A Secretária Capítulo 1 - Preciso de um Homem

Da série A Secretária
Um conto erótico de Raquel
Categoria: Heterossexual
Contém 3905 palavras
Data: 07/01/2026 10:34:33
Última revisão: 07/01/2026 18:01:59

Pois é, essa sou eu saindo do trabalho, usando um terninho cinza, sapatos de salto alto, camisa social de botões, caminhando confiantemente para fora do trabalho, sequer olho para os lados, passo confiante e sem dar atenção, passo meu cartão na catraca, sorrio para o segurança, uma das poucas pessoas, que por sua função, vê meu sorriso, uma das poucas pessoas que olha para “cima”…

Esse têm sido meu tormento desde a adolescência e olha que nem é o único, vamos começar falando um pouco de mim…

Meu nome é Raquel, eu sou uma mulher não tão magra, mas ainda assim magrinha, com 1,58 de altura, ruivinha com cabelos lisos cheios, castanhos avermelhados com uma tendência a ficar ainda mais vermelhos dependendo da luz, olhos azuis e a pele branquinha, sempre tive sardas a vida inteira, praticamente no corpo todo… Bonitinha você deve pensar… Pois é… Só você.

Meu apelido na escola era catapora… Minhas pernas, braços, barriga, colo, pescoço, rosto salpicados, não passavam despercebidos, meus olhos azuis eram bonitinhos, assim como os cabelos de fogo, como alguns comentavam, mas catapora, foi o que realmente me acompanhou na infância inteira, quando queriam me irritar, ou mexer comigo, eu ficava acuada e chorei mais de uma vez.

Meus pais diziam ser brincadeira de criança, ignora que passa e etc, passei a ignorar, virei piada, me chamavam de catapora enquanto eu passava, ignorando todo mundo, mas ainda assim “Olha lá a Catapora.”, “Oi, Catapora, só não chega perto que eu não quero pegar.”, ou “Oi Catapora, só não chega perto que eu não quero TE pegar”, quando isso começou a ser assunto mas...

Aí veio a adolescência e meu corpo me sacaneou de novo… Eu tive seios antes de qualquer amiga da turma, o que já incomodava, porque mudava o olhar dos meninos, me deixando incomodada, mas aí eles cresceram e cresceram muito, os gêmeos, (como eu os chamo carinhosamente), são grandes, chamativos, firmes, que fazem os homens não parar de olhar, ou simplesmente olharem, mesmo que não tivessem prestando atenção… Gostosa, você poderia dizer… Pois é… Adivinha…

Devo dizer quantas vezes escutei piadas entre os meninos, uma vez ouvi um deles comentar, que transar comigo deveria ser como treinar boxe, cada cavalgada tinha que bloquear os peitos, ou levar nocaute, ou você entenderia melhor se eu dissesse, que uma vez, um menino fez a piada, que sabia que eu estava chegando porque os mamilos chegaram na frente?

Claro, tinha também os creepy, homens e meninos que se aproximavam de mim e às vezes escapava que eu parecia uma menina daqueles desenho pornográficos japoneses, magrinha com peitões, uma vez um menino que eu estava ficando comentou sem querer, que eu parecia uma atriz pornô, devido ao corpo magrinho e aos seios grandes.

Foi assim que passei minha infância e adolescência, divertido né? Legal… Pois é… Por isso não olho para os lados, não quero reparar que estão olhando para os gêmeos, eu sei que eles chamam atenção, mas… Sei lá, os caras sempre fazem umas caras mega-safadas quando reparam e eu realmente não quero sequer ver essa cara.

Uma vez eu estava chegando na empresa, um dos engravatados de outro setor, estava chegando, eu percebi que fazia a droga de UM MINUTO INTEIRO, que ele não parava de olhar para eles enquanto caminhava, quando ele olhou para cima e percebeu que eu tinha reparado, ele fez um sinal de ok, juntando o polegar eo indicador e seguiu seu caminho.

Eu fiquei puta e sem graça… Desde então, não olho mais para ninguém, sigo os conselhos do meu pai, quer olhar, ok, mas não vai me pegar olhando de volta, para achar que estou te dando condição, bando de creepy. Ou pior né? Acham que tenho talento para a pornografia e querem experimentar.

