A Terceira Opção: Como Me Vinguei Da Minha Esposa Traidora - Parte 6 (FINAL)

Um conto erótico de Ramon66
Categoria: Heterossexual
Contém 2840 palavras
Data: 11/01/2026 19:25:22
Última revisão: 11/01/2026 19:31:14

ALERTA - CONTEÚDO SENSÍVEL E VIOLENTO A SEGUIR! SE FOR SENSÍVEL A ESSE TIPO DE TEMA: NÃO LEIA!

> Aqui termina essa história, foi bem pesada de contar ela pra vocês! Antes de tudo: obrigada por lerem a história até aqui, ela não vai agradar a todos, apesar de muita violência, polêmica, fiz com carinho. Não estou muito acostumada a escrever contos desse tipo mais dark (BEM DARK), então se eu pequei, foi querendo acertar. Espero que gostem. E não, não vai ser leve ler isso. Beijinhos e bom inferno, digo, leitura. ❤️

**[Prólogo: A Teologia da Guerra]**

A guerra não é política. A guerra é a única religião verdadeira. No Afeganistão, aprendi que o pecado original não foi a maçã; foi a fraqueza. Deus não expulsou Adão do Paraíso porque ele desobedeceu; expulsou porque ele não teve coragem de matar a serpente.

Eu matei a serpente. Muitas vezes. E gostei.

Esse é o meu pecado. A **Ira** (*Ira*).

Eu não sou a vítima, Elaine. Eu sou o castigo. Eu trouxe o deserto para a sala de estar.

Quando invadi o consultório da Dra. Wilson naquela madrugada, não buscava provas de traição. A traição da carne é banal. Eu buscava a heresia. E encontrei. Nas gravações digitais, a voz da terapeuta não era de cura. Era a voz do Falso Profeta.

*"Não existe certo ou errado, Elaine. Existe o desejo. O desejo é sagrado. A culpa é uma construção patriarcal."*

Ela estava pregando o evangelho da **Soberba** (*Superbia*). A arrogância de achar que pode reescrever a moralidade humana para justificar a sujeira. Ela deu a absolvição antes do pecado ser cometido. Ela armou o gatilho na mente da minha esposa.

A mãe, Edie. A voz dela nas gravações era pura **Gula** (*Gula*) e **Inveja** (*Invidia*). Gula pela vida que não tinha mais, Inveja da juventude da filha. Ela vivia vicariamente através dos orgasmos da Elaine, alimentando-se dos restos do adultério como uma hiena necrófaga.

Matheus. A encarnação da **Luxúria** (*Luxuria*) e da **Avareza** (*Avaritia*). Ele queria tudo. O dinheiro dos encanamentos superfaturados e a buceta da dona da casa. Um consumidor de mundos, sem alma, apenas fome.

E Elaine. Minha Elaine. O receptáculo da **Traição**. O Judas de lábios pintados. Ela vendeu nosso santuário não por trinta moedas de prata, mas por trinta minutos de adrenalina barata.

Eles eram um ecossistema de pecado. Um pelotão que operava nas sombras, com a terapeuta como oficial de inteligência, a mãe como logística, o amante como mercenário e a esposa como o agente duplo.

Eu, o soldado leal, fui deixado para morrer na terra de ninguém.

Mas o soldado voltou. E trouxe o Tribunal consigo.

**[O Tabernáculo da Carne: A Mecânica do Ritual]**

A captura foi uma operação de extração padrão. Não houve luta real. O pecado torna as pessoas lentas e previsíveis. Matheus caiu pela ganância (uma oferta de dinheiro). Edie caiu pelo instinto (um pedido de socorro falso). A Doutora caiu pela vaidade profissional (um suicídio iminente que só ela poderia impedir). Elaine caiu pela confiança (um vinho envenenado).

Quando acordaram, o mundo civilizado tinha acabado.

A sala de estar da família Friese foi transfigurada. Móveis afastados. As janelas vedadas com isolamento acústico pesado e lonas pretas. No centro, sob a luz cirúrgica de holofotes de LED brancos, o altar.

Cinco cadeiras de carvalho maciço, aparafusadas ao chão com buchas de aço expansivas. Nada as moveria.

