Meu marido sempre foi aquele tipo de homem que toda mulher sonha em ter. Bonito sem esforço, inteligente na medida exata, protetor. Ele sabe ouvir, sabe provocar, sabe tocar — em todos os sentidos. Nunca me faltou nada ao lado dele. Pelo contrário… sempre me senti desejada, escolhida, satisfeita.
Mas um dia ele me deixou surpresa, intrigada. Disse, entre devaneios, que queria me ver desejada por outro homem. Observar, de perto, o meu prazer. Que queria sentir, de longe, o efeito que eu causava. Que queria observar minha excitação crescendo, sabendo que no fim da noite eu voltaria para ele.
Jamais acreditaria que algum homem pudesse fantasiar algo como o que ele me trouxe. Sorte demais para ser verdade, poder satisfazer meus desejos em outros mastros, passei a me questionar sobre teus sentimentos por mim. No começo, achei estranho. Diferente demais do que eu imaginava. Mas quanto mais ele falava, mais eu percebia… aquilo não tirava nada de mim. Só acrescentava.
Numa noite, saímos já com um desejo conversado entre nós. Não era um plano rígido, nem regras ditas em voz alta. Era só um acordo implícito: iríamos observar, sentir, escolher. Se alguém me despertasse vontade… um beijo aconteceria.
O lugar estava cheio, quente, vivo. Eu sentia o olhar dele sobre mim enquanto caminhávamos entre as mesas. Não era vigilância — era admiração. Eu gostava disso.
Sentamos no balcão. Pedimos uma bebida e deixei o vestido marcar meu corpo sem disfarçar. Eu queria ser vista. Queria ser desejada. E sabia que ele queria exatamente isso.
Foi quando senti.
Um olhar diferente. Um homem alguns lugares à frente. Não era apenas bonito — sedutor. Quando nossos olhos se cruzaram, algo apertou dentro de mim. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça.
— Aquele ali — eu disse, quase sem mover os lábios.
O marido seguiu o olhar. Senti o misto de ciúme e excitação em seu rosto.
Levantei para ir ao banheiro, passando por aquele cara. Quando nossos braços se tocaram de leve, foi o suficiente para fazer meu estômago contrair. Meu corpo inteiro parecia atento, sensível demais.
Na volta, iria direto para o meu marido, mas fui abordada por aquele homem. Conversa curta. Voz baixa. Risadas contidas. Eu sentia o olhar do meu marido em mim, e isso só aumentava tudo. Minha respiração estava mais lenta, mais pesada. Eu sabia exatamente o que estava fazendo.
Quando nos aproximamos um pouco mais, houve um segundo de hesitação — não por dúvida, mas por intensidade. Então aconteceu.
Os lábios dele nos meus foram quentes, firmes, intencionais. Ele me beijou carregado de desejo. Meu corpo respondeu imediatamente. A excitação era clara, quase difícil de disfarçar. Não era só o beijo… era o contexto, o risco, o olhar do meu marido assistindo tudo. Por um minuto, me puxou para um canto vazio, me pegou firmemente na cintura, passeou tuas mãos pelo meu corpo. Me sentiu molhada. O senti, ao segurar com firmeza o pulsar de sua grande excitação.
Após alguns amassos, me afastei, e apressada, cheia de receios procurei os olhos que eu tanto amava. Atento, satisfeito, enlouquecido. Não havia ciúme ali. Havia tesão. Voltei para o banco ao lado dele com o coração acelerado, o corpo quente, a mente em chamas. Inclinei-me levemente, só o suficiente para que ele sentisse meu perfume, minha respiração. Voltamos felizes e apaixonados, e naquele momento eu soube: foi mesmo sorte a minha.