In memoriam.

Um conto erótico de Joel
Categoria: Heterossexual
Contém 3266 palavras
Data: 12/01/2026 09:22:32

In memoriam.

Eu conseguia ver o ódio e a raiva estampado nos olhos das pessoas, enquanto caminhava pelo salão até o púlpito. Senti minha pele sendo arrancada do meu corpo enquanto eu era alvejado, esfaqueado e provavelmente pendurado para secar antes mesmo de chegar lá.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas nos últimos cinco dias e, naquele momento, eu realmente não me importava mais com o que eles pensavam.

Enquanto estava ali, sentia gotas de suor escorrendo pelas minhas costas, meu estômago era um nó enorme e, não importava quantas vezes eu limpasse as mãos, elas continuavam úmidas.

Dei mais uma olhada na multidão que me triturava com o olhar, tirei cinco folhas de papel dobradas do bolso e comecei.

— Imagino que a maioria de vocês me conheça e provavelmente esteja se perguntando o que diabos estou fazendo aqui hoje? Bem, para falar a verdade, nem eu sei ao certo, só sei que o pastor Dimas me pediu para dizer algumas palavras hoje.

Duas pessoas, mais ou menos na quarta fila, balançaram a cabeça negativamente, levantaram-se e saíram enquanto todos observavam. Todos me condenavam pelo ocorrido. Ninguém conhecia os fatos. Não os culpo.

— Se houver mais alguém que queira sair, por favor, faça-o agora para que eu possa terminar o que vou dizer sem mais interrupções.

Ouvi algumas pessoas murmurarem algo, mas ninguém mais saiu. Acho que todos, inclusive minha família, estavam curiosos para saber o que eu diria em seguida. Eu vinha pensando nisso desde ontem e, embora tivesse dito ao pastor Dimas que iria falar, só havia escrito duas frases no final da última folha de papel. E com certeza essa seria a única forma de pôr luz sobre os fatos ocorridos ultimamente. Eu teria evitado essa exposição a qualquer custo, mas não havia outra forma de sair ileso desse pesadelo.

— Gostaria de ler uma carta que recebi há alguns dias e agradeceria se me deixassem terminar sem interrupções.

Peguei meus óculos de leitura e os coloquei. Normalmente não precisava deles, mas meus olhos estavam cansados e eu não queria cometer nenhum erro. Respirando fundo, comecei.

####

Querido Joel,

Se você está lendo isso, significa que finalmente criei coragem suficiente para fazer o que deveria ter feito meses antes. Sei que você já me ouviu dizer isso mil vezes, mas sinto muito. Sei que isso não justifica o que fiz; é só que é tudo o que me resta. Se fosse possível, eu voltaria atrás e refaria tudo, e poderíamos voltar a ser o casal feliz que éramos, mas isso nunca vai acontecer, não é?

Você se lembra do nosso terceiro encontro, quando eu te disse que seria sua esposa e que você não teria mais voz na decisão? Você riu, eu ri e você disse que talvez devêssemos começar a planejar o casamento, e um mês depois foi exatamente o que fizemos. Meu Deus, como eu te amava. Toda vez que eu pensava em você, sentia aquele calorzinho lá no fundo e mal podia esperar para estar de volta em seus braços. Se existe alma gêmea, com certeza esse era o exemplo.

Quando eu disse "sim" naquele dia, eu disse isso de todo o meu coração e alma. Íamos ficar juntos até que a morte nos separasse, eu realmente acreditava nisso e acredito até hoje.

Os primeiros anos foram melhores do que eu jamais poderia ter imaginado. Tirando o trabalho, acho que nunca nos separamos completamente. Ríamos quando as pessoas nos mandavam ir para um quarto ou quando diziam que as fazíamos passar mal com nossas conversas melosas, mas não era fingimento, nós nos amávamos muito mesmo; ou pelo menos era o que pensávamos.

