos sob a água.
No quarto dela, à noite, os lençóis estavam embolados antes mesmo de deitarem. Lucas a deitou de costas, beijou cada centímetro do corpo: dos lábios ao pescoço, chupando os seios com devoção, língua circulando os mamilos, dentes mordiscando de leve. Desceu pela barriga, até entre as coxas, boca devorando a buceta, língua invadindo os lábios inchados, sugando o clitóris até ela arquejar e gozar na boca dele, os sucos escorrendo pelo queixo. Então a penetrou novamente, dessa vez lento, missionário, olhos nos olhos, cada estocada profunda e deliberada. Clara cravou as unhas nos ombros dele, pernas sobre os ombros para permitir mais fundo, gemendo “mais, filho, mais forte”. Ele obedeceu, acelerando até o clímax, gozando dentro dela enquanto ela vinha pela terceira vez naquela noite.
Descobriram gostos novos. Lucas adorava dominá-la: dar ordens baixas, ver Clara obedecer de olhos brilhantes. Uma noite, ele pegou o cinto e mandou que ela se ajoelhasse. Bateu nas nádegas devagar, deixando marcas vermelhas, cada golpe seguido de um beijo na pele ardente. Clara implorava por mais, empinando para ele. Ele a fodeu de quatro, mão no cabelo puxando como rédea, o pau entrando e saindo com força, batendo no fundo a cada vez. Ela gozou convulsionando, o cu apertando quando ele enfiou um dedo ali, prolongando o prazer.
Outra tarde, usaram a colher de pau da cozinha. Lucas bateu nos seios dela, nos mamilos sensíveis, depois nas coxas internas, até a pele corar. Clara tremia de desejo, buceta pingando no chão. Ele a amarrou com corda do varal na cama, pernas abertas, e a comeu devagar, alternando com gelo da geladeira para esfriar as marcas quentes, o contraste fazendo-a gritar de êxtase.
Com o passar das semanas, adicionaram mais cenas de paixão crua. Numa manhã chuvosa, no sofá da sala, Lucas a sentou no colo dele, pau enterrado fundo na buceta enquanto ela cavalgava devagar, seios balançando na cara dele para ele chupar. Ela rebolava, controlando o ritmo, até ele assumir, segurando os quadris e metendo de baixo para cima com força, os sons molhados preenchendo o quarto. Gozaram juntos, ela esguichando no pau dele, ele enchendo-a até transbordar.
Numa noite de lua cheia, no quintal, deitaram na grama. Clara deitou de bruços, Lucas por cima, beijando as costas, descendo até morder as nádegas. Virou-a, abriu as pernas e chupou-a ali ao ar livre, língua explorando cada dobra, dedos fodendo o cu enquanto sugava o clitóris. Ela veio tremendo, mãos no cabelo dele puxando forte. Ele a penetrou então, fodendo-a com urgência primal, o orvalho da grama misturando ao suor deles.
A urgência inicial suavizou com o tempo. Os jogos pesados se tornaram raros. O que ficou foi a intimidade absoluta. Acordavam entrelaçados, faziam amor preguiçosamente ao raiar do dia: ele acordando com beijos no pescoço dela, mão descendo para acariciar a buceta úmida de sono, penetrando-a de lado, devagar, sussurrando no ouvido enquanto gozavam em sincronia.
Tomavam café nus na varanda, às vezes interrompidos por um beijo que virava mais — ela se ajoelhando para chupá-lo, boca quente envolvendo o pau, língua circulando a cabeça até ele gozar na garganta dela.
Lucas consertava a casa, pintava a cerca, expandia a horta. Clara plantava flores novas, cozinhava para os dois, esperava-o com um sorriso que dizia “venha me amar de novo”. Uma vez, depois de um dia de trabalho, ele a encontrou na cozinha só de avental. Tirou o avental devagar, encostou-a na mesa, abriu as pernas e a comeu ali, pratos caindo no chão, gemidos ecoando enquanto ela cravava as unhas nas costas dele.
Uma manhã de outono, caminharam pelo pomar. Pararam debaixo da árvore mais antiga. Lucas a encostou no tronco, beijou-a devagar, mãos subindo por baixo do vestido. Dedos encontraram-na sem calcinha, molhada como sempre. Ele a ergueu contra a árvore, pernas ao redor da cintura, e a penetrou devagar, cada estocada profunda e ritmada, beijando os seios expostos, sugando os mamilos enquanto ela gemia baixo, o vento levando os sons para longe. Gozaram juntos, corpos tremendo contra a casca áspera.
— Eu fico — disse ele depois, ofegante, testa encostada na dela. — Não volto pra cidade. Aqui é meu lugar. Com você.
Clara sorriu, lágrimas silenciosas escorrendo.
— Aqui sempre foi nosso lugar.
Meses depois, a casa estava renovada: telhado consertado, paredes pintadas, jardim florido. Vizinhos distantes comentavam que a viúva do campo parecia rejuvenescida, que o filho pródigo voltara para ficar. Ninguém precisava saber mais.
Mas as noites ainda eram de paixão. Numa delas, com chuva batendo na janela, Lucas a deitou na cama, acendeu velas ao redor. Beijou cada centímetro: pés, coxas, buceta — lambendo devagar, dedos explorando o cu ao mesmo tempo. Ela o virou, chupou o pau dele com devoção, garganta profunda até lágrimas escorrerem. Fizeram em 69, bocas devorando um ao outro, gemidos abafados até o orgasmo mútuo. Então ele a penetrou, variando posições: ela por cima cavalgando selvagem, depois de quatro com ele batendo forte, por fim de lado com carinhos lentos.
A casa de campo, com suas janelas sempre abertas para a brisa e seus silêncios agora preenchidos por risos, gemidos e “eu te amo” sussurrados, guardou para sempre o segredo mais doce dos dois.