Aquela coisa de criança era só curiosidade mesmo, brincadeira boba que a gente fazia escondido, tipo explorar o corpo do outro sem entender direito o que tava rolando. Coisa de irmão que divide quarto, banheiro, piscina no quintal, tudo junto e misturado. Nunca passou de toques leves, risadinhas abafadas, nada que a gente soubesse nomear. Mas o tempo passou voando, a gente cresceu, mudou de casa, cada um foi pra um canto... até que, anos depois, com mais de 18 os dois, a vida jogou a gente de novo no mesmo teto por uns meses. Eu voltando da faculdade, ela trabalhando meio período e morando com os pais de novo pra economizar. E aí, numa noite qualquer de verão, com o ventilador rodando lento e o quarto dela do lado do meu, aquele segredo antigo começou a bater na porta da memória dos dois ao mesmo tempo.
Eu tava deitado na minha cama, suando pra caralho com aquele calor de verão que não dá trégua, só de boxer, rolando de um lado pro outro sem conseguir pegar no sono. A casa toda quieta, só o barulhinho do ventilador velho no corredor. Aí escuto a porta do quarto da Bia abrindo devagar, uns passos leves no chão de madeira, e de repente ela aparece na minha porta, iluminada só pela luz fraquinha que vem da rua.
Ela tava com uma camisola fina pra cacete, daquelas que a mãe comprou no camelô, quase transparente, colando no corpo de tanto suor. O cabelo solto, bagunçado de quem também não dormia, e os olhos dela me encarando direto, sem piscar. "Não consigo dormir, tá quente demais", ela sussurrou, mas a voz saiu rouca, diferente. Eu só fiz que sim com a cabeça, sentindo o coração já acelerando sem motivo aparente.
Ela entrou devagar, fechou a porta atrás dela com cuidado pra não fazer barulho, e veio se sentar na beirada da minha cama. Ficamos um tempo em silêncio, só olhando um pro outro no escuro, como se a gente tivesse voltando no tempo. Aí ela deitou do meu lado, de costas pra mim no começo, mas logo virou de frente, o rosto pertinho do meu. Senti o cheiro dela, aquele perfume barato misturado com suor, e a perna dela roçando de leve na minha. Nenhum dos dois falou nada, mas eu sabia que ela tava sentindo a mesma coisa que eu: aquela eletricidade antiga acordando, só que agora a gente era grande, sabia exatamente o que queria.
Eu sentia o calor do corpo dela irradiando pra mim, tipo uma onda que vinha devagar mas não parava de crescer. A camisola colada na pele deixava ver o contorno dos peitos, os bicos durinhos marcando o tecido fino, subindo e descendo rápido com a respiração dela. O cheiro era uma mistura louca: o sabonete de sempre, suor fresco da noite quente, e um fundo mais doce, mais íntimo, que subia de entre as pernas dela e me batia direto no cérebro.
Minha mão, quase sem eu mandar, foi parar na coxa dela, logo acima do joelho. A pele tava macia, quente, um pouquinho úmida. Subi devagarinho, sentindo os pelinhos finos arrepiando debaixo dos meus dedos. Ela não se mexeu pra afastar, pelo contrário: abriu um pouquinho mais as pernas, como quem tá pedindo sem falar. O coração batia tão forte que eu achava que ela ia ouvir. Quando cheguei mais perto da virilha, senti o calor ficar mais intenso, quase queimando, e o tecido da calcinha já molhadinho roçando na ponta dos meus dedos.
Ela soltou um suspiro baixinho, daqueles que saem tremendo, e virou o rosto pro meu. Os lábios dela tavam entreabertos, brilhando um pouco na pouca luz. Eu encostei a boca na dela devagar, só um roçar no começo, sentindo o gosto salgadinho do suor no canto da boca. Aí ela abriu mais, a língua dela veio encontrar a minha, quente, molhada, dançando devagar como se a gente tivesse todo o tempo do mundo. Enquanto isso minha mão não parava, apertando de leve a carne macia da coxa, subindo, descendo, cada vez mais perto daquele lugar que já tava pulsando os dois sabiam.
Meu dedo mindinho roçou de leve na borda da calcinha dela, sentindo o tecido encharcado grudando na pele. Era quente, molhado, e quando eu pressionei um pouquinho mais, ela soltou um gemidinho baixo, daqueles que saem pela garganta e vibram no peito. O som me deu um arrepio que subiu pela espinha inteira. Ela apertou a coxa contra minha mão, como se quisesse me prender ali, e eu senti o pulsar dela, forte, ritmado, batendo contra a ponta dos meus dedos.