Algo que já aconteceu mais de uma vez, mas como sempre digo, eu não me formei para isso…

Aliás, vamos falar do meu magnífico emprego. Isso sim é uma coisa boa, um assunto agradável que me deixa feliz. Eu sou formada com Bacharelado em Secretariado Trilíngue, um curso pouco conhecido, mas me permitiu conseguir o emprego de Secretária Executiva em uma grande empresa, eu sou fluente em Inglês, Espanhol, treinada para todos os fins administrativos necessários.

Além disso, eu sou formada em chinês, com um curso, tenho entendimento completo de literatura, cultura, filosofia e portanto não só o chinês empresarial, que normalmente se ensinam em escolinhas de chinês, eu me esforcei e fiz a coisa completa, o que serviu de diferencial para esse trabalho.

Minha família nem acreditou quando consegui entrar em um curso assim de uma faculdade pública, muito menos colocaram fé quando me formei falando duas línguas estrangeiras, mas agora, eu sou dona do meu narizinho, tenho até um emprego novo, quem disse, que uma menina pobre não poderia subir na vida, eu estou aqui… E ao contrário do que pensa muita gente, não dei pra ninguém para chegar onde cheguei.

A empresa que eu trabalho está se fundindo com uma gigante chinesa, por isso saber chinês foi o diferencial, breve eu serei a secretária executiva ligada a administração chinesa trabalhando no Brasil meu salário vai para as nuvens e aí será hora de pensar sério no futuro, porque emprego não dura para sempre...

Também não foi fácil chegar até aqui, mas cheguei ok.

Onde eu parei… Sim… Saindo do meu novo emprego, meu primeiro salário alto, estava com 25 anos, minha ascensão foi meteórica, principalmente pela sorte, profissional certa para a vaga certa, consegui entrar na faculdade ainda com 18 anos, sem perda de tempo, apoio dos pais foi crucial.

Nos últimos três anos eu tenho feito por merecer cada oportunidade, cada chance, cada pequena abertura para subir em uma carreira que eu vim a descobrir, ser bastante compensadora mas ao mesmo tempo, muito puxada e ter as corretas soft habilities o meu sangue frio para lidar com pessoas e o meu charme, para não fazer parecer que não gostei de alguém.

Um dia uma amiga minha me falou, “Tato é a habilidade de mandar alguém se foder, de um jeito que a pessoa fique ansiosa pela experiência”, eu me considero uma garota com bastante tato. (Eu depois descobri que a frase é do Churchill e foi dita com beeem mais tato que isso, mas eu gosto dessa versão, combina bem comigo), sou a rainha do tato.

Cheguei no apartamento que eu havia alugado no centro de SP, não era grande, era um estúdio praticamente, mas ficava perto de tudo, perto de transporte fácil e sinceramente, eu ainda não tinha resolvido o pequeno problema de não ter carta, eu devia ter tirado, mas com a pandemia e tudo eu acabei… Eu sei, burrice e preguiça.

Tiro minhas roupas, coloco uma camisola confortável, me jogo na cama debruçada, pego meu Kindle na cabeceira, abro no livro que eu estava lendo, um livro, bobo, daqueles românticos, com pegada erótica, simples para leituras onde você desliga o cérebro e curte a história, sou uma garota jovem, apesar de ter um bocado de experiência na coisa real tive pouco romance na vida...

A verdade é que tirando meus livros, meu vibrador na segunda gaveta do criado mudo na lateral da cama, eu não tenho ninguém faz um tempo… Meu último namorado terminou comigo logo após da covid, eu era louca por ele, a gente namorou por 2 anos, eu era toda e completamente dele, fui trocada por alguém que tinha um corpo mais harmonizado.

Nos últimos 4 anos eu fiquei remoendo isso na minha cabeça, até tive outros caras depois, um deles ficamos por um tempo curto, ele não me levava muito a sério, os outros dois, bom, Tinder, queriam só foder a peituda, só falavam de motel, só me chamavam para motel e etc… Preciso mais que isso, mesmo de um PA, (Pau Amigo), preciso de alguém legal...

Aos poucos me deixo levar pelas palavras doces do livro, sinto começar a me seduzir e excitar com a história, eu me levanto, olho pela janela, meu apartamento têm um único cômodo, cozinha inglesa, no cômodo grande, uma mesa de estudo, um sofá, uma tv no teto uma cama de casal com boxe.

