Júlia começou a se tocar de maneira tímida, alternando o olhar entre a lente da câmera e os meus olhos, que eu não conseguia desviar. Seu grelo delicioso e melado pulsava em seus dedos, e cada volta que ela dava nele arrancava um pequeno tremor de seus lábios.
Um gemido mais alto escapou, e ela parou subitamente, os olhos arregalados de pânico e vergonha. A mão dela voou para cobrir o sexo.
- Não consigo, tio. É... é muita vergonha. Tudo isso. Você me vendo...
A voz dela era um fio tênue, cheio de conflito. Mas o corpo dela contava outra história. O brilho do seu mel escorria entre os dedos.
Eu me inclinei para frente, sem pensar, o olhar fixo naquele desastre úmido e perfeito. Minha voz saiu baixa, rouca, carregada de uma certeza suja que não admitia contestação.
- Se isso fosse verdade, princesa... Você não estaria tão melada assim - fiz uma pausa, deixando as palavras pesarem no ar abafado - Se quiser, podemos deixar isso tudo pra lá, fingir que nunca existiu, eu apago as fotos... Mas saiba que esse material vai te render muito dinheiro, meu amor.
- Não! Eu... - ela respondeu subitamente. - Eu quero. Eu vou fazer, tio. E além do mais... - ela sussurrou, os dedos voltando a se mover no grelinho com uma determinação nova, ainda trêmula, mas sem hesitação. - Eu estou toda melada... É diferente de quando eu faço sozinha... Nunca tinha ficado desse jeito antes.
- Então continua, Ju - ordenei com a voz suave.
A confusão no rosto dela se dissolveu em obediência. Os dedos, que haviam parado, voltaram ao grelo inchado, dessa vez, sem timidez. Movidos por uma vergonha transformada em combustível, pressionavam e circulavam com uma necessidade crua. Os quadris dela se ergueram do sofá, procurando o contato, encontrando apenas o ar e o meu olhar fixo.
Eu só observava. Cada tremor, cada contração, cada fio de mel que escorria era quase meu. Meu próprio corpo era um cabo de tensão, todos os músculos rígidos. Mas eu não me mexia.
- Mais devagar - instruí, quando o ritmo dela ficou frenético e desesperado. - Aproveita, princesa. Esse momento é seu.
Ela gemeu, um som longo e quebrado, e desacelerou, os dedos deslizando com uma sensualidade torturante. O olhar dela se perdeu, focado em algum ponto do teto, a boca entreaberta. Ela estava lá, mas também não estava. Toda a sua existência se reduzia àquele ponto de contato e à minha voz que a guiava para o abismo.
- Você é linda assim, Júlia - eu disse em um sussurro, sem conseguir controlar as palavras que minha boca formava. - Com essa carinha, com os dedos melados...
Foi como se um gatilho fosse puxado. O corpo dela se arqueou violentamente, um grito rouco rasgando sua garganta. Os dedos ficaram rígidos, pressionando com força, e uma onda de contrações visíveis percorreu a parte interna das suas coxas. Ela se debateu por segundos que pareceram uma eternidade, antes de colapsar de volta no sofá, ofegante, os olhos fechados, um tremor percorrendo todo o seu corpo.
Enquanto assistia ao seu êxtase, minha própria carne gritava por alívio. Minha rola pulsava, latejava dentro da calça como um animal enjaulado, uma dor insistente que subia do saco até a ponta. Ela estava dura como pedra, um volume incontornável e vergonhoso que parecia exigir seu espaço. A visão daquela buceta melada e perfeita, ainda tremendo com os resquícios do orgasmo, era uma tortura celestial. Minha mente se encheu da imagem proibida e doce de simplesmente me desfazer, abrir o zíper e jorrar meu leite quente direto nela, marcando a carne da minha Júlia. Mas não. O controle era a última coisa que me separava do monstro. Segurei firme.
O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado do cheiro doce e salgado do sexo e da realização de um tabu.