Quando te contei que estava grávida, achei que você ia morrer de rir. Quando você finalmente parou de me beijar e de me girar, nós apenas nos olhamos e soubemos o que viria a seguir. Quando passamos as doze horas seguintes na cama, eu não achava que poderíamos ficar mais próximos, mas eu estava enganada.

Quando Felipe nasceu, foi o segundo dia mais feliz da minha vida. Ele era tão lindo e éramos a família com que sempre sonhei. Naquele momento, éramos o exemplo de família feliz.

Até hoje, acho que não entendo direito o que aconteceu. Tudo o que me lembro é que o Felipe começou a ficar roxo e eu gritava pedindo ajuda. Tentei segui-los quando a enfermeira o levou, mas não me deixaram. Gritei e berrei até que finalmente alguém me deu uma injeção. Joel, eu não fiz nada de errado, você tem que acreditar nisso. Eu estava amamentando-o num minuto e, no minuto seguinte, ele estava ficando roxo. Não me lembro de muita coisa depois disso, até que acordei e vi você ao lado da minha cama no hospital.

Pelo seu olhar, imaginei o que tinha acontecido. Meu Deus, você foi muito corajoso. Tentou carregar o peso do mundo nas costas e acho que nunca pensei em quanta dor você também estava sentindo. A única coisa em que eu conseguia pensar era que meu bebê tinha ido embora. Amaldiçoei Deus, você e todos os outros que tentaram se aproximar de mim. Nunca quis descontar em você, eu só não sabia o que fazer; a dor era insuportável. Meu coração havia sido arrancado do peito. Uma parte de mim morreu naquele dia.

Eu ia matar o próximo que dissesse que eu sempre poderia ter outro; eu não queria outro, eu queria o Felipe. Ele não era um cachorrinho ou um gatinho que você pudesse ir à loja e substituir. Ele viveu dentro de mim por nove meses, ele era meu filho e quando ele morreu, uma parte de mim foi junto. Como eu disse, Joel, eu nunca nem pensei no que você deve ter passado. Eu só olhava para dentro de mim mesma.

Acho que fui eu quem plantou a primeira pedra no nosso relacionamento. Mesmo você sendo um anjo, eu ainda descontei em você repetidamente, principalmente quando você sugeriu que eu talvez devesse conversar com alguém. Lembro-me de ter te xingado naquela noite, dizendo que eu não precisava que ninguém me dissesse que Felipe estava morto, eu já sabia disso.

Quando voltei ao trabalho, todos foram gentis, mas ninguém sabia o que dizer. Ninguém ali jamais havia perdido um filho, então não conseguiam imaginar o que eu estava sentindo. Meu chefe, Jonas, se certificava de que eu estivesse sempre ocupada, para que pelo menos eu não precisasse ficar remoendo meus sentimentos o dia todo no trabalho. Parece que, depois de algumas semanas, todos, exceto Keila e Bete, se afastaram de mim. Eu ouvia o que elas comentavam baixinho e, a princípio, me sentia mal, mas logo parei de me importar. Nada mais me atingia.

Você viu, por que eu não? Talvez eu tenha visto, mas simplesmente não queria acreditar. Jonas era meu chefe, pelo amor de Deus; eu jamais imaginaria o que ele tinha em mente para mim. Nós conversávamos. Ele me perguntava como eu estava e eu achava que ele estava genuinamente interessado em saber como eu estava. Às vezes, conversávamos por horas sobre o que eu estava sentindo e eu nunca percebi que ele estava criando mais uma intriga entre nós. Quando ele dizia que você deveria ter sido mais atencioso com as minhas necessidades, eu acreditei. Quando contei a ele sobre ter descontado em você, ele disse que entendia completamente e me apoiava, ao contrário de você. Você sempre me dizia que eu tinha que superar. E eu te amaldiçoava por não me compreender. Agora eu sei que estava buscando apoio no lugar errado, más ele sempre estava disposto a me ouvir.

