A primeira vez não foi impulsiva. Foi pensada, desejada, escolhida com cuidado. Nós reservamos o hotel como quem prepara um ritual. Nada ali era por acaso — nem a luz baixa, nem o ambiente acolhedor do quarto, nem o frio leve no estômago que eu sentia enquanto me olhava no espelho.
Eu estava nervosa… e excitada. Muito.
Meu marido estava tranquilo, confiante, com aquele olhar que sempre me desmonta. Ele me lembrava, sem palavras, que eu estava segura. Que aquilo era sobre nós. Sempre foi.
Quando a porta se abriu e o outro homem entrou, charmoso, barba bem feita, bem vestido, senti o impacto imediato. Não era só ele — era o momento. O fato de estarmos ali, os três, tornando real algo que até então só existia na imaginação. Meu corpo respondeu antes que eu pensasse. Um misto de nervosismo, calor conhecido, profundo, tomou conta de mim.
Começou devagar. Risadas. Brincadeiras sutis. A tensão gostosa de não saber exatamente quem tocaria primeiro.
Então as mãos vieram.
Primeiro, suaves. Uma massagem lenta, quase provocadora, como se quisessem me preparar, não só fisicamente, mas emocionalmente. Eu fechava os olhos às vezes, só para sentir melhor. Outras, mantinha-os abertos… porque sabia que meu marido me observava. Cada reação minha era vista. Cada suspiro, notado.
Isso me deixava ainda mais entregue. Beijo nos ombros, peitos fortes me tocando pelas costas.
Havia momentos em que eu sentia o toque dos dois ao mesmo tempo, de maneiras diferentes, complementares. Meu corpo parecia responder em ondas, e eu me permitia mudar de posição, explorar, sentir. Não havia pressa. Só presença. Só prazer crescendo.
O mais intenso não era nem o toque em si — era saber que meu marido estava ali. O olhar dele era pesado de desejo, de excitação pura, naquele momento a observar a mulher amada a ser abocanhada em prazer por outro… e isso tornava tudo ainda mais forte quando ele me segurava pelas mãos. Eu sentia a excitação dele crescer junto com a minha, como se me ver fosse parte essencial daquilo.
Em alguns momentos, eu quase esquecia onde estava. Em outros, estava consciente demais — do quarto, da respiração, dos olhos sobre mim. Quando meu corpo finalmente cedeu ao que estava sentindo, não foi explosão. Foi profundidade. Um orgasmo que vinha misturado com confiança, desejo e uma estranha sensação de plenitude. Meu marido, ao me ver gozar na boca de outro homem, estava completamente anestesiado em prazer, e chegou ao gozo enquanto se tocava.
Me dando conta que um mastro forte e duro estava em minha frente aguardando me recuperar do orgasmo, tive a curiosidade de sentir a reação de meu esposo ao me ver tocar minha boca em outro falo. Sentir teu sabor por um momento, mas logo pedi que o metesse em mim. Aos poucos fui sentindo tudo entrando, deslizando e me abrindo lentamente, eu estava em extase, sob os olhos do meu homem, que estava novamente com o pau ereto. Cada mudança de posição era também uma entrega psicológica. Uma aceitação de que aquele prazer não diminuía nada entre nós… só ampliava. Com força, ele me dominava de um jeito que o segundo orgasmo foi natural. Depois de tanto me dar prazer, o homem, como um touro, derramou todo o seu leite sobre meu ventre e foi ao banho. Quando tudo se acalmou, meu marido se aproximou de mim como sempre fez. Com intimidade. Com posse tranquila. Com aquele toque que só ele tem. Nos beijamos intensamente, ele penetrou e tão logo gozou, completamente entregue ao seu fetiche.
E naquele silêncio compartilhado, eu entendi:
a primeira vez não tinha sido sobre outro homem.
Tinha sido sobre nós… levados a um novo limite de prazer, cumplicidade e aventura.