Eles estavam dispostos em círculo, voltados para dentro. Nus. A nudez não era sexual; era ontológica. Sem roupas, sem títulos, sem defesas. Apenas a verdade flácida e trêmula da carne.

**O Mecanismo de Contenção (Por que eles não atiram em mim?):**

A resposta é física e brutal. Seus braços estavam presos para trás com algemas de polímero rígido. Apenas a mão direita de cada um estava "livre". Mas "livre" é um eufemismo. O pulso direito estava preso a uma corrente de aço temperado de 40 centímetros, chumbada diretamente na base da mesa central.

A geometria era implacável: a corrente permitia que a mão alcançasse a própria virilha e a própria cabeça. Só.

Eles não podiam apontar a arma para mim – a corrente estancava antes. Não podiam apontar para o vizinho. A única trajetória balística permitida era o suicídio.

Eu estava fora do círculo, patrulhando o perímetro como um tubarão, segurando uma escopeta calibre 12 Mossberg 590, carregada com balotes de chumbo. Eu era o Deus daquele pequeno universo.

**A Liturgia Química:**

Eles não estavam apenas amarrados. Estavam quimicamente comprometidos. O coquetel que injetei não era para sedar, mas para "abrir". Uma mistura de escopolamina (para quebrar a vontade e induzir obediência passiva) e uma dose alta de anfetamina e ioimbina (estimulantes potentes).

O resultado é o terror biológico: o coração bate a 160 bpm, a mente está em pânico lúcido, mas o corpo... o corpo trai. A ioimbina força a vascularização pélvica. O medo da morte e a excitação fisiológica colidem. Eles estavam aterrorizados, chorando, mas os homens tinham ereções dolorosas e as mulheres estavam lubrificadas. O corpo se preparava para foder ou morrer. Para o cérebro reptiliano, é a mesma coisa.

No centro, sobre a mesa redonda, cinco revólveres Taurus .38 Special, cano curto. Pretos. Pesados.

E uma roleta. Não de números. De Cores. Cada cadeira tinha uma cor pintada no chão.

Vermelho (Elaine). Preto (Doutora). Amarelo (Edie). Verde (Matheus). Azul (Eu).

"Bem-vindos ao Juízo Final", minha voz ecoou, distorcida pela acústica da sala vazia. Eu estava nu, minhas cicatrizes de Cabul e Kandahar brilhando sob a luz fria. Um mapa de violência gravado na pele.

"Vocês formaram um pelotão", preguei, caminhando ao redor deles. "Um pelotão unido pelo segredo e pela mentira. Na guerra, o pelotão compartilha tudo. A água. A comida. A morte. Vocês compartilharam minha esposa. Compartilharam a zombaria. Agora, vão compartilhar o destino."

Expliquei a regra da Munição Mista.

Os tambores dos revólveres foram carregados aleatoriamente por mim, no escuro, antes de começar.

Em cada arma, havia uma combinação desconhecida:

* Cartuchos vazios (o clique da esperança).

* Munição de manejo (festim - barulho e queimadura, sem projétil).

* Munição de elastômero (borracha - traumatismo craniano, dor excruciante, mas talvez não letal).

* Munição real (ponta oca - o fim).

Ninguém sabia o que tinha na mão. A incerteza é a mãe da fé. E do terror.

**[O Primeiro Círculo: A Soberba (Dra. Wilson)]**

Girei a roleta. A bolinha de marfim dançou e parou no **Preto**.

A Dra. Wilson tremia. O jaleco invisível da autoridade tinha caído. Ela era apenas uma mulher de meia-idade com seios flácidos e olhos arregalados.

"A Doutora", anunciei. "A sacerdotisa da Soberba. Você disse a ela que a culpa era uma invenção. Vamos testar sua teoria. Se a culpa não existe, o medo também não deveria existir."

"Alfonso, isso é um surto...", ela tentou usar a voz terapêutica, mas saiu como um guincho.

Acertei-a com a coronha da escopeta no ombro. O osso estalou. Ela gritou.

"Silêncio! A sessão acabou. Pegue a arma."

