Dor Dolorida

Um conto erótico de C.A.T.
Categoria: Heterossexual
Contém 1272 palavras
Data: 09/01/2026 12:00:59
Assuntos: Heterossexual

[Depois de muitos anos sem publicar em Casa Dos Contos, finalmente consegui recuperar as minhas histórias do passado, de um HD danificado de um laptop que foi roubado e depois recuperado pela polícia. É a continuidade de histórias de uma vida bem vivida e bem aproveitada.]

Cheguei em casa e percebi que a Isabel já estava por lá. As luzes estavam acesas e ela estava na cozinha tratando de alguma coisa. Ouviu que eu abri e fechei a porta e veio falar comigo.

Eu já esperava e levei o maior esporro.

- O que foi que aconteceu? Que corte é este no seu rosto? O que aconteceu?

Com alguma dificuldade respondi:

- Nada muito sério. O namorado de uma colega de trabalho não gostou de me ver levando ela para casa e me deu um soco.

- Poxa, o cara deve ser forte, para te desmontar deste jeito com um soco.

- Na verdade foram dois socos. Mas eu não dei chance dele me acertar de novo.

Tentei fazer piada, mas não deu muito certo.

- Você acertou algum soco nele? Que vergonha hein Carlos? Nunca brigou quando era criança e fica aprontando agora que é adulto. Vem aqui que eu quero ver este corte.

Ela chegou perto, apertou um pouco o local para ver como estava e disse:

- O corte é pequeno e nem deve deixar cicatriz. Tem algum machucado em outro lugar?

- Me ajuda a tirar a camiseta. Está doendo muito aqui na lateral do tronco.

Ela me ajudou e foi logo falando:

- Está com um hematoma grande aqui. Ele te acertou aqui também?

Quando olhei vi que tinha uma mancha grande, exatamente onde doía mais quando eu respirava mais fundo.

- Vamos, eu vou te levar em um pronto-socorro.

- Não precisa, acho que isto vai passar logo. Deixe eu tomar um banho quente e vamos ver como é que fica.

- Vamos lá que eu vou te ajudar.

- Não precisa, eu consigo tomar banho sozinho.

- Acho que não. Você não conseguiria tirar a camiseta sem ajuda.

Andamos até o banheiro e a Isabel me ajudou como o tênis, meias, cinto e calça. Quando ela ameaçou baixar a minha cueca, eu tentei evitar, mas ela não deixou.

- Já te vi sem roupa muitas vezes, você sabe disto. Está com vergonha agora?

Eu estava sentindo muita dor para discutir. Já sem roupa fiquei embaixo da água que caia e a dor aliviou muito.

Quando acabei, Isabel me secou e ajudou com um roupão. Me perguntou novamente se eu não queria ir ao pronto socorro e neguei. Sentamos para comer e Isabel me pressionou para saber por que o "namorado da minha colega" tinha ficado tão bravo comigo ao ponto de espancar daquela maneira.

Contei parte do que tinha acontecido entre eu e a Erika. Ela riu e disse que eu merecia. Que o Gabriel não sabia porque estava me batendo, mas eu sabia porque estava apanhando. Confesso que eu não achei engraçado e fiquei quieto. Aproveitei o vinho francês e os queijos que a Isabel trouxe. Estava muito bom. A dor diminuiu bem eu até consegui relaxar.

Depois de comer, eu escrevi o post anterior do blog (Surpresa Silenciosa - Parte 3) e deixei armazenado, enquanto a Isabel assistia TV. Não entendia porque o Gabriel tinha me acertado. Será que ele sabia de alguma coisa ou apenas desconfiava? Enquanto escrevia, decidi contar que tinha escorregado no banheiro, para qualquer pergunta sobre o corte no rosto.Terminei de escrever enquanto um sono muito pesado me atacava.

Isabel pediu para usar meu notebook, para ver seus e-mail enquanto eu fui para a minha cama. Isabel disse que iria dormir no sofá e que era só chamar se necessário.