Quando começamos a sair para almoçar e você descobriu, ficou chateado. Eu disse que não estava acontecendo nada e que você não tinha motivos para ter ciúmes do Jonas. Acho que aqueles dois jantares da empresa que eu não te contei eram só a ponta do iceberg. Eu considerava o Jonas um amigo próximo e você o via como o predador que ele era. Eu o considerava um bom amigo, apenas isso.

Ele não parava de se desculpar depois do primeiro beijo. Dizia que se sentia tão próximo de mim que foi quase uma reação natural. Eu disse para ele não se preocupar e, quando toquei no braço dele, ele soube que era só uma questão de tempo. Sem perceber eu já havia baixado a guarda.

Joel, se eu soubesse o que ele estava planejando, teria pedido demissão na hora. Eu só o considerava um bom amigo, nunca um amante. Você foi meu único amor, mas acho que acabei te deixando de lado até nesse aspecto. Eu não fazia ideia o quanto eu estava te afastando de mim.

Quando você me disse que fazia três meses que não fazíamos amor, eu te chamei de mentiroso. Eu não sabia quanto tempo tinha passado, mas não podia ser tanto tempo assim. Tenho certeza de que te magoei profundamente quando gritei com você e disse que precisava de mais tempo para lamentar a perda do meu filho antes de tentar ter outro. Me desculpe por aquelas coisas dolorosas que eu disse. Eu não queria dizer nada daquilo. Acho que foi uma mistura de raiva e frustração por não saber o que fazer, que me fez dizer aquelas coisas horríveis para você. Me desculpe mesmo. Como eu disse antes, devo ter dito essas palavras mil vezes nos últimos meses. Descontando toda minha frustração em cima de você. Te culpando por algo que talvez fosse só minha culpa. E talvez sim, eu fosse a única culpada pela perda de nosso filho. Mas eu não enxergava.

Não sei quem te contou sobre o jantar da empresa naquela noite. Eu tinha levado uma muda de roupa para o trabalho para não precisar voltar para casa e me trocar. Não sei por que não te avisei. Você foi convidado, eu só senti que precisava de uma noite longe de você, mesmo que já tivéssemos tido muitas dessas festas. Eu queria estar lá sem você. Agora eu sei o quanto eu estava errada.

Jonas sempre se certificava de que meu copo nunca ficasse vazio, e embora eu pudesse dizer que era por causa do álcool, não era. Fazia muito tempo que não estávamos juntos, que não havia afeto entre nós, eu estava carente e quando Jonas dançava comigo, eu podia senti-lo contra minha perna. E como parecia maior. Aquilo também me deixou curiosa. Mas era só um amigo para mim.

Juro por Deus, eu nunca soube que ele havia reservado um quarto no hotel. Eu estava bastante embriagada quando subimos. Se eu soubesse que você estava lá embaixo me procurando, eu jamais teria subido com ele, muito menos deixado que ele fizesse o que fez. Eu estava muito vulnerável naquele momento.

Imagino que meus bons amigos me deduraram e, acompanhado do gerente do hotel, você entrou no quarto. Nem consigo imaginar o que passou pela sua cabeça naquele exato momento em que você viu ele nu em cima de mim e dentro de mim, mas o olhar nos seus olhos dizia tudo. Gostaria que você ao menos tivesse gritado ou berrado comigo, ou espancado o Jonas, mas acho que estava surpreso e magoado demais. Você saiu antes que eu pudesse explicar, mas o que havia para explicar? Como dizer que não era o que parecia? Eu estava lá, embaixo dele.

Quando finalmente cheguei em casa, cada palavra que você me disse foi como uma pedra afiada atingindo minha carne, abrindo-a em um corte profundo enquanto o sangue jorrava. Quando você perguntou por quê, tudo o que eu consegui fazer foi chorar. Você nunca disse "eu te avisei", apenas jogou mais um punhado de sal em cada ferida e me observou gritar.

