Caderno do controle

Um conto erótico de Bruno
Categoria: Heterossexual
Contém 1308 palavras
Data: 30/01/2026 15:40:42

O ar condicionado do escritório zumbia baixinho, espalhando um frio artificial que faz Bruno ajustar a gola da camisa social enquanto olha, entediado, para a tela do computador. A planilha de vendas do trimestre pisca diante dele, números que não fazem sentido, gráficos que não o interessam. Seus dedos tamborilam sobre a mesa, impacientes, até que um som surdo—algo entre um baque e um arrastar de papel—o faz levantar a cabeça.

Debaixo da mesa, entre a parede e o gabinete de metal, há um caderno. Não é um daqueles blocos de anotações baratos que a empresa distribui no início do ano, não. Esse tem capa de couro envelhecido, quase preto, com veios dourados que brilham sob a luz fluorescente como se fossem feitos de metal derretido. As páginas, quando Bruno o abre com cuidado, são grossas, de um papel tão liso que parece sedoso ao toque. Não há marcas, nem linhas, nem nada que indique que já foi usado. Só o cheiro—algo entre incenso queimado e um perfume doce, quase intoxicante, que sobe pelas suas narinas e faz seus dedos formigarem.

Ele folheia as primeiras páginas, hesitante, até que seus olhos pousam em uma frase escrita em letras miúdas, quase imperceptíveis, no canto inferior direito:

"Escreva um nome. Pense no rosto. Comande. Eles obedecerão."

Bruno ri baixo, um som seco, cético. Que merda é essa? Mas seus dedos já coçam para testar. Ele pega a caneta esferográfica que usa para assinar relatórios, a ponta fina pressionando levemente o papel. Seu olhar vagueia pela sala aberta, passando pelos cubículos cinzentos, até parar em Clarice, a analista de marketing, sentada três mesas à frente. Ela está inclinada sobre o teclado, os cabelos castanhos presos em um coque alto, a blusa social justa marcando as curvas dos ombros. Bruno a conhece de vista—sempre séria, sempre pontual, sempre com um ar de superioridade que o irrita.

Ele escreve: "Clarice."

A tinta parece sugar-se para dentro do papel, desaparecendo como se nunca tivesse existido. Bruno pisca, confuso, mas então sente algo—uma espécie de clique na mente, como se uma engrenagem invisível tivesse encaixado. Ele sorri. Funciona.

Sem pensar muito, escreve abaixo, com letras mais firmes:

"Durante a reunião das 14h, você vai sentir um prazer tão intenso que não vai conseguir segurar. Vai gozar sem querer, bem devagar, escondido debaixo da saia. E não vai poder fazer nada para evitar."

O papel estremece levemente sob seus dedos, como se estivesse vivo.

A sala de reuniões é abafada, o cheiro de café queimado misturado ao suor nervoso dos funcionários. Clarice cruza as pernas, a saia lápis azul-marinho subindo alguns centímetros acima dos joelhos. Ela ajusta os óculos de armação fina, folheando o relatório que vai apresentar, enquanto o gerente, Sr. Lopes, discorre sobre metas irreais. Seu corpo está tenso, mas não pelo estresse da apresentação.

Há algo errado.

Um calor começa entre suas coxas, lento no início, como uma brasa acesa debaixo da pele. Clarice pressiona as pernas uma contra a outra, tentando ignorar, mas o atrito da calcinha de renda contra seu clitóris já inchado faz seus dedos crisparem sobre a caneta. Não. Não agora. Ela morde o lábio inferior, respirando fundo pelo nariz, mas o prazer sobe em ondas, insistente, como se alguém estivesse passando a ponta de uma língua quente e úmida sobre ela, bem devagar.

—Porra—

Seus quadris se mexem sozinhos, um pequeno círculo quase imperceptível na cadeira. O suor umedece a nuca, escorrendo entre os seios. Ela cruza os braços sobre o peito, como se isso pudesse conter o que está acontecendo embaixo da mesa. O gerente continua falando, mas as palavras se tornam um zumbido distante. Tudo o que existe agora é o latejar entre suas pernas, o tecido úmido colado à pele, o cheiro doce do seu próprio excitamento subindo, sufocante.

