Picas Suadas na Academia em Atenas
(por um escriba anônimo, século IV a.C.)
Naqueles dias quentes de verão, quando o sol dourava as pedras do ginásio, nós, os efebos de Atenas, passávamos as horas nus sob o olhar atento dos mestres.
Os corpos eram a própria filosofia: músculos esculpidos pelo óleo, pelo sol e pela luta; coxas grossas de corredores, peitos largos de lutadores, nádegas firmes de saltadores. Eros não era um deus distante — morava ali, no ar denso de suor, óleo e respirações aceleradas.
Eu era o mais novo, pele ainda clara, barba rala, mas já dono de um phallos que os outros notavam. Durante as corridas, quando passávamos em fila, meu membro balançava pesado entre as pernas, e os olhares vinham: primeiro discretos, depois descarados.
Kallias, o loiro de Esparta que treinava conosco, sempre corria atrás de mim; dizia que era para “proteger minhas costas”. Mas eu sentia seu olhar queimando na curva da minha nuca, descendo pelas costas, parando na base onde o membro se movia.
Leônidas, o alto e moreno de Tebas, fingia ajustar a faixa na cintura enquanto observava o meu, duro de tanto correr, batendo contra a coxa. “É sinal de vigor”, ele murmurava para os outros, voz rouca.
E o mestre de retórica, Diógenes, o mais velho, sorria de lado quando nos via flertando com os olhos, os corpos roçando “acidentalmente” durante a luta corpo a corpo.
O dia terminava com o exercício final: a “meditação viril”, como chamavam.
Sentados em círculo no pátio interno, sob a luz alaranjada do entardecer, o mestre ordenava: “A virtude do homem está no controle do desejo. Mostrem que dominam o próprio phallos, mas também que o honram.”
Então começava.
Primeiro um toque leve, dedos deslizando pela pele oleosa. Depois, punhos fechados, ritmo lento, sincronizado como uma dança. Os gemidos baixos se misturavam ao canto das cigarras. Kallias, ao meu lado esquerdo, apertava a base da sua rola grossa e curta, olhos fixos no meu membro longo e curvado. Leônidas, à direita, punhetava com força, bolas pesadas balançando, suor escorrendo pelo abdômen definido.
Nenhum tocava o outro — a regra era clara: só a própria mão. Mas os olhares eram foda: devoravam, penetravam, fodiam sem precisar de mãos.
Eu sentia o calor subindo, o membro inchando mais, veias saltadas, cabeça brilhando de pré-gozo. Kallias gemeu primeiro, jorrando forte no chão de pedra, leite branco contrastando com o pó. Leônidas veio logo depois, grunhindo como um touro, porra grossa pingando pelas coxas.
Um a um, os outros se entregaram: espirros quentes no ar, gemidos abafados, corpos tremendo.
Por fim fui eu. Apertei forte a base, subi devagar, imaginando as bocas que nunca tocariam. Gozei alto, jatos longos que caíram no meu peito, na barriga, misturando-se ao óleo. O mestre assentiu, satisfeito. “Vejam: o desejo controlado é o mais poderoso.”
Saímos dali em silêncio, corpos ainda latejando, porra secando na pele.
No dia seguinte, o flerte recomeçava. Mais olhares. Mais roçadas “acidentais”. Mais promessas mudas.
Porque na academia de Atenas, Eros nunca descansava.
Ele apenas esperava a próxima lição.
✍🏽 Apollo B., El Lobo
😈😈😈
Gostou? Comenta aqui e pede o próximo da série!
Qual parte te dá mais tesão?
Fala pro pai!
Abraços e sarrafos
Do Lobo Escritor Putão
