A chuva não parava. Batia no telhado de zinco da casa como dedos impacientes, um som constante que parecia ecoar dentro da cabeça de Larissa. Ela acordava no meio da noite, o corpo suado apesar do ventilador girando preguiçoso no teto, a camisola fina grudada na pele como uma segunda pele úmida. O desejo não era mais só pela pedra – era pelo cheiro, pelo risco, pela sensação de ser nada além de carne oferecida em troca de um segundo de alívio. Eduardo dormia ao lado, o peito subindo e descendo em ritmo calmo, alheio ao furacão que devorava a mulher com quem dividia a cama há dez anos. Ela olhava para ele no escuro, via as linhas suaves do rosto, o bigode que ele insistia em manter porque "dava personalidade", e sentia uma pontada de culpa que doía mais que o vazio no estômago. Mas a culpa não bastava para parar. Nada bastava.
De dia, ela mantinha a máscara. Levava Pedro e Lucas para a escola, o sorriso pronto nos lábios rachados, respondia aos "bom dia" dos vizinhos com voz doce, preparava o almoço como se o mundo não estivesse desmoronando por dentro. Mas as mãos tremiam ao cortar cebola, os olhos se perdiam na janela, e o corpo pedia. Sempre pedia. À tarde, quando as crianças voltavam e enchiam a casa de barulho, ela trancava o banheiro, acendia o isqueiro com dedos nervosos, inalava o que restava da última pedra. A fumaça descia quente, queimando a garganta, explodindo no peito em ondas que apagavam o mundo por minutos preciosos. Depois, o vazio voltava maior, mais faminto.
Zé esperava por ela naquela noite de sexta-feira. A chuva tinha afrouxado um pouco, deixando o ar pesado de umidade e fedor. Larissa estacionou o carro duas quadras antes, o coração na garganta, o vestido preto simples – o mesmo que usava para ir ao mercado – colando nas coxas suadas. Caminhou rápido pelas vielas, os saltos baixos afundando na lama misturada com lixo, o cheiro de urina e fumaça química invadindo as narinas como um velho conhecido. Zé estava encostado numa parede descascada, ao lado de uma fogueira improvisada de papelão e plástico queimado. Ao lado dele, outro homem: alto, magro como um poste, pele morena escura brilhando de suor, dreads sujos amarrados num rabo de cavalo frouxo. Chamava-se Preto, traficante pequeno da área, uns 40 anos, olhos fundos e vermelhos, tatuagens desbotadas subindo pelos braços ossudos, uma corrente de ouro falsa pendurada no pescoço. Ele segurava um cachimbo maior, fumava devagar, o olhar fixo nela desde que ela virou a esquina.
"Chegou a princesinha", Zé disse, a voz rouca de tanto fumar, abrindo aquele sorriso podre. "Trouxe vontade hoje?"
Larissa parou a alguns passos, os braços cruzados sobre os seios, tentando se proteger do vento frio que entrava pela rua. "Eu preciso... de mais. Muito mais. Não aguento mais ficar sem."
Preto deu uma tragada longa, soltou a fumaça devagar, os olhos percorrendo o corpo dela como se já a despisse. "Zé me falou de você. Loira, casada, mãe de família. Diz que chupa gostoso. Mas aqui não é de graça, não, gata. Aqui é trabalho."
Ela engoliu em seco, o estômago revirando. "Quanto?"
Preto riu baixo, um som que parecia vir do fundo da garganta. "Dinheiro eu aceito. Mas eu gosto mais quando a puta paga com o corpo. Tem uns amigos meus ali na boca. Cinco, seis. Eles tão com saudade de uma buceta limpinha. Você abre as pernas pra eles, deixa eles usarem como quiserem, e eu te dou pedra pra uma semana. Sem cobrar nada."
Larissa sentiu o chão sumir. "Não... eu não posso. Eu tenho família... marido..."
