Dante bate na janela do quarto de Daniel como se fosse a coisa mais natural do mundo entrar ali às 7 da manhã.
— “Acorda, meu humano preferido. Hoje é dia de… passeio!”
Daniel pisca, confuso.
— “Passeio? Você sabe o que é isso?”
Dante ergue uma sobrancelha perfeita.
— “Eu… tenho uma ideia. Acho.”
E com um estalar de dedos, veste uma roupa humana estilosa, cabelos brilhando em um azul elétrico que certamente não existia dois minutos atrás.
Daniel o leva para o parque da cidade.
Dante entra como quem está atravessando um portal místico… só que tropeça no primeiro tapete de borracha.
— “O QUE É ISSO? Ele tentou me atacar! Essa coisa é viva?!”
— “É só um tapete, Dante…” — Daniel segura a risada.
Dante decide fingir que sabia disso o tempo todo.
🎢 Montanha-russa
Eles entram na montanha-russa. Dante, muito confiante:
— “Eu já enfrentei criaturas feitas de fogo líquido. Isso aqui vai ser fácil.”
Primeira descida. Dante solta um grito tão agudo que até Daniel se assusta. Quando a montanha-russa para, Dante está agarrado no banco, tremendo.
— “Isso… é coisa de gente normal?! Vocês fazem isso POR DIVERSÃO?!”
Daniel ri até ficar sem ar.
🍦 Sorvete
Dante prova sorvete pela primeira vez. Ele adora — mas não sabe como aquilo funciona. Dante morde uma bola de sorvete. Congele instantâneo. Ele fica com a boca aberta, língua para fora:
— “EU ESTOU MORRENDO! MEUS PODERES DESAPARECERAM!” - Daniel chora de rir.
O sorvete derrete na mão de Dante e ele se lambuza inteiro.
Ele tenta limpar com o braço… só piora.
Agora o braço forte e o peito peludo dele estão com creme, chocolate e granulado.
Daniel pega um guardanapo e ri enquanto limpa o rosto dele.
E aí… o clima surge. Dante fica quieto, observando Daniel de perto, olhos brilhando em tom esmeralda.
— “Você sorri pouco, Daniel… devia sorrir mais.”
Daniel engole a seco.
— “É que… quase não tenho motivo…”
Dante o encara.
Longo demais.
Forte demais.
Por um momento, nenhum dos dois respira.
👻 Trem Fantasma
No trem fantasma, Dante se assusta com cada boneco animatrônico.
Quando aparece um demônio de plástico assustador:
— “NA BOA… POR QUE OS HUMANOS ACHAM QUE EU PAREÇO ASSIM?! EU NÃO SOU… NADA DISSO!”
Daniel berra de rir.
É o melhor dia do menino em meses.
No dia seguinte, o treinador chama Daniel para uma reunião.
Dante não está incorporado — agora é o treinador real.
— “Daniel… você é um talento natural. Quero que assuma a direção do time comigo.”
Robinson, atrás da porta, escuta e sente o estômago virar.
Daniel tenta recusar, mas o treinador insiste. E, a contragosto… Daniel aceita. Para piorar, o treinador diz algo que destrói Robinson:
— “Robinson… você vai continuar no time, mas não como capitão. Daniel assume por enquanto.”
Robinson sente o chão sumir ele sai irritado, ferido e com o ego destruído.
E Dante aparece no corredor, sorrindo discretamente com o cabelo agora verde-menta:
— “E o jogo começa.”
🎉🔥 A FESTA DE KÁTIA — O CAOS COLORIDO
Dante aparece no quarto de Daniel à noite, com roupas espalhadas pela cama.
— “Você vai chegar deslumbrante.” - Os olhos dele brilham roxo. O cabelo fica lilás brilhante. Ele passa a mão no ombro de Daniel e — puf! — uma roupa surge.
Moderna.
Bonita.
Sedutora.
Daniel fica irreconhecível, Lindo. Dante sorri.
— “Vai lá, arrasa. E… tenta não se perder.”
🎊 CHEGADA NA FESTA
Daniel entra e a música baixa por um segundo.
Vários olhares viram na hora.
— “Gente! O Daniel tá lindoooo!” — uma menina comenta.
Kátia o abraça:
— “MEU DEUS, você tá perfeito! E esse perfume… eu AMO!”
Daniel entrega o presente dela, ela vibra. Robinson, no canto da sala, observa tudo. Sem entender a sensação quente e desconfortável que sente no peito: Ciúmes, mas ele ainda não aceita isso.
Dante aparece vestido de garçom. Olhos cor-de-rosa, cabelos prateados.
— “Quer ver uma mágica?”
Ele despeja discretamente um líquido brilhante no ponche.