Quando você foi embora na manhã seguinte, achei que ia morrer. Meu peito estava aberto, meu coração machucado havia acabado de ser completamente arrancado. Não consegui ir trabalhar na segunda-feira, nem sequer liguei para avisar. Passei o resto da semana na cama me lamentando e tentando encontrar uma saída. Não podia mentir para você, você tinha visto tudo com seus próprios olhos, mas pensei que talvez me perdoasse desta vez; mas não perdoou. Acho que te afastei durante todos esses últimos meses e você não tinha mais perdão para me dar.

Quando você se recusou a falar comigo, mandei sua mãe; ela podia resolver qualquer coisa, menos isso. Quando me viu, apenas balançou a cabeça e disse que sentia muito. Se ela sentia muito, o que me restava então?

Duas semanas depois, recebi os papéis, mas já não me importava. Não sei onde os coloquei, mas não fez diferença, eu tinha te perdido para sempre. Você nunca atendeu minhas ligações nem respondeu minhas mensagens nos dois meses seguintes e, embora eu estivesse trabalhando, já não era mais tão útil. Meu serviço não rendia mais

O dia em que descobri que estava grávida foi o pior da minha vida. Eu sabia que não era seu filho, a gente tinha parado de fazer amor muito tempo antes e a ideia de carregar o filho bastardo do Jonas me deixou enjoada por dias. Mamãe me levou ao médico e ele me disse que eu teria que me cuidar melhor, afinal, eu ia ser mãe. Passei mal ali mesmo no consultório.

Entendi que seu advogado conseguiu um acordo enorme com o Jonas e a empresa onde eu trabalhava. Quando tudo veio à tona, nós dois fomos demitidos e nos disseram para não usá-los como referência. Nosso currículo estava manchado. O Jonas ficou furioso e me culpou por tudo. Quando contei que estava grávida, ele riu, me chamou de vagabunda e perguntou com quantos outros caras eu estava ficando.

Joel, naquele momento eu precisei de você mais do que de qualquer outra pessoa em toda a minha vida. Você era meu cavaleiro de armadura brilhante. Você deveria cuidar de mim; você deveria me salvar. Tentei ligar tantas vezes, mas você nunca atendeu; acho que eu realmente não esperava que atendesse. Você estava acabado, eu acabei com você, com nós, já não havia mais NÓS.

Joel, eu te amo mais do que a mim mesma e tenho rezado a Deus todos os dias para que você possa me perdoar. Ontem, fiquei parada em frente ao seu trabalho. Eu só queria ver seu rosto sorrindo mais uma vez; Deus, como eu te amo e dói tanto pensar que joguei tudo fora. O amor da minha vida.

Então, a única coisa que posso dizer é que sempre te amarei e que talvez um dia você encontre em seu coração o perdão para mim. Espero que você encontre alguém que possa trazer de volta aquele lindo sorriso ao seu rosto e que você se lembre, de vez em quando, do que tivemos.

Eu sei que estou divagando, mas não sei como terminar isso porque não quero que termine. Mas, acho que já terminou.

Meu querido e amado marido lembre-se sempre de que eu sempre guardarei com carinho o que tivemos e, mesmo que você não esteja mais comigo, você sempre estará no meu coração. Pela eternidade.

Sua esposa sempre, Ângela.

####

Finalmente, levantei os olhos e tirei os óculos. Como consegui ler aquela última página, não sei dizer, pois, assim como tudo ao redor, ela estava encharcada de lágrimas. Olhei em volta e o ódio que ali existia antes havia desaparecido, substituído pela tristeza e compaixão. Eu vi na expressão dos olhares, uma compreensão e o entendimento de como tudo se desenrolou nos últimos meses de nossa vida. Já não havia condenação.

Olhei para o caixão abaixo de mim e chorei abertamente. Desci os degraus, subi até o caixão aberto, inclinei-me e beijei minha esposa. Coloquei em seu dedo a aliança que ela me enviara junto com a carta e guardei a carta no forro ao lado dela. Se ela estava perdida, o que eu era agora? Eu a queria de volta. Más isso já não era possível.