Zé se aproximou, o cheiro dele batendo como um soco – urina, suor, crack. "Você já veio aqui duas vezes, loirinha. Já chupou meu pau sujo no chão. O que mais falta pra você entender que já caiu?"
Preto estendeu o cachimbo para ela. "Primeiro fuma. Depois decide."
Ela pegou com mãos trêmulas, inalou fundo, a fumaça queimando tudo por dentro. O mundo clareou, o medo se dissolveu em prazer, o corpo relaxando como se fosse de borracha. Quando abriu os olhos, Preto estava mais perto, a mão grande na nuca dela, puxando-a para o meio da viela.
"Vem. Eles tão esperando."
A viela era mais larga ali, iluminada por uma lâmpada quebrada que piscava amarela. Cinco homens estavam espalhados: um baixinho e gordo, barriga pendurada por cima da calça, barba malfeita, olhos famintos; outro alto e magro, pele clara cheia de marcas de picadas, pau já duro marcando a bermuda; um terceiro negro, corpo musculoso de quem trabalhava na rua, braços tatuados, sorriso largo mostrando dentes faltando; o quarto era um velhinho encurvado, uns 60 anos, mãos trêmulas mas olhar safado; o quinto, o mais novo, uns 25, magrelo, olhos nervosos, mas o pau grosso já saltando quando viu ela.
Larissa chorava baixinho, mas o corpo andava sozinho. Preto a empurrou contra a parede, ergueu o vestido até a cintura, rasgou a calcinha com um puxão seco. "Olha só, rapaziada. Bucetinha rosada, molhadinha. Casadinha safada."
Os homens se aproximaram, formando um semicírculo. O gordo foi o primeiro, ajoelhando desajeitado, a boca quente lambendo a buceta dela sem cerimônia, a língua grossa enfiando fundo, chupando o clitóris com barulho molhado. Larissa gemeu alto, as costas arqueando contra o tijolo áspero, as mãos agarrando o ar. "Não... por favor... ah..."
O negro musculoso abriu a calça, o pau preto grosso e veiado saltando para fora, maior que o de Eduardo. "Abre a boca, loira." Ele enfiou sem dó, a cabeça batendo na garganta, o cheiro forte de suor e urina enchendo as narinas dela. Larissa chupou, lágrimas escorrendo, a língua rodando na base enquanto o gordo lambia mais forte, dois dedos entrando na buceta escorregadia.
Eles a viraram de costas, empinando a bunda contra a parede. O magrelo novo foi atrás, cuspindo na mão e esfregando no cuzinho apertado. "Relaxa, puta. Vai doer, mas você vai gostar." Enfiou devagar, o anel se abrindo com dor queimante, centímetro por centímetro, até entrar todo. Larissa gritou, o corpo tremendo, mas o prazer misturado com a dor a fez empurrar para trás.
Enquanto isso, o negro metia na boca, segurando a cabeça dela, fodendo a garganta com estocadas profundas. O velhinho se masturbava ao lado, gemendo rouco. O gordo se levantou, enfiou o pau curto e grosso na buceta, metendo forte, as barrigas batendo. Três paus ao mesmo tempo: cu, buceta, boca. Os outros assistiam, masturbando, esperando a vez.
Larissa se perdia nos sons: os gemidos roucos, o barulho molhado da carne contra carne, o cheiro de suor, porra, crack e lixo. O corpo dela respondia, gozando uma vez, duas, as paredes apertando os paus, jorrando prazer que escorria pelas coxas. Eles trocavam de lugar, revezando, enchendo ela de porra – na boca, na buceta, no cu, nas costas. O negro gozou no rosto dela, jatos grossos cobrindo os olhos, escorrendo pelo nariz. O velhinho gozou nas coxas, o sêmen ralo pingando no chão sujo.
Quando acabou, ela estava de joelhos, ofegante, o corpo marcado, o vestido rasgado, porra escorrendo por todo lado. Preto jogou um saquinho com pedras no colo dela. "Boa puta. Volta amanhã. Seus amigos vão querer repetir."