Na parede da janela, uma única janela enorme, a muretinha é baixa, mas há um degrau para ela, que eu mantenho cheio de puffs e a janela não abre ela, só empurra para fora e volta, por fora o prédio todo é de vidro… Eu me aproximo da janela e olho por ela, lá em baixo o viaduto da Sta Ifigênia e o Vale do Anhangabaú.

Eu sorrio vendo as luzes e as gotas da garoa caindo no vidro… Eu fui até meu criado mudo e peguei meu pequeno objeto pessoal… Rosinha, ele têm um corpo um pouquinho mais larguinho na entrada, com uma suave textura na ponta, todo de silicone, pequeno não mais que o necessário, nem em cumprimento, nem em largura e isso me agrada.

Mordo meu lábio, olho para a janela e ligo ele, escolhendo a velocidade, sentindo vibrando deliciosamente na minha mão, me apoio na parede com a cara no vidro a bunda toda empinada para trás, começo masturbando minha menininha com a vibração delicada e gentil, (Sim menininha é como eu chamo minha amiguinha toda molhada…), me deixando excitada, sentindo os gêmeos pesados, doídos querendo carinho também.

Vou para a cama… Aliso os gêmeos com a pontinha do brinquedo, me excitando, desço com ele para a minha menininha de novo me contorcendo na cama, a janela com as cortinas escancaradas, me exibindo para a noite, faço massagem nos meus gêmeos, depois na minha menininha, depois volto, depois vou.

Coloco bem na entradinha deixo um tempo vibrando e depois empurro, para dentro da minha menininha bem devagarinho, meus gemidos são contidos, movo meus lábios, mas a voz nunca sai, me contenho, me controlo, como quando eu era adolescente, sentindo entrar gostoso, massageando as paredes nos pontos certos.

“Me fode…”, sussurro baixinho para minhas fantasias.

Começo a socar o vibrador com força dentro de mim, enterrando ele com força, com vontade, imaginando o homem, forte, suado, viril, mecânico do livro, me fodendo com força e com vontade, com o seu caralho descrito como muito duro e de bom tamanho, eu até sei que meu vibrador não bate com as descrições, mas me deixem fantasiar.

Sentindo a coisa, vindo crescendo, expandindo, explodindo, eu socando com força, com vontade, reviro os olhos, babando, tremendo e gozo, tão desesperada, tão violenta, tão forte, minha fantasia quase se tornado física de tanto que me entrego, meus olhos reviram e eu aumento a vibração, me fazendo gozar de novo, e uma terceira vez.

Sempre tive facilidade para orgamos múltiplos e aprendi cedo a usar isso para me dar um orgasmo inesquecível, mas é tão difícil achar homens que conseguem engatilhar isso… Por fim, estou completamente molinha deitada na cama, esgotada, respirando fundo, pensando no que foi isso, ainda sentindo a fantasia.

Querendo beijar, meus lábios, querem beijar, minha língua quer beijar, mas estou sozinha no escuro do meu quarto.

“Eu preciso de um homem…”, digo para mim mesma em voz baixa…

……

Alguns dias depois a coisa estava bem mais fora de controle, veja só, minha menininha estava tão solitária por não ter com quem brincar de verdade, que começou a fazer manha, eu peguei o Uber para voltar para casa e me peguei fantasiando com ele, eu entrei no elevador e senti um calor vindo lá de baixo.

Eu definitivamente preciso de um homem, definitivamente preciso dar um jeito nisso, além de ridículo uma mulher solteira, morando sozinha de 25 anos que não transa, ainda tenho esse ridículo desejo que não me abandona, mas como eu disse, meu corpo… Eu sempre consigo um homem para me comer, se vai ser de qualidade? Aí é precisamos ver…

Digamos somente que eu tenho plena noção que sou um fetiche ambulante e já aprendi a não esperar qualidade… Olha, 90% das mulheres do mundo sabem que quando um cara aleatório, que você mal conhece se aproxima de você, há uma grande chance, que ele queira só te comer, mas, quando você é um fetiche ambulante…

Quando você nasceu com o corpo natural, sem silicone, que parece de uma atriz pornô dos sites de pornô por aí, quando você natural, parece aquelas menininhas de anime pornô que os meninos assistem, com cinturas fininhas e seios gigantes… Você aprende que 99% dos homens só querem te comer e desses talvez, uns 4% se importem se você gostou.