— Querida, por favor, acorde; está tudo perdoado, meu bem, vamos voltar para casa. Senti tanta saudade de você. Sussurrei para ela, mas ela não me respondeu e jamais falaria comigo novamente. Sua falta me corroía por dentro e a dor era insuportável. Uma parte de mim foi junto com ela.

Senti uma mãozinha no meu ombro; era a da mãe dela. Entre lágrimas, ela me disse que Ângela sempre me amou e que viveria dentro de mim. Meu pai me ajudou a voltar para o meu lugar enquanto eu os observava fechar o caixão e a minha vida.

— Eu não quero viver sem você; não consigo continuar sem você. Volta pra mim, pra nossa casa. Solucei enquanto os observava levar o caixão para o fundo da igreja.

Eu nunca cheguei a ir ao cemitério. Enterrei nosso filho e a mãe dele foi sepultada bem ao lado. As duas pessoas que mais significavam para mim no mundo já não estavam mais lá. Agora eu estava sozinho, eu estava naquele caixão.

Papai me levou de carro até minha casa. Eu não ia lá há meses. Parecia habitada. Estava bagunçada, mas não havia comida na casa. Subi as escadas, deitei no que costumava ser nossa cama e coloquei o travesseiro dela sobre o meu rosto. Com os olhos fechados, era quase como se ela estivesse ali comigo enquanto eu inalava sua essência no travesseiro.

Na sala de estar havia uma pilha de pedaços de papel amassados no chão. Lendo alguns, percebi que deviam ser os primeiros rascunhos da carta dela. Dei uma volta e finalmente adormeci na minha velha poltrona na sala de estar.

De manhã, reparei no recorte de jornal. A mãe dela devia tê-lo deixado ali alguns dias antes.

Ângela Monroe, de 29 anos, morreu em um acidente de carro às 11h30 da manhã de terça-feira. Seu veículo atravessou a grade de proteção na estrada e caiu em um barranco a 45 metros de profundidade. Ela foi declarada morta no local. A polícia afirma que o excesso de velocidade foi provavelmente a causa e sua morte foi considerada um acidente. Mas não havia sinal de frenagem e nem tentativa de desviar, apenas seguiu em linha reta até o precipício.

Não foi um acidente e Ângela não morreu em decorrência da batida. Ela morreu meses antes de entrar no carro naquele dia, e foi em parte minha culpa. Por que eu não a amei o suficiente para perdoá-la e recomeçar do zero? Essa é uma pergunta que me atormenta há cinco dias e ainda não tenho resposta.

A esposa de Jonas se divorciou dele e levou tudo o que ele tinha. Ele perdeu o emprego, a esposa e tudo o que possuía, mas continua sem nada e livre por aí.

Vendi nossa casa, no estado em que estava. Nunca mais voltei lá e a mãe dela doou tudo o que havia na casa para famílias carentes da igreja. Comprei um apartamento perto da casa dos meus pais e tenho me esforçado para cuidar deles. O trabalho me mantém ocupado e todos vêm me visitar para dizer o quanto lamentam minha perda. Ângela tinha razão, não importa quantas vezes você ouça isso, não torna a situação mais fácil.

Um dia o noticiário divulgou a seguinte nota.

Um homem foi espancado até a morte em frente a um bar na zona norte, anunciou o âncora do telejornal. Descreveram como ele foi brutalmente espancado, a ponto de ficar irreconhecível. Tiveram que usar o que restou de sua arcada dentária para identificar o corpo de Jonas. Desliguei a televisão. "Notícia velha", pensei enquanto tomava outro gole de cerveja gelada.

A mãe da Ângela tinha razão, ela continuou vivendo no meu coração, mas não era a mesma coisa.

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Comentários

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Pesado. Não considero nada erótico no relato,nem o flagra. Tava na cara que a carta era um epitáfio.

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Sinistro, o lado obscuro da personalidade humana diante de acontecimentos negativos que proporcionaram resultados irreversíveis, não sou a favor de violência extrema, nunca acho que seja a solução ideal, mas o Jonas trilhou o próprio destino.

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