Larissa pegou o saquinho, levantou trêmula, caminhou até o carro como se estivesse bêbada. Fumou no banco do motorista, a euforia misturada com nojo, o corpo dolorido mas saciado. Chegou em casa de madrugada, o marido acordado na sala, o rosto pálido de preocupação.
"Onde você tava, Lari? Meu Deus, você tá um lixo... cheira a... a quê?"
Ela caiu nos braços dele, chorando, o corpo tremendo. "Me ajuda, Edu... eu não consigo parar."
Mas enquanto ele a abraçava, preocupado, tentando entender, o saquinho de pedras queimava no bolso do vestido. E ela sabia que amanhã voltaria. O poço era fundo, e ela já tinha tocado o fundo – só que o fundo ainda queria mais. A casa estava silenciosa, exceto pelo tique-taque do relógio na cozinha e o ronco distante de um carro passando na rua molhada. Larissa sentou na beira da cama, as pernas tremendo como folhas ao vento, o vestido ainda colado na pele suada e manchada. O quarto cheirava a ela – a suor misturado com o fedor acre da rua, a porra seca nas coxas, o resíduo químico que grudava na garganta. Eduardo a olhava de pé, os braços cruzados sobre o peito, o rosto uma máscara de confusão e dor que apertava o coração dela como um punho. Seus olhos castanhos, sempre tão calmos, agora brilhavam com lágrimas não derramadas, e as mãos, aquelas mãos que a tocavam com gentileza nas noites comuns, estavam cerradas em punhos brancos.
"Lari... fala comigo. Pelo amor de Deus, o que tá acontecendo? Você chega assim, destruída, cheirando a... a sexo e fumaça. Eu não aguento mais as mentiras." A voz dele era baixa, rouca, como se cada palavra doesse na garganta. Ele se aproximou devagar, sentando ao lado dela, a mão hesitante tocando o ombro nu, sentindo a pele arrepiada.
Larissa baixou a cabeça, os cabelos loiros caindo como uma cortina sobre o rosto, lágrimas quentes escorrendo pelas bochechas sardentas. O peito dela subia e descia em soluços abafados, o corpo ainda latejando das estocadas brutas na viela, o cu dolorido esticado pelos paus grossos, a buceta inchada e pegajosa de sêmen alheio. "Eu... eu não sei por onde começar, Edu. Foi só uma bobagem no começo. Um chá com as meninas... Vanessa trouxe aquilo, e eu experimentei. Achei que era só pra relaxar, pra sair da rotina. Mas agora... agora eu não consigo parar."
Ele congelou, a mão parando no ombro dela. "Aquilo? O quê? Droga, Lari? Você tá usando droga?" A voz subiu um tom, misturada com incredulidade e raiva. Ele a virou para encará-lo, os dedos apertando um pouco mais forte, os olhos procurando os dela. "E o cheiro... as marcas nas suas coxas... você tá se prostituindo? Por causa disso?"
As palavras saíram como um rio rompido, sem freio. Larissa contou tudo, a voz tremendo, os detalhes escapando entre soluços: o primeiro fumo no chá da tarde, a euforia que apagava o tédio de ser só mãe e esposa; as visitas a Vanessa, que fumava escondida do marido e ria das histórias; o estoque acabando, a ida à Cracolândia; Zé e seu pau sujo, o gosto amargo na boca; Preto e os cinco homens na viela, as mãos grossas apertando, os paus invadindo boca, buceta, cu, gozando dentro e fora, deixando ela vazando como uma boneca quebrada. "Eles me usaram, Edu... como uma puta. Eu chorei, mas... mas meu corpo queria. Gozei tanto, mesmo doendo. Eu odeio isso, mas preciso da pedra pra me sentir viva."