Eu finalmente me mexi. Lentamente, ergui a câmera que havia deixado ao meu lado. O LED vermelho ainda piscava. Apertei o botão para parar a gravação.
O clique foi o som mais alto da sala.
Então, me levantei, olhando para ela, ainda imersa nos espasmos do fim do orgasmo. A dor na minha virilha era uma pressão quase insuportável. Minha voz, quando saiu, estava fria, profissional, e soou como a coisa mais perversa de todas naquele quarto.
- Muito bom. Tenho certeza que o áudio ficou perfeito.
O sucesso do vídeo e das fotos foi estrondoso. Júlia insistiu que eu tivesse 20% dos lucros de sua conta, mesmo quando eu disse que não era necessário. O dinheiro, que antes pingava, começou a entrar em fios gordos na conta dela. Júlia mal podia acreditar, e eu, por trás do meu notebook, sentia uma mistura de orgulho perverso e culpa.
Um dia, ao ler os comentários do vídeo ao lado de Júlia, percebi algo começando a ruir dentro de mim.
Ela estava sentada no braço do sofá, perto de mim, o cheiro doce do seu shampoo invadindo meu espaço pessoal enquanto ela ria, animada, apontando para a tela.
- Olha esse aqui, tio! - ela disse, os olhos brilhando com uma luz que não era mais só de inocência, mas de poder. Era a luz de quem se descobre desejada. - Um cara comentou assim: "Deus me livre, mas quem me dera". Que engraçado!
Eu forcei um sorriso, mas meus olhos não viam a graça. Viam a multidão. Uma horda de avatares anônimos e rostos genéricos que agora tinham permissão para cobiçar o que, nas profundezas podres da minha mente, eu já considerava meu. Minha criação. Minha descoberta. Minha princesa, minha Júlia.
E então vi. Um comentário, fixado no topo pelo algoritmo por ter centenas de likes, do usuário @Novinho_Favelado:
"Essa patricinha loira tem um rabo que é um crime. Botava essa puta de 4 e arrombava até ela esquecer o próprio nome. Sonho de consumo, viu."
O sangue pareceu congelar nas minhas veias. Uma fúria fria, visceral, subiu da minha barriga como um vapor tóxico. Meus dedos se contraíram no mouse, um impulso cego de deletar o comentário e banir aquele imbecil.
- O que foi, tio? - a voz dela, ainda carregada do riso recente, cortou o silêncio carregado.
Respirei fundo, o ar entrando com dificuldade nos pulmões apertados. “É engajamento”, pensei, tentando me agarrar ao pragmatismo que era meu último escudo. São só palavras. Números. É assim que funciona esse mercado. Quanto mais comentários, melhor.
- Nada, princesa - menti, a voz saindo anormalmente áspera. Desviei os olhos da tela, olhei para ela. O sorriso dela havia diminuído, substituído por um leve franzir de testa. Ela percebeu. - É que... o público é assim. Quanto mais direto, mais brutal, mais eles engajam.
- E... é bom? - ela perguntou, e havia uma curiosidade genuína, quase profissional, na pergunta. Ela estava aprendendo o mercado.
- É ótimo - respondi, a palavra tendo o gosto amargo de um remédio na língua. - Mas significa que temos que evoluir. O próximo nível... - engoli em seco, olhando novamente para o comentário imundo que ainda piscava na tela, alimentando meu ciúme e minha obsessão - ...são brinquedos. Consolos. É o que esse público quer ver.
O rubor que subiu pelo pescoço dela foi rápido, mas não foi de pura vergonha. Foi misturado com algo novo: aceitação. Um aceno de cabeça, quase imperceptível. Ela estava disposta. O monstro que criamos agora nos guiava, e eu, com o coração envenenado de posse, só conseguia pensar em uma coisa: se era para eles a desejarem dessa forma, que fosse sob o meu controle. Pelas minhas regras. Pelas minhas câmeras.
Mas aquela semente de ruína, plantada pelo comentário de um estranho, já começava a brotar, negra e retorcida, no lugar onde antes havia apenas a ilusão do controle.