Eu estava na academia pensando nisso… A academia que eu faço é totalmente para o público feminino, então não tenho problemas com ela, não têm homem, eu fico bem mais sossegada para pensar, sem me incomodar com olhares… A questão é, se a minha menininha quer companhia de carne e ‘osso’, entre aspas porque o que ela quer só têm carne mesmo, eu preciso fazer algo e já sei por onde começar.

Fiz o que as pessoas fazem, não as do tempo dos meus pais, as da minha geração, fui olhar nas redes sociais, Insta, Face, Telegram, Discord, adicionei todos os grupos de festas da região do centro, todas as propagandas, fui dar uma olhada, até achar uma festa gótica que ia acontecer no meu prédio, isso era perfeito.

As pessoas que estavam falando da festa, eram entre 20 e 30 anos, meu número perfeito, nem os velhos creepy, nem criança, perfeito para achar um boy que quisesse me comer gostoso, mesmo se não ficasse sério depois, minha menininha já estava quase fazendo uma revolta para ter o que queria e eu não poderia aguentar por muito tempo.

Se encontrasse um PA, que gostasse de falar de cinema, música e etc, seria 10 de 10 final feliz para nós dois, eu porque vou ter companhia para a minha menininha me deixar trabalhar em paz e ele porque vai ter uma bela ruiva do seu lado além de companhia para coisas divertidas sem ser só sexo.

Com o meu voucher pago, eu precisava escolher uma boa roupa, uma que eu ficasse gostosa, mas não excessivamente sexual, veja, com seios grandes e um corpo magrinho é fácil exagerar, uma vez, eu bem novinha, tinha saído da escola e estava indo para a casa da minha tia, já estava até na estação de trem da Lapa.

De shortinho jeans e camiseta, que estava um pouco justa, com os gêmeos ganhando a atenção, que eles chamam como em baixo também era curto, um shortinho, eu estava até incomodada, por ter escolhido a roupa errada para sair de casa, que foi escolhida por estar calor e eu ser nova demais para perceber a burrice a tempo.

Um cara colou do meu lado e já mandou direto, “Anjinha, 2.000 reais e nós vamos para o motel o que me diz?”, eu olhei abismada para ele, olhei para os policiais que nos viam na entrada da estação e olhei para ele de novo, que faz um sinal de ‘E aí?’, eu ainda abismada, respondo com a minha voz de pirralha porque não tinha mudado ainda.

“Eu não posso entrar no motel.”, o cara ficou branco como se tivesse visto a loira do banheiro, ele olha para os policiais que nos olhavam e fala tudo embolado antes de sair correndo, “Desculpa, desculpa, falanadaparaninguémnão.”, e sai correndo, eu respiro fundo, os policiais me perguntam se houve algo eu digo que nada…

Enfim, mais uma vez que meu corpo me meteu em confusão…

Mas falando de coisas boas… Ou seja, algo que não sou eu.

Eu encontrei uma roupa super linda para usar, uma blusinha soltinha de decote drapeado e arrumadinho, por ela ser toda soltinha, ela chama menos atenção para os gêmeos, por ser drapeado, quem reparar, vai estar no paraíso, uma calça jeans bem justinha preta, tentando chamar atenção para minhas pernas longas.

Apesar de ser uma mulher magra, a calça deixa claro, que essa magreza é falsa, porque há belas pernas e uma bunda redondinha que eu me orgulho, botinha de salto alto, lá ia eu para a festa, me sentindo gostosa.

Cabelos em um rabo de cavalo, a maquiagem, escondia algumas sardas, mas um pontinho preto abaixo do meu olho direito, isso faz meus olhos azuis chamarem atenção suficiente para fazer as pessoas pararem de olhar para meus seios, pelo menos um pouco… É um truque que funciona, só não sempre, nem o tempo todo.

A festa era no meu prédio eu moro no 23° a festa era no 35° ok, só subi pelas escadas mesmo, cheguei toda princesa de preto, o decote drapeado, a calça justa, o casaco longo, de tecido leve preto, parecendo uma pequena capa, quando vou passar pela entrada, entregar o voucher, eu reparo que ele finge ler o voucher de frente para mim, enquanto dá uma boa encarada nos gêmeos.