A corrente tilintou quando ela pegou o revólver.

"Antes do teste, a confissão. E a prova de carne. O corpo que você mandou ela explorar... explore o seu. Agora."

Sob o efeito das drogas e da minha escopeta apontada para sua cabeça, a Dra. Wilson quebrou. Ela levou a mão à virilha. A humilhação de se masturbar na frente do homem que ela diagnosticou como "passivo" e "controlável" destruiu sua psique.

"Confesse!", ordenei.

"Eu... eu sentia poder...", ela soluçou, os dedos movendo-se mecanicamente no clitóris. "Eu gostava de ouvir os detalhes... era excitante ver a vida perfeita dela ruir... eu queria que ela traísse para provar que o casamento monogâmico é falho... para validar minha própria solidão... eu sou uma fraude..."

"Gire o tambor. Têmpora. Puxe."

Ela obedeceu. O instinto de sobrevivência lutava contra a hipnose da escopeta, mas a alternativa era levar um tiro de calibre 12 no estômago. A roleta oferecia uma chance. Eu oferecia a certeza.

Ela fechou os olhos.

*CLACK.*

O percursor bateu no vazio.

Ela desabou na cadeira, chorando histericamente, a urina escorrendo pelas pernas.

"A Soberba foi perdoada... por enquanto", sussurrei. "Mas o pecado exige penitência. Ajoelhe-se. Vá até a Elaine. A boca que pregou mentiras agora vai servir a traidora."

Forcei-a a fazer sexo oral na Elaine. A cena era uma blasfêmia clínica. A terapeuta lambendo a paciente, misturando lágrimas e fluidos, enquanto eu assistia, impassível. A destruição da hierarquia. A morte do respeito.

**[O Segundo Círculo: A Gula e a Inveja (Edie)]**

A roleta parou no **Amarelo**. Edie.

A mãe. A matriarca do vício.

"Edie. Você queria a juventude dela. Você comia os restos da luxúria dela. Você disse: 'Aproveita, a vida é curta'. Vamos ver o quão curta ela é."

Edie pegou a arma. Ela não chorava. Ela estava em choque catatônico.

"Toque-se, Edie. Mostre-nos a fome que você tem."

A mão velha e manchada foi para o meio das pernas.

"Eu tinha inveja...", ela sussurrou, a voz arrastada pela droga. "O pai dela morreu... eu fiquei seca... eu queria que ela vivesse tudo... eu me imaginava no lugar dela quando ela contava sobre o Matheus... eu queria foder ele também..."

O Matheus, ao lado, gemia de terror, ouvindo seu nome na boca da sogra.

Edie colocou o cano na boca. O gosto de óleo de arma e aço.

*PUM!*

Festim.

O disparo de pólvora sem bala queimou o céu da boca dela, estourou seus tímpanos com o barulho dentro da caixa craniana, mas não a matou. Ela caiu para trás, engasgando com a fumaça, gritando sem som, surda e queimada.

"A Gula queima", eu disse. "Agora, pague. O Matheus está duro. O medo faz isso com os homens. Monte nele, Edie. Foda o homem que você cobiçou. Cumpra seu desejo."

A cena era dantesca. A mãe, com a boca queimada e sangrando fuligem, montando no amante da filha, sob a mira de uma escopeta. O incesto simbólico. A quebra total de tabus. Elaine assistia, gritando, tentando fechar os olhos, mas eu a obrigava a olhar.

"Olhe, Elaine! Olhe o que sua 'liberdade' criou! Olhe a sua herança!"

**[O Terceiro Círculo: A Luxúria (Matheus)]**

A roleta parou no **Verde**.

Matheus. O animal.

Ele estava chorando, o pênis ainda semi-ereto e sujo dos fluidos da Edie.

"Matheus. Você é o mais simples. Você é só fome. Um buraco negro com um pau. Você entrou na minha casa. Bebeu meu vinho. Fodeu minha mulher. Você achou que era o alfa. Olhe para você agora."

Ele pegou a arma. A mão tremia tanto que o cano batia nos dentes.