No dia seguinte, passei depois do trabalho em um sex shop e escolhi alguns brinquedos, alguns consolos de borracha, uns maiores, outros menores, e comprei uma lingerie rosa pink.
Cheguei em casa com uma sacola plástica opaca, meu coração batendo forte. Achei que ela estivesse na praia, mas Júlia estava no sofá, enrolada em um cobertor, lendo um livro no celular. Ela ergueu os olhos e seu rosto se iluminou de imediato.
- Tio! Você trouxe!
Ela praticamente pulou do sofá, o livro esquecido. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela pegou a sacola das minhas mãos e esvaziou o conteúdo na mesa de centro. A lingerie rosa chamou sua atenção primeiro.
- Nossa, que cor linda! - ela segurou o tecido contra o corpo, rindo. Mas então seus olhos pousaram nos brinquedos. Ela passou os dedos sobre eles, curiosa, e sem hesitar, pegou o maior, o mais grosso. O segurou com uma naturalidade que me deixou sem ar.
- Esse - ela declarou, com um sorriso malicioso e decidido. - Esse vai ser o principal.
Eu só conseguia olhar, a boca seca. Ela não estava envergonhada. Estava... empolgada.
- Eu fiquei pensando, tio - ela continuou, girando o consolo na mão como se examinasse uma ferramenta. - E se a gente fizer uma sequência? Tipo... começando comigo de vestido, dançando. Aí eu tiro o vestido devagar, mostro a lingerie, danço mais um pouco... e daí... - ela fez uma pausa dramática, seus olhos verdes brilhando com inteligência e uma ousadia nova - ...daí eu pego ele, olho bem direto pra câmera, e começo a passar na boca, tipo provocando... antes de usar. Achei uns vídeos em outros perfis que são assim. Esses tarados aí parecem amar.
Ela falava com entusiasmo, com planejamento. Tinha pesquisado. Tinha analisado a concorrência. Em vez de simplesmente obedecer, ela estava criando. E, Deus me perdoe, um orgulho profundo e perverso inchou dentro de mim. Era como ver uma aluna brilhante apresentar um projeto genial. Era a minha influência, o meu olhar, materializado nela. Depois daquele vídeo, ela não era mais a garota assustada do baby doll preto.
- É... é uma ótima narrativa - concordei, a voz um pouco rouca. - Visualmente, funciona muito. Cria expectativa.
- Exato! - ela sorriu, vitoriosa, ainda apertando o brinquedo grande na mão. - A gente pode filmar amanhã? De tarde, a luz da varanda fica perfeita.
- Pode - respondi, e o sorriso que surgiu no meu rosto era genuíno, uma mistura de admiração obscena e antecipação pura.
O comentário asqueroso do dia anterior ainda ecoava, mas agora parecia um desafio. Eles podiam desejar. Mas essa visão, essa Júlia confiante e criativa, segurando o símbolo da própria luxúria com mãos firmes... essa era só minha.
No dia seguinte, o trabalho foi uma agonia. Cada minuto na frente do computador era tortura. A planilha se transformava em imagens: Júlia dançando, a lingerie rosa, os lábios dela no brinquedo. Minha rola não dava trégua, uma ereção constante e dolorida que me forçava a ficar ajustando a posição na cadeira, levantando a todo momento. Almocei sem saber o que comia, a mente presa nos ângulos de câmera. Na reunião da tarde, só pensava no enquadramento. Eu não era mais um profissional, era um diretor obcecado, contando os segundos para o seu próprio filme proibido. A excitação era sufocante, e uma verdade me corroía: eu era o fã mais viciado de todos.
Quando cheguei em casa, Júlia já havia colocado os equipamentos na sala e estava maravilhosa: usando uma saia jeans que mal cobria sua bunda deliciosa e uma blusa simples branca, meio transparente, que deixava a lingerie pink quase totalmente visível. Me controlei para a rola não endurecer na hora, o que não importava tanto, já que eu tinha certeza que ia endurecer durante a gravação.