A boca dela tava colada na minha agora, beijo mais fundo, mais urgente. A língua dela dançava devagar, mas com fome, roçando na minha, explorando cada canto. O gosto era salgado do suor, doce da saliva, e tinha um cheirinho de hortelã do chiclete que ela mastigou mais cedo. Eu mordi de leve o lábio inferior dela, puxando um pouquinho, e ela gemeu mais alto dessa vez, o som abafado dentro da minha boca. Minha outra mão subiu pelas costas dela, enfiando os dedos por baixo da camisola, sentindo a pele arrepiada, as vértebras marcando de leve sob meus dedos enquanto eu descia até a curva da bunda. Apertei ali, puxando o corpo dela mais pra perto, até que o peito dela se espremeu contra o meu, os bicos duros roçando no meu peito nu.
Ela começou a mexer o quadril devagar, roçando a virilha molhada contra a minha coxa. Eu sentia o calor, a umidade escorrendo, molhando a boxer e minha pele. Meu pau já tava duro pra caralho, pulsando contra o tecido, e toda vez que ela se mexia, a fricção me fazia soltar um grunhido baixo. O ar no quarto parecia grosso, pesado, cheio do cheiro dos dois: suor, excitação, aquele perfume misturado que só a gente tem quando tá assim, colado, sem escapatória. Cada respiração dela saía entrecortada contra meu pescoço, quente, úmida, e eu sentia o coração dela batendo rápido contra o meu, como se os dois estivessem correndo a mesma maratona.
De repente a gente ouviu um barulho lá embaixo – a porta da geladeira abrindo e fechando, passos arrastando no chão da cozinha. Era a mãe, com certeza, levantando pra pegar água como ela sempre faz de madrugada quando o calor aperta. Meu corpo congelou em cima do dela, a mão ainda enfiada por baixo da calcinha molhada, os dedos sentindo ela pulsar em volta deles. Bia arregalou os olhos no escuro, a respiração parando na garganta, e apertou minha nuca com força, como quem diz "não para, mas fica quieto".
Os passos vinham subindo a escada devagar, chinelo batendo no degrau, aquele som que a gente conhece desde criança. Cada degrau parecia durar uma eternidade. Eu sentia o coração dela martelando contra o meu peito, o suor dos dois se misturando mais ainda, escorrendo pela barriga. Minha mão não saía de dentro dela – pelo contrário, eu pressionei o polegar devagarinho no clitóris inchado, só um circulozinho leve, e ela mordeu o próprio lábio pra não soltar som nenhum, os olhos marejados de tesão e medo ao mesmo tempo.
A mãe parou bem no corredor, pertinho das nossas portas. A gente ouviu ela tossir baixinho, depois o barulho da porta do banheiro se abrindo. O risco batia forte agora: se ela resolvesse dar uma olhada no quarto da Bia, ou no meu, ia encontrar a cama vazia de um e a porta fechada do outro. Bia tremia debaixo de mim, as coxas apertando minha mão, mas o quadril dela não parava de se mexer devagar, roçando no meu pau duro que já tava latejando contra a barriga dela, só com o tecido da boxer separando. O medo só fazia tudo ficar mais intenso, mais urgente – o cheiro dela mais forte, o molhado escorrendo pelos meus dedos, o gemidinho abafado que ela soltava toda vez que eu apertava um pouquinho mais.
A porta do banheiro fechou finalmente, a torneira rodou um pouquinho e os passos da mãe voltaram devagar pra escada, descendo. A gente ficou parado, colado um no outro, sem mexer um músculo, esperando até o silêncio voltar total. Mas agora o silêncio era diferente – pesado, cheio de coisa que não podia ser dita em voz alta nunca.
Quando eu voltei a mexer os dedos devagar dentro dela, Bia soltou um suspiro tremido e enterrou o rosto no meu ombro, mordendo a carne pra não fazer barulho. Eu sentia ela apertando em volta dos meus dedos, molhada pra caralho, mas ao mesmo tempo o corpo dela tremia de um jeito que não era só tesão. "A gente não pode...", ela sussurrou tão baixo que mal saiu som, a voz rachada, como se tivesse vergonha de falar e ao mesmo tempo não conseguisse parar. Eu sabia exatamente o que ela queria dizer: a gente não pode porque é errado, porque é irmão, porque se alguém descobrir a família inteira desaba, porque amanhã a gente vai ter que sentar na mesa do café e fingir que nada aconteceu.