Por ser uma blusa de alcinha e tecido larguinho decote drapeado, eu estou sem sutiã, porque o sutiã só ia chamar mais atenção, vou direto para a pista, direto para curtir um tempo dançando e bebendo, enquanto eu olho em volta, esperando se eu curto alguém, que chega em mim, ou algo assim…

Estava dançando lentinha, meio hipnótica, convidativa, o quadril seguindo de um lado para o outro, mas já havia dispensado uns dois, que não me pareceram legais, até deveriam ser, sei lá, mas é que ali na hora, os papos não foram legais, mas aí vejo Alam, eu olho para ele, ele sorri oferecendo um brinde.

Eu fico um tempo pensando, aceito o brinde, não vou tomar a bebida dele, então pego uma minha, ele me olha como se estivesse completamente fascinado, os olhos fixos nos movimentos dos gêmeos, eu sorrio sem graça, mas deixo esse flerte continuar, quem sabe ele é meu PA não é mesmo.

Logo começamos a conversar e ele me apresenta os amigos, ganhou uns pontinhos já que é um grupo misto, quatro homens e duas mulheres, são dois casais e dois irmãos, que não estão acompanhados, Alam é quem está dando em cima de mim, louro, olhos verdes, 1,80 fortinho, consigo ver mesmo através das roupas.

Seu irmão, Alessandro é quem acaba me interessando, ao contrário do irmão, Alessandro têm traços orientais, também 1,80, ele é descendente, obviamente, segundo eles por parte de pai, os outros quatro, Raquel e Marcos, Paloma e César, as duas ficaram com um pouco de ciúmes a princípio, mas logo viram que eu estava bem relaxada, então ficamos amigas.

Paloma e eu nos demos super bem ela me acompanhou para fumar, Alam já tinha ido atrás de outra gata que demonstrou mais chances dele conseguir algo e logo já estava beijando na pista, mas a mágica realmente aconteceu quando eu e Paloma voltamos do fumódromo, que ficava em uma escada de incêndio, a céu aberto.

Começou a tocar um pagode, já quase fim de festa, afinal a playlist gótica do DJ tinha acabado para isso acontecer e eu começo a dançar, já estou altinha, já estou alegrinha, já fiz amigos, algo que não tinha fazia um tempo, estava feliz e dançante, quando olho para trás, por reflexo…

Alessandro me olhava, veja, ele passou a festa toda só observando, dançava de vez em quando com uma de nós três, mas mantendo uma distância, tão marcada, que dava para sentir frio estando do lado dele, mesmo no calor de 36c°, mas dessa vez não, nossos olhos se cruzam, ele vê minha alegria…

E foi exatamente isso, ele me vê sorrir, ele me vê solta e sem receios e pela primeira vez, sinto o olhar dele, tão intenso, que me sinto nua, um sorriso tão sincero de me ver assim, que me sinto arrepiar, me sinto tremer, sinto minhas pernas quase falharem, continuo dançando, mas agora, me viro, estou dançando para ele, eu viro de novo.

Estou me exibindo, ele fez isso apenas com um olhar, eu estou me exibindo para ele, dançando para ele, deixando ele ver meu corpo requebrando, deixando ele me ver girar e fazer o casaco se levantar e girar a minha volta como uma capa, ver meu quadril fazendo movimentos circulares, dançando, sambando para seus olhos..

A música acaba e a gente continua olhando um para o outro por alguns segundos, ele me vê ficar muito vermelha, ainda sorrindo e desvia os olhos, eu faço o mesmo… Mas era tarde, a mágica tinha acontecido. Eu volto para a mesa e pego minha bebida, olhando para o chão, sem entender, coração acelerado.

“O que houve Raquel tudo bem?”, Paloma me pergunta, e eu sinalizo que sim com a cabeça, desconversando, mas nem eu sei, meu coração está acelerado e de cantinho de olho eu fico buscando o Alessandro, tentando ver aquele olhar de novo, mas ele já voltou a sua calma habitual, quase um lago plácido, distante e frio.

Por reflexo eu tiro o casaco, pela primeira vez ombros de fora, percebo que isso causou algo nos homens, em volta, mas estou real com calor, o olhar do Alessandro me deixou com calor, “Eu preciso ir fumar.”, a Paloma sinaliza que dessa vez ela não vai, mas me dá um sorriso de tudo bem.