Eduardo ouvia em silêncio, o rosto pálido, as mãos agora no colo dela, apertando o tecido do vestido como se quisesse rasgá-lo. Lágrimas escorriam pelo rosto dele, mas havia algo mais ali – uma faísca nos olhos, o pau endurecendo involuntário contra a calça ao imaginar as cenas. "Meu Deus, Lari... como você pôde? As crianças... eu... eu te amo, caralho. Mas isso... isso me mata." Ele a puxou para um abraço apertado, o corpo dele tremendo junto com o dela, o cheiro dela invadindo as narinas dele, misturando nojo e desejo. "Você precisa parar. A gente vai buscar ajuda, clínica, o que for."
Mas Larissa balançou a cabeça, os lábios roçando o pescoço dele, o corpo colando no dele como se buscasse salvação. "Eu tentei, Edu. Mas é mais forte que eu. E... e se eu te disser que uma parte de mim gosta? Do risco, da sujeira, de ser usada assim?" Ela sussurrou, a mão descendo devagar para o volume na calça dele, apertando de leve, sentindo ele pulsar. "Você tá duro... imaginando?"
Ele gemeu baixo, os quadris se movendo contra a mão dela, traidor. "Para, Lari... isso é loucura." Mas não parou. Em vez disso, a beijou com fome, a língua invadindo a boca dela, provando o resíduo amargo que ainda grudava ali. As mãos dele ergueram o vestido, expondo as coxas marcadas, a buceta inchada e pegajosa. "Você... você ainda tá molhada de eles. Meu Deus." Os dedos dele deslizaram entre as pernas, enfiando devagar na umidade misturada com sêmen alheio, sentindo as paredes apertarem.
Larissa arqueou, gemendo na boca dele. "Sim... me fode, Edu. Me faz esquecer." Ele a deitou na cama, rasgando o resto do vestido, os seios fartos balançando livres, os mamilos rosados endurecidos. Enfiou o pau devagar na buceta escorregadia, sentindo o calor pegajoso, as paredes pulsando ao redor dele. "Tá cheia de porra deles... mas você é minha", murmurou rouco, metendo forte, as bolas batendo na pele úmida. Larissa cravou as unhas nas costas dele, as pernas envoltas na cintura, gozando rápido, o corpo convulsionando enquanto ele acelerava, gozando dentro, misturando seu sêmen ao dos outros.
Ficaram ali, ofegantes, colados no suor. "Eu não quero te perder", ele sussurrou, beijando a testa dela. "Mas se isso te vicia... a gente acha um jeito. Sem rua, sem risco. Aqui em casa."
A ideia veio devagar, nos dias seguintes. Larissa fumava escondida, mas o estoque acabava. Vanessa ligou uma tarde, a voz baixa e ansiosa. "Lari, tô sem nada. Meu marido tá desconfiado. Posso ir aí? A gente fuma juntas, como antes." Vanessa chegou quieta, os cabelos morenos soltos, o corpo curvilíneo apertado num jeans justo e blusa decotada, os olhos castanhos brilhando com o mesmo desejo. Elas fumaram no banheiro, rindo nervosas, o cheiro se espalhando. Eduardo chegou cedo, pegando as duas no flagra. "O que é isso? Vanessa? Você também?"
A confissão veio em ondas. Vanessa contou sua história: o vício começara com o ex, festas pesadas, agora usava para aguentar o casamento chato. Eduardo ouvia, o rosto sério, mas os olhos traíam – o desejo crescendo ao ver as duas mulheres, suadas e vidradas, os seios de Vanessa subindo com a respiração acelerada. "Se é isso que vocês precisam... a gente faz aqui. Sem rua. Eu cuido."
A primeira noite foi na sala, filhos dormindo nos quartos. Larissa ligou para Preto, a voz tremendo. "Vem aqui... traz pedra. E uns amigos." Eles vieram – Preto com Zé e mais três: o negro musculoso da viela, pau grosso como um braço; o gordo barrigudo, mãos ávidas; o magrelo novo, olhos nervosos mas pau latejante. Eduardo abriu a porta, o coração acelerado, mas o pau endurecendo ao imaginar.
