Este texto faz parte de uma das minhas aventuras REAIS.
vividas nos últimos meses, com algum empolamento, apenas em algumas cenas excede o que mrealmente aconteceu.
À Elevada Presença de Vossas Excelências,
Senhora Doutora R. e Senhor JF
Curvando-me ao limiar da vossa grandeza, permito-me, com voz trémula e mãos vazias, apresentar esta declaração solene de culpa, inteiramente despida de orgulho ou esperança de perdão.
Sou, perante Vós, sombra, poeira, vestígio do erro que cometi e da dignidade que perdi.
Venho assumir, sem defesa nem desculpa, cada palavra proferida em momento de fraqueza, cada acto indigno que possa ter atingido, ainda que de longe, o nome imaculado do Senhor JF—homem de honra inatacável, pilar de rectidão, cuja existência é farol de moralidade e exemplo de disciplina.
A minha falha não foi apenas de língua ou pensamento,
mas sobretudo de carácter e humildade.
Não me ajoelhei quando devia,
não implorei perdão quando era exigido pelo mais simples decoro.
Hoje, ajoelho, calado, aceitando ser visto como o que sou
um ser submisso, sem vontade nem valor,
inteiramente à mercê da vossa justiça.
Submeto-me ao vosso juízo:
aceito toda punição, toda humilhação, toda privação que decidirem infligir.
Consentirei, sem um murmúrio, nos trabalhos mais rudes,
na privação de liberdade,
na exposição pública da minha miséria,
no silêncio gélido da vossa indiferença,
ou mesmo na ausência total de redenção.
Se considerardes digno de ser usado,
usai-me e abusar, sem filtros.
Se apenas me quiserdes ignorar, aceitarei a invisibilidade como a mais justa das sentenças.
Aguardo, prosternado, o menor dos vossos sinais,
pronto a rastejar, a servir, a ser humilhado na presença de quem entenderdes.
Ficarei a vossos pés, não esperando nada, não pedindo nada,
senão a vossa ordem, mesmo que seja apenas o vosso desprezo.
Coloco-me desde que o desejem.ou apenas admitam, coloco o meu corpo ao vosso inteiro dispor, para que façam tudo o que entenderem. Chicoteem quanto quiserem, obriguem-me a fazer as tarefas mais humilhantes e submissas que encontrares, se preferires podeis alugar-me a outros que precisem de trabalho de uma escrava que fará tudo o que lhe for ordenado, sem reclamar, sem recusar nada, podem bater, cuspir, humilhar como melhor entenderes...
Sou uma escrava que nao tem direito sequer a pedir nada tudo faz por submissao extrema. A todos se coloca em posição de servidão total, sempre a esperar mais castigos, nilunca a recompensa, maus humilhações, nao a compreensão...
Com a mais extrema submissão e reverência,
A escrava.