Eu me retiro, no corredor, eu não me importo com olhares e Deus, eles acontecem, o segurança, nem olhou para o meu rosto, as pessoas com quem eu cruzei um cara com a namorada olhou tanto que tomou uma cotovelada, mas eu realmente não estou me importando com isso agora, saio para a escada e me sento acendo um cigarro…

“Tudo bem com você?”, eu olho para o lado e é o próprio Alessandro quem pergunta pegando um cigarro dele, eu fico paralisada, sei lá por quanto tempo olhando para ele, “T-t-tudo…”, eu tinha que gaguejar logo agora, sou fluente e treinada para DISCURSAR em 4 línguas inclusive o português, mas hoje, exatamente HOJE eu gaguejei.

Ele me olha, dessa vez os olhos dele percorrem meu corpo inteiro, param um bom tempo nos gêmeos, no vale formado pelo decote, por um instante, vejo que ele está olhando pela primeira vez, porque vejo seu queixo cair, ele realmente fica de boca aberta, alguns segundos, antes de recuperar seu jeito, mas seus olhos…

Seus olhos mesmo quando ele faz isso, com aqueles olhos negros que eu me perco dentro deles, fazem eu ficar completamente sem forças de novo, a respiração até muda e ele percebe, “Você é magnífica.”, ele finalmente me elogia, “Obrigada…”, eu consigo sussurrar, apesar da voz quase não sair.

Conversamos por um tempinho ali, eu toda sem jeito, ele também sem jeito, mas controlando a situação, até terminarmos dois cigarros, porque a conversa ficou boa, interesses parecidos, mas na hora de voltar, ele espera eu ir um pouco na frente e segura meu pulso.

Eu me viro para olhar para ele, estamos em uma escada, ele ficou um ou dois degraus para trás, sei lá, mas estamos da mesma altura, 1,58 x 1,80, ver ele tão perto do meu rosto, sinto meu coração querer explodir, sinto que vou derreter, olhos nos olhos, eu abro a boca, mas as palavras não saem e então eu sou beijada…

Continua…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

"...Se um coração, diz que sim à paixão

Como pode o outro dizer não...

A Lenda, Sandy e Jr."

Aqui começa a nossa viagem, eu prometi um romance e pretendo entregar um, não significa que a história vai ser livre de problemas, ou só amor e sexo, mas... Espero que gostem, de verdade.

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Foto de perfil de GizGizContos: 52Seguidores: 231Seguindo: 38Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Excelente texto que faz o leitor ter uma visão aprofundada da personalidade e das vivências da personagem em busca de um relacionamento de qualidade . É interessante essa questão de detalhes anatômicos marcarem a trajetória social de algumas pessoas. Fiquei curioso pra saber como será o relacionamento com o Alessandro.

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Espero surpreender para o bem.

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Tinha esquecido de avisar que a citação é uma música.

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Giz, sua nova serie é uma grata surpresa. O início é primoroso: você conseguiu apresentar todas as características físicas e psicológicas da personagem com brevidade, mas de forma completa. Além disso, o texto é leve e fluido, a ponto de parecer que a personagem principal estava conversando — ou até desabafando comigo, ali, ao meu lado.

Cada vez mais admiro a sua escrita. Você é versátil e possui um repertório amplo. Existe um termo em inglês, "range", muito usado para atores e diretores de cinema, que vai além da simples versatilidade. Não sei se há um equivalente perfeito, mas quero utiliza-lo para descrever sua capacidade de transitar com segurança por diferentes estilos.

Estou empolgado para continuar acompanhando a série.

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Muito muito obrigada, fico muito feliz que tenha gostado da história, espero que o restante da série também agrade todo mundo, fico feliz que tenha agradado o primeiro episódio.

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⭐⭐⭐

Muito bom.

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Muito obrigada espero que a série continue agradando, ela está com prolbeminhas para ser escrita. k ;)

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Algo que os amigos possam ajudar?

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Respondi a pessoa errada. kkkkkkkkk.... Então, não, a grande questão é que ela está sendo reescrita pela 3° vez em 20 dias, só a escritora que não consegue organizar suas ideias mesmo.

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Humor auto depreciativo, pessoas meio desligada e aparentemente desastrada social... Como não se apaixonar? Vou parar de ler seus contos. Suas mulheres me seduzem com uma facilidade que beira o ridículo. E olha que eu me considerava um homem difícil! Rsrs

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Fiquei bastante lisongeada, muito obrigada, para de ler não... kkkkkkk.

Muito obrigada pelo comentário, espero que goste dessa série.