- Oi tio! Que bom que chegou cedo, já estou pronta! - havia uma determinação nos seus olhos verdes, mas também uma rigidez perceptível nos ombros.
Nem me importei em trocar de roupa e já peguei a câmera, pronto para o trabalho. Apertei o botão de gravação e coloquei um funk no celular.
A luz da tarde na sala era dourada e traiçoeira. Iluminava cada fio de poeira no ar e, mais cruelmente, cada curva do corpo da Júlia enquanto ela se mexia ao som do funk. Minha lente devorava a cena, mas eram meus olhos por trás do visor que não conseguiam largar o espetáculo principal: aquela bunda.
Ela dançava de costas, a saia jeans curtíssima sendo uma piada de mau gosto contra a generosidade da sua carne. Não era só grande. Era redondinha. Um formato perfeito, uma esfera de carne firme. Cada rebolado mostrava tudo: a bunda subia, tensionando o tecido, e descia com um impacto suave que fazia as celulites dançarem sob a pele bronzeada. A bunda dela era um acontecimento.
- Boa, Ju... Agora vira de lado, deixa a câmera pegar o contorno - eu disse, a voz ainda firme, ainda do técnico. - Sobe a saia mais um pouco... Deixa na metade da bunda.
Ela obedeceu, o movimento mais solto agora, mas ainda com uma rigidez controlada nos ombros. A saia subiu, e a visão daquela metade inferior do rabo, a curva que se perdia sob o tecido rosa, quase me fez perder o foco.
Ela dançava, aquele rabo perfeito e redondinho balançando de um lado pro outro de forma quase mecânica. Cada movimento era tecnicamente correto, mas vazio. E os olhos... eram o pior. Ela olhava para a lente da câmera, mas aqueles olhos verdes, tão parecidos com os meus, não tinham a mesma entrega da última vez. Estavam transbordando vergonha.
- Ju... para - a palavra saiu mais suave do que eu pretendia. Ela congelou no meio de um rebolado. - O que está acontecendo? Você não está se soltando.
Ela desviou o olhar, os braços se cruzando instintivamente na frente do corpo, embora a blusa transparente não escondesse nada.
- É que... - disse baixo. É muito estranho, tio. Eu não tinha reparado da última vez, mas... Olha, eu estou aqui... quase pelada. E você... você só fica aí. Olhando. Filmando. Com roupa. Parece... parece um cientista olhando um bicho. Isso me trava toda.
A queixa dela caiu na sala como um tijolo. Era a verdade mais simples e devastadora. Eu exigia nudez e entrega enquanto me escondia atrás da câmera e das roupas. O poder era todo meu, e desigual. E ela, no fundo, ainda precisava de cumplicidade, não apenas de ordens.
A ideia surgiu então, não como um plano, mas como um impulso inevitável.
- Tá certo, você tem razão - eu disse, a voz soando estranhamente calma. - É injusto. Então que tal... Eu ficar só de cueca também? Se eu tiver quase pelado como você... você se sentiria mais à vontade? - fiz uma pausa sentindo o coração acelerar. Me arrependi na mesma hora do que falei. Ela podia achar nojento, estranho. Era capaz de se sentir ainda mais desconfortável com o tio coroa olhando e filmando ela só de cueca.
Mas não. Os olhos verdes dela, antes opacos de vergonha, brilharam com uma curiosidade súbita e intensa, o que fez meu pau latejar ainda mais. Ela não disse uma palavra. Apenas assentiu com a cabeça, um movimento rápido e decisivo.
Sem hesitar, como se qualquer demora fosse me fazer mudar de ideia, tirei a camisa. Depois, desfiz o cinto, o botão da calça, o zíper. Empurrei a calça pra baixo dos joelhos e pisei para fora delas. Fiquei parado ali, diante dela e da câmera ainda ligada, usando apenas uma cueca branca simples, que não escondia absolutamente nada. Meus 20cm, já completamente eretos desde o momento em que ela começou a dançar, moldavam o tecido num relevo obsceno e inegável. Era uma exposição total. Eu estava tão vulnerável quanto ela.
