Nossa cidade na Alemanha recebeu uma horda de refugiados. Não sei do que fogem, se da guerra no leste ou de seu governante, um executor impiedoso.
Boa parte seguiu rumo ao oeste para distanciar-se o máximo de sua terra, mas uns ficaram. Hanna, minha esposa, apiedou-se e insistiu para contratarmos alguns. Não é má ideia, sempre necessitamos gente no campo e os nativos da transilvânia trabalham duro.
Mas o coração de Hanna não tem limites e algumas mulheres vieram parar no castelo, servindo na cozinha e na limpeza. Confesso que me incomodou, uma coisa é ter gente estranha no campo, outra bem diferente é dormirem baixo nosso teto. Achei perigoso.
Daí Hanna passou dos limites, ao trazer Bubba para morar conosco. A jovem de cabelos cor de fogo e pele sardenta parece ter a idade de nossas filhas, talvez um par de anos mais velha. A orfã veio sozinha e sua condição moveu o coração de Hanna, que quis adotá-la.
Eu tentei objetar, a garota está passada dos dezoito, pode muito bem trabalhar como qualquer outra. Porém, quando a vi no pátio jogando com Charlotte e Heidi, parecia mais uma criança. Aí era tarde, minha família a adotou, independentemente do que eu ache.
Desde então, passo meus dias tentando evitá-la. Há algo estranho nessa garota, ela me incomoda. Não é que faça algo errado, Bubba é tímida, comportada e passa quase desapercebida, não fosse por aqueles cabelos vermelhos.
Mas não são exatamente os cabelos, é mais uma sensação, há alguma coisa em sua presença que a faz ser notada, como um magnetismo surdo. Basta ela ingressar no mesmo ambiente para eu perceber, ainda que não a veja.
Mesmo sem dizer palavra, é impossível ignorá-la. Talvez tenha sido isso nela o que atraiu a Hanna, e a principal razão do meu incômodo. Tento conversar com minha esposa sobre essa sensação, mas ela ri, mandando eu deixar de bobagem.
“Um homem grande como você está com medo de uma menininha doce como ela?” - Hanna me provoca, fazendo pouco de minha inquietude.
Bem, Hanna costuma estar certa e, ademais, todos os vassalos e serviçais à nossa volta parecem gostar da garota. Deve ser coisa da minha cabeça mesmo, assim que eu me resigno e paro de implicar.
Então, num sábado vou visitar os vassalos mais distantes, ver como andam as plantações, e termino preso por uma tormenta misteriosa. Quando volto, já é domingo e todos saíram para a igreja da vila.
Todos menos Bubba, que alega ser ortodoxa e não frequenta nossa missa luterana, por mais que Hanna insista.
Eu chego, tiro as botas, sento na poltrona da biblioteca com os pés para cima e tomo a Bíblia. Não é porque perdi a missa que descuidarei de minhas obrigações com o criador.
Enquanto leio o capítulo cinco do Livro de Gálatas, condenando a feitiçaria e outros pecados como obras da carne que impedem a entrada dos homens no reino eterno, sinto um par de mãos pequenas massageando meus pés.
Abaixo o livro santo, surpreso, e ali está ela: Bubba.
Eu quero retirar os pés na mesma hora, mas a ruivinha sardenta os retém, dizendo: “Por favor, o senhor deve estar cansado, deixe-me cuidá-lo. É o mínimo que posso fazer em retribuição por me acolher em seu lar.”
Sua voz, apesar de doce, traz algo imperativo. Há uma segunda camada quase imperceptível que induz à aceitação imediata. Não sou capaz de negar seu pedido. Sigo fingindo ler a Bíblia, mas é impossível concentrar-me com suas mãozinhas tocando meus pés cansados e apertando pontos nodais, deixando-me completamente relaxado.
Abaixo o livro, reclino a cabeça para trás e fecho os olhos. Durmo um sono leve, acalentado, gostoso, como poucas vezes na vida tive.
Desperto abruptamente. Eu tenho a calça aberta e Bubba está entre minhas pernas, retendo o membro ereto em suas mãos que deslizam para cima e para baixo, provocando minha excitação.
Tenho um ímpeto de interromper aquela impropriedade assim que dou-me conta, mas Bubba crava seus olhos nos meus e, com voz doce mas determinada, repete: “Shhh… Calma, deixe-me cuidar do senhor, que está cansado. É o mínimo que posso fazer…”
Meu corpo parece pesar uma tonelada, um cansaço repentino cai sobre mim e minha mente fica confusa, sendo incapaz de contrariar aquelas palavras.
Não sei como, nem porquê, mas permito que Bubba me masturbe enquanto todos estão na igreja.
Ela cospe no membro para lubrificar as investidas em minha carne, me dá nojo e me excita ao mesmo tempo. Com as duas mãos em torno de mim, uma sobre a outra, Bubba alterna os movimentos, ora cobrindo toda minha masculinidade e ora concentrando-se só na ponta, na parte mais sensível.
