Agora Corno

Um conto erótico de Branquinho de Calcinha
Categoria: Heterossexual
Contém 1354 palavras
Data: 10/01/2026 09:32:58

Evidentemente, meu casamento estava desmoronando com tudo aquilo. E eu não queria que isso acontecesse. Minha esposa vinha sendo extremamente compreensiva: não questionava, não exigia, não cobrava. Tratava-me bem. Sempre fomos bons amigos e, de certa forma, continuávamos sendo. Contive um pouco o meu ímpeto de ir ao apartamento do Beto e do Paulo, conversei com ela e decidimos fazer uma viagem de férias. A ideia era relaxar por uns dez dias e, depois disso, decidir com mais clareza o que fazer do nosso casamento.

A viagem seria para um estado vizinho. Passaríamos alguns dias na praia; embora já morássemos perto do litoral, estar em um lugar diferente poderia nos ajudar a nos reconectar. Partimos.

Ao desembarcar no aeroporto, pedimos um Uber. Estávamos empolgados. O sol dominava o céu, o clima era agradável. O motorista puxou conversa, apresentando alguns pontos turísticos que deveríamos visitar, sempre de forma descontraída, leve, com um sorriso constante no rosto. Era simpático, comunicativo. Chamava-se Manoel. Estava na casa dos trinta anos, pele escura, corpo malhado, bigode fino, olhos vivos e atentos. Um homem bonito. Usava boné, camisa branca e bermuda.

Eu sempre tive uma personalidade mais retraída do que a da minha esposa; sou mais calado, enquanto ela gosta de falar. Assim, os dois praticamente conduziram a conversa sozinhos, enquanto eu apenas observava e concordava de vez em quando. Manoel me olhava pelo retrovisor, ajeitava o bigode, sorria, e voltava a conversar com minha esposa sobre as belezas naturais do lugar.

Minha esposa tinha aproximadamente a minha idade, na faixa dos vinte e quatro, vinte e cinco anos, alguns meses mais velha do que eu. Era uma mulher muito branca, alta, magra, mas que, nos últimos anos, vinha frequentando a academia; suas coxas haviam engrossado, o bumbum ficara firme. Os seios eram pequenos, os cabelos pretos e longos. Naquele dia, estava especialmente elegante: usava joias discretas, óculos escuros. Estava muito bonita.

Ao chegarmos ao hotel, descemos do carro. Manoel abriu o porta-malas; fui retirar as malas enquanto minha esposa pagava a corrida. Tirei tudo e, ao levantar a cabeça, vi que eles ainda conversavam. Ele entregou um cartão a ela; despediram-se, e ela saiu do carro. Assim que se aproximou de mim, comentou, sorrindo, que ele era muito simpático e havia se oferecido para nos levar aos passeios que quiséssemos fazer. Sorri. Estávamos contentes; tudo parecia muito bom.

No quarto, deixei as malas e observei que era confortável, com vista para o mar. Tudo estava perfeito. Minha esposa disse que queria aproveitar aquele mar lindo e pediu que nos trocássemos para descer. Ela começou a se despir ali mesmo, abrindo a mala à procura das roupas de praia. Vestiu um biquíni verde, menor do que os que costumava usar, um short jeans largo que deixava à mostra o início da polpa do bumbum e uma blusa branca, fina e leve. Finalizou com os óculos. Estava deslumbrante.

Descemos para o calçadão, caminhamos um pouco, observando o movimento. Entramos na praia, sentamos. Ela tirou o short e foi para o mar, feliz, solta. Eu a observava com a mesma felicidade. Passamos a tarde ali, bebendo drinques, cervejas; ficamos levemente tontos. Voltamos para o hotel.

No caminho, ouvi uma buzina. Era Manoel. Demorei um instante para reconhecê-lo; minha esposa acenou imediatamente. Comentou que mandaria mensagem para ele pelo WhatsApp para pedir informações sobre os passeios.

Cheguei cansado ao quarto e fui direto para o banho. Ela ficou conversando no celular. Ao sair, vi-a sorrindo, lendo mensagens. Perguntei o que havia de tão interessante. Ela disse que Manoel era muito divertido, fazia piadas, mandava áudios engraçados. Fingiu inocência, mas eu já compreendia que havia ali um interesse.

Senti um desconforto imediato. A percepção do interesse ostensivo de outro homem por minha esposa provocou em mim uma irritação quase visceral, um impulso defensivo. Contudo, à medida que a situação se acomodava no pensamento, essa reação bruta deu lugar a algo mais complexo: aquele olhar externo funcionou como um gatilho inesperado, reativando uma energia adormecida em mim. O incômodo transformou-se, gradualmente, em estímulo — uma excitação íntima que me surpreendeu pela força.

Ela disse que deveríamos nos arrumar para sair à noite. Nos arrumamos e descemos ao saguão. Perguntei se já havia chamado um Uber; ela respondeu que Manoel nos levaria, pois estava por perto. Poucos minutos depois, ele chegou. Desceu do carro, cumprimentou-me com um aperto de mão. Na minha esposa, deu um abraço, dois beijos no rosto; pareceu aspirar-lhe o pescoço enquanto dizia algo que não consegui ouvir. Ela riu. Ele perguntou, olhando para ela, se poderia ir na frente, para mostrar alguns pontos turísticos. Ela concordou imediatamente. Fui para o banco de trás, contrariado.