"Eu sou um lixo...", ele balbuciava. "Eu não queria problemas... eu só queria gozar... ela se ofereceu... eu não sou mau... eu só sou homem..."

"Isso não é desculpa. É agravante. Masturbe-se. Goze para a morte."

Ele começou a se tocar freneticamente. O medo da morte iminente cria uma descarga de dopamina bizarra. Ele ejaculou em segundos, sujando a própria barriga e a arma. O sêmen da covardia.

Ele encostou o cano na têmpora.

"Deus, me ajude..."

*KABOOM!*

Bala real. Ponta oca.

Não houve poesia. A cabeça dele explodiu como um melão podre. Massa cinzenta, sangue e fragmentos de crânio voaram para a direita, cobrindo a Elaine (que estava ao lado dele) com uma chuva quente e viscosa. O corpo dele teve um espasmo violento e tombou nas correntes, pendurado como um pedaço de carne no açougue.

O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo zumbido nos ouvidos de todos e pelos gritos abafados da Elaine, coberta com o cérebro do homem que ela dizia amar.

"A Luxúria consome a si mesma", decretei.

**[O Quarto Círculo: A Ira (Alfonso)]**

Girei a roleta. **Azul**.

Eu.

O Juiz também deve ser julgado.

Larguei a escopeta na mesa, fora do alcance deles (presos e em choque, não representavam ameaça). Sentei na minha cadeira. Prendi meu pulso na corrente.

Peguei meu revólver.

As três mulheres sobreviventes me olhavam. Dra. Wilson (ouvido sangrando), Edie (boca queimada), Elaine (coberta de sangue e cérebro).

"Vocês acham que eu sou o monstro", falei, olhando para o espelho no chão. "E eu sou. Eu trouxe a guerra. Eu matei inocentes em Kandahar. Eu matei crianças que portavam bombas. E eu não senti culpa. Eu senti poder. Eu senti que estava limpando o mundo."

Comecei a me masturbar. O cheiro de sangue fresco, o cheiro de pólvora, a visão da destruição... meu Deus, como aquilo era excitante. Era a verdade nua. A civilização é uma mentira; a barbárie é o estado natural.

"Eu sou a Ira de Deus", confessei, minha voz rouca, o prazer misturado com a dor da verdade. "Eu não quero consertar o casamento. Eu quero queimar o templo."

Coloquei o cano sob o queixo.

Olhei para Elaine.

"Isso é por nós, meu amor."

Puxei o gatilho.

*Click.*

O percursor bateu.

Falha na munição? Ou vazio?

Abri o tambor. Era uma bala real. A espoleta tinha sido percutida, mas não detonou. Um em um milhão. Milagre? Maldição?

"Deus me quer aqui", sorri, um sorriso que rasgou meu rosto. "Ele quer que eu termine o serviço."

Soltei-me da corrente. Peguei a escopeta de volta.

"A Ira sobrevive. O trabalho continua."

**[O Quinto Círculo: A Traição (Elaine)]**

A roleta parou no **Vermelho**. De novo. Ou talvez eu tenha forçado. Não importa. O destino é o que fazemos dele.

"Elaine. A Traidora. Você abriu a porta. Você deixou o vampiro entrar. Você mentiu na minha cama. Você planejou o futuro com ele enquanto eu dormia ao seu lado."

Ela estava catatônica. Coberta com os restos do Matheus.

"Pegue a arma."

Ela pegou. A arma estava escorregadia de sangue.

"Não tenho mais nada para confessar...", ela sussurrou, morta por dentro.

"Tem sim. Diga que valeu a pena. Diga que a destruição da nossa vida valeu aqueles orgasmos. Diga!"

"Não valeu...", ela chorou. "Eu só queria ser vista... eu sou vazia... eu sou um buraco..."

"Toque-se. Encha o buraco com a sua vergonha."

Ela obedeceu mecanicamente. Não havia prazer, apenas fricção dolorosa.

Ela levantou a arma. Apontou para a cabeça.

Mas a mão dela tremeu. Ela virou o cano levemente para frente. Para mim?

A corrente esticou. Travou. Ela não podia me atingir.

Ela virou para o lado. Para a mãe.

