Pedido de perdão a Julgamento II
O silêncio na sala era denso, pesado, como se cada olhar fosse um prego cravado na minha pele.
De joelhos, com os braços atrás da cabeça, sentia-me como um animal exposto num circo de senhores cruéis. O plug latejava no meu interior, a garganta ardia da urina engolida, e ainda assim sabia: o pior estava apenas a começar.
A Dra. R foi a primeira a falar.
— Escrava, foste convocada para este tribunal por teres ofendido, humilhado e desonrado o meu marido, o Sr. Eng. . A tua pena não está apenas no atraso de hoje, mas no desprezo com que no passado ousaste falar dele. Hoje serás julgada, castigada e possuída até que nada reste em ti a não ser a condição que aceitas: a de escrava da Casa C.
Dona L interrompeu:
— Vamos começar pelo castigo físico. Que a cadela sinta na carne a vergonha que trouxe à nossa família.
O Engenheiro pegou na vara de bambu.
— Setenta e cinco chicotadas. — a sua voz não deixava margem. — Cada uma, um minuto do teu atraso, cada uma, um lembrete da tua baixeza.
Dois convidados ergueram-me pelos braços, estendendo-me de bruços sobre um banco baixo. O vestido de criada subiu, deixando-me nua, exposta.
A primeira vergastada caiu sem aviso. O som seco encheu a sala, arrancando-me um gemido abafado.
— Conta em voz alta! — gritou a Dra. R
— U… uma… — respondi, a voz a tremer.
Outra chicotada, mais forte, ardendo como fogo.
— Duas… —
A cada golpe, a pele abria-se em listras vermelhas. As lágrimas escorriam-me pelo rosto, mas a contagem continuava. À décima, já gritava; à vigésima, soluçava; à trigésima, quase desfaleço. Mas eles não tinham pressa. Cada número era arrancado de mim como sangue.
Quando cheguei à quinquagésima, o corpo já não me obedecia.
O Engenheiro aproximou-se e agarrou-me pelo cabelo.
— Vais desmaiar, cadela? Nem pensar. Ainda faltam vinte e cinco.
Deitou-me água gelada pela cara, forçando-me a despertar.
— Continua a contar. —
Oiço a vara cortar o ar e voltar a rasgar-me a carne.
— Cinquenta e um! —
A plateia ria, comentava entre si. As filhas, cúmplices do espetáculo, registavam cada choro, cada grito, como se fossem troféus.
Quando finalmente gritei “setenta e cinco!”, o corpo caiu mole sobre o banco, sem forças para mais.
Mas o castigo não terminou.
A Dra. R levantou-se do trono, aproximou-se e, sem piedade, aplicou-me cinquenta palmadas diretas, rápidas, até as nádegas ficarem roxas.
— Aprende, cadela. A tua pele pertence-nos.
A Matriarca ordenou a seguir:
— Agora, de quatro. Rabo bem alto. Vamos às vergastadas de vara.
Obedeci, já sem resistência.
As vergastadas eram diferentes das chicotadas: mais fundas, mais cortantes. Senti a pele a rasgar-se em golpes longos. Os gritos ecoavam, mas ninguém teve pena.
— Sessenta… sessenta e um… sessenta e dois… — a contagem continuava.
No final, o Engenheiro largou a vara e anunciou:
— E para terminar, setenta e cinco açoites. Que fique gravado a fogo que esta criatura é propriedade da Casa C
Um chicote de couro foi entregue a Dona L.
— Será uma honra — disse ela, erguendo o braço com firmeza.
Cada estalada no meu corpo abria-me mais a alma do que a pele. Já não chorava, já não gritava: apenas obedecia, apenas recebia, apenas existia como coisa deles.
Quando o último açoitamento caiu, o silêncio voltou à sala.
Eu, ajoelhada, suada, marcada de sangue e lágrimas, mal respirava.
Foi então que a Dra. R declarou:
— O castigo físico terminou. Agora vem o castigo moral.
Fez sinal com a mão.
Duas das filhas aproximaram-se, cada uma com um par de cuecas molhadas na mão.
— Estão usadas desde ontem. Vais enfiá-las na boca, uma por uma, e engolir o sabor da sujeira delas.
Obedeci, quase a sufocar, com o odor acre a encher-me a boca. Mastigava, chupava, até que permitiram que cuspisse e engolisse os restos de saliva.
O Engenheiro ergueu-se.
— Muito bem. A primeira parte do julgamento terminou. Mas a noite é longa, e a cadela ainda vai servir.
Um murmúrio de expectativa percorreu a sala.
Dona L sorriu.
— Está aberta a sessão de usos. Cada um terá a sua vez. Esta escrava vai ser tomada em todos os orifícios, até à exaustão.
E eu, ajoelhada, percebi que aquilo que julgava já insuportável era apenas o começo.