Os dois já orbitavam uma intimidade que extrapolava a cordialidade. Conversavam com fluidez excessiva, riam com facilidade, trocavam toques que se prolongavam além do necessário. Quando queria mostrar algo, ele pousava a mão na coxa dela, testando limites. Ela usava uma saia jeans curta; sentada, a saia subia mais do que deveria. Eu não tinha visão plena, mas era evidente que, para ele, não havia obstáculo algum.

Ao chegarmos ao bar indicado, imaginei que ele se despediria. Ocorreu o contrário. Disse que havia trabalhado o suficiente e perguntou se poderia nos acompanhar. Minha esposa buscou meu olhar e pediu que concordássemos. Concordei.

Entraram juntos no bar. A garçonete perguntou onde o casal gostaria de se sentar. Eles riram. Minha esposa então recuou, estendeu a mão para mim e esclareceu que o marido estava logo atrás. Rimos e sentamos. Manoel foi ao banheiro e, ao voltar, sentou-se ao lado da minha esposa, ocupando um espaço que deixava de ser neutro.

Pedimos cervejas. O forró preenchia o ambiente. Minha esposa gosta de dançar; eu nunca tive habilidade. Mesmo assim, aceitei quando ela me convidou. Na pista, meu desajeito era evidente. Ríamos, mas havia constrangimento. Ao final, ela comentou com Manoel, sorrindo, o quanto eu era desengonçado.

Manoel sugeriu dançar com ela para conferir. Ela aceitou sem hesitar. A dança deles se encaixou de imediato: corpos colados, movimentos sincronizados. Em certo momento, a perna dele se insinuou entre as pernas dela; houve encaixe, não recuo. Trocaram olhares longos, sorrisos densos. Dançaram duas, três músicas. Voltaram de mãos dadas.

A bebida continuava fluindo, diminuindo defesas. A conversa entre eles ganhava corpo; minhas tentativas de participação soavam deslocadas. Recolhi-me. Passei a beber, a assentir. Aceitei o papel de figurante.

Ele tocava minha esposa constantemente. Perfume, cabelo, pernas — tudo era pretexto. Ela não recuava; correspondia com pudor encenado. Não havia barreiras reais.

Adiei ao máximo ir ao banheiro. Quando fui, foi como formalizar uma entrega. Ao voltar, vi-os de costas: pareciam um casal. Ele a envolvia com o braço; ela se inclinava. As pernas abertas deixavam à mostra as coxas; o branco da calcinha surgia sem esforço. Compreendi: eu já não era marido, mas testemunha consentida.

Por volta da meia-noite, o bar esvaziou. Eles voltaram à pista, dançando de forma abertamente sensual. Ele apertava-lhe as nádegas, aspirava-lhe o pescoço. Eu observava em silêncio.

Decidi encerrar a noite. Disse que era hora de voltar. Manoel sugeriu irmos à casa dele. Recusei; minha esposa insistiu. Beijou-me, pediu compreensão. Cedi.

Enquanto eu pagava a conta, eles já iam para o carro. Ela sentou-se na frente. Fui atrás. Durante o trajeto, ele tentava avançar a mão entre as pernas dela; ela segurava o pulso dele, mais simbolicamente do que de fato. Eu fingia não ver.

A casa de Manoel era estreita. Sentaram-se no sofá; fiquei na cadeira. Ele tirou a camisa, chamou-a para dançar. Dançavam colados, sob o controle dele.

Fui ao banheiro. Ao voltar, a saia dela havia subido; o bumbum e a calcinha se insinuavam. As mãos dele percorriam suas pernas. Ela aceitava.

Ela disse que precisava ir ao banheiro. Diferentemente de mim, ele se ofereceu para levá-la. Pegou-a nos braços e atravessou a cortina. Fiquei bebendo, aguardando. Não era mais questão de “se”, mas de “quando”.

Esperei. Depois, afastei a cortina e vi: eles se beijavam com intensidade. Ele a prensava contra a parede, segurava-lhe a cabeça. A outra mão repousava entre suas pernas. Ela rebolava, gemia, totalmente entregue.

Não havia mais dúvida. Apenas constatação.

Continua....

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Comentários

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Delícia!!

Já vi minha Dona dançando lambada numa casa de swing com um macho na frente e outro atrás.. pqp, que tesão fiquei

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Eu fiquei foi curioso em saber do resto, me daria o prazer de mandar algumas ftos e vídeos desta mulher maravilhoa, , caso interessar segue o meu email ode possos retribuir com algumas de minha ficante onde somos um casal liberal, segue o meu email: euamoavida2020@gmail.com

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Começou de maneira estranha,como se tivesse ocorrido algo predecessor que não foi mencionado. Os únicos nomes mencionados são um tal de Paulo e Beto - além do motorista do uber. Tudo muito natural,rolando sem freios... o autor iniciou um relato a partir do meio.

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Que delícia de conto. Me imaginei no lugar do marido... tesão demais!!

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