Confete, Suor e o Beco do Pecado

Um conto erótico de Cl@r@
Categoria: Heterossexual
Contém 1475 palavras
Data: 09/01/2026 09:12:46

O Carnaval universitário não é apenas uma festa. É uma entidade viva. É um monstro feito de purpurina, música alta, bebida barata e hormônios à flor da pele.

Estávamos no terceiro dia de folia na nossa cidade universitária. A rotina de estudos, o estágio e a seriedade do Direito e da Veterinária tinham sido temporariamente revogados. A lei agora era outra: beijar na boca e sobreviver à ressaca.

Nossa "galera" estava em peso. A Mariana, minha amiga da Veterinária, estava fantasiada de "gatinha" (apenas orelhas e uma roupa preta), e já tinha beijado metade do bloco. O Pedro, amigo do Lucas, estava vestido de juiz (que original), com um martelo de plástico na mão, "condenando" as pessoas a beberem shots de vodka.

Eu e o Lucas estávamos combinando, numa vibe meio improvisada. Eu estava de "anjo caído": um body preto cavado, short jeans rasgado que deixava a polpa da bunda de fora, uma auréola preta torta na cabeça e asas pequenas nas costas. E muito, muito glitter. Lucas estava de "diabo": bermuda vermelha, uma capa preta barata, chifrinhos e o peito nu, coberto apenas por purpurina que eu tinha soprado nele antes de sairmos.

— Vira, vira, vira! — a multidão gritava enquanto passávamos uma garrafa de Catuaba selvagem de mão em mão.

O sol já tinha se posto, mas o calor era infernal. O "bloquinho" estava entupido numa das avenidas principais. O trio elétrico tocava um funk batidão que fazia o chão tremer. Estávamos bêbados. Aquele estágio de embriaguez onde o mundo gira um pouquinho mais devagar, onde o sorriso fica frouxo no rosto e o corpo parece flutuar.

Eu dançava encostada no Lucas, esfregando minha bunda na virilha dele sem vergonha nenhuma. O suor dele misturado com o meu fazia nossos corpos escorregarem um no outro.

— Você tá muito gostosa com essas asinhas... — ele gritou no meu ouvido, a voz arrastada pelo álcool, apertando minha cintura com força. — Dá vontade de arrancar elas.

— Tenta a sorte, capetinha — respondi, virando o pescoço e mordendo o queixo dele.

A muvuca começou a apertar. Gente empurrando, cerveja voando, pisões no pé. A Mariana tinha sumido na multidão com um cara vestido de Super-Homem. O Pedro estava discutindo com um poste.

Lucas me olhou. Os olhos dele estavam vidrados, escuros, pupilas dilatadas. Ele não precisou falar. Aquele olhar de "preciso de você agora" cortou a névoa do álcool.

— Vamos sair daqui — ele disse, segurando minha mão.

— Pra onde? Pra casa? — perguntei, gritando para vencer o som do trio.

— Não dá tempo. Eu não aguento chegar em casa. Vamos sair da multidão.

Ele começou a me puxar. Fomos abrindo caminho entre os corpos suados, pedindo licença, empurrando, tropeçando. Saímos da avenida principal e entramos numa rua lateral, um pouco menos cheia, onde as pessoas mijavam nos muros e casais se beijavam encostados nos carros.

Mas Lucas não parou ali. Ele queria escuridão.

Continuamos andando, cambaleando um pouco, rindo do nada. Eu tropecei no meu próprio pé e ele me segurou pela cintura, me puxando para um beijo desajeitado e faminto.

— Ali — ele apontou.

Era um beco estreito entre um depósito de bebidas fechado e um muro alto de um estacionamento. Não tinha iluminação direta, apenas o reflexo alaranjado das luzes da rua que não chegava até o fundo. Cheirava a chuva velha e concreto, mas estava vazio.

Entramos.

O som do trio elétrico ficou abafado, transformando-se num tuntz-tuntz grave que parecia o batimento cardíaco da cidade. A escuridão nos engoliu.

Lucas me prensou contra a parede áspera do depósito.

— Finalmente... — ele suspirou, e atacou minha boca.

O beijo de bêbado tem uma urgência diferente. É molhado, é desordenado, é língua batendo em dente, é gosto de bebida barata e saliva. E é incrivelmente excitante.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos, me beijando como se quisesse me respirar. Eu senti o volume na bermuda dele roçando na minha coxa. Ele estava duro. Muito duro.

— Lucas... aqui é sujo... — eu ri, meio tonta, passando a mão no peito nu e suado dele.

— Foda-se. Eu quero você. Agora.

Ele não teve paciência para preliminares. O álcool tira o filtro, tira a calmaria. Ele desceu as mãos para a minha bunda, apertando a carne exposta pelo short curto. Ele enfiou as mãos por dentro do short, puxando o tecido jeans para cima, encravando-o na minha virilha.

— Tira... tira logo — eu pedi, impaciente, tentando ajudar com mãos trêmulas.

Ele abriu o botão do meu short, e baixou. Ele afastou a calcinha de lado. Eu estava encharcada. O calor, a dança, a bebida... eu estava pronta.

