Semana no Monte — Dia III e Dia IV
## Dia III
### 06h00 – O despertar
A jaula abre-se. A Dra. Zita aguarda-me de pé, telefone na mão.
Com um simples toque no ecrã, o plug vibra dentro de mim, já meio insuflado.
— Vamos, cadela, levanta. Hoje não és só criada. Vais aprender a servir com classe.
Entrega-me o uniforme:
- Mini saia curtíssima, avental branco rendado.
- Camisa leve, quase transparente.
- Meias grossas de lã a subir até às virilhas, sufocantes com o calor da manhã.
- Sapatos pretos de salto largo, 11 cm, com fita a prender sobre o peito do pé.
Sinto o calor a dobrar-se sobre o corpo, cada passo é um desafio.
— Endireita-te. As tuas roupas não te dão dignidade, dão-nos prazer ao ver-te assim. —
### 07h00 – Pequeno-almoço
No terraço, a família começa o dia.
O calor alentejano já se sente, mas eu, de meias até às coxas, tenho de servir café, fruta e pão fresco, sempre equilibrada nos saltos.
A cada hesitação, a Dra. Zita mexe no telemóvel: o plug vibra forte, insufla mais.
Quase tropeço, mas aguento.
— Mantém a classe, cadela. Um passo em falso e bebes da tigela dos cães. —
Enquanto eles comem, a minha refeição é apenas um copo de vinho com saliva cuspida da boca da Matriarca.
### 09h00 – Trabalhos no exterior
Sou levada ao jardim para lavar a calçada com balde e escova.
O sol queima, o suor escorre pelas pernas presas em lã grossa.
As meias colam-se à pele, os saltos afundam-se nas pedras.
O Engenheiro aproxima-se, filmando-me com o telemóvel.
— Cada gota de suor é uma homenagem à Casa. Continua. —
Sempre que paro para respirar, a vibração aumenta até quase me fazer gritar.
### 12h00 – Almoço
Mesa posta no terraço.
Eu, de uniforme, de pé ao lado, pronta para servir vinho e pratos.
Enquanto eles comem carne grelhada e salada fresca, colocam-me um prato no chão com ossos lambidos e um fio de vinho derramado.
— Refeição de cadela. Engole tudo, lambe o prato. —
De seguida, obrigam-me a ficar de pé sobre os saltos, copo na mão, plug insuflado ao máximo.
— Fica assim até terminarmos a sobremesa. —
### 15h00 – Castigo do jejum
Sou levada à cave. Correntes nos pulsos, braços abertos, pés apoiados apenas pelas pontas dos saltos.
O Engenheiro decide:
— Hoje não comes mais. Vais jejuar até amanhã. A tua comida será apenas o que sair de nós.
O corpo treme, o estômago contorce-se de fome.
De repente, o telefone vibra. O plug lateja.
### 17h00 – À beira da piscina
Chamam-me novamente. Agora, sem uniforme: apenas o avental e os saltos.
A Dra. Zita exige-me de joelhos junto à espreguiçadeira.
Ela abre as pernas, o calor do corpo em pleno verão faz o cheiro impregnar-se em mim.
— Bebe-me até não poderes mais. Hoje não terás outra refeição. —
Obedeço, desesperada, saciando fome e humilhação ao mesmo tempo.
### 20h00 – Jantar
Mais um banquete para eles, mais um ritual de nada para mim.
— Hoje só bebes o vinho que escorrer das nossas bocas. —
Um a um, deixam-me de joelhos, copo em punho. Eles enchem a boca de vinho e cospem-me dentro.
Engulo, de cabeça baixa, agradecendo.
### 22h30 – Sessão noturna
Na sala, nua exceto pelas meias e pelos saltos, sou colocada de quatro.
O Engenheiro controla o plug com o telemóvel: vibrações intensas, depois silêncio, depois insufla até a dor me fazer cambalear.
Enquanto me usa por trás, a Dra. Zita obriga-me a lamber-lhe os pés, a mastigar a pele entre os dedos até quase sufocar.
— Classe, cadela. Sempre com classe. —
### 01h00 – Regresso à masmorra
De volta à jaula, nua, o corpo latejando, barriga vazia.