A sala virou caos. Vanessa foi a primeira a se entregar, ajoelhando na frente de Preto, chupando o pau dele com fome, a boca esticando ao redor da grossura. "Ah, isso... me dá pedra depois", murmurava, a língua rodando na cabeça inchada. Larissa se juntou, lambendo as bolas dele enquanto Eduardo assistia, masturbando devagar. "Vem, Edu... participa", Larissa chamou, os olhos vidrados.
Ele se aproximou, puxando Vanessa para o sofá, enfiando o pau na buceta dela devagar, sentindo o calor apertado. "Você é gostosa... mas minha mulher é melhor", grunhiu, metendo forte enquanto o negro musculoso pegava Larissa por trás, enfiando no cu dela sem dó, esticando o anel até doer e queimar de prazer. "Toma, loira... arrombo esse rabo de novo."
A suruba rolou em ondas: corpos colados, gemidos abafados para não acordar as crianças. Zé fodia a boca de Vanessa, gozando no rosto dela, porra escorrendo pelos seios fartos. O gordo metia na buceta de Larissa, as barrigas batendo, enquanto Eduardo enfiava no cu dela ao mesmo tempo, os paus roçando um no outro através da parede fina. "Sente isso, amor... dois dentro de você", Eduardo murmurou, beijando o pescoço suado dela.
Vanessa gozava gritando baixo, montada no magrelo, os quadris batendo forte, enquanto Preto chupava os seios dela, mordendo os mamilos duros. Larissa se contorcia entre os homens, o corpo usado em todos os buracos, gozando em jatos que molhavam o sofá. Eduardo participava ativamente, fodendo as duas, gozando na cara de Vanessa enquanto o negro enchia a buceta de Larissa.
Preto deixou pedra o suficiente para dias, rindo ao ir embora. "Boa casa, loira. Volto com mais amigos." Eduardo abraçou Larissa depois, os corpos exaustos. "Isso é louco... mas se te faz feliz, eu tô dentro." Vanessa dormiu no sofá, o sorriso satisfeito no rosto.
As noites viraram rotina: filhos dormindo cedo, a casa virando ninho de desejo e fumaça. Eduardo participava, guiando as surubas, o amor por Larissa misturado ao tesão novo. Vanessa vinha sempre, trazendo mais vício e prazer. O poço era fundo, mas agora eles caíam juntos, os corpos entrelaçados na escuridão. A ideia veio como um sussurro no meio da noite, daqueles que nascem do desespero e se enraízam no desejo proibido. Eduardo estava deitado ao lado de Larissa, o braço pesado sobre a cintura dela, sentindo o calor da pele ainda úmida do banho que ela havia tomado para lavar os resquícios da última suruba. O quarto estava escuro, só iluminado pelo brilho fraco do abajur na mesinha, e o ar carregado do cheiro doce e químico que sempre pairava depois que Vanessa ia embora. Larissa respirava devagar, os cabelos loiros espalhados no travesseiro como fios de ouro desgastado, os lábios entreabertos em um suspiro exausto. Ele traçava círculos preguiçosos na barriga macia dela, sentindo as curvas que outrora eram só suas, agora marcadas por toques alheios que ele mesmo convidara.
"Lari... a gente não pode continuar assim pra sempre", murmurou ele, a voz rouca, como se as palavras doesse ao sair. "As pedras acabam, o dinheiro some. Eu vejo você se destruindo, e isso me quebra por dentro. Mas... e se a gente virasse o jogo? Se isso virasse algo que nos sustenta?"
Ela abriu os olhos devagar, os azuis claros agora turvos pela fadiga constante, virando o rosto para encará-lo. Uma ruga de confusão se formou entre as sardas no nariz dela, mas havia uma faísca ali, uma curiosidade misturada com o medo que se tornara constante. "O que você quer dizer, Edu? Virar o quê?"