Ele abriu a bermuda dele. O pau saltou para fora, procurando o ar. (o álcool nos torna irresponsáveis, eu sei, e naquele momento a lógica não existia).

Ele me levantou.

— Pula — ele ordenou.

Eu pulei, cruzando as pernas na cintura dele. Ele me segurou contra a parede. Minhas costas arranharam no reboco, mas a dor foi suprimida pela adrenalina.

Ele encaixou e entrou.

— Ahhh! — O grito saiu alto, ecoando no beco.

Ele entrou de uma vez, impulsionado pela gravidade e pelo desejo. O preenchimento foi perfeito. Estávamos bêbados, então a coordenação não era perfeita. Ele bateu o osso púbico com força no meu, plaft, mas aquilo só aumentou a sensação de selvageria.

— Shhh... alguém vai ouvir... — ele tentou avisar, mas ele mesmo gemia alto.

— Deixa ouvir! — eu respondi, mordendo o ombro nu dele, sentindo o gosto de sal e glitter.

Ele começou a me foder contra a parede.

Era um ritmo caótico. Ele me jogava contra o muro a cada estocada. O som das minhas costas batendo se misturava com o baixo da música lá longe. Minha auréola de anjo caiu no chão sujo, minhas asas amassaram contra a parede, mas eu não ligava.

Eu me sentia uma vadia de carnaval, sendo comida num beco escuro pelo diabo em pessoa.

— Você é minha, porra... minha anjinha safada... — ele falava, o hálito quente de álcool no meu rosto.

A bebida fazia tudo parecer um sonho febril. As luzes piscando na entrada do beco, a sombra dele sobre mim, a sensação do pau dele entrando e saindo, roçando em tudo, meio desajeitado mas delicioso.

De repente, ouvimos vozes na entrada do beco.

— Ei, acho que tem gente aí... — uma voz masculina disse, rindo.

— Deixa os caras, vamos mijar ali... — outra voz respondeu.

Nós congelamos por um segundo. Lucas parou dentro de mim, me segurando firme. O medo de sermos vistos, misturado com a exibição, foi o gatilho final.

Olhei nos olhos dele. Ele sorriu, aquele sorriso torto e malicioso.

Ele não parou. Ele continuou, mas agora com movimentos curtos e muito fortes, tentando não fazer barulho, o que deixava tudo mais intenso.

Ele esfregava o pau no meu ponto G com uma força que me fez ver estrelas. Eu apertei as unhas nas costas dele, segurando o gemido na garganta, transformando-o num choro baixo.

— Eu vou... eu vou gozar, Lucas...

— Goza... goza na minha pica...

Eu gozei. Foi um orgasmo longo, tonto, que fez minha cabeça girar. Eu senti o beco rodar. Apertei ele com as pernas, tremendo.

Lucas veio logo depois. Ele deu três estocadas fundas, grunhindo contra o meu pescoço, e despejou tudo dentro de mim, as pernas dele tremendo para aguentar meu peso, o suor pingando dele para mim.

Ele me desceu devagar, até meus pés tocarem o chão irregular do beco. Minhas pernas estavam bambas, gelatinosas. Eu tive que me segurar nele para não cair.

Ficamos ali abraçados no escuro, ofegantes, rindo sem motivo, sujos de parede, suor e sexo.

— Meu anjo caiu mesmo, hein? — ele brincou, pegando minha auréola do chão e colocando torta na minha cabeça de novo.

— E o diabo fez o trabalho dele — respondi, ajeitando meu short e sentindo aquele incômodo gostoso e úmido entre as pernas.

Nos arrumamos como deu. Limpamos a poeira da parede das minhas costas (inutilmente), ajeitamos as roupas. Lucas fechou a bermuda, me deu um selinho com gosto de Catuaba e pegou minha mão.

Saímos do beco.

A luz da rua nos atingiu. O barulho do trio elétrico voltou com tudo. Voltamos para a multidão, cambaleando, com um segredo sujo e delicioso brilhando nos olhos.

Encontramos a Mariana e o Pedro dez minutos depois, perto de uma barraca de cachorro-quente.

— Onde vocês se meteram? — Mariana gritou, segurando um copo meio vazio. — A gente achou que vocês tinham sido abduzidos!

Eu e Lucas nos olhamos. Eu vi o glitter do meu corpo grudado no peito dele. Vi o cabelo dele bagunçado. Vi o sorriso cúmplice.

— A gente foi... dar uma volta — eu disse, piscando para ele. — Conhecer a arquitetura da cidade.

Lucas riu e me abraçou de lado.

— É. A arquitetura local é fascinante.

E continuamos a festa, dançando até o amanhecer, sabendo que o melhor momento daquele Carnaval não tinha sido em cima do trio, mas sim no escuro, encostados numa parede suja, entregues um ao outro.

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Comentários

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Melhor parte do dia: ler sobre esse casal gostoso e as situações deliciosas que eles vivem!

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vcs dos são o que há de melhor, amor, paixão,cumplicidade, fogo. que casal nota 1000.

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