Eu gozo, jatos e mais jatos jorrando sobre mim mesmo, fartamente. Para meu espanto, Bubba segue me estimulando até que eu termine, para então começar a lamber-me, limpando com a boca tudo o que ejaculei.
Bubba comeu minha semente, comeu tudo sem pestanejar e ainda sugou o que eventualmente restava dentro do membro. Lambeu o que caiu em suas mãos e ainda chupou os próprios dedos, comigo assistindo tudo.
Depois da obra completa, levantou-se, arrumou os cabelos retirando-os do rosto e foi se afastando enquanto dizia: “Obrigado, meu senhor, obrigado por me oferecer este deleite. Vosso sabor é o melhor que já tive em minha boca!”
Um pequeno deslize, algo que não fui capaz de evitar, um pecado sem tamanho, uma traição à tudo que acredito, à família, à fé, ao matrimônio, à santidade do meu lar…
A partir daquela manhã, dizer que minha vida virou um inferno é pouco, porque minha vida, simplesmente, deixou de ser… minha!
Passam-se dias, meu conflito interno é tão evidente que Hanna pergunta a toda hora o que tenho. Mal consigo encarar Heidi e Charlotte e fujo de Bubba como a cruz foge do diabo. A vergonha me consome, mas não consigo sequer ir à igreja para confessar e aliviar a culpa.
Não consigo dormir desde então, tenho olheiras e um aspecto abatido. Não é raro que me levante durante a noite e perambule pela casa. Mais de uma vez me aproximo ao quarto de Bubba, desejando-a, mas felizmente o último pingo de decência que existe em mim faz com que eu consiga resistir.
Sento na cadeira do escritório frente à mesa, acendo uma vela e fito o vazio da escuridão em volta durante horas, sem saber o que fazer.
Sem mais aviso, meu coração dispara, há um vulto movendo-se na escuridão. Nem preciso ver o que é, a presença magnética de Bubba é inconfundível.
Ela se aproxima, seu rosto sardento envolto pela crista vermelha despenteada. Iluminada pela chama bruxuleante, a cena é impactante, perto de ser assustadora.
Sem dizer uma palavra, ela sobe na mesa e vem engatinhando até deixar seu rosto a poucos centímetros do meu. Vejo dentro dos seus olhos, é como se ideogramas dançassem no par de íris azul clara. Bubba sorri, mas, onde muitos veriam simpatia, eu só vejo posse e domínio.
A garota então se inclina para trás, deitando sobre a mesa. Afasta as pernas dobradas com os joelhos brancos para cima e sobe a camisola, revelando que não trás roupas por baixo.
Seu pequeno sexo de pelos alaranjados está diante de mim, ordenando que o tenha. É irresistível, a atração que Bubba exerce sobre mim não permite que eu negue. Hoje à noite eu a terei.
Com os olhos de Bubba sem desviar dos meus, me levanto e abro o pijama deixando-o cair até os tornozelos. Ela afasta ainda mais suas pernas e abre seu sexo avermelhado com os dedos, reforçando o que espera de mim.
Eu a tenho pela cintura, meus dedos grossos prendendo sua carne macia, enquanto me aproximo e começo a penetrá-la, sem retroceder, indo devagar e de uma só vez, a cada centímetro sendo envolvido por ela, até chegar ao fundo.
Bubba pulsa e geme baixinho ao ser preenchida por mim, suas mãos seguram meus braços, como se quisesse evitar que a largue. Eu retrocedo uma primeira vez e volto com tudo, num golpe bruto que lhe provoca um pequeno grito contido, quase como um soluço.
Repito o movimento, retrocedendo devagar e voltando a golpear com tudo outra vez. E outra vez. E mais outra e outra, ouvindo como uma música dissonante os soluços de Bubba quando me têm por inteiro dentro de suas vergonhas.
Passo a comer Bubba sem mais nenhuma reserva, a culpa, a raiva, o tesão e o desejo por aquela garota despudorada se misturam dentro de mim. Minhas mãos ainda a seguram, apertando-a pela cintura, quando ela estira uma perna e seus dedos invadem minha boca.
Eu lambo seu pé, chupo seus dedos e dou estocadas cada vez mais fortes e rápidas em seu sexo, até que Bubba levanta a cintura como se recebesse uma descarga e me faz gozar adentro dela.
Imediatamente, eu retrocedo e caio sentado outra vez na cadeira, como se só agora entendesse a real dimensão do que acabamos de fazer. Bubba, absorta de prazer sobre a mesa adiante de mim, repetidamente leva seus dedos entre as pernas, recolhe minha semente e os leva até a boca, sorvendo aquilo que despejei dentro dela.
Eu sei, tudo isso parece ser excitante e errado ao mesmo tempo, muito errado, mas Bubba me tem dominado, entregue a seus desejos, preso pela sua carne branca e macia.
Neste momento, penso que estou perdido e condenado, pois não há como este envolvimento proibido terminar bem. Mal sabia eu, mas as coisas ainda piorariam muito, muito mesmo.