Antes de fechar a grade, o Engenheiro aproxima-se do meu ouvido:
— Amanhã nem sequer serás criada. Serás apenas boca e rabo. Nada mais. —
## Dia IV
### 06h00 – O despertar brutal
A jaula abre-se de rompante. O Engenheiro não perde tempo: prende-me pela trela e arrasta-me até ao centro da masmorra.
— Hoje não és criada, não és serva, não és nada. És apenas orifícios. —
O plug insuflável é aumentado ao máximo, até me fazer gritar. A vibração mantém-se constante, controlada pelo telemóvel da Dra. Rita.
### 07h00 – Humilhação matinal
Sou levada nua até ao terraço, apenas com os saltos e as meias de lã coladas de suor da noite.
— De quatro, frente à mesa. —
Enquanto tomam o pequeno-almoço, sou obrigada a abrir a boca.
Cada resto de comida mastigada é cuspido para dentro de mim.
— Engole com gratidão — ordena a Matriarca.
### 09h00 – Castigo físico
De volta à cave, colocam-me suspensa pelas correntes.
Desta vez, é o Engenheiro que pega no chicote.
— Cem. —
E começa. Cada estalada arranca-me gemidos que ecoam pelo espaço.
A cada dez, a Dra. Zita pressiona o comando: o plug vibra ao máximo.
Choro, tremo, mas não quebro.
### 12h00 – Prova da fome
Sou levada de volta à piscina.
Eles almoçam marisco fresco, vinhos caros.
Eu, ajoelhada, recebo apenas conchas lambidas e as cascas que caem no chão.
O Engenheiro obriga-me a mastigar cada pedaço até ao osso.
— Não tens direito a nada. A tua fome é parte do nosso prazer. —
### 15h00 – Sessão de uso contínuo
Na sala, deitada no chão de pedra, sou usada por ambos em sequência.
Ele obriga-me a engolir até sufocar; ela senta-se sobre o meu rosto até me deixar sem ar.
— Não te mexas. Se te queixares, começas de novo. —
### 18h00 – Exposição pública
A Dra. Zita tem visitas.
Dois casais amigos chegam para um copo de vinho ao final da tarde.
Eu sou deixada nua no jardim, em quatro, com uma placa pendurada no pescoço: *“Escrava — Propriedade da Casa”*.
Os convidados riem, tiram fotos, pedem demonstrações.
Sou obrigada a lamber-lhes os sapatos e a beber vinho da sola das sandálias.
### 20h00 – Jantar com espetáculo
A mesa está posta no terraço, o jantar servido com pompa.
Eu não estou sentada, nem deitada como prato: estou de joelhos, escondida debaixo da mesa.
O espaço é apertado, sufocante, mas é ali que pertenço.
Enquanto conversam e brindam, o Engenheiro obriga-me a engolir-lhe em silêncio, sem interromper a refeição.
A cada pausa, uma das convidadas empurra-me a cadeira para trás e enfia-me o pé na boca, exigindo que lamba cada dedo.
Outra cruza as pernas e prende a minha cara contra o sexo, obrigando-me a beber dela enquanto continua a falar de vinhos e praias.
O jogo é simples: eu sou utensílio.
Eles comem, bebem e riem, enquanto eu, de joelhos, trabalho com a boca até a garganta arder, até a língua doer, até cada um e cada uma estar satisfeito.
De cima, só se ouvem risos, brindes e talheres. De baixo, só gemidos abafados da cadela que serve sem ser vista.
### 23h00 – O suplício final
Na cave, sou deitada no banco de madeira, braços e pernas amarrados.
O Engenheiro remove o plug:
— Já não precisas disto. Agora és só carne para me servir. —
E penetra-me ele próprio, com violência, marcando cada estocada com palmadas nas nádegas.
Enquanto me usa por trás, a Dra. Zita chicoteia-me sem piedade.
— Nada. És nada. — repetem, em uníssono.
### 01h00 – Encerramento
De volta à jaula, o corpo exausto, barriga vazia, pele marcada.
A Matriarca aparece por último, aproxima-se e cospe-me na cara.
— Dorme no teu lugar, cadela. Amanhã decides se ainda tens forças para respirar. —
A jaula fecha. A escuridão cai. O corpo treme, mas a mente já sabe: o Dia IV não foi o fim, foi apenas mais uma descida no abismo.