"Não!", gritei. "A regra é o suicídio!"

Mas Elaine, na sua loucura final, puxou o gatilho apontando para Edie.

*BANG!*

Bala de borracha.

O projétil atingiu o peito da Edie com a força de uma marretada. O coração da velha, já fraco pelo terror e pela queimadura da boca, não aguentou o impacto contuso. Ela teve uma parada cardíaca fulminante. Os olhos reviraram. Ela morreu olhando para a filha que tinha acabado de atirar nela.

Elaine largou a arma, gritando. Um som que não era humano. Era o som de uma alma sendo rasgada ao meio. Matrícida. Traidora. Puta. Viúva do amante.

"Perfeito", sussurrei. "A obra está completa."

**[O Epílogo: Os Restos do Pelotão]**

Restavam Elaine e a Dra. Wilson.

A Doutora estava encolhida, balbuciando incoerências. A mente dela tinha quebrado. Ela regrediu.

Caminhei até ela. Encostei a escopeta na cabeça dela.

"Soberba. Você se acha Deus. Vá dizer isso a Ele pessoalmente."

*CABUM!*

A execução foi sumária. A cabeça da Doutora desapareceu. O problema da "cura" estava resolvido.

Sobrou apenas Elaine.

A única sobrevivente. Imobilizada na cadeira, cercada por três cadáveres destroçados. Coberta de sangue, massa encefálica, urina, sêmen e pólvora.

O cheiro na sala era insuportável. Ferro. Merda. Morte.

Me aproximei dela. Ela não me via mais. Os olhos dela estavam fixos no vazio, vidrados, pupilas dilatadas. Ela tinha ido para um lugar onde eu não podia alcançá-la. Um lugar onde a dor é branca e contínua.

Soltei a mão direita dela da corrente, mas deixei as pernas presas.

Ela não tentou fugir. Não tentou me atacar.

Lentamente, a mão dela desceu. Ela começou a se masturbar.

Era um movimento espasmódico, compulsivo. Um tique nervoso. O corpo buscando a única liberação química que conhecia para combater o trauma absoluto.

Enquanto se tocava, balançando para frente e para trás na cadeira, ela murmurava baixinho, repetindo as palavras da terapeuta morta, agora transformadas em uma oração satânica:

*"...é um processo... validação... não se culpe... o desejo é sagrado... validação... validação..."*

Eu me vesti. Coloquei minha farda antiga. O tecido camuflado parecia certo.

Limpei minhas impressões digitais, embora não importasse. A cena contaria a história que a polícia queria ver: um culto sexual bizarro, um pacto de suicídio coletivo, drogas pesadas, loucura. O marido, um veterano traumatizado, desapareceria.

Peguei minha mochila. Olhei uma última vez para a minha obra.

O Pelotão Traído tinha encontrado sua lealdade final. Na morte e na loucura, eles estavam finalmente unidos, sem segredos, expostos em sua podridão.

E Elaine... minha amada Elaine. Ela viveria. Viveria naquele inferno particular, presa na cadeira da própria culpa, masturbando-se sobre os túmulos que ela ajudou a cavar.

Abri a porta da frente. A noite estava quente. O ar do Rio de Janeiro entrou, pesado e úmido.

Respirei fundo.

Não sentia remorso. Não sentia tristeza.

Sentia apenas o silêncio. O silêncio limpo e puro do deserto depois da tempestade de areia.

A guerra tinha acabado.

Eu venci.

**[FIM]**

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Comentários

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nunca vi nada parecido na vida,pesado muito pesado. parabens pela originalidade

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Absolute Cinema!!!🫡👏👏👏👏👏Bizarro, macabro e completamente alucinante. Parabéns!!!

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👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼!

Belo final!

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Q loucura, mas uma loucura boa kkkkkk, só não gostei q a esposa a principal peça da trama ficou viva, até porque o poder do não era dela, sem a permissão dela não teria traição

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Eu achei fantástico, tem castigos piores q a morte.

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EITA QUE DOIDEIRA FOI ESSA MEU DEUS! AMEI KKK

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Eu só tenho uma frase

"PORRA, QUE FINAL!!!!!"

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