O olhar de Júlia desceu da minha face para a minha cueca e ficou preso lá por uma eternidade. A vergonha no rosto dela se transformou. Não sumiu, mas se fundiu com um novo tipo de coragem.
- Pronto. Agora vamos tentar de novo - eu disse, minha voz agora carregada de uma nova tensão. A vergonha também era minha, mas era compartilhada. Era íntima.
Dessa vez, quando ela se moveu, foi diferente. A dança ganhou fluidez.
- Perfeito. Agora para aí. Pega o... brinquedo - A palavra soou falsa na minha boca, mas era o último resquício de decoro. - Segura ele na sua frente e olha pra ele como se fosse um presente.
Ela pegou o consolo realista, que devia ter mais ou menos o mesmo tamanho do meu pau. Segurou com reverência de novata.
- Perfeito, Ju. Agora chega pertinho com a boca. Não enfia. Só brinca. Lambe, beija... Faz de conta que é um pirulito.
Ela tocou a ponta com a língua, um movimento rápido e tímido. Era insuficiente.
- Mais, princesa. Molha ele. Deixa ele brilhando de saliva. Mostra a sua língua se enrolar nessa ro... no consolo todo.
A correção foi patética. A palavra tinha quase escapado, pressionada pela visão dos seus lábios úmidos contra o silicone. Ela entrou no jogo. Os lábios se abriram, envolveram a cabeça do consolo, e a língua dela começou a trabalhar, lambendo o comprimento de forma lasciva.
Seus olhos não se fixavam apenas na lente. Ela os alternava: um olhar provocante para a câmera, um olhar pesado e carregado para os meus olhos, e então um longo, lento, descarado exame do volume pulsante na minha cueca.
Ela se alimentava da minha nudez. Da minha excitação exposta. Cada vez que seus olhos pousavam na minha rola dura marcando o tecido, a boca dela trabalhava no silicone com mais vontade, mais ruído, mais intenção. Um gemido escapou dela, genuíno.
Foi quando ela engoliu metade do brinquedo de uma vez, os olhos marejados e fixos no meu volume, que a última barreira dentro de mim ruiu. Instintivamente passei a mão por cima do volume da minha cueca, e apertei, sentindo o desejo me consumir. Eu queria alisar a pica aqui mesmo, mostrar pra ela como ela estava me deixando, bater punheta até gozar na boquinha linda da minha princesa. Mas me controlei. Voltei a segurar a câmera com as duas mãos.
- Isso, Ju... Chupa gostoso. Mostra pra eles que você sabe bem babada. Seus fãs tarados vão ficar loucos - “como eu estou ficando”, pensei.
Minhas palavras a encorajaram, e ela enfiou a pica até a base, engasgando logo em seguida. Nunca tinha visto ao vivo uma mulher que conseguisse enfiar tudo isso na garganta. Achei que isso não existisse, que era truque de câmera dos pornôs que eu assistia. Mas a Júlia conseguia. Minha Júlia sabia fazer garganta profunda, conseguia enfiar o consolo todo na boca. Meu coração se encheu de um orgulho perverso e um tesão incontrolável.
Meu próprio corpo parecia uma corda esticada ao limite. Cada chupada que ela dava no consolo era uma punhalada de desejo direto em mim. Eu podia sentir, como se fosse minha carne que ela estivesse devorando com tanta fome.
- Agora para - minha voz estava rouca, carregada de uma autoridade que não admitia hesitação. Ela parou, ofegante, o objeto ainda nos lábios, os olhos vidrados em mim. - Tira a roupa e a lingerie.
Ela tirou tudo sem hesitar. Agora eu podia ver tudo: a bunda monumental, a cintura fina, os seios pequenos empinadinhos. E, no centro, o que eu mais desejava ver: sua buceta perfeita. Já estava inchada, os lábios carnudos separados, um brilho de mel transparente escorrendo do seu íntimo.