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Jamais... Brincadeira com a amiga! Rsrs

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Acho que Raquel foi uma das melhores introduções de personagem que já vi no CDC. Talvez a melhor. Consigo ter uma visão completa dela, tamanha foi a beleza da sua descrição. É uma personagem profunda, complexa e única. Eu já estou apaixonado por ela.

Ela tem uma sexualidade aflorada, mas ao mesmo tempo contida, né? Ela me parece ter receio de se liberar completamente, fazendo isso apenas sozinha. Os homens, até hoje, não conseguiram pegar todo o seu potencial. Talvez possa ser até "culpa" dela, por medo disso impactá-la negativamente no lado profissional e sua carreira, ao que me parece, é algo que ela tem bastante orgulho. Eu disse "talvez", só conjecturas.

Será que é uma história que visa provar que é possível ter uma carreira de respeito e ser totalmente liberta sexualmente para um parceiro? Suponho isso pelas tags do conto.

De todo modo, mais um capítulo seu que nos prende completamente, Giz. Meus parabéns e feliz ano novo. Que em 2026, você continue nos brindando com seus contos incríveis.

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Muito muito obrigada, um ótimo 2026 para vocês também.

Vocês já viram a Raquel, no conto do presente para o namorado, ela é bastante sexualmente ativa, quando têm um parceiro e teve uma adolescência bem picante, por causa dos hormônios, que obviamente no caso dela, são bem...

De qualquer forma... Ela têm se contido, não por medo, mas porque entre ser sexualmente ativa e ter uma carreira ela escolheu o segundo depois que saiu da escola. Mas... Isso sem dúvidas tende a mudar.

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As pistas dessa personalidade mais sexual dela, está nas palavras que ela escolhe, termos como Pau Amigo e etc, ela não é exatamente uma mulher contida sexualmente, mas como ela disse.

Nos últimos 3 anos, teve 3 parceiros, um que ela tentou algo mais sério, mas ele como falei a baixo, só via "Peitos Falantes", e outros dois do Tinder, que era só sexo.

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Sim, percebi que era a mesma Raquel quando fui ler a descrição da série. Você sempre costuma deixar pistas lá.

Acho que o amadurecimento dela será conciliar o fato de ser sexualmente ativa e ter uma carreira de sucesso. Ela perceber que é possível ter as duas coisas e muito bem.

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Sim sem dúvida é posśivel, só precisa ter cabeça.

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Olá Giz... esse primeiro episódio já promente muito. Sua narrativa é sempre uma delícia de acompanhar. Aqui vc descreve uma das cenas de masturbação mais deliciosas que já li na vida.

A descrição da sua protagonista digamos que me pegou em cheio. Certamente eu seria um dos creepy kkkkkkk.

Bom ver vc ativa nesse incio de 2026... e por falar nisso um ótimo 2026 para vc e para toda a galera que sempre comenta seus contos!!!!

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Veja que só é creepy porque a experiência dela não é das melhores, alguns garotos, são creepy mas compensam isso sendo super legais, é que têm uns que só vêem peitos que falam...

Muito obrigada pelo comentário e pelas estrelas, espero que goste dessa série.

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Aliás, muito muito obrigada pelos votos, que 2026 seja maravilhoso e perfeitinho para você também.

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Desde garoto eu era um dos creepy da escola. Mas garanto que sou gente boa kkkkkkk.

Certeza que vou adorar essa série. Vc sempre manda muito bem. Seus contos sempre provocam reflexões maravilhosas. E o sexo é sempre muito bem escrito.

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Eu era uma vítima comum dos creepy, principalmente dos meninos mais velhos...

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To achando que não estamos chamando o mesmo tipo de pessoa de creepy, porque nos aqui eramos os perseguidos...

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Estou chamando de creepy meninos mais velhos que se aproveitam da inocência de meninas mais novas ganhando corpo para dar em cima, ou meninos que ficam fazendo piadas sexuais com a menina que está ganhando corpo, ou alguns meninos que se aproveitam de situações para passar a mão.

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Ahhh não... não estamos falando da mesma coisa. Eu e a galera com quem eu andava era chamada de creepy por causa do gosto por filmes de terror, rock e literatura de terror. Éramos hostilisados por sermos "satanistas".

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Nah... Isso aí era eu. kkkkkkkkkkkkkkk........

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Apesar que o termo usado era menos lisongeiro que só satanista, mais para Galinha, vagabunda e coisas assim...

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