Mas minha mão não parava. Pelo contrário, eu enfiei mais fundo, curvando os dedos pra acertar aquele ponto que fazia ela arquear as costas sem querer. Ela gemeu baixinho no meu pescoço, "porra, não para...", contradizendo tudo que acabou de falar. A cabeça dos dois girando na mesma merda: isso é loucura, isso vai destruir tudo, mas é exatamente por ser proibido que tá pegando fogo assim. Eu sentia culpa batendo no peito, tipo um peso, mas misturado com uma excitação doente que só crescia. Imagina se a mãe tivesse aberto a porta agora há pouco? Imagina se amanhã ela perceber que a Bia tá com cara de quem não dormiu, ou eu com marca de dente no ombro? O risco de ser pego era uma coisa, mas esse outro risco – o de olhar no espelho amanhã e saber que a gente cruzou a linha pra sempre – esse sim apertava a garganta da gente enquanto o corpo pedia mais.
Ela virou o rosto, os olhos brilhando no escuro, cheios de lágrima que não caía. "Eu te odeio por me fazer querer isso", ela murmurou, mas logo em seguida puxou minha boca pra dela de novo, beijando com raiva, com desespero, como quem quer punir e se entregar ao mesmo tempo. O molhado escorria pelos meus dedos, pingando devagar na coxa dela, quente e viscoso, e o cheiro subia forte agora – aquele cheiro de sexo cru, misturado com o suor dos dois, enchendo o quarto inteiro. Ela tremia toda, as coxas abrindo e fechando em volta da minha mão, o quadril rebolando devagar, pedindo mais sem vergonha nenhuma, mas os olhos dela tavam cheios duma coisa que não era só tesão.
"Para... por favor", ela sussurrou contra minha boca, mas a voz saiu fraca, quase um gemido, e o corpo dela fazia o oposto: empurrava contra meus dedos, engolindo eles mais fundo. Eu sentia o clitóris dela latejando no polegar, inchado, escorregadio, e cada vez que eu circulava devagar ela soltava um choramingo baixinho, abafado no travesseiro. A culpa batia na gente igual onda: isso é errado pra caralho, é irmão, é família, se alguém souber a gente tá fodido pra sempre. Mas era exatamente esse medo que fazia tudo pegar fogo mais ainda – o coração acelerado não era só de excitação, era de pavor também, de imaginar a mãe abrindo a porta de novo, ou o pai tossindo no quarto ao lado e percebendo algum barulho estranho.
Minha outra mão apertava a bunda dela com força, marcando a carne macia, puxando ela contra mim até sentir o pau duro roçando na barriga dela, só o tecido fino da boxer separando. Eu latejava tanto que doía, pré-gozo já molhando o pano, e toda vez que ela rebolava sentia a cabeça escorregando contra a pele quente dela. "A gente vai se arrepender amanhã", eu murmurei rouco no ouvido dela, mordendo de leve o lóbulo, sentindo ela arrepiar inteira. Ela respondeu com um "eu sei..." choroso, mas logo em seguida mordeu meu pescoço forte, marcando também, como quem quer deixar prova e ao mesmo tempo apagar tudo.
A gente ficou assim um tempão, eu dedando ela devagar, sentindo cada espasmo, cada vez que ela chegava pertinho do gozo e recuava, os dois segurando na beira do abismo. O medo de ser descoberto, de se perder pra sempre nisso, misturado com o tesão do proibido, deixava tudo mais intenso, mais vivo. Nenhum dos dois queria que acabasse, mas também ninguém tinha coragem de ir até o fim ali, naquela noite. Quando o corpo dela começou a tremer de verdade, quase lá, eu tirei a mão devagar, deixando ela vazia, ofegante, os olhos implorando no escuro.
Ela me olhou longo, o peito subindo e descendo rápido, a boca vermelha de tanto beijo. "Isso não pode acabar assim", ela sussurrou por fim, a voz tremendo de raiva, de vontade, de medo. Eu só assenti, sentindo o mesmo buraco no peito. A gente se separou devagar, ela se levantando da cama com as pernas bambas, a camisola grudada no corpo suado. Antes de sair, parou na porta, virou pra mim uma última vez: "Amanhã... a gente pensa no que fazer". E fechou a porta bem devagar, deixando o quarto vazio, o cheiro dela ainda no ar, e eu ali deitado, duro, perdido, sabendo que isso era só o começo de uma merda que a gente não ia conseguir parar...