DOIS MINUTOS DEPOIS:
🌈 Pessoas rindo demais
🌈 Gente abraçando postes
🌈 Uma menina conversando com a árvore
🌈 Duas amigas se beijando na piscina
🌈 Um grupo dançando quadrilha no meio do jardim
E…
Um professor que Daniel odeia entra na festa para “repreender a turma”. Um gole de ponche depois…Ele está:
de sunguinha prateada
óculos de coração
um boá rosa brilhante
dançando I Will Survive em cima da mesa
Kátia:
— “MEUS ÓCULOS!!!”
Alunos filmam tudo. Viraliza na hora. Daniel chora de rir.
Dante dá uma piscadinha:
— “Eu disse que traria diversão.”
A música está alta, a casa um caos. Daniel sobe para beber água no quarto, todos os garotos da festa dão em cima dele, tirando Robinson do sério mesmo sem ele saber o porque...Robinson, irritado, sobe atrás. A tensão explode.
— “Por que você tá assim?” — Daniel pergunta.
— “Assim COMO?!”
Robinson se aproxima demais. O cheiro dele. O calor dele. Tudo confunde Daniel.
Robinson toca o rosto de Daniel. A respiração se mistura. O momento acontece. Não é explícito — mas é quente.
Quente o suficiente para ambos perderem o fôlego.
Mas…Robinson afasta, nervoso, assustado consigo mesmo.
— “Se você quer… isso…” — ele gesticula entre os dois— “Vai ter que sair do time. E pedir pro treinador me colocar de volta.”
Daniel não entende.
— “Por quê? Eu nunca faria nada pra te prejudicar!”
Robinson fala sem pensar:
— “Ah, claro… você vira capitão do nada e quer que eu acredite que não tá fazendo… favores… pro treinador?”
Silêncio mortal.
Daniel sente o coração quebrar. A dor é física.
E sem pensar…
DANIEL DÁ UM TAPA NA CARA DE ROBINSON.
Um tapa forte, merecido.
Robinson fica imóvel, chocado. Daniel, com lágrimas nos olhos:
— “Eu nunca… nunca faria isso. Eu gostava de você.”
E sai do quarto.
Robinson fica ali, com a mão ardendo no rosto…e o coração ardendo ainda mais.
Daniel chega em casa com o rosto ainda quente de lágrimas.
A porta bate atrás dele. Ele tenta não fazer barulho, mas Dante já aparece sentado na cama dele, pernas cruzadas, cabelo num tom azul-escuro misterioso.
— “Você voltou cedo da festa…” — Dante comenta, examinando a expressão do menino.
Daniel respira fundo e… desaba. Ele amassa a camiseta contra o rosto, tentando segurar o choro. Dante se aproxima devagar.
— “Ele te machucou… não foi?”
Daniel não responde.
Só chora. Dói. Muito.
Dante passa a mão no cabelo dele, lentamente — quase como se estivesse aprendendo a consolar alguém pela primeira vez.
— “Daniel… me conta.” E Daniel conta tudo. A humilhação. A acusação. O tapa. A quebra.
Quando termina, Dante o olha com algo raro nos olhos: empatia, mas aí… Daniel endurece o queixo.
— “Dante… você disse que faria ele gostar de mim. Mentiu.”
Dante ergue o olhar, sério, muito sério.
— “Eu nunca menti. Você é quem entendeu errado.”
— “Você disse que podia fazer!” — Daniel grita, ferido.
Dante respira… e fala a verdade pela primeira vez:
— “Daniel… para forçar alguém a te amar, eu teria que conduzi-lo pelos Sete Pecados. É assim que magia emocional funciona. Eu achei que você nunca aceitaria.”
Silêncio.
Daniel afasta a mão de Dante, com o peito incendiado.
— “Então… então você SEMPRE soube que não podia fazer!”
— “Eu nunca disse que não podia. Eu disse que não devia.”
— “É a MESMA coisa!” — Daniel explode.
Ele vira o rosto, ofendido, machucado…
E Dante o observa em silêncio — algo feroz e ao mesmo tempo triste brilhando no olhar.
Daniel levanta de repente, com um olhar que Dante nunca viu nele.
— “Sabe de uma coisa? Eu vou conquistar o Robinson.”
Dante pisca.
— “…Por vingança?”
Daniel finge que não hesita:
— “SIM. Só pra esfregar na cara dele. Só isso.”
Mas o coração dele lateja outra resposta e Dante percebe. Ele sempre percebe.
— “Você ainda gosta dele.”
— “CALE A BOCA.”
Daniel está vermelho, irritado, ferido… e completamente apaixonado.
Dante se aproxima, a voz baixa:
— “Daniel… se você realmente quer fazer isso… tudo bem.”
— “Quero.”
— “Mas você precisa entender: os pecados devem vir dele. Espontâneos. Você NÃO pode obrigá-lo. Isso corromperia você.”
Daniel aperta os dentes.
— “Então me ajuda a criar… situações.”
O sorriso que surge no rosto de Dante é perigoso e lindo.
— “Ah… isso eu sei fazer.”
CONTINUA...
VEM AÍ..."A Lira da Ira" 😈