Dormi muito mal e logo pela manhã senti que as dores estavam piores. Quando olhei para o hematoma no lado direito do tronco, notei que ele estava muito maior. Chamei minha mãe e pedi para ela me levar no pronto socorro. O atendimento na emergência foi rápido e o diagnóstico não podia ser pior para mim.

- O senhor está com duas costelas fraturadas. Há suspeita de uma pequena hemorragia interna e o senhor terá que ficar aqui no hospital por 2 ou 3 dias, para acompanhamento do seu caso. Já estamos providenciando toda a papelada para a internação.

Isabel acertou tudo que foi possível, enquanto eu era encaminhado para um apartamento. Depois de algum tempo, Isabel chegou com algumas roupas adicionais para mim e disse que ela iria ficar comigo aquela noite e que já tinha ligado para o André informando que eu estava internado.

No inicio da noite, André chegou com Bianca. Para as perguntas básicas eu respondi o mesmo que para o médico, que tinha tropeçado e caído em uma calçada, batendo com a lateral do tórax no meio-fio. Bianca me olhava com um olhar de quem estava sentindo pena. Eu estava com muita dor e não consegui observar e não sei como ela estava vestida. Provavelmente estava de um jeito que eu gostaria muito.

André me perguntou se eu estava bêbado ou o que, para cair a ponto de fraturar costelas. Para ele estava muito, mas muito engraçado do que para mim. Na conversa dele com Isabel para definir como iriam fazer para ficar comigo, fiquei sabendo que André estaria viajando a trabalho no dia seguinte pela manhã e ficaria fora toda a semana e que Isabel tinha uma inspeção em uma obra, na terça-feira pela manhã em uma cidade bem distante. O meu convênio previa um enfermeiro partilhado com outros 3 pacientes durante o dia, mas durante a noite, alguém da família poderia ficar no quarto se assim fosse desejado.

Bianca disse poder ficar comigo de segunda para terça-feira e em outros períodos se fosse necessário.

A dor estava muito forte e o pessoal do hospital colocou alguma coisa no soro. Eu nem percebi quando apaguei.

Tive uma noite estranha. Sonhei muito. Sonhei com todos os bons momentos que passei com a Erika e de alguma maneira, o Gabriel aparecia no sonho e tentava me bater. Nos sonhos eu consegui fugir de todos os socos e ainda bati nele algumas vezes. Acordei pela manhã ainda com dor e bem cansado.

Isabel ao meu lado apenas falou quando me viu acordar:

- Que noite hein? Você falou quase que sem parar. Perguntei para o plantonista que passou aqui de noite e ele disse ser normal este analgésico causar este efeito. Olha, acho que aquilo que você me contou da sua amiga de trabalho, está faltando alguma coisa. O nome dela é Erika, não é? Você falou muito nela.

Que porra. O que será que eu tinha falado demais? Será que eu falaria de novo?

Isabel tomou café comigo e saiu assim que o enfermeiro passou por lá para se apresentar. Ela deixou meu celular conectado ao carregador bem ao meu lado na cama.

- Me ligue se precisar de alguma coisa. Eu te ligo para saber como você está. Vou tentar descansar um pouco, já que você não me deixou dormir. A sua cunhada Bianca disse que chega aqui por volta das 8 da noite. Ok?

- Ok Dona Isabel, muito obrigado.

- Já disse que não quero que me chame de dona. Toma vergonha na cara e faça o que estou pedindo. Aproveite para descansar.

Depois de um tempo, lembrei que o carro da empresa estava no meu prédio. Liguei para o Daniel e pedi para ele passar lá e devolver o carro por mim. Tive que contar que estava internado em um hospital, mas que era para ele não falar nada para ninguém. Depois eu passava os detalhes para ele.

Passei o dia cochilando e vendo TV, esperando a chegada da Bianca.

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