Ele hesitou, a mão parando na pele dela, sentindo o coração dela bater mais rápido sob os dedos. "A gente cobra. Transforma isso em... negócio. Os caras vêm aqui, pagam pra entrar, pra... pra usar. Nada na rua, nada perigoso. Eu controlo, cuido de você. Vanessa pode ajudar, trazer mais. A gente ganha dinheiro, compra mais pedra, e quem sabe... sai dessa merda um dia."
Larissa sentiu um frio subir pela espinha, mas o corpo traía – um calor sutil entre as coxas, uma umidade que começava a se formar só de imaginar. Culpa e excitação se misturavam como óleo e água, girando no peito dela. "Você tá louco? Nossa casa... as crianças..." Mas os olhos dela brilhavam, e ela mordeu o lábio inferior, imaginando o fluxo de corpos, o cheiro de suor e desejo preenchendo o ar.
Eduardo se inclinou, beijando o pescoço dela devagar, a barba roçando a pele sensível, fazendo-a arrepiar. "A gente manda os meninos pra vó esse fim de semana. Ela tá pedindo pra ficar com eles faz tempo. Só nós, Vanessa, e quem pagar. Eu te protejo, amor. Sempre protejo."
A decisão se solidificou nos dias seguintes, como um plano sussurrado em cantos escuros. Larissa ligou para Vanessa, a voz trêmula no telefone, explicando a ideia. A amiga riu baixo, uma risada rouca e cúmplice, os olhos castanhos imaginando o caos. "Porra, Lari, isso é genial. Eu entro. Meu marido viaja pro interior, eu fico aí. A gente cobra cinquenta por cabeça, pedra extra pros que quiserem fumar junto." Vanessa chegou na sexta à tarde, o corpo curvilíneo apertado num vestido vermelho curto que mal cobria as coxas grossas, os seios fartos quase saltando do decote, os cabelos morenos ondulando nas costas. Ela abraçou Larissa forte, o cheiro de perfume barato misturado com o desejo latente. "Vai ser épico, gata. A gente manda nesses machos."
Os meninos foram para a casa da vó com beijos apressados e promessas de doces, o coração de Larissa apertando ao vê-los irem, uma lágrima solitária escorrendo enquanto acenava da porta. Eduardo a abraçou por trás, as mãos descendo pela barriga, apertando de leve. "É pro bem deles, amor. A gente precisa de dinheiro pra sair dessa." Mas os olhos dele brilhavam com algo mais – uma excitação possessiva, o pau endurecendo contra a bunda dela só de pensar no que viria.
Preto foi o primeiro a chegar, trazendo o saquinho de pedras como pagamento inicial, os dreads sujos balançando enquanto ria. "Cobrar? Boa ideia, corno. Eu trago onze amigos. Todos pagantes." Eles vieram aos poucos, enchendo a sala: Zé com seu cheiro rançoso, o negro musculoso com o pau grosso que Larissa lembrava bem, o gordo barrigudo suando profusamente, o magrelo novo com olhos nervosos, mais sete desconhecidos – mendigos, traficantes pequenos, operários sujos do dia de trabalho, paus variados em tamanho e grossura, cheiros misturados de suor, cigarro e desejo cru. A sala, outrora um lugar de família, agora pulsava com testosterona: corpos encostados nas paredes, mãos coçando virilhas, olhares devorando Larissa e Vanessa como presas.
Eduardo cobrava na porta, os bolsos enchendo de notas amassadas, o coração acelerado de uma mistura de ciúme e tesão. "Regras: nada de violência. Elas mandam. Eu tô de olho." Mas seus olhos traíam, fixos em Larissa, que fumava uma pedra no sofá, os olhos vidrados brilhando, o vestido curto subindo pelas coxas claras.
A tensão crescia devagar, como uma panela no fogo. Vanessa acendeu o primeiro cachimbo, passando para Larissa, a fumaça enchendo o ar, o cheiro químico misturando com o suor masculino. Os homens se aproximavam, mãos ousadas tocando coxas, apertando seios. "Começa a festa, loiras", Preto mandou, abrindo a calça, o pau moreno saltando grosso e veiado.