- O brinquedo já está babado o suficiente. Agora é hora de mostrar pra que ele serve - continuei, apontei para o sofá. - Deita. Abre as pernas e mostra a bucetinha pra câmera. Mostra como ela tá toda meladinha.
Júlia era submissa aos meus comandos, como se estivesse em transe. Ela se deitou no sofá e arreganhou as pernas, mostrando pra câmera, pra mim, os lábios grandes e grelo delicioso. Puxou as bordinhas da entrada da buceta, deixando totalmente aberta, mostrando o melzinho que brotava de dentro dela.
- Assim, tio? - ela falou com a voz suave, quase inocente.
- Assim mesmo, princesa - assenti.
- Você... Acha minha buceta... bonita? - perguntou, me olhando com curiosidade.
Engoli em seco. Por que ela queria saber isso? A pergunta dela pairou no ar, carregada de uma vulnerabilidade brutal. A mulher que exibia o corpo para milhares de estranhos precisava da validação de um só homem: eu, o tio que ela confiava. Ela não perguntou se era gostosa, se era apertada, se dava prazer. Ela perguntou sobre a estética. Sobre a aceitação. Era a insegurança da mulher de 19 anos falando, não da modelo confiante que ela fingia ser para as fotos.
Minha vontade era devorar a bucetinha dela, lamber e sugar o grelo inchado e grande, sentir o mel na minha boca, provar pra ela, desse jeito, que a buceta não era só linda, era deliciosa.
Mas eu não podia fazer isso. Não podia nem ao menos falar as palavras que eu realmente queria. Eu não podia cruzar essa linha, porque se fizesse isso, talvez ela ficasse com vergonha, me achasse um coroa tarado e esquisito.
- É um close perfeito, Júlia - eu disse, e minha voz soou estranhamente plena. - A textura fica nítida. A luz está pegando o brilho natural... do melzinho. É autêntico.
Ela mordeu o lábio inferior, os dedos brincando nervosamente na própria coxa. Minha resposta não a satisfez.
- É que... Os lábios são grandes demais. O grelo também - ela tirou os dedos, cobrindo-se rapidamente com a mão. O rubor subiu do pescoço até as faces. - Olha como é. É feio. É... é muito grande, muito inchado. Parece uma coisa deformada. As meninas nos vídeos que viralizam... A buceta delas é sempre pequena, discreta. A minha parece uma... Sei lá, uma carne grotesca, não sei. Dá vergonha.
A confiança da modelo desabou, revelando a garota insegura que estava por trás de todas as poses. Era a minha deixa para ser apenas o tio. Para dizer que ela não precisava fazer nada que a deixasse desconfortável, que ela era linda do jeito que era, que podíamos parar.
Mas a visão daquela carne úmida, do grelo inchado e vulnerável, me tirou o ar. Era exatamente o tipo de detalhe cru, real e proibido que me excitava de uma forma que nada no mundo conseguia. Era a antítese da pornografia plástica e lisa. Era humano, era animal, era dela.
Dei um passo a frente, ainda de cueca, a câmera baixa, mas não desligada. O LED vermelho ainda pulsava, documentando sua crise.
- Júlia - minha voz saiu baixa, mas firme, carregada de convicção. - Escuta o que eu vou te dizer. Isso que você tá chamando de feio... é a coisa mais linda que eu já vi.
Ela olhou para mim, os olhos verdes cheios de descrença e uma ponta de esperança.
- Sério?
- Sério - dei mais um passo. Estava perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela. - Sua buceta é bonita sim, princesa. E o que vende não é a perfeição de plástico. É a carne de verdade, o desejo de verdade. A sua buceta é linda e melada, isso é a prova do desejo. Tá inchada porque você está excitada. Tá melada porque seu corpo está falando. Eles não querem uma boneca. Eles querem uma mulher de verdade. E isso aqui... é o que vai fazer você brilhar.
Ela me observou, engolindo em seco. A vergonha ainda estava lá, mas agora misturada com um fascínio novo. Eu não estava apenas aceitando, eu estava celebrando.
- Você... você acha mesmo?