Quando o orgasmo vem, é um tremor que sobe pela coluna, faz seus dedos dos pés enrijecerem dentro dos sapatos de salto. Clarice morde a bochecha por dentro para não gemer, mas um som baixo, abafado, escapa de sua garganta—algo entre um suspiro e um choramingo. Seus quadris se levantam levemente da cadeira, como se buscassem mais, mais, e então ela goza, as paredes internas se contraindo em vão, o prazer derramando-se em ondas quentes que a deixam tonta.

Ela fica confusa em como essa sensação ocorreu do mais completo nada, o corrimento escorria por sua buceta e molhava sua calcinha enquanto os homens e mulheres na sala notavam sutilmente que seu semblante mudou e ela expressa um rosto involuntário de satisfeita.

Bruno, que observa de sua cadeira no fundo da sala, os lábios curvados em um sorriso quase imperceptível. Ele escreve mais uma linha no caderno, só para si:

"Boa garota."

O refeitório está lotado no horário do almoço, o barulho de talheres batendo em pratos de plástico misturado às risadas e conversas animadas. Júlia, a estagiária de RH, está sentada sozinha em uma mesa perto da janela, mastigando uma maçã com casca, os fones de ouvido no pescoço. Ela rola a fruta entre os dedos, observando o movimento das pessoas, quando de repente sente um formigamento nos mamilos.

Que porra—

O arrepio desce pela barriga, como se alguém tivesse soprado gelo quente sobre sua pele. Júlia olha ao redor, desconfiada, mas ninguém está olhando para ela. Ela morde a maçã novamente, e dessa vez o suco doce explode em sua boca ao mesmo tempo que um calor úmido inunda sua calcinha. Não. Não aqui. Sua respiração acelera. O prazer vem sem aviso, como uma descarga elétrica direto no clitóris. Ela larga a maçã, os dedos tremendo, e agarra a borda da mesa, as unhas afundando na madeira.

—Meu Deus—

Não há como segurar. Seu corpo se arqueia para trás, os seios pressionando contra o tecido fino da blusa, os mamilos duros como pedras. Um gemido alto, desesperado, escapa de seus lábios entreabertos. Alguém ri ao lado. Eles estão olhando. Eles estão vendo. Mas Júlia não consegue parar. O orgasmo a atinge como um trem, faz suas coxas tremerem, o suor escorrer pelo pescoço. Ela goza com os olhos arregalados, a boca aberta em um "ah" silencioso, as mãos crispadas sobre a mesa, como se isso pudesse ancorá-la à realidade.

Quando finalmente volta a si, há risadas abafadas ao redor. Alguém comenta: "Acho que a Júlia gostou demais da maçã."

Ela não consegue olhar para ninguém. Só abaixa a cabeça, envergonhada, enquanto Bruno, do outro lado do refeitório, toma um gole de café, satisfeito.

O banheiro feminino no terceiro andar é vazado, o piso de cerâmica fria sob os pés descalços de Amanda, a supervisora de logística. Ela lavou as mãos com água morna, o sabonete líquido deixando um cheiro de lavanda no ar. Está prestes a secá-las com o jato de ar quente quando sente algo—uma pressão súbita, como se dedos invisíveis tivessem se fechado em torno de seu clitóris.

—O que—?

Seu corpo inteiro se enrijece. O prazer vem sem aviso, uma onda tão intensa que suas pernas quase cedem. Amanda se apoia na parede de azulejos brancos, os dedos ainda molhados escorregando sobre a superfície fria. Não. Não. Não. Mas é tarde. O orgasmo a atinge com força brutal, faz seus quadris sacudirem para frente, como se estivesse sendo penetrada por algo grosso e implacável. Um gemido rouco sai de sua garganta, ecoando no banheiro vazio. Sua calcinha está encharcada, o suor escorrendo entre os seios.

Ela goza novamente, desta vez com um choramingo alto, desesperado, as unhas arranhando o azulejo. Quando finalmente consegue se endireitar, suas pernas tremem, o corpo ainda pulsando com os últimos espasmos de prazer forçado. Amanda olha para o próprio reflexo no espelho—cabelos desarrumados, bochechas coradas, lábios entreabertos. O que foi isso?

Lá fora, Bruno fecha o caderno com um estalo seco, o sorriso nos lábios.

"Ainda tem mais."

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Comentários

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Interessante...

Queria um caderninho desses...

Mas não tem consequências?

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