Larissa sentiu o mundo girar, o vício acendendo o fogo no ventre. Ela se ajoelhou no centro da sala, Vanessa ao lado, as duas como rainhas degradadas. O negro musculoso foi o primeiro, puxando Larissa pelos cabelos loiros, enfiando o pau preto enorme na boca dela, a cabeça inchada batendo na garganta, o gosto salgado e suado enchendo os sentidos. "Chupa, puta casada. Mostra pro teu corno como você gosta." Larissa gemeu, a língua rodando na base, os lábios esticando ao redor da grossura, saliva escorrendo pelo queixo enquanto engolia mais fundo.
Vanessa, ao lado, montava o gordo barrigudo no sofá, os quadris descendo devagar no pau curto e grosso, sentindo ele preencher a buceta molhada, as barrigas batendo com barulho úmido. "Ah, isso... me fode, gordo. Paga bem pra isso." Ela arqueava as costas, os seios balançando fartos, os mamilos castanhos endurecidos sendo pinçados por mãos alheias.
Eduardo assistia do canto, o pau duro latejando na calça, mas ele se juntava devagar, puxando Larissa para o lado, enfiando o pau na boca dela ao lado do negro. "Minha vez, amor. Chupa nós dois." Os paus roçavam um no outro na boca dela, Larissa alternando, lambendo as cabeças inchadas, o gosto misturado de suor e pré-gozo enchendo a língua.
A suruba explodia em caos controlado. Doze homens, corpos suados colidindo, gemidos roucos preenchendo o ar. Larissa era levantada, colocada de quatro no tapete, Zé enfiando no cu dela devagar, o anel apertado esticando com dor queimante que virava prazer, enquanto Preto metia na buceta por baixo, os paus grossos roçando um no outro dentro dela, estocadas sincronizadas batendo fundo. "Ah... me arromba... mais forte", ela gritava, o corpo tremendo, gozando em ondas que apertavam os paus, jorrando prazer pelas coxas.
Vanessa era passada como um brinquedo: o magrelo no cu dela, o velhinho na boca, mãos em todos os lugares apertando seios, pinçando clitóris. "Toma, morena... engole tudo", o velhinho gemia, gozando ralo na garganta dela, porra escorrendo pelos cantos dos lábios.
Eduardo entrava na dança, fodendo Vanessa por trás enquanto Larissa cavalgava um desconhecido, os quadris batendo forte, os seios balançando contra o peito dele. "Você é minha, Lari... mas ver você assim... me mata e me acende", ele murmurava, beijando o pescoço suado dela entre estocadas.
O fim de semana se estendia em um borrão de prazer e dor. Noites sem dormir, corpos colados no chão da sala, porra secando na pele, pedras fumadas em intervalos que apagavam o cansaço. Larissa gozava incontáveis vezes, o corpo exausto mas insaciável, o cu arrombado latejando, a buceta inchada vazando sêmen de todos. Vanessa ria entre gemidos, os olhos castanhos vidrados, "Isso é viver, gata... fode mais".
No domingo à noite, os homens foram embora, bolsos vazios mas corpos saciados, deixando pilhas de notas na mesa. Eduardo contava o dinheiro, os olhos cansados mas brilhantes. " 10 Mil e quinhentos, Lari. Dá pra mais pedras... e quem sabe, terapia." Ele a abraçou, os corpos doloridos colando um no outro, lágrimas misturadas nos beijos.
Larissa chorava no peito dele, o coração partido e inteiro ao mesmo tempo. "Eu te amo, Edu... mas isso me mudou pra sempre." Eles adormeceram assim, entrelaçados no caos que criaram, o vício ainda queimando, mas agora com um laço que os unia na queda. O poço era fundo, mas no fundo, eles se encontraram – quebrados, mas juntos, em uma dança eterna de desejo e redenção incerta.