- Eu tenho certeza - ergui a câmera novamente, lentamente. O meu pulso estava firme, mas por dentro eu tremia. - Agora... pega o consolo. E dá pra essa bucetinha inchada e perfeita o que ela está pedindo.
Júlia sorriu quando deixei escapar a palavra “perfeita”. Seu olhar estava mais confiante agora. Ela se esticou, pegou o consolo grande e pesado do chão, e seu corpo se acomodou de novo no sofá, mas agora com uma pose deliberada, teatral. A vergonha derretia, substituída por uma performática confiança de estrela.
- Como você quer, então, tio? - ela perguntou, a voz um sussurro rouco e proposital. A ponta do consolo já tocava a parte interna de sua coxa, fazendo um rastro úmido na pele bronzeada. - Devagar? Pra mostrar tudo? Ou... - ela pressionou a cabeça do brinquedo contra a entrada de sua buceta, mas não entrou - ...de uma vez?
O calor na minha virilha era uma fornalha. Meu pau, confinado na cueca, pulsava em sincronia com as batidas aceleradas do meu coração.
- Começa devagar - instruí, a voz saindo mais áspera do que eu gostaria. Apontei a lente, focando no ponto de contato entre o silicone rosa e sua carne rosada e inchada. - Deixa a câmera ver ele abrindo você.
Ela assentiu, os olhos fixos na lente como se estivesse olhando para cada um dos assinantes. Então, com uma concentração de atriz, começou a pressionar. A cabeça larga do consolo afundou lentamente, separando seus lábios e entrando centímetro por centímetro. Um gemido baixo, genuíno, escapou de seus lábios quando a ponta finalmente venceu a resistência e entrou.
- Isso... - murmurei, quase involuntariamente. Meus dedos apertaram o corpo da câmera. - Continua. Mostra como ele some dentro de você.
Ela obedeceu, empurrando o brinquedo com uma força gradual. Sua respiração começava a ficar ofegante. O desejo de trocar de lugar com o objeto inanimado era um pensamento tão vívido que doía.
Quando ele estava quase todo dentro, ela parou, ofegante, e olhou para a câmera com uma expressão de triunfo embaçada.
- Agora... mexe. Mostra como você sabe usar - eu falei.
Ela começou a meter o consolo lentamente enquanto eu capturava o vídeo no ângulo perfeito, o consolo entrou e saiu num ritmo hipnótico e crescente. Júlia se entregou totalmente à performance, seus gemidos evoluindo de sussurros hesitantes para gritos roucos e sem vergonha. A câmera capturava tudo: o brilho do silicone encharcado pelo seu melzinho, a contração muscular de suas coxas, o desespero genuíno em seu rosto enquanto ela se levava ao limite. Quando ela finalmente gozou, eu já estava mentalmente editando o vídeo, cortando os melhores ângulos, ajustando a iluminação.
Mais tarde, na escuridão do meu quarto, com a porta trancada e o vídeo bruto dela gozando violentamente com o consolo rodando em loop no meu monitor, eu não resisti. Minhas mãos, que horas antes haviam segurado a câmera com firmeza profissional, agora tremiam enquanto desabotoavam minha calça, que eu havia colocado de volta logo após ela ir tomar banho. Foi rápido, brutal e sujo. Eu gozei no mesmo instante que ela gozava no vídeo, meu próprio gemido abafado pelo ruído do ventilador. A culpa veio instantaneamente, aguda e fria, mas foi rapidamente sepultada pela exaustão e por uma satisfação perversa.
Uma batida suave na porta me fez saltar. Me limpei às pressas com uma camiseta que estava jogada no chão.
- Tio? Está editando? - Júlia perguntou.
- Um minuto! - grunhi, fechando abas e arrumando a mesa às cegas antes de abrir a porta.
Ela entrou, envolta em um roupão, o cabelo molhado de um banho recente. Cheirava ao seu shampoo doce. Parecia uma menina outra vez, mas seus olhos guardavam um cansaço profundo e uma centelha de curiosidade.
- E aí, ficou bom? - perguntou, tentando espiar a tela do computador que eu havia rapidamente desligado.
- Ficou excelente - respondi, sentando de volta na cadeira e acendendo o monitor, agora mostrando apenas uma planilha de Excel com métricas. Minha voz era a de um sócio em reunião. - O áudio dos seus gemidos ficou cristalino. A iluminação realçou perfeitamente a... textura. Vai render.
Ela sorriu, aliviada, e se apoiou na mesa ao meu lado. Eu continuei, sem olhar para ela, rolando os números na tela.
- O engajamento nos stories prévios foi 40% maior que a média. Ótimo sinal - fiz uma pausa, estudando uma linha de dados. - Mas... analisando as concorrentes de topo, notei um padrão. Os vídeos que realmente viralizam, que têm um alcance 300% maior... são os com parceiro real.
O silêncio que se seguiu foi carregado. Eu senti o olhar dela pesando sobre mim.
- Não - ela disse, a palavra saindo seca e rápida. - Nem pensar, tio. Não me sinto confortável com ninguém. A ideia de um estranho me tocando... não. Vamos continuar do jeito que está.
Continuei encarando a planilha, os números se tornando borrões sem sentido. Meu coração martelava contra as costelas, tão alto que eu temia que ela ouvisse. A pergunta se formou na minha garganta, um veneno doce que precisava ser cuspido para fora.
- Nem... - engoli, minha boca absurdamente seca. Minhas mãos, nervosas, começaram a fazer o mouse rolar a tela sem nem conseguir ler o que estava lá. Eu não conseguia olhar para ela. - Nem... comigo?
A pergunta pairou no ar como uma faca equilibrada na ponta. Um silêncio absoluto tomou o quarto. Eu senti, mais do que vi, ela se congelar. Lentamente, muito lentamente, eu olhei pra ela.
Júlia me encarava. Não havia medo em seu rosto. Não havia repulsa imediata. Havia... uma análise profunda. Seus olhos verdes percorreram meu rosto, buscando a verdade por trás da máscara profissional que há segundos eu usava. Vi o exato momento em que ela percebeu que aquela não era apenas uma proposta de negócios, seu cenho se franzindo.
- Tio... - a voz dela saiu em um sopro, mais de surpresa do que de censura. - Você tá falando sério?
Eu rapidamente desviei o olhar de volta para a tela do computador, para os gráficos e números seguros. A máscara tentou se recolocar, trincada e frágil.
- É uma opção logística - forcei as palavras, tentando soar pragmático. - Segura. Controlada. Eu... conheço o que o público quer. Conheço os ângulos, a iluminação, o ritmo. E você... - finalmente ousei olhar para ela de novo, segurando aquele olhar que agora me via completamente - ...você confia em mim, não confia, Ju? Seria... só para o trabalho. Pra ganhar dinheiro mais fácil e mais rápido.
Nós dois sabíamos exatamente do que aquela "opção logística" se tratava. Júlia era novinha, mas não era ingênua. Ela deu um passo para trás, mas não como quem foge. Como quem precisa de espaço para processar toda a informação. Seus dedos apertaram a frente do roupão, fechando-o um pouco mais.
- Eu... Não sei. Preciso pensar - ela disse, finalmente. A voz não era de reprovação. Era séria, carregada de um peso novo. O peso de uma decisão real.
- Claro - respondi, minha própria voz soando oca na sala abafada. - Não há pressa. São só... dados. Opções.
Era uma mentira ridícula, e nós dois sabíamos. Não eram só dados. Era o ponto de não retorno.
(N.A.: Voltei! Peço desculpas pela demora para postar essa parte. Espero que estejam gostando do desenrolar da história. Diferente da história anterior, A Puta da Família, Júlia é uma mulher/garota diferente da Eduarda. Reparem que ela não é tão exibida, tão puta, não é tão confiante com o próprio corpo. Ela precisa de validação e aprovação. Espero que eu esteja conseguindo transmitir isso de uma boa maneira. Em breve posto a próxima parte.)
